5. Sequências didáticas para o uso de robótica educacional para o ensino de geometria
Produto educacional fruto da dissertação intitulada "Robótica educacional no ensino de geometria espacial”. Autora: Anielly Ildefonso Santos Lopes. Orientador: Prof. Dr. Carloney Alves de Oliveira.
Produto educacional-Anielly_compressed.pdf
Documento PDF (2.8MB)
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ROBÓTICA
EDUCACIONAL
ino
s
n
no E
de Geometria Espacial
ANIELLY ILDEFONSO SANTOS LOPES
MACEIÓ-AL
2025
Catalogação na Fonte
Universidade Federal de Alagoas
Sistemas de Bibliotecas - UFAL
Bibliotecário Responsável: Erisson Rodrigues de Santana
CRB4: 1512
L864s
Lopes, Anielly Ildefonso Santos.
Sequências didáticas para o uso da robótica educacional para o
ensino de geometria. / Anielly Ildefonso Santos Lopes. – 2025.
47f.: il.
Orientador: Carloney Alves de Oliveira.
Produto Educacional (Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática) –
Programa de Pós - graduação em Ensino de Ciências e Matemática, Centro
de Educação, Universidade Federal de Alagoas. Maceió, 2026.
Bibliografia: p. 42-43.
Apêndice: p. 44 - 46.
1. Sequências didáticas. 2. Robótica educacional. 3. Ensino de geometria. 4.
Ensino de Matemática. 5. Ensino Fundamental. I. Título
CDU: 371: 621.865
ANIELLY ILDEFONSO SANTOS LOPES
Sequências didáticas para o uso de robótica educacional para o ensino de geometria
Produto Educacional apresentado à banca
examinadora como requisito parcial para a
obtenção do Título de Mestre em Ensino
de Ciências e Matemática, pelo Programa
de Pós-Graduação em Ensino de Ciências
e Matemática do Centro de Educação da
Universidade
Federal
de
Alagoas,
aprovado em 21 de novembro de 2025.
BANCA EXAMINADORA
__________________________________________
Prof. Dr. Carloney Alves de Oliveira
Orientador
(Cedu/Ufal)
__________________________________________
Profa. Dra. Liamara Scortegagna
(UFJF)
__________________________________________
Prof. Dr. Givaldo Oliveira dos Santos
(Ifal)
ANIELLY ILDEFONSO SANTOS LOPES
no
i
s
n
EDUCACIONAL no E
de Geometria Espacial
ROBÓTICA
Produto Educacional apresentado ao Programa
de Pós-graduação em Ensino de Ciências e
Matemática (PPGECIM) da Universidade Federal
de Alagoas (UFAL), como requisito parcial para
obtenção do título de Mestre em Ensino de
Ciências e Matemática.
Orientador: Prof. Dr. Carloney Alves de Oliveira.
MACEIÓ-AL
2025
Sobre a autora
.....Chamo-me
Anielly
Ildefonso,
sou
graduada
em
Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade Federal
de Alagoas-UFAL. Tenho especialização em Metodologias no
Ensino de Matemática e Física, sou especialista em Robótica
Educacional e especialista em Engenharia da Robótica. Além
de pesquisadora, sou professora de Matemática da Educação
Básica. Atualmente trabalho na Secretaria Municipal de
Educação em Rio Largo- SEMED, ocupando o cargo de
técnica
dos
Anos
Finais
do
Ensino
Fundamental
e
coordenadora da Parte Diversificada da Matriz Curricular da
SEMED/RL.
E
membro
do
Grupo
de
Pesquisa
em
Tecnologias e Educação Matemática- TEMA/UFAL.
.....Meu desejo é compartilhar conhecimentos no Ensino de
Matemática por meio da Robótica Educacional, promovendo
assim, um ensino-aprendizagem mais objetivo, significativo
e de excelência.
“[...] Que eu também possa deixar pedacinhos de mim pelos caminhos
e que eles possam ser parte das suas histórias. E que assim, de
retalho em retalho, possamos nos tornar, um dia, um imenso bordado
de ‘nós’". (Cris Pizziment).
Todos os direitos reservados. 2025
Meu Orientador
Pós-Doutor em Educação (UFS), Doutor e Mestre em Educação Brasileira
(UFAL) na linha de pesquisa Tecnologia da Informação e Comunicação na
Formação do Professor, Especialização em Metodologia do Ensino da
Matemática (FACINTER) e Graduação em Licenciatura Plena em Matemática
pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Atualmente é
professor na Universidade Federal de Alagoas, do Centro de Educação
(CEDU), na área de Saberes e Metodologias do Ensino da Matemática e
professor vinculado aos Programas de Pós-Graduação em Ensino de Ciências
e Matemática (PPGECIM), em Educação (PPGE) da Universidade Federal de
Alagoas e do Doutorado em Ensino em Rede (RENOEN). Foi coordenador do
Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECIM)
no biênio 2020 - 2022. Líder do Grupo de Pesquisa em Tecnologias e
Educação Matemática (TEMA). Membro da Rede de Educação Matemática do
Nordeste (REM-NE). Avaliador do INEP do Sistema Nacional de Avaliação do
Ensino Superior.
Sumário
Apredentação..................................................................................................09
Guia.....................................................................................................................11
Problema...........................................................................................................13
Objetivo Geral ................................................................................................13
Objetivo Específico........................................................................................13
Produto Técnico-Tecnológico (PTT)......................................................14
Introdução....................................................................................................... 15
Fundamentação Teórica............................................................................. 17
O contexto de surgimento de Robótica Educacional..................... 18
Conceituação da Robótica Educacional............................................... 21
Vantagens da Robótica Educacional..................................................... 23
Robótica Educacional e BNCC................................................................. 26
Sequências Didáticas – A Cidade Futurista....................................... 29
Instruções....................................................................................................... 30
Titulações das oficinas propostas.......................................................... 31
Sumário
Oficina 1 ...........................................................................................................32
Oficina 2 ..........................................................................................................33
Oficina 3 ..........................................................................................................34
Oficina 4...........................................................................................................35
Oficina 5 ..........................................................................................................36
Oficina 6 ..........................................................................................................37
Oficina 7.......................................................................................................... 38
Oficina 8 ..........................................................................................................39
Resultados ......................................................................................................40
Referências......................................................................................................42
Comentários 1.................................................................................................44
Comentários 2................................................................................................45
Comentários 3................................................................................................46
Ficha Técnica .................................................................................................47
ROBÓTICA
EDUCACIONAL
nsino
no E
de Geometria Espacial
Apresentação
Prezados professores,
.....Este manual é parte da dissertação de mestrado, intitulado
como: Robótica Educacional no Ensino de Geometria
Espacial, vinculada ao programa de Pós-Graduação em
Ensino de Ciências e Matemática (PPGECIM) da Universidade
Federal de Alagoas (UFAL) como requisito parcial para a
obtenção do grau de Mestre em Ensino de Ciências e
Matemática.
