MOBILIZANDO JOVENS ESTUDANTES ACERCA DE QUESTÕES SOCIOAMBIENTAIS A PARTIR DE INFOGRÁFICOS: da sala de aula ao facebook
Carlos Jorge da Silva Correia
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MOBILIZANDO JOVENS
ESTUDANTES ACERCA DE
QUESTÕES SOCIOAMBIENTAIS A
PARTIR DE INFOGRÁFICOS
DA SALA DE AULA AO FACEBOOK
Carlos Jorge da Silva Correia
Maceió, AL
2017
Carlos Jorge da Silva Correia
MOBILIZANDO JOVENS ESTUDANTES ACERCA DE QUESTÕES SOCIOAMBIENTAIS A PARTIR
DE INFOGRÁFICOS: DA SALA DE AULA AO FACEBOOK
Produto educacional apresentado ao curso de PósGraduação em Ensino de Ciências e Matemática da
Universidade Federal de Alagoas (PPGECIM/UFAL)
como parte das exigências para a obtenção do
título de Mestre em Ensino de Ciências e Matemática
– Área de Concentração “Ensino de Biologia”.
Orientadora: Dra. Anamelea de Campos Pinto.
Maceió, AL
2017
CRIAÇÃO/EDIÇÃO/ARTE
Carlos Jorge da Silva Correia
TEXTO
Carlos Jorge da Silva Correia
REVISÃO
Anamelea de Campos Pinto (Orientadora)
FIGURAS
Google Imagens
Para a tríade de amores que há em mim...
Nina, Gláucio e Leandro!
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................... 4
2 EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ENSINO DE CIÊNCIAS ..................................... 6
3 OS INFOGRÁFICOS E SUAS POTENCIALIDADES EDUCACIONAIS ...... 15
4 MOBILIZANDO JOVENS ESTUDANTES ACERCA DE QUESTÕES
SOCIOAMBIENTAIS A PARTIR DE INFOGRÁFICOS ..................................... 22
4.1 Esclarecimentos e recomendações aos professores .............................. 22
4.2 O roteiro didático “Questões socioambientais e juventudes: A
realidade do presente e suas implicações ao futuro” ................................. 24
4.2.1 Eixo 1: Mudanças climáticas e suas consequências ........................... 25
4.2.2 Eixo 2: Ameaças à biodiversidade ...................................................... 30
4.2.3 Eixo 3: A vida nas cidades .................................................................... 36
4.2.4 Eixo 4: Hábitos de vida ......................................................................... 44
4.2.5 Eixo 5: Injustiças ambientais .................................................................. 50
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................ 55
REFERÊNCIAS ...................................................................................................... 56
APÊNDICE – Tutorial para criação de infográfico sobre mudanças
climáticas a partir do software PowerPoint ................................................... 58
4
1 INTRODUÇÃO
Este material contém sugestões de atividades educacionais
utilizando um conjunto de 10 infográficos criados com a intenção de
suscitar discussões sobre questões socioambientais no contexto do
Ensino de Ciências. Ele se constitui, assim, em um Produto Educacional
elaborado a partir de minha dissertação, escrita no contexto de um
mestrado profissional realizado dentro do programa de PósGraduação em Ensino de Ciências e Matemática da Universidade
Federal de Alagoas, com o título “Infográficos e a mobilização de
jovens acerca de questões socioambientais: reflexões desde uma
comunidade de aprendizagem na rede social Facebook”, sob a
orientação da Dra. Anamelea de Campos Pinto.
As atividades aqui propostas foram criadas no contexto da
referida pesquisa, que buscou analisar o potencial de infográficos
para suscitar o engajamento de jovens estudantes em torno de
discussões acerca de questões socioambientais em uma comunidade
criada no Facebook. Tais atividades se baseiam, assim, em
Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) como as ferramentas
utilizadas pelos pesquisadores para a criação dos infográficos e a
rede social Facebook, que serviu de suporte para a constituição da
comunidade de aprendizagem virtual sobre meio ambiente com os
jovens estudantes participantes da pesquisa. A proposição deste
material objetiva, em última instância, fomentar o uso das TIC para a
facilitação de atividades de Educação Ambiental voltadas para a
discussão de questões socioambientais no contexto do Ensino de
Ciências.
5
Neste trabalho desenvolvemos inicialmente uma discussão teórica
sobre temas como a Educação Ambiental, o Ensino de Ciências e os
infográficos e suas potencialidades educacionais para, na sequência,
apresentarmos o roteiro didático “Questões socioambientais e
juventudes: A realidade do presente e suas implicações ao futuro”
composto por 5 eixos de atividades, a saber: a) Eixo 1: Mudanças
climáticas e suas consequências, b) Eixo 2: Ameaças à biodiversidade,
c) Eixo 3: A vida nas cidades, 4) Eixo 4: Hábitos de vida e 5) Eixo 5:
Injustiças ambientais, que os professores poderão implementar
utilizando o conjunto de infográficos e outros recursos que
disponibilizamos neste trabalho.
Dessa forma, tendo em vista todo o empenho que dedicamos à
elaboração deste material esperamos que ele possa contribuir para
a prática pedagógica de professores de Ciências e/ou de Biologia
interessados em introduzir em suas aulas discussões sobre as questões
socioambientais de nossos tempos.
6
2 EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ENSINO DE
CIÊNCIAS
Muito poderia e deveria ser dito sobre os campos da Educação
Ambiental e do Ensino de Ciências antes de partirmos para qualquer
articulação entre eles que julguemos possível ou mesmo necessária.
De fato, acreditamos que muito nesse sentido já foi dito por vários
autores e, por isso mesmo, não nos caberia aqui refazer
extensivamente tais percursos sobre os históricos desses campos. Com
isso, queremos justificar a nossa opção em propor neste trabalho
apenas uma aproximação entre tais campos, tendo por base, para
tanto, o uso educacional de infográficos, tal e qual sugeriremos ao
longo deste texto.
Com esta disposição, buscamos, inicialmente, apresentar
referenciais teóricos que nos inspiram a pensar em possibilidades de
se fazer Educação Ambiental no contexto do Ensino de Ciências,
esclarecendo como entendemos a importância de atuarmos em um
desses campos sem nos descuidarmos do outro. A proposição deste
produto educacional se dá, portanto, no contexto da necessidade de
articularmos ao Ensino de Ciências práticas de Educação Ambiental
que se impõe diante da acentuação da crise socioambiental que
enfrentamos no presente.
De fato, parece-nos cada vez mais fundamental sempre que
falarmos em Ensino de Ciências não nos esquecermos de refletir
acerca do lugar e da importância do conhecimento científico em
nossas sociedades. Acontece que isto pode ser empreendido a partir
de diferentes frentes. Contudo, a principal delas continua sendo
pensarmos se a educação científica deve ser promovida para a
população em sua totalidade ou não.
7
Nesta direção, Gil-Pérez e Vilches (2011) apresentam
argumentos contra e a favor de um Ensino de Ciências para todos,
auxiliando-nos a adotar uma postura equilibrada nesta discussão.
Assim, em que pese a busca dos autores (op. cit.) em trazer
argumentos dos dois lados deste debate, é possível claramente
organizar desde o texto deles muito mais pontos a favor de um
Ensino de Ciências para a generalidade das pessoas do que o
contrário. Alguns desses argumentos são os seguintes:
- vivemos em mundo mediado por indagações e produções
científicas;
- usamos diariamente produtos criados a partir do avanço
tecnológico;
- precisamos cada vez mais de conhecimentos científicos para
realizar opções no dia a dia;
- atualmente, é comum discussões públicas sobre assuntos
relacionados com a ciência, tais como: transgênicos,
degradação ambiental, clonagem, entre outros.
