Orientações para análise de imagens com finalidades didáticas
Produto educacional fruto da dissertação intitulada “Imagens fotográficas nos livros de Química aprovados pelo PNLD 2018: a cinética química em questão”. Autora: Flávia Chini Alves. Orientador: Wilmo Ernesto Francisco Junior.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE EDUCAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA
FLÁVIA CHINI ALVES
ORIENTAÇÕES PARA ANÁLISE DE IMAGENS COM FINALIDADES DIDÁTICAS
Maceió
2019
FLÁVIA CHINI ALVES
ORIENTAÇÕES PARA ANÁLISE DE IMAGENS COM FINALIDADES DIDÁTICAS
Produto Educacional apresentado ao
Programa de Pós-Graduação em Ensino
de Ciências e Matemática (PPGECIM) da
Universidade Federal de Alagoas (UFAL),
como requisito parcial para a obtenção do
título de Mestre em Ensino de Ciências e
Matemática.
Orientador Prof.
Francisco Junior
Maceió
2019
Dr.
Wilmo
Ernesto
FLAVIA CHINI ALVES
ORIENTAÇÕES PARA ANÁLISE DE IMAGENS COM FINALIDADES DIDÁTICAS
Produto Educacional apresentado à banca examinadora como requisito parcial
para a obtenção do Título de Mestre em Ensino de Ciências e Matemática Subárea
de Concentração "Química", pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino de
Ciências e Matemática do Centro de Educação da Universidade Federal de Alagoas,
aprovada em 29 de março de 2019.
BANCA EXAMINADORA
Prof. Dr. Wilmo Ernesto Francisco Junior
Orientador
(Campus Arapiraca/UFAL)
Profa. Dra. Tereza Cristina Cavalcanti de Albuquerque
(Campus Arapiraca/UFAL)
Profa. Dra. Adriana Cavalcanti dos Santos
(CEDU/UFAL)
PRODUTO EDUCACIONAL
Devido à posição que as imagens têm ocupado nas atividades pedagógicas em
sala de aula, apontadas por diversos pesquisadores da Educação, a deficiência na
formação de professores que não estabelece os alicerces para uma leitura da
imagem, como um possível caminho para uso pedagógico, a complexidade em
ler/interpretar/significar as imagens,
surge a proposta de elaborar um guia de
orientações para a leitura de imagens fotográficas.
A finalidade do guia de orientações é oferecer um suporte, destinado aos
professores, para a leitura e seleção de imagens fotográficas, compondo o
planejamento de estratégias envolvendo linguagem fotográfica em sala de aula.
Selecionar uma imagem para compor uma atividade no contexto educacional impõe
sua leitura, que necessita de uma intencionalidade, uma intencionalidade pedagógica
em se utilizar a imagem. É preciso ter em mente o objetivo a ser atingido por meio do
recurso imagético. Os questionamentos para a seleção e planejamento do uso da
imagem na prática pedagógica devem ser norteados por: O que quero/posso ensinar
a partir da imagem? Por que ensinar? Como ensinar? O que meus alunos podem
aprender com ela? Estas considerações iniciais permitem que o professor organize a
construção racional do conhecimento científico em sala de aula.
Assim como o ato de fotografar é uma seleção de enquadramentos, pontos de
vista, perspectivas, ângulos por seu agente, na leitura da imagem é preciso estar
atento a esses elementos, pois estes constituem o sistema comunicativo da imagem.
Nessa
perspectiva,
a
presente
proposta
configura-se
num
contexto
interdisciplinar, da forma que, articula-se os conhecimentos da linguagem fotográfica,
da Gramática do Design Visual de Kress e van Leeuwen (2006) e educação química.
A partir das particularidades de cada área do conhecimento que nosso produto se
constitui em um todo, estruturado em três eixos de análise da imagem:
•
Identificação da imagem fotográfica
•
Recepção: abordagens para o ensino de química
•
Produto: elementos da linguagem fotográfica
A partir desses três eixos, foram organizadas duas fichas de análise com intuito
de decompor possibilidades da mensagem fotográfica.