.....De forma complementar, este material é composto por
oito oficinas organizadas sob a forma de um manual,
promovendo e evidenciando fatores de uma aprendizagem
significativa e ao mesmo tempo interdisciplinar.
.....As oficinas foram desenvolvidas com o intuito de apoiar
professores da educação básica com práticas pedagógicas,
facilitando a aplicação dos conceitos e propriedades da
Matemática com ênfase no Ensino de Geometria Espacial
articulado com a Robótica Educacional nos Anos Finais.
09
ROBÓTICA
EDUCACIONAL
nsino
no E
de Geometria Espacial
.....Em conclusão, a expectativa em relação a esse manual é
que as sequências didáticas sejam materiais inspiradores e
práticos para os professores, com o objetivo de ser um
caminho para a formação de alunos mais engajados e com a
proposta de garantir um aprendizado mais eficaz e
dinâmico.
10
Anielly Ildefonso
GUIA
.....Este manual trata-se de um conjunto de sequências didática,
subdividida em oito oficinas, abordando o ensino de Geometria
Espacial por meio da Robótica Educacional. Nele, encontramos além
das sequências didática uma breve fundamentação teórica,
discussões sobre o tema e os resultados que impactaram de forma
positiva. Confira a seguir como o seu manual está organizado.
Informações
Sobre os Autores
Objetivo da linha
de Pesquisa
Inicia-se a proposta
deste manual
Introdução
11
Anielly Ildefonso
Autores que dialogam sobre
o tema e fundamenta todo o
trabalho
Inicio das
sequências Didáticas
Planos de aula
Impactos positivos
Para comentários
e anotações importantes
do leitor
Ficha Técnica do Produto
12
PROBLEMA
Como a Robótica Educacional, compreendido como espaço para
mediação da aprendizagem, potencializará a prática pedagógica no
Ensino de Geometria Espacial para os alunos do 9º ano do Ensino
Fundamental?
OBJETIVO GERAL
Propor um Manual para prática docente que articule o ensino de
Geometria Espacial nos Anos Finais do Ensino Fundamental.
OBJETIVO ESPECÍFICO
Propor um conjunto de sequências didáticas, organizadas sob a
forma de um manual para a produção de uma maquete, articulando a
prática docente ao ensino de Geometria nos Anos Finais do Ensino
Fundamental.
13
PRODUTO TÉCNICO-TECNOLÓGICO
.....Nesta seção apresentaremos o produto educacional referente
à dissertação de mestrado intitulado como: Robótica Educacional
no Ensino de Geometria Espacial. Este trabalho trata-se de um
conjunto de sequências didáticas para o uso da Robótica
Educacional
no
ensino
de
Geometria.
Antes,
porém,
apresentaremos uma breve discussão sobre produto educacional,
suas justificativas, e também sobre sua fundamentação teórica.
14
INTRODUÇÃO
.....O
produto
educacional
aqui
proposto
é
o
resultado
da
dissertação de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ensino
de Ciências e Matemática (PPGECIM) CEDU-UFAL, sob o tema
“Robótica Educacional no Ensino de Geometria Espacial”. Teve
como objetivo geral: propor um manual para prática docente que
articule o ensino de Geometria Espacial nos Anos Finais do Ensino
Fundamental. Foi a materialização da busca da resposta à questão
principal tratada na respectiva pesquisa, que é: “Como a Robótica
Educacional,
compreendido
como
espaço
para
mediação
da
aprendizagem, potencializará a prática pedagógica no ensino de
Geometria
Espacial
para
os
alunos
do
9º
ano
do
Ensino
Fundamental?”.
.....Antes de apresentá-lo, faremos a seguir um breve relato sobre a
realidade escolar comumente encontrada na maioria das escolas
públicas de Alagoas, no que se refere à abordagem observada no
ambiente escolar.
.....Muito se fala na adoção de práticas inovadoras, motivadoras e
facilitadoras do ensino de Matemática; no entanto, muitas vezes o
profissional de educação não dispõe dos recursos necessários para
a implementação de tais práticas. Muitas vezes a escola dispõe de
recursos materiais, com aquisições resultantes de políticas públicas
voltadas
para
o
ensino,
mas
se
o
professor
não
estiver
instrumentalizado com metodologias e técnicas, é comum que o
destino desses materiais sejam os armários dos almoxarifados,
enquanto as aulas se desenrolam com quadro e giz. Esta realidade
não é diferente com os kits de Robótica comumente disponíveis nas
escolas; por se tratar de uma atividade que envolve conhecimentos
multidisciplinares, mesmo havendo manuais de como operar as
máquinas, muitos professores não veem nos kits potencial para o
desenvolvimento de conteúdos matemáticos, ou se reconhecem tal,
não se sentem motivados a se engajarem nas atividades.
15
.....Estas reflexões motivaram a escolha do tema da dissertação e,
durante a pesquisa, o produto educacional foi desenvolvido a
partir da perspectiva acima colocada, e pensado de maneira a ser
um contraponto à cultura de subutilização desse recurso. Neste
sentido, a proposta e materialização deste produto se justifica por
consistir de um conjunto de sequências didáticas com o objetivo
específico
de
desenvolver
geometria
espacial,
de
nos
fácil
alunos
conhecimentos
compreensão
e
com
grau
de
de
detalhamento que tornará a adoção desta prática atrativa aos
professores
de
Matemática
que
buscam
uma
metodologia
alternativa ao ensino de Geometria.
.....Dentre os diversos aspectos que ganham com a concretização
do produto proposto, destaca-se a necessidade de superação da
realidade escolar, quase que exclusivamente fundamentada nas
sugestões propostas por pesquisadores em Educação, à medida
que pode contribuir para a promoção de ambientes atrativos em
sala
de
aula,
que
além
de
facilitador
o
aprendizado
de
Matemática, potencializa a construção de outras dimensões,
também essenciais à formação da criança no sentido amplo. Com
o material complementar a este produto, o Capítulo 6 da
dissertação aborda a experiência da sua aplicação, trazendo
relatos das vivências e reflexões que poderão ser utilizadas pelo
professor que irá aplicar este produto.
16
FUNDAMENTAÇÃO TÉORICA
.....Vamos a seguir, apresentar de forma breve a fundamentação
teórica para a metodologia de ensino de Robótica Educacional,
citando pensamentos de alguns autores, observando que a
bibliografia sobre o tema é extensa e que o material aqui
apresentado
representa
uma
pequena
parte
da
literatura
correlata.