8
Diante desses argumentos, fica claro o entendimento dos autores
citados de que ensinar Ciências se justifica principalmente porque
seria uma das formas de possibilitar para o maior número possível de
pessoas o acesso a conhecimentos necessários para pensar o mundo
contemporâneo, ampliando, consequentemente, a capacidade dessas
pessoas de tomarem decisões melhores por mais fundamentadas que
sejam nesse contexto de incessante produção de saberes e artefatos
científico-tecnológicos. Com o que concordamos, ao tempo apenas em
que fazemos uma ressalva. Que este entendimento não seja
confundido com uma visão utilitarista do mundo e das coisas. Afinal,
quando se fala em um ensino para geralmente pecamos com a
postura quase autoritária de quem aponta o melhor caminho para
alguém, em nosso caso, os indivíduos envolvidos nos processos de
escolarização.
Mas, definitivamente, não é esse o entendimento defendido aqui.
Quando se argumenta que o Ensino de Ciências pode favorecer a
capacidade de decisão das pessoas estamos falando de
possibilidades e de empoderamento, o que, a nosso ver, são coisas
bastante distintas do que viria a ser qualquer cosmovisão utilitarista
deste campo de conhecimento. Defendemos a ideia proposta por
Bortoletto e Carvalho (2009, p. 260-261):
:
9
se houver disposição em promover as habilidades críticas dos
alunos em termos dos parâmetros defendidos neste trabalho,
fundamentado, na criticidade, em avaliar o custo e benefício das
necessidades individuais em detrimento das sociais e vice-versa,
é necessário que o educando saiba avaliar as evidências
presentes em dados vinculados aos editoriais de divulgação
científica a respeito do aquecimento global, alimentos
geneticamente modificados ou os impactos socioambientais da
produção e consumo de energia. Que este saiba avaliar as
condições com que tais dados foram coletados, apresentar
contraevidências, fazer inferências a respeito do tema em
debate e avaliar como tais dados influenciam a sociedade.
É o caso, aqui, portanto, de compartilharmos com Cavalcanti Neto
e Amaral (2011) a compreensão de que o Ensino de Ciências pode
ter também uma finalidade cultural mais ampla, na medida em que
venha a possibilitar, ao indivíduo, condições para tomar decisões
fundamentadas e críticas; o que, no contexto da complexa realidade
socioambiental que vivemos, por exemplo, seria o mesmo que dizer
que tais decisões seriam exatamente aquelas comprometidas com a
vida. Contudo, nem sempre é esta a concepção que prevalece no
contexto deste campo, em especial quando se trata da articulação
entre ele e o campo da Educação Ambiental que estamos
defendendo neste estudo.
10
Amaral (2001), por exemplo, ao estudar como estes dois campos
foram sendo articulados a partir da década de 1980 no Brasil,
identificou pelo menos três concepções básicas ou modalidades de
Educação Ambiental desenvolvidas no contexto do currículo do Ensino
de Ciências, quais sejam: 1) Educação Ambiental como apêndice do
Ensino de Ciências: Que se expressa quando as questões
socioambientais são tomadas apenas como complementos aos tópicos
previamente estabelecidos pelo currículo do Ensino de Ciências; 2)
Educação Ambiental como eixo paralelo ao Ensino de Ciências: Que
ocorre quando os conteúdos do Ensino de Ciências são mantidos em
sua forma convencional e os temas da Educação Ambiental são
apresentados em separado, em uma abordagem que sustenta uma
abordagem naturalista das questões envolvidas e, finalmente, 3)
Educação Ambiental como eixo integrador do Ensino de Ciências: Que
se estabelece quando a Educação Ambiental adentra o currículo do
Ensino de Ciências, permitindo uma abordagem complexa dos
assuntos tratados levando-se em conta a dimensão socioambiental
inerente aos mesmos. E desta última concepção que estamos tratando
aqui, no sentido de argumentar a favor da necessidade de
repensarmos o Ensino de Ciências, tendo em vista a premência das
questões socioambientais no presente.
11
Acerca disto, não podemos mais ignorar a gravidade da crise
socioambiental de nossos tempos. Para Leff (2007), atravessamos uma
nova era histórica caracterizada pela encruzilhada civilizatória que se
tem colocado diante de todos nós. Para ele, “a degradação ambiental (...)
é resultado das formas de conhecimento por meio das quais a
humanidade tem construído o mundo, destruindo-o por sua pretensão de
unidade, universalidade, generalidade e de totalidade” (p. 45). O que
significa dizer que a superação destas questões perpassa por uma
mudança na relação histórica que se verificou até aqui entre a
humanidade e a natureza, marcada pela exploração desenfreada de
recursos para a produção de bens de consumo. De fato,
a noção de natureza na civilização ocidental é marcada pela
separação homem-natureza. Em outras palavras, a natureza
passou a ser vista, especialmente a partir do século XVIII, como
fonte inesgotável de recursos, servindo de base para o
metabolismo ilimitado da produção capitalista que, através de
um modelo de razão – razão instrumental – justifica, por um
lado, a exclusão dos homens da natureza e, por outro, a ação
desses sobres os demais integrantes da natureza. Os efeitos
desse processo histórico podem ser notados nas rápidas e
complexas transformações ambientais (naturais e humanas), das
quais erigiram múltiplas degradações na Terra em diversas
escalas geográficas. Deve ser salientado que a crise ambiental
atual se mostra antrópica e planetária, tendo por base valores,
percepções e comportamentos que, se não alterados,
comprometerão, ainda mais, a vida no planeta (RIBEIRO et al.,
2012, p. 8, grifos nossos).
12
O que esses autores afirmam, portanto, é que a crise ambiental se
coloca, sobretudo, como reflexo da relação exploratória
estabelecida entre as sociedades capitalistas e a natureza. Na
realidade, ainda que no presente já desponte no horizonte das
concepções e das práticas outras posturas mais harmoniosas no que
se refere ao binômio sociedade-natureza em questão, resta como
preponderante no modo de ser da maioria das pessoas uma
cosmovisão antropocêntrica do mundo. Por outro lado, a noção de
finitude dos bens naturais que já circula na sociedade tem, sem
dúvida alguma, colocado em suspeição tais inclinações utilitaristas da
natureza, ampliando cada vez mais o debate ao redor de temas de
interesse público, como o são as urgentes questões socioambientais
das mudanças climáticas, da perda de biodiversidade e dos resíduos
sólidos, entre outras.
Com isso, estamos querendo dizer que entendemos ser somente
possível superarmos a crise ambiental contemporânea se também
formos capazes de transformar o modo de ser humano na sua
relação com a natureza, desde uma dimensão exploratória para uma
expansão solidária, de troca e não de expropriação. A utopia que se
impõe, portanto, envolve “elaborar, nos espaços institucionais da
educação, novas epistemologias que possibilitem uma reforma do
pensamento” (JACOBI, TRISTÃO e FRANCO, 2009, p. 67).
13
É justamente porque exige tamanha mudança de
comportamentos e de visão de mundo que, para Lago, Amaral e Mühl
(2013), mesmo a crise ambiental sendo compreendida pela
sociedade pouca coisa efetiva realmente é levada a cabo na direção
da sua superação, uma vez que o caráter estruturador
antropocêntrico que a constitui persiste, sendo necessário e urgente
promovermos processos de subjetivação que deem lugar a “um novo
modo de ser em íntima sintonia com a dignidade das vidas” (op. cit.,
p. 165).
Diante disso, não podemos nos furtar de fazer as mesmas
perguntas de Kablin (2011, p. 27), afinal: “Qual será a herança que
deixaremos? Que tipo de indivíduos queremos ser?”. Concordamos
com ele ainda no sentido de que essas são grandes questões do
nosso tempo, pois mesmo que em um primeiro momento nos soem
ingênuas, não o são. Na verdade, elas representam a melhor e mais
aguda forma de iniciarmos o verdadeiro debate contemporâneo, que
é como mudar práticas e valores (op. cit.). Assim, argumentamos,
neste trabalho, que a situação socioambiental em que o mundo se
encontra representa um desafio para todos em geral e para os
professores de Ciências em particular, pretendendo, com isso, refletir
sobre de que forma estas questões relacionadas ao meio ambiente e
à qualidade de vida podem e devem ser abordadas no contexto do
Ensino de Ciências.