Ficha de identificação fotográfica
Autor
Espaço e tempo retratado
Assunto
Distribuição fotográfica
Ficha da expressão fotográfica
Análise e interpretação do conhecimento químico
Conteúdo
Temática
Pessoas/objetos retratados
Dimensão
macroscópica
do
conhecimento químico
Dimensão
submicroscópica
do
conhecimento químico
Dimensão simbólica do conhecimento
químico
Problematização
Representação: Narrativa ou Conceitual
Contato/olhar (oferta/demanda)
Elaboração da linguagem e gramática visual da fotografia
Qualidades visíveis: Forma (volume e
solidez de um objeto); Textura
(superfície dos objetos); Padrão visual;
Cores e valores tonais; Movimento
Enquadramento I: sentido da foto
(horizontal, vertical, quadrado)
Enquadramento II: distribuição de planos
(plano geral, plano médio, primeiro
plano)
Enquadramento III: linhas
Enquadramento IV: ênfase
Nitidez: foco
Atitude ou Perspectiva
Composição e equilíbrio
Modalidade (naturalista e sensorial)
Cada um dos campos das duas fichas deverá ser preenchido pelos elementos
presentes no espaço fotográfico, que compreende o recorte espacial processado pela
fotografia, como se organiza, o controle exercido na sua composição, a quem está
vinculado – fotógrafo e a quem se destina – espectador. Considera-se os itens
contidos no plano da expressão, que consubstanciam a expressão fotográfica.
Através da Ficha de identificação fotográfica busca-se detectar seus elementos
constitutivos (fotógrafo, assunto), suas coordenadas de situação (espaço e tempo
retratado) e a distribuição fotográfica (refere-se ao suporte que veicula a imagem
fotográfica, por exemplo, livros, revistas, jornais, sites etc.), de forma a individualizar
cada documento fotográfico, estabelecendo sua identidade e unicidade.
Na Ficha da expressão fotográfica compreende a análise e interpretação da
fotografia como fonte de informações à área do conhecimento químico e recupera-se
os elementos da linguagem fotográfica. Para cada item da expressão fotográfica são
descritas as orientações para sua análise e interpretação, a saber:
- Análise e interpretação do conhecimento químico:
Conteúdo: correlaciona a composição do espaço fotográfico ao(s) conteúdo(s)
do conhecimento químico. Qual(is) conteúdo(s) relativo(s) à química pode(m) ser
abordado(s) a partir da fotografia? Qual(is) conteúdo(s) referente(s) às mais diferentes
áreas do conhecimento pode(m) ser abordada(s)?
Temática: compreende a tematização (contextualização) da imagem fotográfica
para ilustrar o conhecimento químico de diferentes conteúdos temáticos como, por
exemplo, técnico-experimental (experimento, materiais de laboratório, equipamento
etc.), fenômeno da natureza (reações/situações que ocorrem no dia a dia),
uso/aplicação
de
produtos/materiais
químicos
(se
caracterizam
pela
modificação/envolvimento do ser humano), história da ciência, interdisciplinar
(relações com outras áreas do conhecimento), atividades cotidianas (relacionadas ao
lazer ou atividades domésticas) e analogia.
Pessoas/objetos retratados: compreende à descrição do que está retratado no
espaço fotográfico.
Dimensão macroscópica do conhecimento químico: refere-se à percepção
visual observável e descritiva do fenômeno químico. O que vê na imagem? O que
enfatiza ao observar a imagem?
Dimensão submicroscópica do conhecimento químico: refere-se à explicação
do fenômeno químico por meio do arranjo e movimento de moléculas, átomos, íons,
elétrons ou outras espécies subatômicas.