17
O CONTEXTO DE SURGIMENTO DA
ROBÓTICA EDUCACIONAL
.....A sociedade atual, chamada de “Sociedade da Informação” por
Bell (1977), tem se transformado com uma velocidade nunca vista
antes, graças aos avanços tecnológicos, que recentemente têm
transformado a sociedade como um todo, alterando a forma com
que as pessoas se comportam e se comunicam. No entanto, tais
mudanças são acompanhadas no contexto educacional. Foram
muitos os esforços na direção de capacitar os profissionais da
educação para esta nova e dinâmica realidade; contudo, em sala
de
aula,
os
nativos
da
cultura
digital
se
deparam,
predominantemente, com as aulas tradicionais utilizando quadro
e giz como recurso. Esses alunos se vêem num ambiente escolar
descontextualizado da realidade, e a consequência previsível é o
desinteressante e apatia com relação ao conhecimento proposto
pela escola. Por exemplo, na área de Matemática, o simbolismo
sem significados e a mecanização são apresentados em primeiro
plano, sendo um dos principais motivos da rejeição a esta
matéria.
.....Lapa (2017, p. 31) aponta a necessidade de repensar a
estratégias de ensino defendendo a busca incessante de um
“encantamento dos alunos”, citando possíveis atividades:
Estimular o raciocínio lógico, desafiar os alunos com
exercícios inteligentes, interessantes e bem planejados,
dar significado prático ao estudo, relacionando o que é
ensinado em sala com a vida real do discente, são todas
alternativas que encontram nas atividades lúdicas uma
possibilidade real e agradável de aprendizado. A partir do
momento em que o aluno percebe a importância para o
que lhe está sendo ensinado ele se abre para o
aprendizado.
.....O educador deve então lançar um olhar mais amplo sobre o
ensino, concebendo a escola como uma instituição que interage
com seu entorno, onde aspectos culturais e sociais fluem entre
sociedade e escola em via de mão dupla.
18
.....Por outro lado, o avanço tecnológico que tornou o ensino
tradicional descontextualizado traz oportunidades metodológicas
únicas. Neste contexto, a robótica educacional surge como
oportunidade para os sujeitos construírem um ensino de
Matemática atrativo e promotor de aprendizagem significativa.
.....A utilização da Robótica Educacional como recurso didático não
é recente, remontando à década de 1960 pelo cientista Saymour
Papert, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Surgiu
enquanto desenvolvia sua teoria sobre o construcionismo,
preconizando o uso do computador nas escolas como um atrativo
às crianças.
.....Papert (1994, p.13) preconiza que, estando a escola inserida no
contexto da sociedade atual, “deve viver” a mesma revolução
tecnológica dos dias atuais:
A mesma revolução tecnológica que foi responsável pela
forte necessidade de aprender melhor oferece também
os meios para adotar ações eficazes. As tecnologias de
informação, desde a televisão até os computadores e
todas as suas combinações, abrem oportunidades sem
precedentes para a ação a fim de melhorar a qualidade
do ambiente de aprendizagem.
.....A Robótica Educacional proposta por Papert representou uma
extensão tecnológica da chamada “Cultura Maker”, ou cultura do
“faça você mesmo”. O potencial da Cultura Maker nos processos
de ensino e aprendizagem é que o Maker discente soluciona, com
sua
criatividade,
os
problemas
encontrados,
sendo
o
protagonista do seu processo de aprendizagem. “Durante a
aprendizagem prática acontece à valorização empírica do
aprendiz, propiciando que o mesmo aprenda com seus erros e
acertos” (Marostica, 2023).
19
“A proposta do movimento Maker defende que as pessoas
podem
inventar,
criar
produtos,
modificá-los,
empregando diversos materiais que podem ser
combinados com tecnologias diversas como, por exemplo,
programas de robótica e eletrônica, impressora 3D,
cortadora à laser, etc. Tudo isso em espaços de criação
colaborativa e inovação do ponto de vista social, não
apenas para resolver problemas formais, por exemplo,
criando um aplicativo ou construindo um produto que
possa ser útil (Marostica, 2023. pg 18).
.....Contudo, movimentos existentes como a cultura Maker sempre
instiga a criatividade e a inovação social, permitindo que as
pessoas possam modificar ou aprimorar produtos utilizando a
tecnologia e entre outros materiais. É notório que a cultura Maker
além da prática que geralmente acontecem em espaços
colaborativos.
20
CONCEITUAÇÃO DE ROBÓTICA EDUCACIONAL
.....Diversos
autores
tratam
da
conceituação
da
Robótica
Educacional, que embora de maneiras distintas, todas refletem suas
características essenciais. Gomes et al. (2010, p. 206), a definem
como
“um
conjunto
de
conceitos
tecnológicos
aplicados
à
educação, em que o aprendiz tem acesso a computadores e
softwares,
componentes
eletromecânicos
como
motores,
engrenagens, sensores, rodas e um ambiente de programação para
que os componentes acima possam funcionar”. Sua dinâmica
permite
criar
situações
análogas
com
a
realidade.
Requer
conhecimentos básicos de mecânica, cinemática e informática.
Para tornar a experiência mais atrativa, é possível simular uma
série de acontecimentos, com similaridades à vida real.
.....Andriola (2021, p. 2) pontua que:
O termo Robótica Educacional caracteriza ambientes
educacionais formais de aprendizagem, cujos processos
de
ensino
dos
conteúdos
curriculares
e/ou
extracurriculares usam materiais de sucata ou kits de
montagem compostos por peças diversas, motores e
sensores controláveis por computador e softwares, que
induzem o funcionamento dos modelos montados pelos
aprendizes [...] (Andriola, 2021, p. 2).
.....Observa, porém, que é necessário, por parte do docente,
planejamento
e
consciência
dos
processos
metodológicos
envolvidos para construir um “ambiente formal de aprendizagem”
envolvendo a Robótica Educacional.
21
.....Diante
do
exposto,
aplicar
os
conceitos
de
Robótica
Educacional dentro do ambiente de sala de aula familiariza os
estudantes a uma realidade mais tecnológica, possibilitando-os
não só à absorção de conteúdos escolares mais tradicionais, como
também corrobora para que esses conceitos sejam, de fato,
desenvolvidos no âmbito escolar.
22
VANTAGENS DA ROBÓTICA NA EDUCAÇÃO
.....Segundo Ferreira (2007, p. 9), Pappert, enquanto propositor da
metodologia, destaca que é atributo da Robótica Educacional
criar “situações-problema, gerando demanda de conhecimentos
que serão desenvolvidos a partir de uma ótica interdisciplinar e
que não necessariamente pertencem a uma área específica, como
é organizado no currículo escolar.” Assim, em seus pressupostos
básicos, a Robótica Educacional se contrapõe à ordem de
apresentação de conteúdos das aulas tradicionais, ou seja, o
problema advém de uma situação prática, ao contrário de uma
aula conteudista onde primeiramente se apresenta a fórmula,
para depois, quando muito, apresentar, de forma expositiva, uma
aplicação.