14
Para Gil-Pérez et al. (2011), a urgência de questões tão
complexas como as mencionadas exige do campo da didática das
ciências contributos para o enfrentamento destes problemas, sem,
contudo, “cair no deprimente e ineficaz discurso de ‘no futuro será
pior’” (p. 151). E, neste ponto, temos em mente que a proliferação do
discurso catastrofista através de clichês sobre os problemas
socioambientais no lugar de mobilizar as pessoas para enfrentar tais
questões que se erguem diante delas pode, pelo contrário,
desarticular suas forças para encarar a realidade, afinal:
como educar, se não se tem uma paisagem imaginária onde se
haveria de viver, um horizonte de vida que pudéssemos
construir? Educar é projetar esse futuro, essa paisagem a partir
do aqui e do agora. Implica, assim, recuperar nosso poder de
inventar mundos de vida, de construir futuros. Enfim, implica
reinventar nossa vontade de querer poder construir o mundo –
uma RE-VOLIÇÃO (PORTO-GONÇALVES, 2007, p. 15).
Em outras palavras, estamos falando de razões que nos
mobilizem, que alimentem nossa vontade/volição de enfrentar os
desafios postos. No Ensino de Ciências e na Educação Ambiental, em
particular, acreditamos que tais razões podem ser favorecidas
buscando apresentar aos alunos as questões socioambientais por
meio de “perguntas intrigantes, verdadeiros desafios à curiosidade e
à inteligência” (SELBACH et al., 2010, p. 31). Isto é, como problemas
que, por mais graves que sejam, podem ser superados. A seguir,
damos continuidade ao texto justamente discutindo como pensamos
ser possível dar conta deste desafio a partir do uso de infográficos
em práticas de Educação Ambiental.
15
3 OS INFOGRÁFICOS E SUAS
POTENCIALIDADES EDUCACIONAIS
Basicamente o que fizemos até aqui foi argumentar que a
seriedade da crise socioambiental que vivenciamos tem tornado
cada vez mais necessária a adoção de ações de Educação
Ambiental e que os contextos das práticas relacionadas ao Ensino
de Ciências representam um excelente espaço para tanto. Agora,
queremos dar um passo adiante, sugerindo que o uso de
infográficos em atividades de Ensino de Ciências pode significar
uma estratégia efetiva para introduzir a discussão acerca de
questões socioambientais na sala de aula.
Mas, o que são mesmo esses tais infográficos? Antes de mais
nada precisamos deixar isso claro. É verdade, contudo, que a
própria palavra “infográficos” já nos sugere bastante coisa, como,
por exemplo, referências explícitas a informação e gráficos, o que
dá uma ideia bem razoável da origem inglesa do termo, que se
trata de uma tradução da palavra “infographics”, formada, por
sua vez, a partir da expressão “information graphics” (LANKOW,
RITCHIE e CROOKS, 2012). Infográficos são, portanto, recursos que
apresentam informações “por meio de gráficos estatísticos, mapas e
esquemas, bem como a partir de ferramentas estáticas ou
interativas que um determinado público pode usar para explorar,
analisar e estudar conjuntos complexos de dados” (CAIRO, 2011, p.
13). A esta definição acrescente-se o que Arroyo (2013) diz ser a
intenção primordial da infografia, que é tornar uma informação de
difícil compreensão algo que seja inteligível para a maioria das
pessoas e teremos, com uma boa amplitude, uma excelente
compreensão do que sejam os infográficos.
16
Um infográfico é entendido, ainda, como “um tipo de imagem
que ajuda indivíduos e organizações a se comunicarem de forma
concisa com seus públicos” (SMICIKLAS, 2012, p. 3), potencialmente
gerando algum tipo de aprendizagem a partir de sua visualização
(Figura 1).
Figura 1. Elementos conceituais em torno da criação de infográficos. Fonte: Smiciklas
(2012, p. 4).
17
E é exatamente nesse sentido que os infográficos guardam em si
um evidente potencial educacional, tendo em vista que eles auxiliam
a esclarecer fatos e fenômenos complexos (SANCHO, 2010). De
acordo com Minervini (2005), por exemplo, o trabalho com
infográficos proporcionou um grande interesse dos alunos em
atividades que envolviam o estudo de temas complexos. Já os
docentes, ainda segundo a autora (MINERVINI, 2005), mesmo
reconhecendo a eficácia dos recursos de infografia, que foram
utilizados em sala de aula, demonstraram preocupação em como dar
seguimento a este trabalho, pois não tinham conhecimento de onde
buscar outros infográficos para seguir usando no planejamento de
suas aulas.
Nas entrelinhas dessa queixa feita pelos professores, podemos
inferir, dentre outras coisas, que há uma certa escassez de saberes
pedagógicos para lidar com os infográficos enquanto estratégia
didática, afinal de contas, diante da ausência material desses
elementos os entrevistados sequer mencionam a possibilidade deles
mesmos criarem seus próprios infográficos. Não obstante, em se
tratando da questão socioambiental, que é o recorte que queremos
trazer neste produto educacional, existe pelo menos uma iniciativa
que reúne na internet um catálogo bem variado de infográficos,
chama-se Portal Planeta Sustentável e pode ser acessado no
endereço virtual http://planetasustentavel.abril.com.br/. Nesse
portal, mantido pela Editora Abril, temos acesso a uma gama de
recursos de infografia dedicados à discussão de aspectos da crise
ambiental e que foram publicados anteriormente em diferentes
revistas da linha editorial em questão. Aqui, é importante destacar
que foi justamente o contato com esses materiais que nos inspirou
pensarmos nos infográficos como dispositivo para práticas de
Educação Ambiental.
18
Para Bottentuit Júnior, Lisboa e Coutinho (2011, p. 9-10) são
muitos os aspectos inerentes aos infográficos que justificam o uso
educacional desses recursos, dentre os quais, eles destacam:
- os alunos podem acompanhar passo a passo um processo, fato
ou acontecimento histórico;
- a riqueza de imagens e esquemas facilita a memorização por
parte dos alunos;
- possibilita a alfabetização visual visto que muitas vezes os
alunos observam a imagem de maneira geral sem perceber
aspectos importantes que só são perceptíveis com uma maior
atenção a determinadas áreas de um infográfico;
- o aluno tem um maior controle sobre o recurso visual e a sua
aprendizagem, pois poderá explorar e revisar quantas vezes
desejar cada frase do processo apresentado no infográfico;
- o infográfico poderá constituir-se num poderoso atrativo para
veiculação da informação em ambientes e plataformas de
ensino e aprendizagem;
- as imagens chamam a atenção dos alunos e o processo de
observação dos infográficos poderá desenvolver as habilidades
cognitivas de interpretação, análise e síntese;
- os alunos recordam mais facilmente imagens e pequenos
fragmentos de textos face à grande quantidade de textos sem o
uso de esquemas ou imagens;
- o aluno através do infográfico poderá realizar uma
navegação não linear sobre o conteúdo e desta forma realizar
novas descobertas;
19
- o professor poderá combinar recursos multimídia durante as
suas aulas com o intuito de melhorar o processo de ensino e
aprendizagem dos alunos;
- permitem a visualização de processos muito lentos (o
desabrochar de uma flor) ou muito rápidos (a transmissão do
som);
- o aluno poderá manipular o infográfico inúmeras vezes até
que consiga realizar a compreensão completa do processo;
- o aluno poderá utilizar o infográfico como uma fonte de
informação, um recurso didático, um recurso para exploração
visual e ainda resolução de problemas ou questões elaboradas
pelo professor .