Dimensão simbólica do conhecimento químico: refere-se as representações
simbólicas de átomos e moléculas, fórmulas, equações e estruturas que
organizam/explicam o conteúdo da imagem.
Problematização: Qual(is) questionamento(s) surgem frente à imagem?
Representação: Narrativa ou Conceitual: compreende a relação que ocorre
entre os elementos, objetos, participantes envolvidos dentro da imagem. Essa relação
pode ser narrativa, quando os participantes são mostrados fazendo algo, passando a
ideia de ação/movimento assinalados como pela presença de um vetor, um traço
imaginário, que podem ser constituídos por linhas presentes na imagem ou pela
direção de olhar. Há composições visuais que não expressam ações, representando
os participantes de modo estático, são os processos conceituais, e procuram
representar a essência da informação. No entanto, toda fotografia tem uma
história/narrativa a ser contada, que consiste na explicação (organização do
conteúdo).
Contato/olhar pode ser classificado como oferta ou demanda. Na oferta, o
participante representado é mostrado ao observador/espectador da imagem como
item de contemplação. Na demanda, o participante representado exige atenção de
quem observa a imagem por meio do olhar.
- Elaboração da linguagem fotográfica
Conhecer as regras/técnicas/elementos para a elaboração de uma imagem
fotográfica auxilia a percepção visual da mesma.
Qualidades visíveis, forma, textura, padrão visual, movimento, ajudam a pensar
a imagem fotográfica. Pode-se definir forma, na fotografia, como um contorno que
informa um significado de volume e solidez de um objeto. A forma é o grande tema
visual da fotografia, podendo ser subdividido em várias partes, como corpo humano,
paisagens, animais, objetos etc. A textura é uma qualidade visual que está relacionada
à superfície dos objetos e nos revela as variações visuais particulares dos materiais,
e se relaciona, geralmente, à memória do nosso sentido do tato, ideia de substância
e densidade, nos permitindo julgamentos em relação a maciez, aspereza, rugosidade
etc. O padrão visual de formas e texturas, seja repetitivo e formal ou irregular e
incomum, seduz o olho humano. A percepção e o uso de padrões visuais, permite
trabalharmos com a ideia de ritmo visual que nos possibilita organizar, ou
desorganizar, o aspecto formal da fotografia. Cores e valores tonais são a mais
imediata evidência da visão, podem propiciar uma maior proximidade da realidade da
realidade, limitando a imaginação do espectador, gerar um clima na fotografia
(quente/frio, tenso/suave), destacar um objeto. O registro de um movimento do objeto
fotografado pode dar maior realce quando sua ação é capturada. Em contraste, às
vezes, a força maior da ação reside na sua estagnação, na visão estática.
Enquadramento I: o sentido da foto define-se em torno dos eixos vertical e
horizontal, que estão relacionados à posição do visor da câmera na composição da
foto. Na horizontal, o enquadramento retangular tende a dar mais espaço para o
conteúdo, dando uma ideia de panorama e estabilidade. A linha do horizonte realça a
distribuição lateral do espaço. O olhar do observador percorre a imagem no sentido
horizontal, de lado a lado, e a foto transmite uma sensação geral de “espaço aberto”.
Enquanto, na vertical, o enquadramento retangular tende a estreitar o conteúdo,
ocasionando a sensação de falta de estabilidade e polarizando a parte de cima com a
de baixo. Há ainda a possibilidade do quadro quadrado, ocasionando uma relação
completamente diferente. Como o quadrado é uma figura geométrica simétrica, este
é um formato de enquadramento que permite composições baseadas numa
distribuição rígida e equilibrada dos objetos enquadrados, em relação a distância do
centro e em relação a proporção dos lados.
Enquadramento II: distribuição de planos, quanto maior a colocação de planos
dentro do enquadramento, mais informações são incluídas na fotografia. Os planos
estão relacionados ao distanciamento da câmara em relação ao objeto fotografado,
levando-se em conta a organização dos elementos internos do enquadramento. Os
planos se dividem em três grupos principais: plano aberto, plano médio e plano
fechado, do mais ampliado ao mais focado, o que sugere, comparativamente, desde
o distanciamento até a proximidade do objeto fotografado, com o espectador.