.....Moraes (2010, p. 59), cita a necessidade de conhecimentos
multidisciplinares
para
que
o
processo
de
montagem
e
programação do robô seja viabilizada, criando um ambiente
favorável ao desenvolvimento do aluno em diversos aspectos,
como comunicação, organização, raciocínio lógico, trabalho em
equipe, conviver em sociedade dentre diversos outros.
.....A Robótica Educacional está intrinsicamente associada ao
Pensamento
Computacional;
Andriola
(2021,
p.
2),
cita
o
desenvolvimento da organização do raciocínio lógico a partir do
aprendizado
da
linguagem
de
programação,
visto
que
os
comandos dados aos robôs são representados a partir de uma
sequência de números ou funções.
23
.....O ambiente colaborativo é outro aspecto da metodologia que
merece destaque no campo educacional. Zignano (2020, p. 6)
observa que sua característica de integração no ambiente escolar e
o desenvolvimento da capacidade de solucionar problemas, a partir
do levantamento de hipóteses, propostas e discussões de forma
conjunta, levam a uma aprendizagem colaborativa e significativa.
Inseridos em um ambiente que os conduz naturalmente a tomar
certos posicionamentos, ao observar os múltiplos aspectos de
manifestação da realidade, os alunos desenvolverão o espírito
crítico evidenciando-se então as vantagens do método colaborativa
de solução de problemas ao comparar com a individual.
.....Participando de tal prática, o aluno torna-se o centro do
processo educativo, podendo utilizar sua criatividade para gerar
ações que interferem no entorno. É uma prática que instiga a
curiosidade,
a
imaginação
e
a
intuição,
ao
participar
de
experiências estimuladoras da decisão, pois há um problema a ser
resolvido e sua solução deve ser buscada. A adaptação e a
ressignificação são parte naturalmente inerente ao processo de
busca
de
soluções,
promovendo,
ao
longo
do
processo,
o
desenvolvimento de diversas competências e habilidades.
24
.....Este recurso vem sendo utilizado no mundo todo, como
mediadora
no
processo
de
ensino
aprendizagem,
enquanto
facilitadora do aprendizado de conteúdos, mostrando-se como uma
alternativa ao ensino tradicional ao propor uma abordagem nova e
atrativa. Segundo Brito (2018), no Brasil o primeiro kit de robótica
para montagem foi disponibilizado para comercialização na década
de 1980, e “pode-se dizer que a Robótica Educacional começou a
ganhar força na pesquisa brasileira a partir da década de 1990, com
os trabalhos da Universidade Estadual de Campinas” (Brito, 2018, p.
31). Atualmente, estão disponibilizados no mercado kits robóticos
didáticos de várias marcas e modelos.
25
ROBÓTICA EDUCACIONAL E BNCC
.....A BNCC cita a preocupação com os impactos sociais sofridos
pela revolução tecnológica, e se transcrevem já nas
competências gerais para a Educação Básica. “Diferentes
dimensões que caracterizam a computação e as tecnologias
digitais são tematizadas, tanto no que diz respeito a
conhecimentos e habilidades quanto a atitudes e valores”:
• pensamento computacional: envolve as capacidades de
compreender, analisar, definir, modelar, resolver,
comparar e automatizar problemas e suas soluções, de
forma metódica e sistemática, por meio do
desenvolvimento de algoritmos.
• mundo digital: envolve as aprendizagens relativas às
formas de processar, transmitir e distribuir a informação
de maneira segura e confiável em diferentes artefatos
digitais – tanto físicos (computadores, celulares, tablets
etc.) como virtuais (internet, redes sociais e nuvens de
dados, entre outros) –, compreendendo a importância
contemporânea de codificar, armazenar e proteger a
informação.
• cultura digital: envolve aprendizagens voltadas a uma
participação mais consciente e democrática por meio das
tecnologias digitais, o que supõe a compreensão dos
impactos da revolução digital e dos avanços do mundo
digital na sociedade contemporânea, a construção de
uma atitude crítica, ética e responsável em relação à
multiplicidade de ofertas midiáticas e digitais, aos usos
possíveis das diferentes tecnologias e aos conteúdos por
elas veiculados, e, também, à fluência no uso da
tecnologia digital para expressão de soluções e
manifestações culturais de forma contextualizada e
crítica.” (BRASIL, 2018, p. 474).
26
.....Cruz (2019) identifica duas competências na BNCC que “fazem
parte do contexto tecnológico de modo mais sensível” que são as
competências 4 e 5:
Competência 4: Comunicação – Utilizar diferentes
linguagens-verbal (oral ou visual-motora, como Libras e
escrita), corporal, visual, sonora e digital -, bem como
conhecimentos das linguagens artística, matemática e
científica para se expressar e partilhar informações,
experiências, ideias e sentimentos em diferentes
contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento
mútuo. (BRASIL, 2018).
Competência 5: Cultura digital - Compreender, utilizar e
criar tecnologias digitais de informação e comunicação de
forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas
práticas sociais (incluindo as escolares) para se
comunicar, acessar e disseminar informações, produzir,
conhecimentos,
resolver
problemas
e
exercer
protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
(BRASIL, 2018).
.....Tais competências, segundo Cruz (2019), se relacionam de
forma mais próxima com a robótica educacional e cultura Maker:
Nesse campo, encontramos a robótica educacional como
possibilidade de promoção da relação entre a educação e
a tecnologia, com o objetivo de desenvolver a apropriação
do conhecimento tecnológico com conteúdos escolares
do currículo comum. Para, além disso, a robótica
educacional está intimamente ligada à cultura maker,
assim como abre portas para o desenvolvimento de
trabalhos que englobam as competências gerais
apresentadas pela Base Nacional Comum CurricularBNCC. (CRUZ, 2019, p.1).
27
.....Cruz (2019) coloca que:
“Outras competências podem ser compreendidas no
desenvolvimento de uma aula maker de robótica
educacional,
como
por
exemplo,
conhecimento
(competência 1) e pensamento científico, crítico e criativo
(competência 2) (...)” , ao considerar que a tecnologia
promove a informação e construção de saberes sendo
ainda estimuladora da criatividade, ao colocar o aluno em
um contexto que o torna naturalmente reflexivo e crítico.
O autor cita ainda como competências relacionadas com a
cultura “maker” o repertório cultural (competência 3),
trabalho e projeto de vida (competência 6),
autoconhecimento e o auto cuidado (competência 8),
empatia e a cooperação (competência 9) e a
argumentação (competência7). Por fim, responsabilidade
e cidadania (competência 10) é colocada como um desafio
ao docente, que deverá buscar temáticas e estratégias de
como trabalhar para sua promoção. (CRUZ 2019, p. 8).