Para que possamos potencializar todas essas características dos
infográficos em atividades educacionais não basta apenas o uso do
recurso gráfico em si. Trata-se de estabelecer muito claramente a
intencionalidade pedagógica dos infográficos criados/utilizados, o
que nos coloca desafios que se encontram muito além da dimensão
estética desses materiais, perpassando pela elaboração de textos
informacionais para os infográficos a partir de uma base conceitual
segura e ampla.
20
Dessa forma, acreditamos que a potencialidade educacional de
um infográfico resta assegurada desde que sejam alcançadas em sua
elaboração soluções técnicas eficientes em termos de estética e de
conteúdo. Estes foram, de fato, dois aspectos que orientaram o nosso
processo de criação de infográficos sobre questões socioambientais
ao longo da pesquisa que desenvolvemos com o objetivo de pensar
os infográficos como recursos para a mobilização de jovens em torno
de discussões sobre meio ambiente em uma comunidade estabelecida
na rede social Facebook.
Em outras palavras, tomamos os infográficos enquanto
estratégias capazes de suscitar/mediar o debate acerca de
diferentes questões socioambientais como, por exemplo, as mudanças
climáticas, a ameaça à biodiversidade, a crise hídrica, a urbanização
não planejada, os agrotóxicos, a ausência de saneamento básico, os
resíduos sólidos, o consumismo, as injustiças socioambientais e o
desmatamento. Assim, foram criados pelos pesquisadores exatamente
10 infográficos que abordaram cada um dos temas socioambientais
anteriormente mencionados. A partir destes infográficos as discussões
na comunidade criada com os jovens participantes da pesquisa foram
sendo estabelecidas e mediadas pelos pesquisadores. Assim, é
importante salientar que a escolha por discutir exatamente os temas
acima relacionados, e não outros, se deu pela concepção teóricometodológica que orientou a referida pesquisa e que pode ser
traduzida, em parte, pelos argumentos de Saito et al. (2011, p. 123):
21
um dos caminhos potencialmente relevantes quando lidamos com
a temática ambiental em processos educativos está diretamente
relacionado com a possibilidade de exploração de controvérsias
e conflitos socioambientais em práticas de educação ambiental.
É a partir da compreensão de que as controvérsias e os conflitos
socioambientais apresentam um grande potencial para
explicitarmos a complexidade inerente à temática ambiental (...)
que nos parece legítimo considerá-las como um dos possíveis
princípios metodológicos para as nossas práticas de educação
ambiental.
Partiu-se, assim, do pressuposto de que propor discutir esses temas
controversos poderia ampliar a participação dos jovens voluntários na
comunidade que foi criada. Contudo, ao criarmos os infográficos não nos
interessamos simplesmente em favorecer polêmicas sobre as questões
socioambientais discutidas. A postura que adotamos, na verdade, foi muito mais
a de indagar os jovens participantes sobre como eles associavam, ou não, os
temas levantados com as perspectivas da própria juventude que vivem. Nesse
ponto, não poderia deixar de citar a sensibilidade de Guimarães (2015) que
nos faz pensar os temas controversos por uma perspectiva pouco explorada ao
nos deslocar com a pergunta: “Qual a potencialidade política de uma prática
pedagógica, no ensino de biologia sobre temas socioambientais, que não esteja
atenta às controversas, às polêmicas, mas mais às sutilezas, às delicadezas, aos
silêncios?” (p. 56). Com isso, queremos dizer que sempre estivemos atentos aos
dois lados da moeda dos temas controversos relacionados ao meio ambiente: a
polêmica e o silêncio.
A seguir, compartilhamos esses infográficos criados ao longo do estudo
relatado, ao mesmo tempo em que propomos um roteiro didático que pode
inspirar outros professores a usarem infográficos em atividades de Educação
Ambiental no contexto de suas aulas de Ciências/Biologia.
22
4 MOBILIZANDO JOVENS ESTUDANTES
ACERCA DE QUESTÕES SOCIOAMBIENTAIS
A PARTIR DE INFOGRÁFICOS
Os recursos educacionais abaixo foram criados, como já mencionado,
no contexto de uma pesquisa de mestrado em Ensino de Ciências e
Matemática e estão sendo aqui disponibilizados ao público como produto
educacional. Nesse sentido, apresentamos a seguir o roteiro didático
“Questões socioambientais e juventudes: A realidade do presente e suas
implicações ao futuro” que propõe atividades de Educação Ambiental com
infográficos que tratam de diferentes questões socioambientais. Em termos
gerais, o objetivo deste material é introduzir a temática ambiental
articulada ao estudo de determinados conteúdos de Ciências/Biologia.
Além disso, outras atividades de pesquisa e trabalhos em grupo foram
sugeridas no roteiro proposto como desdobramentos das prováveis
discussões que serão suscitadas pela análise dos infográficos.
4.1 Esclarecimentos e recomendações aos professores
Todos os infográficos com os quais propomos atividades neste produto
educacional tratam obviamente de questões socioambientais, pois foram
elaborados com a intenção de mediarem discussões sobre tais assuntos,
como já explicamos. Por outro lado, nada impede que outros temas sejam
abordados por criações próprias dos professores a partir das sugestões
que aqui apresentamos. Assim, pensando no eventual interesse de alguns
professores em produzirem seus próprios infográficos, resolvemos elaborar
um tutorial detalhando o processo de criação do infográfico que aborda o
tema das mudanças climáticas, descrevendo o passo a passo de como
executamos o conceito do referido infográfico no software PowerPoint. O
tutorial em questão pode ser conferido no apêndice deste produto
educacional.
23
Além disso, todos os infográficos problematizam de que forma a
questão socioambiental retratada afeta a vida e a juventude de
quem está tendo acesso ao material. Obviamente, esta pergunta
específica tem total relação com o público de jovens estudantes ao
qual endereçamos esses infográficos, de tal maneira que este é um
elemento pontual que pode ser modificado ou alterado de acordo
com outros públicos com os quais se pretenda estabelecer
comunicação.
Esta proposta de roteiro didático está organizada em 5 eixos,
quais sejam: a) Eixo 1: Mudanças climáticas e suas consequências, b)
Eixo 2: Ameaças à biodiversidade, c) Eixo 3: A vida nas cidades, 4)
Eixo 4: Hábitos de vida e 5) Eixo 5: Injustiças ambientais, os quais
poderão ser desenvolvidos de forma linear ou não. Tal escolha
metodológica ficará a cargo dos professores que eventualmente
venham a utilizar este produto educacional, de maneira que possam
adequar essa proposta de trabalho aos objetivos pedagógicos que
orientam as suas próprias práticas.
Por fim, ressalta-se que para a consecução dos objetivos que
estabelecemos para este produto educacional é recomendável que o
professor crie desde o primeiro eixo do roteiro didático uma
comunidade virtual de aprendizagem no Facebook com todos os
jovens estudantes envolvidos nas atividades sugeridas, pois será neste
espaço de interação virtual que eles poderão ampliar as discussões
iniciadas na sala de aula, ao mesmo tempo em que poderão
compartilhar os resultados de suas pesquisas individuais ou em
grupos com os demais colegas da turma.
24
4.2 O roteiro didático “Questões socioambientais e juventudes: A
realidade do presente e suas implicações ao futuro”
Objetivo geral: Favorecer o engajamento de jovens estudantes
em discussões acerca do meio ambiente a partir do uso de
infográficos que retratam questões socioambientais atuais.
Público: As atividades propostas neste roteiro foram pensadas
para alunos do Ensino Médio, pois envolvem o uso de redes sociais, as
quais, geralmente, exigem que seus membros tenham no mínimo 13
anos, o que se verifica normalmente entre os alunos do Ensino Médio.
Conteúdos: Mudanças climáticas. Ciclo da água na natureza.
Consumo racional da água. O conceito de biodiversidade. Extinção
de espécies. Conservação da biodiversidade e desenvolvimento.