Enquadramento III: linhas. A identificação de linhas fortes em uma composição
permite o direcionamento do olhar para um tema principal, ou para criar sensação de
movimento ou de calma e tranquilidade em uma paisagem.
As linhas paralelas bem espaçadas ou em forma de “L” produzem um efeito de
tranquilidade e estabilidade. Os triângulos ou em “S” parecem “fluir” mais, como que
obrigando a ver a imagem mais ativamente. As imagens com linhas alongadas,
convergentes (formadas por perspectivas acentuadas, por exemplo), atraem
rapidamente a atenção dos olhos para o seu ponto de convergência. Uma massa de
linhas curtas em ângulos diferentes, em todas as direções, contribui para sugerir
excitação, confusão e caos.
Enquadramento IV: ênfase, consiste na tradicional regra dos terços. Essa regra
posiciona uma grade imaginária sobre a área enquadrada, criando quatro interseções
a partir do centro que tendem a ser localizações forte do quadro.
Nitidez: foco. A partir das habilidades técnicas, é possível controlar não
somente a localização do foco, como também a quantidade de elementos que ficarão
nítidos. Pode-se também trabalhar com a falta de foco, isto é, o desfoque. O foco
permite enfatizar melhor um elemento na fotografia, selecionando-o como ponto de
maior nitidez dentro do quatro em relação aos demais elementos. A escolha depende
do autor da fotografia, mas a força da mensagem deve muito ao foco. É ele que irá
ressaltar um certo objeto em detrimento dos outros constantes no enquadramento. A
ausência de foco de todos os elementos que compõem a imagem pode servir para a
suavização dos traços, o contrário acontece quando há total nitidez que demonstra a
rudeza ou brutalidade da realidade.
Atitude ou perspectiva: refere-se ao ângulo que se subdivide, basicamente, em
frontal, oblíquo e vertical. Ângulo frontal, quando o objeto fotografado está de frente
para o espectador/leitor, sugerindo envolvimento. Ângulo oblíquo, quando o objeto
fotografado está posicionado numa forma mais lateral, sugerindo distanciamento. O
ângulo vertical pode sugerir relação de poder, grandeza, força, domínio instituída entre
o objeto fotografado e o espectador, e subdivide-se, basicamente, em dois tipos: o
ângulo vertical alto em que o objeto fotografado emite poder sobre o espectador, neste
caso, a imagem é capturada de “baixo para cima”. Contudo, se o objeto fotografado
tiver sua imagem retratada de “cima para baixo”, ângulo vertical baixo, o espectador
é descrito como tendo mais poder que o objeto fotografado. Evidentemente estas
colocações vão depender do contexto em que forem usadas.
Composição e equilíbrio: Composição é o arranjo visual dos elementos e o
equilíbrio é produzido pela interação destes componentes visuais. A composição de
uma fotografia implica o uso harmônico de linhas, formas, superfícies e tonalidades
na imagem, sem a obrigação de representar o que os objetos são na realidade. Ao
compor/selecionar uma fotografia é importante observar as relações entre o primeiro
e segundo plano. A interferência prejudicial do fundo ocorre principalmente quando
estes entram em conflito, desviando a atenção do que seria o assunto principal.
Modalidade: refere-se à equivalência entre a realidade e cena mostrada. A
composição imagética pode apresentar orientação naturalística se houver maior
equivalência entre a representação e a imagem vista a olho nu. Poderá provocar
impactos sensoriais (emoções subjetivas) que vão além da realidade, nesse caso,
temos uma orientação sensorial. E poderá ser tecnológica/científica se modifica –
simplificando detalhes, por meio de esquemas - o que seria a imagem real para ser
estudada em maior profundidade.
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