.....Maróstica (2023) constrói um quadro relacional, onde relaciona
cada uma das dez competências da BNCC com a Cultura Maker, e,
portanto do que foram aqui discutidas, relações extensivas à
Robótica Educacional. Por exemplo, é precedida uma associação
entre Cultura Maker e a competência 1 - Conhecimento, ao
considerar o conhecimento construído pelo homem (no caso, por
meio das atividades Maker) “como fonte de pesquisa e como base
para
complementar
e
sustentar
o
conhecimento
trazido
e
construído pelos alunos.” (Marostica, 2023, p. 34).
.....Com relação à Competência 2 - Pensamento científico, crítico e
criativo, Takatu (2021, p. 29) coloca, como resultados de seus
estudos, evidências, obtidas durante as observações, de que “a
disciplina de Robótica pode favorecer o desenvolvimento da
segunda competência geral da BNCC em estudantes do 1º ano do
Ensino Fundamental, confirmando a percepção inicial inferida a
partir da revisão de literatura”.
28
SEQUÊNCIA DIDÁTICA
A CIDADE FUTURISTA
.....O conjunto de Sequências Didáticas apresentas é destinada ao
9º ano do Ensino Fundamental e tem previsão de duração de um
total de 30 horas aula.
.....Cada uma das 8 sequências didáticas foi planejada e deverão
ser aplicadas tendo como principal foco se mostrarem atrativas e
instigadoras do desejo de participar daquela atividade presente e
das
próximas.
Considerando
a
quantidade
de
intervenções
relativamente grande, é importante que o professor garanta que
no primeiro encontro os participantes de fato conheçam os
objetivos do projeto e as etapas subsequentes, e mais do que
apenas conhecer, que eles compreendam a razão para tal. Este
cuidado certamente levará a um maior comprometimento e
envolvimento dos participantes.
.....O professor aplicador das intervenções deverá, a partir da sua
realidade peculiar, avaliar a viabilidade de aplicar para a turma
toda ou para um grupo menor por adesão. Da mesma forma, o
intervalo entre a aplicação das sequências didáticas fica a
critério do professor.
29
INSTRUÇÕES
.....É importante que antes da aplicação de cada oficina, o professor
verifique se todos os recursos necessários estão disponíveis. Por exemplo,
materiais e ferramentas para a construção de objetos, disponibilidade do
projetor, funcionamento dos kits de robótica, carregamento prévio das
pilhas dos kits, etc.
.....Os objetivos e resultados esperados registrados em cada sequência
didática devem ser cuidadosamente refletidos pelo professor, e ajudará o
professor na condução das ações.
.....É importante que a necessidade das oficinas sobre conteúdos
matemáticos estejam muito bem justificadas e contextualizadas, evitando
abordar assuntos para além do necessário para a realização do projeto.
.....A culminância do projeto pode ser valorizada se a comunidade escolar
for convidada a participar. Por exemplo, a competição final dos carrosrobô na maquete da cidade futurista pode ser realizada no pátio da escola,
expondo o resultado para outras turmas e professores.
.....Ao final das sequências, há sugestões de pontos a serem avaliados, que
certamente podem ser revistos e ampliados a critério do professor. Além
das avaliações para cada oficina, é interessante haver uma breve redação
ao final do projeto, onde os alunos participantes podem registrar suas
impressões, vivências e as como o projeto contribuiu para seu
desenvolvimento acadêmico e pessoal.
.....A seguir apresentaremos os títulos subsequentes e os planejamentos
didáticos para a execução de cada uma das oficinas proposta:
30
TITULAÇÕES DAS OFICINAS PROPOSTAS
Oficina 1– Apresentação do Desafio – a maquete
Oficina 2- Arquitetos do Futuro
Oficina 3– O Ensino da Geometria de Polígonos
Oficina 4– O Ensino da Geometria de Poliedros
Oficina 5– Oficina de Planificação
Oficina 6– Montagem e Programação dos Robôs
Oficina 7– A Construção dos Edifícios Futuristas
Oficina 8– Montagem da Maquete e Promoção de Competições
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OFICINA 1
APRESENTAÇÃO DO
APRESENTAÇÃO
DO DESAFIO
DESAFIO -A
A MAQUETE
MAQUETE
Público Alvo:
9º Ano - Ensino Fundamental
Carga Horária:
2 horas-aula
Objetivos:
Compreender conceitos relacionados à construção de cidades futuristas;
Aplicar técnicas para auxiliar os estudantes nas apresentações;
Fomentar ideias e habilidade nos estudantes, além de incentivá-los a socializar entre os alunos;
Conteúdos
- Definições e conceitos sobre cidades futuristas
- Planejamento urbano e seus elementos;
- Reflexões sobre as normas e o planejamento urbanístico.
Desenvolvimento
1º momento: Introdução ao Tema "Cidades Futuristas". Perguntar aos alunos o que eles
imaginam que seriam essas cidades, quais tecnologias eles imagina que seriam usadas em
uma cidade futurista para melhorar a vida dos habitantes? Como eles imaginam que os
espaços públicos, como praças e parques, seriam projetados em uma cidade do futuro?
2º momento: Explicar as características das cidades futuristas, como uso de tecnologia,
sustentabilidade, espaços verdes, transporte inovador, etc.
3º momento: Estimular discussões sobre o espaço urbano em que vivem e como será o
futuro desse espaço e as possibilidades para outros espaços possíveis de serem criados.
Recursos
Farão pesquisa com celular de imagens de cidades futuristas.
Projetor de imagens a ser utilizado pelo professor para apresentar as ideias.
Resultados Esperados
Ao final da primeira oficina, espera-se que os alunos tenham uma compreensão clara do
desafio que enfrentarão, além de terem começado a desenvolver suas ideias sobre como
será sua cidade futurista. Essa oficina servirá como base para as próximas etapas do
projeto.
Avaliação
-Participação nas discussões em grupo.
- Entendimento dos conceitos abordados durante as aulas.
Fonte: Autora (2024).
32
OFICINA 2
ARQUITETOS DO FUTURO
Público Alvo:
9º Ano - Ensino Fundamental
Carga Horária:
4 horas-aula
Objetivos:
Estimular a criatividade e inovação entre os alunos; Promover conteúdos
interdisciplinares; Impulsioná-los a reflexões sobre o próprio espaço
urbanístico em que vivem.
Conteúdos:
Conceito sobre razão, proporção e escala;
Conceitos e definições de cidades futuristas;
Aplicações dos elementos no planejamento urbanístico;
Desenvolvimento:
1º momento: subdividir a turma em grupos de 5 a 6 alunos. Cada grupo deverá discutir e
anotar ideias sobre como seria sua cidade futurista.