Consequências do desmatamento. Saneamento básico. Resíduos
sólidos. Problemas ambientais urbanos. Consumo consciente.
Transgênicos. Agrotóxicos. Segurança alimentar. Injustiças ambientais.
Recursos necessários: Cópias impressas no tamanho A4 dos
infográficos utilizados nas atividades de cada eixo em quantidade
suficiente para cada um dos participantes das atividades. Cópias
impressas dos textos sugeridos para discussão nas atividades de
cada eixo em quantidade suficiente para cada um dos grupos de
participantes que sejam criados. Laboratório de informática com
computadores com acesso à internet.
25
4.2.1 Eixo 1: Mudanças climáticas e suas consequências
Objetivos específicos: Conhecer os fenômenos prováveis que serão
acentuados com as mudanças climáticas; compreender o ciclo da água na
natureza; refletir sobre influências das mudanças climáticas no ciclo da
água e estimular o consumo racional da água.
Neste primeiro eixo propomos uma discussão sobre as mudanças
climáticas e os recursos hídricos, buscando estabelecer a relação entre a
elevação das temperaturas e eventuais mudanças nos ciclos
hidrometeorológicos, por exemplo. Para tanto, utilizaremos 2 (dois)
infográficos, um sobre mudanças climáticas (Figura 2) e outro sobre a
escassez de água (Figura 3).
A ideia ao redor do infográfico sobre mudanças climáticas (Figura 2)
é retratar o planeta Terra como paciente vítima de um mal sistêmico que
apresenta alguns sintomas específicos possíveis de serem acentuados, caso
o quadro diagnosticado seja ignorado ao deixarmos de se tomar medidas
de enfrentamento das questões levantadas. Assim, são relacionados 9
(nove) sintomas e a probabilidade dos mesmos se agravarem no curto,
médio e longo prazo no horizonte de evolução das mudanças climáticas
neste século XXI.
Já a proposta do infográfico sobre a escassez de água (Figura 3)
traz para discussão dados sobre o acesso desigual à água que se verifica
no Brasil, bem como a preocupante situação das principais reservas de
água no país que, devido a períodos longos de estiagem, encontram-se
muito abaixo do ideal.
26
Figura 2. Infográfico sobre mudanças climáticas. Notas: 1 IPCC, Intergovernmental Panel on Climate Change. Climate
Change 2014: Synthesis Report. Disponível em: <http://goo.gl/n7y4f1>. Acesso em: 28 nov. 2015. ______. Climate
Change 2007: Synthesis Report. Disponível em: <http://goo.gl/XmXrWt>. Acesso em: 28 nov. 2015. Criação: Carlos
Jorge da Silva Correia, 2015.
27
Figura 3. Infográfico sobre crise hídrica. Notas: 1 Informações da Tera Ambiental. Disponível em:
<http://goo.gl/t2rcqZ>. Acesso em: 9 dez. 2015. 2 Informações disponíveis em www.ons.gov.br. Acesso em: 9 dez.
2015. 3 ZAMPARONI, C. A. Mudanças climáticas, riscos e desastres naturais em ambientes urbanos. In: SEABRA, G.
(Org.). Educação ambiental no mundo globalizado: Uma ecologia de riscos, desafios e resistência. João Pessoa:
Editora Universitária UFPB, 2011. p. 159-170. Criação: Carlos Jorge da Silva Correia, 2015.
28
Desenvolvimento
1ª etapa. Introdução
O professor pode introduzir o tema da água com exemplos locais
ou que sejam próximos da realidade dos alunos e que retratem
situações como escassez ou inundações. Afinal, é importante
estabelecer desde o começo da atividade que a acentuação das
mudanças climáticas envolve, dentre outras coisas, implicações ao ciclo
da água na natureza, vindo a tornar cada vez mais recorrentes
eventos de extremos hidrometereológicas, tais como secas e enchentes.
2ª etapa. Análise dos infográficos
Depois de realizar a introdução do assunto, o professor poderá
distribuir cópias impressas dos infográficos sobre mudanças climáticas
e água para cada aluno. Sugere-se que sejam dados pelo menos 10
minutos para que os alunos analisem o material recebido. Na
sequência, o professor pode fazer uma discussão acerca dos dados
apresentados nos infográficos, solicitando que alguns alunos leiam as
informações ali presentes. Alguns questionamentos podem ser
realizados pelo professor, por exemplo:
29
Quadro 1. Sugestão de questões problematizadoras para o Eixo 1:
Mudanças climáticas e suas consequências.
Pergunta
Intencionalidade pedagógica
Na opinião de vocês, existe alguma
relação entre a falta de água e as
mudanças climáticas?
Constatar se os estudantes entendem
a dimensão global dos efeitos das
mudanças climáticas.
Onde vocês moram há escassez de
água?
Estabelecer condições para uma
aprendizagem significativa dos
conteúdos estudados.
Como vocês avaliam o consumo de
água em suas casas (baixo, médio
ou alto)?
Promover o consumo racional de
água.
Para vocês, a escassez de água
afetaria a vida de um jovem de
alguma forma em particular?
Analisar se os estudantes se sentem
mobilizados pela questão
socioambiental da água, bem como
se estariam dispostos a se engajar
em alguma campanha sobre o
consumo racional de água.
30
3ª etapa. Desdobramentos
Os alunos podem pesquisar o nível atual dos principais reservatórios
de água ao redor do país. Para tanto, no laboratório de informática, o/a
professor/a pode organizá-los em 5 (cinco) grupos correspondentes às
regiões norte, nordeste, sul, sudeste e centro-oeste para que conduzam
pesquisas no site www.ons.gov.br, que disponibiliza informações referentes
ao monitoramento de reservatórios de água de todo o Brasil.
O professor poderá, ainda, solicitar aos alunos que realizem um
levantamento sobre o consumo mensal de água em suas casas ao longo do
período de um ano. Com os dados, cada aluno terá condições de construir
um gráfico que facilite a visualização da tendência de consumo de água
verificada em sua residência. Os dados de todos os alunos da sala podem
ser unificados pelo professor para a criação de uma média de consumo da
sala. Essas informações organizadas em gráficos podem evidenciar se o
padrão de consumo de água do coletivo que compõe a sala de aula
precisa ser repensado ou não.
4.2.2 Eixo 2: Ameaças à biodiversidade
Objetivos específicos: Compreender o conceito de biodiversidade;
conhecer espécies brasileiras ameaçadas de extinção e entender as
consequências do desmatamento.
31
Neste segundo eixo de atividades propostas nos dedicaremos a
discutir ameaças à biodiversidade como o desmatamento de florestas
tropicais para a ampliação de atividades agrícolas e/ou de pecuária.
Antes disso, contudo, faz-se necessário promover uma reflexão inicial
sobre o próprio conceito de biodiversidade. Desse modo, propomos a
utilização de outros 2 (dois) infográficos, um sobre o conceito de
biodiversidade (Figura 4) e outro sobre causas e consequências do
desmatamento no Brasil (Figura 5).
O conceito que sustenta a proposta do infográfico sobre ameaças
à biodiversidade (Figura 4), por exemplo, é colocar em evidência a
necessidade de discutirmos a riqueza biológica que possuímos e
sequer conhecemos. Nesse sentido, o infográfico traz dados sobre a
falta de conhecimento que se tem ainda hoje sobre a diversidade da
fauna e da flora, bem como propõe a reflexão sobre como aliarmos
desenvolvimento e conservação.
Já a proposta do infográfico sobre desmatamento (Figura 5) é
relacionar diferentes aspectos envolvidos com o aumento do
desmatamento no Brasil que vão desde a expansão das fronteiras
agrícolas até a flexibilização do Código Florestal. Além disso, existe
neste infográfico também a dimensão de engajamento em ações que
visam combater este problema socioambiental, tais como o apoio ao
projeto de Lei do Desmatamento Zero que objetiva proteger as
florestas.