2º momento: Apresentação do desafio (cidade futurista), onde cada grupo apresenta suas
ideias iniciais sobre a cidade futurista e inicia-se os primeiros rabiscos da maquete e
apresenta para a turma.
3º Momento: Após a apresentação de cada equipe e escolha da planta da maquete que
melhor representa o conceito de cidade futurista. (sugestão: convidar professores da
escola como jurados). Se houve um empate entre as plantas ou unir as ideias de ambas as
plantas e criar um projeto colaborativo. E por fim, a imagem selecionada ser projeta para a
turma.
Recursos
Recursos - Materiais para desenhar (papel, celular, canetas e réguas);
Projetor de imagem para apresentação do projeto;
Resultados Esperados
Ao final da oficina, espera-se que os alunos estejam motivados para os próximos
desafios que enfrentarão, como percepção da necessidade de conhecimentos de
Geometria para a construção da maquete. Essa oficina servirá como base para as
próximas etapas do projeto.
Avaliação
Participação nas discussões em grupo.
Entendimento dos conceitos abordados durante as aulas.
Fonte: Autora (2024).
33
OFICINA 3
O ENSINO
O
ENSINO DA
DA GEOMETRIA
GEOMETRIA DE
DE POLÍGONOS
POLÍGONOS
Público Alvo:
9º Ano - Ensino Fundamental
Carga Horária:
4 horas-aula
Objetivos:
Compreender as definições e propriedades dos polígonos;
Identificar diferentes tipos de polígonos e suas características;
Desenvolver habilidades em resolução de problemas e estimular o raciocínio lógico;
Conteúdos
Definição de polígonos;
Propriedades dos polígonos;
Classificação dos polígonos (convexos e côncavos, regulares e irregulares)
Desenvolvimento
1ª momento: Inicialmente perguntar aos alunos o que eles conhecem sobre polígonos. E em
seguida, apresentar a definição de polígonos e suas classificações. Exemplificar com
figuras geométricas e discutir as características dos polígonos.
2ª momento: Será feita uma atividade individual sobre as propriedades dos polígonos
e atribuir a cada aluno um tipo de polígono (triângulo, quadrado, pentágono, etc.) para
pesquisar suas propriedades. Neste momento eles poderão utilizar o livro didático.
3ª momento: Aplicações Práticas da geometria dos polígonos, no qual será proposto um
desafio onde os alunos devem desenhar 5 diferentes polígonos utilizando as definições, as
classificações e suas propriedades e em seguida, refletir sobre como a geometria é utilizada
no cotidiano (arquitetura, design, etc).
4ª momento: Roda de Conversa, promovendo uma discussão sobre a importância da
geometria na vida prática e automaticamente revisar os conceitos abordados nas aulas
anteriores, permitindo que os alunos tirem dúvidas.
Recursos
Livro didático do 9º ano
Materiais para desenhar (Folha A4, lápis e borracha)
Quadro branco para exposições visuais.
Resultados Esperados
Ao final da oficina, espera-se que os alunos tenham uma compreensão
sólida das propriedades e aplicações dos polígonos, além de
desenvolverem habilidades colaborativas e críticas em relação ao
conteúdo estudado.
Avaliação
Participação nas atividades
Entendimento dos conceitos abordados durante as aulas.
Fonte: Autora (2024).
34
OFICINA 4
O ENSINO DA GEOMETRIA DE POLIEDROS
Carga Horária:
Público Alvo:
9º Ano - Ensino Fundamental
4 horas-aula
Objetivos:
Compreender as definições e propriedades dos poliedros.
Identificar diferentes tipos de poliedros e suas características.
Apresentar fórmulas referentes ao cálculo de volume e de área.
Conteúdos
Definição e classificação dos poliedros (convexos e côncavos regulares e irregulares).
Propriedades dos poliedros (faces, arestas, vértices).
Aplicação da relação entre faces, arestas e vértices utilizando a fórmula de Euler (V + F = A + 2).
Desenvolvimento:
1ª momento: Iniciar com uma discussão sobre o que os alunos conhecem de poliedros. Mostrar imagens
de diferentes poliedros. Em seguida, definir o que são poliedros e apresentar suas classificações
utilizando o livro didático para exemplificar cada tipo.
2ª momento: Será atribuído a cada aluno uma imagem com tipo de poliedro (cubo, pirâmide, prisma)
para pesquisar suas propriedades e apresentar suas descobertas sobre suas faces, arestas e vértices.
3ª momento: Expor o conteúdo sobre relação entre faces, arestas e vértices aplicando a fórmula de
Euler
(V + F = A + 2). E em seguida propor uma atividade e por fim, concluir a aula com reflexão sobre esse
conteúdo.
4ª momento: Em uma roda de conversa revisar os conceitos abordados nas aulas anteriores,
consentindo que os alunos extraiam suas dúvidas. Em seguida, propor uma atividade sobre os conteúdos
estudados com ênfase nos problemas práticos proposto no livro didático.
5º momento: Promover discussões sobre a importância dos poliedros em áreas diversas áreas do
conhecimento como por exemplo na arquitetura.
Recursos:
Livro didático do 9º ano;
Materiais para desenho (papel A4, lápis e régua).
Materiais impressos sobre poliedros.
Quadro branco para exposições visuais.
Resultados Esperados:
Ao final da oficina, espera-se que os alunos tenham uma compreensão sólida
das propriedades e aplicações dos poliedros, além de desenvolverem
habilidades colaborativas e críticas em relação ao conteúdo estudado.
Avaliação
Participação nas aulas;
Desempenho nas atividades práticas;
Fonte: Autora (2024).
35
OFICINA 5
OFICINA DE
OFICINA
DE PLANIFICAÇÃO
PLANIFICAÇÃO
Carga Horária:
Público Alvo:
9º Ano - Ensino Fundamental
4 horas-aula
Objetivos:
Compreender a relação entre sólidos geométricos e suas faces planas.
Planificar sólidos geométricos, desenhando suas faces.
Estudar ângulos internos de polígonos e aplicar a fórmula para calcular o total dos
ângulos internos.
Conteúdos
Definição de sólidos geométricos e suas faces planas (polígonos).
Planificação de poliedros (cubo, pirâmide, prisma).
Aplicação da fórmula dos ângulos internos de um polígono.
Exemplos práticos da aplicação das planificações.
Desenvolvimento:
1ª momento: Iniciar a discussão sobre o que são sólidos geométricos e quais são os sólidos que os
alunos conhecem. Expor a relação entre sólidos geométricos e suas faces planas, enfatizando a
introdução dos conceitos de poliedros e polígonos. E em seguida, exemplificar com modelos de
diferentes sólidos e discutir suas faces.
2ª momento: Explorar por meio da fórmula de calcular os ângulos internos dos polígonos e discutir
como a fórmula se aplica nos polígonos com diferentes números de lados.
3ª momento: Expor técnicas de desenhos para os alunos sobre as planificações dos sólidos
geométricos (cubo, pirâmide, prisma). Posteriormente, solicitar a construção das planificações
permitindo que os alunos recortem e montem suas figuras tridimensionais.
4ª momento: Revisar os conceitos abordados nas aulas anteriores, permitindo que os alunos
extraiam dúvidas sobre solidificação. Em seguida, aplicar um exercício prático onde eles poderão
desenvolver uma nova planificação para um sólido geométrico.
5º momento: Finalizar com uma roda de conversa sobre a importância da geometria na construção
civil e em outras áreas.
Recursos:
Materiais para desenho (papel A4, lápis e régua).
Imagens de sólidos geométricos impressos.
Tesouras, cola e outros materiais para montagem.
Resultados Esperados:
Ao final da oficina, espera-se que os alunos tenham uma compreensão clara da
relação entre sólidos geométricos e suas faces planas, além de desenvolverem
habilidades práticas na construção de figuras tridimensionais.
Avaliação
Participação durante a aula.
Qualidade das planificações e modelos construídos.
Desempenho na atividade avaliativa.
Fonte: Autora (2024).
36
OFICINA 6
MONTAGEM E PROGRAMAÇÃO DOS ROBÔS
Público Alvo:
Carga Horária:
9º Ano - Ensino Fundamental
4 horas-aula
Objetivos:
Compreender a calcular distância percorrida por um robô com rodas de diferentes raios.
Programar o robô para mudar a rota com base em ângulos dados.
Desenvolver habilidades práticas em montagem e programação de robôs.
Conteúdos:
Calcular por meio de fórmula a distância percorrida pelo robô.
Conceito de ângulos e mudanças de direção no conceito de robótica.
Desenvolvimento:
1ª momento: Iniciar com uma discussão sobre o que os alunos sabem sobre robôs e suas aplicações.
Perguntar se já viram algum robô em ação e explicar a importância do cálculo da distância em robótica. E
por fim, calcular a distância percorrida por um robô com rodas de diferentes raios, usando exemplos reais
ou fictícios.
2ª momento: Atividade em Grupo, inicialmente divide os alunos em grupos e fornecer diferentes
tamanhos de rodas (representados por valores) para que calculem as distâncias que seus robôs
percorreriam após certo número de rotações.
3º momento: Cada grupo apresenta seus cálculos, discutindo as variações nas distâncias conforme o raio
das rodas e promover uma discussão sobre como esses cálculos são relevantes na programação dos
movimentos do robô.
4ª momento: Fazer uma introdução ao conceito de ângulos e explanar como os ângulos são utilizados
para mudar a direção dos robôs. Além de discutir conceitos sobre ângulos como reto, agudo e obtuso.
5º momento: Apresentar aos alunos como programar o robô para que eles formulem comandos
baseados nos ângulos calculados e demonstrar como um robô pode ser programado para fazer uma curva
ou mudar de direção ao receber um comando com um ângulo específico.
6ª momento: Guiar os alunos na montagem dos robôs utilizando kits garantindo que todos tenham suas
rodas montadas corretamente. Cada grupo programa seu robô para percorrer uma distância calculada e
mudar de direção em um ângulo específico. Após as montagens, serão realizados os testes na prática
onde todos os alunos analisaram seus cálculos e programações. E finalizar com reflexões sobre as
dificuldades encontradas e os aprendizados durante as oficinas.
Recursos:
Kits de montagem de robôs.
Materiais para anotações (papel, lápis).
Computadores com software de programação para robôs.
Fitas métricas ou régua para medições.
Resultados Esperados:
Ao final da oficina, espera-se que os alunos compreendam como calcular a distância percorrida por um
robô com diferentes raios de roda e sejam capazes de montar, programar e testar fazendo mudanças na
rota baseadas em ângulos específicos.
Avaliação
Participação nas atividades em grupo.
Precisão nos cálculos da distância percorrida.
Clareza nas programações realizadas.
Desempenho durante os testes práticos.
Fonte: Autora (2024).
37
OFICINA 7
A CONSTRUÇÃO
A
CONSTRUÇÃO DO
DO EDIFÍCIOS
EDIFÍCIOS FUTURISTAS
FUTURISTAS
Público Alvo:
Carga Horária:
9º Ano - Ensino Fundamental
4 horas-aula
Objetivos:
Compreender conceitos geométricos.
Estimular a criatividade e inovação entre os alunos.
Relacionar a matemática ao designs arquitetônicos.
Conteúdos:
Formas geométricas (cubos, pirâmides, prismas triangulares, hexagonais e outros poliedros).
Propriedades das formas geométricas citada a cima.
Técnicas de construção em maquete utilizando práticas de dobraduras.
Aplicar as práticas geometrias no design e na arquitetura.
Desenvolvimento:
1ª momento: Apresentar exemplos de cidades futuristas, modelos de edifícios famosos que utilizam
formas geométricas, como por exemplo o estádio de futebol e entre outros. Em seguida, questionar
como a geometria pode influenciar o design arquitetônico dos edifícios.
2º momento: Formar grupos de 5 a 6 alunos para trabalharem juntos na criação dos edifícios. E cada
grupo escolhe um edifício para a construção da maquete. E deverão discutir como essas formas podem
ser utilizadas para criar um edifício tecnológico e inovador.
3ª momento: Os grupos criam um esboço do seu edifício com aspectos estéticos, utilizando materiais
como papel A4 para dar inicio a base por meio das técnicas de dobraduras. Em seguida, cada grupo
devem se concentrar nas dimensões corretas e na estabilidade das estruturas feitas de isopor.
4ª momento: Os grupos finalizam suas construções e seguem para a pintura e detalhes dos edifícios
como por exemplo, as janelas e pontes.
5º momento: Organizar uma exposição onde todos os grupos apresentarão seus trabalhos. Cada grupo
pode explicar as técnicas para a construção dos edifícios aos colegas de sala e em seguida promover
uma discussão após as apresentações, onde os alunos podem dar feedback sobre os projetos uns dos
outros.
Recursos:
Materiais para construção das maquetes (papel A4, isopor, cola, caneta, régua).
Exemplos visuais de arquitetura geométrica vista por projetor em sala.
Espaço adequado para a construção da cidade futurista.
Resultados Esperados:
Ao final desta oficina, espera-se que os alunos tenham desenvolvido uma melhor
compreensão das formas geométricas por meio de prática arquitetônica, além de
habilidades criativas e colaborativas ao trabalhar em grupo.