32
Figura 4. Infográfico sobre biodiversidade. Notas: 1 Informações disponíveis em www.wwf.org.br. Acesso em: 4 dez.
2015. 2 Informações disponíveis em www.mma.gov.br. Acesso em: 4 dez. 2015. Criação: Carlos Jorge da Silva
Correia, 2015.
33
Figura 5. Infográfico sobre desmatamento. Notas: 1 RIVERO, S,; ALMEIDA, O.; AVILA, S.; OLIVEIRA, W. Pecuária e
desmatamento: uma análise das principais causas diretas do desmatamento na Amazônia. Nova econ. [Online]. v.19,
n.1, p. 41-66, 2009. 2 Para mais informações sobre essas iniciativas, visite http://www.desmatamentozero.org.br/.
Acesso em: 4 dez. 2015. 3 BRASIL, República Federativa do. Lei 12.651, de 25 maio de 2012. Dispõe sobre a
proteção da vegetação nativa. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/l
ei/l12651.htm>. Acesso em: 2 dez. 2015. 4 JORNAL NACIONAL. Desmatamento na Amazônia cresce 215% em
um ano, segundo Imazon. 21 mar. 2015. Disponível em: <http://goo.gl/mtvDdt>. Acesso em: 3 dez. 2015. 5 WWF.
Desmatamento. Disponível em: <http://goo.gl/xTRxci>. Acesso em: 3 dez. 2015. Criação: Carlos Jorge da Silva
Correia, 2015.
34
Desenvolvimento
1ª etapa. Introdução
O primeiro momento da atividade pode ser com o professor realizando uma
ligeira introdução acerca da importância da conservação da biodiversidade.
Para tanto, sugere-se o seguinte texto: O conhecimento sobre a biodiversidade
que se tem hoje em dia é muito maior do que o que se tinha há décadas atrás,
mas ainda assim, estima-se que apenas 3% do total de espécies existentes no
mundo seja conhecido pela ciência (WWF, 2015). Isso significa, dentre outras
coisas, que a biodiversidade do planeta se encontra ameaçada antes mesmo de
que venha a ser suficientemente conhecida. Ainda de acordo com o WWF (op.
cit.) as principais ameaças que têm expostos diferentes espécies ao risco de
extinção são o uso excessivo dos recursos naturais, o crescimento das cidades e a
expansão agroindustrial. Para o Ministério do Meio Ambiente (BRASIL, 2015),
conciliar a conservação da biodiversidade à necessidade de desenvolvimento é
um grande desafio posto na atualidade.
2ª etapa. Discussão a partir dos infográficos
Tendo sido feita a introdução do tema da biodiversidade, neste segundo
momento os infográficos impressos são entregues aos alunos. O professor
poderá, então, solicitar que aos alunos analisem o infográfico nos próximos 10
minutos para, em seguida, dar início à discussão do assunto. Algumas questões e
suas respectivas intencionalidades pedagógicas que o professor poderá realizar
nesta etapa:
35
Quadro 2. Sugestão de questões problematizadoras para o Eixo 2:
Ameaças à biodiversidade.
Pergunta
Intencionalidade pedagógica
Como vocês enxergam a questão da
perda de biodiversidade afetando
as suas vidas e juventude?
Verificar se e em qual medida os
jovens relacionam a perda de
biodiversidade com alguma
dimensão de suas vidas.
Você poderia citar alguma espécie
que esteja ameaçada de extinção?
Observar se as espécies
mencionadas fazem parte da
biodiversidade brasileira e analisar
se os alunos conseguem identificar os
animais que ilustram o infográfico:
arara-azul, melro, lobo-guará,
baleia franca e ariranha.
Na condição de um jovem estudante
você se imagina capaz de ajudar,
de alguma forma, na conservação
da biodiversidade? Se sim, como? Se
não, por quê?
Analisar se os estudantes se sentem
mobilizados pela questão
socioambiental da perda de
biodiversidade e se estariam
dispostos a enfrentar este problema.
Na sua opinião, podemos
estabelecer alguma relação entre o
desmatamento e as mudanças
climáticas?
Observar se os estudantes
conseguem articular as informações
presentes em infográficos utilizados
até aqui.
36
3ª etapa. Desdobramentos
Para finalizar a atividade, o professor pode solicitar que os
alunos façam um levantamento o mais amplo que seja possível acerca
das espécies da flora e da fauna de sua região que se encontram
ameaçadas de extinção, bem como busquem identificar a partir da
pesquisa quais são as principais ameaças a estas espécies. Os
resultados obtidos pelos alunos podem ser utilizados para a criação
de infográficos sobre a biodiversidade local. Os infográficos criados
pelos próprios alunos poderão ser compartilhados na comunidade
virtual de aprendizagem criada no Facebook.
4.2.3 Eixo 3: A vida nas cidades
Objetivos específicos: Compreender a importância do saneamento
básico; refletir sobre a produção e a destinação final de resíduos
sólidos e repensar o fenômeno da urbanização no sentido de como ele
poderia ser direcionado tendo em vista a qualidade de vida nas
cidades.
37
Neste terceiro eixo trataremos de problemas ambientais
marcadamente urbanos, tais como o saneamento básico, os resíduos
sólidos e a qualidade de vida nas cidades. Para tanto, criamos um
infográfico sobre cada um destes assuntos, conforme descrições a
seguir.
O infográfico sobre saneamento básico (Figura 6) apresenta
dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
referentes à cobertura dos serviços de saneamento básico no conjunto
de municípios brasileiros. Nesse sentido, se consideramos as 4 (quatro)
vertentes do saneamento básico que são o abastecimento de água, a
coleta e tratamento de esgoto, a drenagem urbana e a coleta seletiva
de resíduos sólidos, constatamos que apenas a primeira
(abastecimento de água) está universalizada no Brasil. Em outras
palavras, há muito ainda o que se fazer em termos de saneamento
básico no país.
Outro infográfico deste eixo é o que trata da questão do lixo
(Figura 7). Mais uma vez são apresentados dados referentes ao
problema ambiental em si, destacando-se, nesse caso, informações
sobre a quantidade individual de lixo que cada brasileiro produz por
ano que, atualmente, chega a cerca de 400 quilos. Outra informação
destacada pelo infográfico diz respeito a uma estimativa da
Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o lixo eletrônico cuja
produção tem crescido ano a ano e em 2017 deve chegar a 50
milhões de toneladas.
38
Finalmente, o terceiro infográfico do eixo sobre a vida nas
cidades aborda exatamente isto. O conceito explorado neste
infográfico (Figura 8) é o de um pêndulo cujos polos estão formados
de um lado por características que geralmente são encontradas nas
cidades e do outro, por aspectos que desejamos promover nos centros
urbanos. Na parte inferior do infográfico, a pergunta: na sua cidade,
para qual lado o pêndulo balança?
39
Figura 6. Infográfico sobre saneamento básico. Notas: 1 Todos os dados apresentados neste infográfico são da
Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Disponível em:
<http://goo.gl/e1sogc>. Acesso em: 9 dez. 2015. Criação: Carlos Jorge da Silva Correia, 2015.
40
Figura 7. Infográfico sobre resíduos sólidos. Notas: 1 O POVO, Jornal. Brasileiro produz 63 milhões de toneladas de
lixo por ano. Disponível em: <http://goo.gl/5eJG9G>. 3 ago. 2014. Acesso em: 20 nov. 2015. 2 Referência ao
poema concretista de Augusto de Campos que cria a palavra “lixo” a partir da disposição espacial de palavras
“luxo”. 3 ONU, Organização das Nações Unidas. ONU prevê que mundo terá 50 milhões de toneladas de lixo
eletrônico em 2017. [201-?]. Disponível em: http://nacoesunidas.org/onu-preve-que-mundo-tera-50-milhoes-detoneladas-de-lixo-eletronico-em-2017/. Acesso em: 16 nov. 2015. Criação: Carlos Jorge da Silva Correia, 2015.
41
Figura 8. Infográfico sobre urbanização. Criação: Carlos Jorge da Silva Correia, 2015.
42
Desenvolvimento
1ª etapa. Introdução
No primeiro momento deste eixo, o/a professor/a poderá
perguntar sobre qual é o entendimento de meio ambiente dos
estudantes para, em seguida, caso seja verificada descontruir a noção
de meio ambiente normalmente associada à natureza, trazendo para
a discussão a dimensão urbana de questões socioambientais como as
tratadas pelos infográficos deste terceiro eixo.
2ª etapa. Discussão a partir dos infográficos
Na sequência da discussão inicial, o/a professor/a pode entregar
aos estudantes os infográficos impressos, solicitando aos alunos que
analisem os materiais nos próximos 15 minutos para, em seguida, dar
início à discussão do assunto. Algumas questões e suas respectivas
intencionalidades pedagógicas que o professor poderá realizar nesta
etapa:
43
Quadro 3. Sugestão de questões problematizadoras para o Eixo 3: A
vida nas cidades.
Pergunta
Intencionalidade pedagógica
Dentre os 3 infográficos aos quais
você teve acesso nesta atividade,
qual você enxerga como sendo mais
urgente o enfrentamento das
questões socioambientais que ele
acarreta?
Estabelecer qual dos problemas
ambientais urbanos tratados nos
infográficos é o mais relevante na
opinião dos jovens estudantes.
O bairro em que você mora tem
saneamento básico?
Estabelecer condições para uma
aprendizagem significativa dos
conteúdos estudados.
Na condição de um jovem estudante,
como você se imagina capaz de
ajudar, na conservação e limpeza
da sua casa, da sua escola, do seu
bairro e da sua cidade?
Analisar se os estudantes se sentem
mobilizados pela questão
socioambiental do lixo, bem como se
estariam dispostos a se engajar em
alguma ação efetiva no sentido de
enfrentar este problema.
Você considera ter uma boa
qualidade de vida na cidade em
que moramos?
Observar como os estudantes
avaliam as condições gerais de vida
existentes em suas cidades.
44
3ª etapa. Desdobramentos
Para finalizar a atividade, o/a professor/a pode organizar com os
alunos um mutirão de limpeza de alguma área pública como uma praça ou
mesmo dentro da própria escola, caso exista esta necessidade. Se houver
este desdobramento das discussões realizadas, pode-se ampliar a
proposta no sentido de realizar uma catalogação dos tipos de resíduos
sólidos coletados, buscando-se na medida do possível descrever toda a
cadeia envolvidas com produção desses materiais ao mesmo tempo em que
poderão ser discutidas estratégias de como esses materiais poderiam ter
sido descartados adequadamente ao longo da cadeia de produção
estabelecida.
Outro desdobramento possível para este eixo pode ser a organização
de uma visita técnica a um aterro sanitário para que os alunos conheçam
como este tipo de destinação para os resíduos sólidos funciona. Caso
aconteçam, o mutirão e/ou a visita ao aterro sanitário, os participantes
podem ser estimulados a registrar as atividades em fotografias que
posteriormente seriam postadas na comunidade do Facebook
acompanhadas de uma sucinta descrição.
4.2.4 Eixo 4: Hábitos de vida
Objetivos específicos: Refletir sobre hábitos de consumo e alimentares;
conhecer os critérios que caracterizam o consumo consciente; discutir os
perigos dos agrotóxicos utilizados na agricultura e analisar alternativas
saudáveis de alimentação.
45
Neste eixo discutiremos dois assuntos que quando analisados de
forma apressada podem soar estranhos às questões ambientais:
hábitos de consumo e de alimentação. Contudo, se colocamos estes
temas em perspectiva, logo nos daremos conta de que vivemos em
uma sociedade capitalista que estimula a produção e consumo
desenfreado de bens, inclusive de alimentos, em detrimento da saúde
dos indivíduos e do planeta. Sendo assim, nada mais justo dedicarmos
a nossa atenção também à discussão de como podemos repensar
certos hábitos de consumo e de alimentação. É este um dos principais
objetivos dos dois infográficos criados para o desenvolvimento deste
eixo.
No infográfico que trata da questão do consumo (Figura 9)
propomos 5 questões que devemos nos fazer para só então termos
certeza de que estamos efetuando uma compra consciente.
Obviamente, o que se coloca em discussão neste infográfico não é
exatamente o ato do consumo, mas sim as nossas reais necessidades
de consumir determinados bens.
O outro infográfico (Figura 10) deste eixo aborda temas
relacionados com a nossa alimentação. Nesse sentido, conceitos como
transgênicos, alimentação vegana e segurança alimentar são
colocados em discussão. Além disso, este infográfico convida-nos à
reflexão acerca do uso excessivo de agrotóxicos na agricultura
brasileira.
46
Figura 9. Infográfico sobre consumismo. Nota: 1 Algumas das questões em tela foram inspiradas em texto do
Ministério do Meio Ambiente, disponível em http://goo.gl/U0eeAn. Acesso em: 5 dez. 2015. Criação: Carlos Jorge da
Silva Correia, 2015.
47
Figura 10. Infográfico sobre hábitos alimentares. Notas: 1 Dados do Ministério do Meio Ambiente. Disponível em:
<http://goo.gl/pztaIG>. Acesso em: 9 dez. 2015. 2 GALLAGHER, J. Linguiça, bacon e presunto são cancerígenos, diz
OMS. BBC Brasil, 26 out. 2015. Disponível em: <http://goo.gl/4V5Vk5>. Acesso em: 9 dez. 2015. 3 Para mais
informações sobre a importância do consumo de frutas visite http://goo.gl/vV6zF e http://goo.gl/brvBsB. Acesso em:
9 dez. 2015. 4 UTSUMI, I.; RIBEIRO, A. 795 milhões de pessoas passam fome no mundo, mas o mundo já foi pior.
Época, 30 maio 2015. Disponível em: <http://goo.gl/rYlzPA>. Acesso em: 9 dez. 2015. Criação: Carlos Jorge da
Silva Correia, 2015.
48
Desenvolvimento
1ª etapa. Introdução
No primeiro momento deste eixo, o professor pode estabelecer qual a
relação existente entre nossos hábitos de consumo e de alimentação com o meio
ambiente, pois esta interdependência pode não ser muito clara para os
estudantes. A problematização dessas questões pode se dar, portanto, a partir
da consideração de que vivemos em um sistema de produção capitalista que visa
acima de tudo o lucro. De tal sorte que, o estímulo ao consumo desenfreado de
bens materiais tem acarretado danos importantes ao meio ambiente, que já dá
sinais de não suportar o nível acentuado de exploração de recursos naturais em
razão da ganância humana por produzir e acumular mais e mais. No caso
específico da alimentação, algo semelhante acontece, tendo em vista os danos
que o uso de agrotóxicos essenciais para aumentar a produção no agronegócio
acarreta, em contrapartida, à saúde das pessoas e do próprio meio ambiente,
quando contaminam rios e outras fontes de água ao serem descartadas
inadequadamente.
2ª etapa. Discussão a partir dos infográficos
Na sequência da discussão inicial, o professor entrega aos estudantes os
infográficos impressos e solicita que analisem os materiais nos próximos 10
minutos para, em seguida, dar início à discussão do assunto. Algumas questões e
suas respectivas intencionalidades pedagógicas que o professor poderá realizar
nesta etapa:
49
Quadro 4. Sugestão de questões problematizadoras para o Eixo 4:
Hábitos de vida.
Pergunta
Intencionalidade pedagógica
Você se considera uma pessoa
consumista? Por quê?
Estabelecer condições para uma
aprendizagem significativa dos
conteúdos estudados.