Avaliação
Participação nas atividades em grupo.
Criatividade das construções dos projetos.
Fonte: Autora (2024).
38
OFICINA 8
MONTAGEM DA MAQUETE E PROMOÇÃO DE COMPETIÇÃO
Carga Horária:
4 horas-aula
Público Alvo:
9º Ano - Ensino Fundamental
Objetivos:
Estimular a inovação e a criatividade dos alunos na concepção de uma cidade futurista.
Promover o trabalho em equipe por meio de todo o processo e finalizar com a competição.
Aplicar conhecimentos de programação de robótica em um ambiente prático.
Conteúdos:
Regras e organização de competições.
Elementos da maquete: ruas, praças e edifícios.
Programação para controlar os carros-robô.
Desenvolvimento:
1ª momento: Apresentar a cidade futurista e cada elemento da maquete, como por exemplo, o
transporte sustentável e suas tecnologias.
2ª momento: Os alunos iniciam calculando as ruas e as vias da cidade, garantindo que haja espaço para
os carros-robô circularem.
3ª momento: Os alunos deverão preparar seus carros-robô para percorrerem as vias, permitindo que os
grupos testem seus robôs nas maquetes antes da competição.
4ª momento: Ao iniciar a competição cada grupo apresenta seu carro-robô, enquanto os outros grupos
assistem e será avaliado o desempenho com base na velocidade e precisão ao seguir o trajeto das
maquetes.
5º momento: Reconhecer o esforço dos grupos com pequenas premiações (certificados e medalhas).
6º momento: Conduzir uma discussão sobre o que eles aprenderam durante todo o processo.
Recursos:
Materiais para construção das maquetes (papel A4, isopor, cola, caneta, régua).
Exemplos visuais de arquitetura geométrica vista por projetor em sala.
Espaço adequado para a construção da cidade futurista.
Resultados Esperados:
Ao final desta oficina, espera-se que os alunos tenham desenvolvido uma melhor
compreensão das formas geométricas por meio de prática arquitetônica, além de
habilidades criativas e colaborativas ao trabalhar em grupo.
Avaliação
Participação nas atividades em grupo.
Criatividade das construções dos projetos.
Fonte: Autora (2024).
39
RESULTADOS ESPERADOS
.....Dentre os diversos aspectos que ganham com a concretização
do produto proposto, destaca-se a necessidade de superação da
realidade escolar, quase que exclusivamente fundamentada nas
aulas tradicionais, a despeito das abundantes sugestões propostas
por pesquisadores em Educação, à medida que pode contribuir
para a promoção de ambientes atrativos em sala de aula, que além
de facilitador o aprendizado de Matemática, potencializam a
construção de outras dimensões, também essenciais à formação
da criança no sentido amplo.
40
FIM
41
REFERÊNCIAS
ANDRIOLA W. B. Impactos da robótica no ensino básico: estudo
comparativo entre escolas públicas e privadas. Ciência&Educação, v.27,
e2105. Bauru, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1516731320210050. Acesso em: 10/10/2022.
BELL, D. O avento da sociedade pós-industrial: uma tentativa de previsão
social. São Paulo: Cultrix, 1977.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Versão final. Brasília,
MEC/CONSED/UNDIME, 20188.
BRITO, Robson Souto. A Pesquisa Brasileira em Robótica Pedagógica: Um
Mapeamento Sistemático com Foco na Educação Básica. Dissertação de
Mestrado – Programa de Pós-Gaduação em Educação Matemática e
Tecnologia da Universidade Federal de Pernambuco – Recife. 2019.
CRUZ, Tiego Da Silva. O ensino de robótica educacional e a base nacional
comum curricular: a relação entre a cultura maker e as competências
gerais. Anais VI CONEDU... Campina Grande: Realize Editora, 2019.
Disponível em: <https://editorarealize.com.br/artigo/visualizar/61374>.
Acesso em: 07/03/2023 13:30.
FERREIRA, A. S. A contribuição da robótica para o desenvolvimento das
competências cognitivas superiores no contexto dos projetos
trabalho. Revista Educação Pública. 2007. DOI: 10.18264/REP.
de
GOMES, C. G; SILVA, F. O.; BOTELHO, J. C.; SOUZA, A. R.: A robótica como
facilitadora do processo ensino-aprendizagem de matemática no ensino
fundamental
Scielo
Books,
2010.
Disponível
em:
https://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Robotica-No-EnsinoDaMatematica/77030287.html. Acesso em: 18/10/2022.
LAPA, L. D. P. A ludicidade como ferramenta no processo de ensinoaprendizagem da Matemática. Passeando por Brasília e aprendendo
geometria. Experiências numa escola da periferia do Distrito Federal.
Dissertação (Mestrado Profissional em Matemática). Universidade de
Brasília, 2017.
42
MAROSTICA .Luciana. Cultura Maker, Através das Metodologias Ativas e
Outros Ambientes de Aprendizagem, Para o Compartilhamento de
Saberes na Educação do Século XXI. Dissertação (Mestrado) –
Universidade Estadual Paulista (Unesp). Faculdade de Arquitetura, Artes,
Comunicação e Design, Bauru, 2023.
MORAES,M.C. Robótica educacional: socializando e produzindo
conhecimentos matemáticos. 2010. 144 f. Dissertação (Mestrado em
Educação em Ciências) – Universidade Federal do Rio Grande. Rio Grande,
2010.
PAPERT, Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era da
informática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.
TAKATU, S. Avaliação em Robótica Educacional Sobre a Competência
Pensamento Científico, Crítico e Criativo da BNCC. Dissertação de
Mestrado em Ciência da Computação. Universidade Federal de São Carlos.
São Carlos-SP, 2021.
ZIGNANO, R. Matemática e robótica educacional: um guia de atividades.
Dissertação
(Mestrado
Profissional
em
Educação
Matemática).
Universidade Federal de Juiz de Fora – Juiz de Fora – MG, 2020.
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FICHA TÉCNICA DO PRODUTO
REALIZAÇÃO
Universidade Federal de Alagoas
Centro de Educação
Programa de Pós-Graduação em Ensino de
Ciências e Matemática
AUTORES
Profª. Mestre Anielly Ildefonso Santos Lopes
Profº. Dr. Carloney ALves de Oliveira
VERSÃO/EDIÇÃO
versão 1.0
DATA DA PULBLICAÇÃO
Novembro/2025
FORMATO PDF
47 páginas
CONTATO
E-mail: anielly.ildefonso@hotmail.com
http://lattes.cnpq.br/2977635358233687
E-mail: carloneyalves@gmail.com.
http://lattes.cnpq.br/9900433024242592
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Todos os direitos reservados. 2025