Você produz ou conhece alguém que
produza alimentos em casa?
Analisar alternativas para uma
alimentação saudável.
Enquanto jovem, você considera que
seus hábitos alimentares representam
algum risco ao seu bem-estar?
Analisar se os estudantes conseguem
estabelecer alguma relação entre a
questão da alimentação e as suas
perspectivas de vida.
Você conhece pessoas que passam
por dificuldades para conseguir
fazer as 3 refeições diárias?
Estimular atitudes de solidariedade
em relação a pessoas em situações
de vulnerabilidade social.
Você sabe o que são alimentos
transgênicos?
Compreender o que são transgênicos
e perceber que eles já fazem parte
de nosso dia a dia, inclusive, de
nossa alimentação.
50
3ª etapa. Desdobramentos
Para finalizar a atividade, o/a professor/a pode realizar uma aula
prática explicando como higienizar frutas, legumes e hortaliças
adequadamente de forma a retirar os agrotóxicos que, eventualmente,
ainda estejam presentes nesses alimentos. Outro desdobramento possível
para este eixo pode ser a organização de uma visita à feira livre mais
próxima da escola, onde os alunos poderão entrevistar vendedores acerca
da origem dos produtos que comercializam.
4.2.5 Eixo 5: Injustiças ambientais
Objetivos específicos: Mapear e discutir casos de injustiça ambiental ao
redor do país e conhecer os relatos de injustiça ambiental no Estado de
Alagoas.
A intenção explícita no infográfico sobre injustiças ambientais (Figura
11) é mapear ao redor do Brasil casos de conflitos relacionados com o
meio ambiente expressos em situações de violação de direitos humanos que
envolvem o uso e a posse de terras, o trabalho no campo em condições
análogas à escravidão, bem como agressões aos modos de vida de
populações, tradicionais ou não, em decorrência de grandes
empreendimentos como hidroelétricas.
51
Figura 11. Infográfico sobre injustiças ambientais. Notas: 1 Obviamente, este mapa não contempla todos os casos de
injustiça ambiental no Brasil. Trata-se tão somente de um recorte de informações colhidas no site
http://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/. Acesso em: 4 dez. 2015. Criação: Carlos Jorge da Silva Correia, 2015.
52
Desenvolvimento
1ª etapa. Introdução
No primeiro momento deste eixo, o professor poderá perguntar se os
estudantes já ouviram falar na expressão “injustiça ambiental” e se eles têm
alguma ideia do que signifique isso. As ideias que forem surgindo podem ser
registradas no quadro. Ao fim desse momento, o professor pode apresentar o
seguinte entendimento acerca do que se trata uma injustiça ambiental:
[Injustiça ambiental é] o mecanismo pelo qual sociedades desiguais,
do ponto de vista econômico e social, destinam a maior carga dos
danos ambientais do desenvolvimento às populações de baixa renda,
aos grupos sociais discriminados, aos povos étnicos tradicionais, aos
bairros operários, às populações marginalizadas e vulneráveis
(CARTIER et al., 2009, p. 2696).
2ª etapa. Discussão a partir do infográfico
Na sequência da discussão inicial, o professor entrega aos estudantes os
infográficos impressos. O professor pode, então, solicitar aos alunos que analisem
o infográfico nos próximos 10 minutos para, em seguida, dar início à discussão
do assunto. Algumas questões e suas respectivas intencionalidades pedagógicas
que o professor poderá realizar nesta etapa:
53
Quadro 5. Sugestão de questões problematizadoras para o Eixo 5:
Injustiças ambientais.
Pergunta
Intencionalidade pedagógica
Dos casos de injustiças ambientais
descritos no infográfico qual mais
chamou sua atenção?
Identificar quais tipos de injustiças
ambientais sensibilizam mais os
estudantes.
Você acredita que a localidade em
que mora sofre algum tipo de
injustiça ambiental?
Estabelecer condições para uma
aprendizagem significativa dos
conteúdos estudados.
Na sua opinião, como podemos
enfrentar o tipo de injustiça
ambiental descrita no infográfico
para o Estado de Alagoas, que se
refere ao trabalho análogo à
escravidão na cultura da cana-deaçúcar?
Analisar se os estudantes se sentem
mobilizados pela questão
socioambiental descrita, bem como
se estariam dispostos a se engajar
em alguma ação efetiva no sentido
de enfrentar este problema.
54
3ª etapa. Desdobramentos
Para finalizar a atividade, o professor pode reunir os estudantes
no laboratório de informática da escola para que eles explorem o site
http://www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br/,
que
reúne
um
mapeamento de casos de injustiças ambientais ao redor do país
realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Sugerimos que os
estudantes sejam orientados a concentrarem seus esforços em conhecer
os casos de injustiças ambientais descritos em seus estados e
municípios. A partir dos novos casos relacionados pelos participantes
da atividade outros infográficos descrevendo esses conflitos podem
ser elaborados e divulgados na comunidade criada no Facebook para
conhecimento geral da turma.
55
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao propormos este conjunto de atividades defendemos que, diante da
acentuação da crise socioambiental que vivemos, faz-se necessário
enfrentarmos os problemas que afligem o meio ambiente como um tudo e
colocam em risco a sustentação da vida em nosso planeta. Nesse contexto,
argumentamos também que, desde a nossa atuação docente no Ensino de
Ciências, entendemos que cada vez mais tem se tornado igualmente
imprescindível a adoção de práticas de Educação Ambiental que tratem
dessas questões de forma clara, facilitando o entendimento dos alunos
acerca dos diferentes fatores envolvidos na busca de soluções para
desafios como a gestão ambiental de resíduos sólidos, o uso racional de
recursos hídricos e a proteção da biodiversidade, por exemplo.
Assim, buscando contribuir nesse sentido propusemos, aqui, o uso
educacional de infográficos sobre questões socioambientais como uma
estratégia para promover a compreensão por parte de estudantes do
Ensino Médio acerca de temas complexos relacionados ao meio ambiente
no presente. Para tanto, discutimos sobre as potencialidades educacionais
dos infográficos e disponibilizamos neste produto educacional um roteiro
didático com infográficos e outros recursos educacionais que podem servir
de suporte e inspiração para atividades de Educação Ambiental em aulas
de Ciências/Biologia, em particular, e de outras disciplinas em geral.
Com isso, esperamos ter contribuído de alguma forma, ainda que
minimamente, com práticas de Ensino de Ciências comprometidas com um
entendimento amplo do estado de crise socioambiental em que o mundo se
encontra. Na realidade, para além desta compreensão da realidade
socioambiental atual, o Ensino de Ciências deve favorecer também o
engajamento das pessoas, estejam elas em processos educacionais formais
ou não, no sentido de promover o enfrentamento dos problemas
socioambientais que lhes afligem diretamente e para os quais, geralmente,
existem soluções criativas ao alcance da capacidade de mobilização delas
mesmas. Sigamos mobilizados!
56
REFERÊNCIAS
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mar. 2001.
ARROYO, R. G. Infografía: etapas históricas y desarrollo de la gráfica informativa. Historia y
Comunicación Social, v. 18, n. esp., p. 335-347, 2013.
BORTOLETTO, A.; CARVALHO, W. L. P. Temas sociocientíficos e a prática discursiva em sala de
aula: um estudo no Ensino Médio. In: CALDEIRA, A. M. A. (Org.). Ensino de Ciências e
Matemática II: temas sobre a formação de conceitos. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009, p.
256-270.
BOTTENTUIT JÚNIOR, J. B.; LISBOA, E. S.; COUTINHO, C. P. O infográfico e suas
potencialidades educacionais. In: Encontro Nacional de Hipertexto e Tecnologias
EDUCACIONAIS, 4., 2011, Sorocaba. Anais... Sorocaba: Universidade de Sorocaba, 2011, p.
1-15.
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58
APÊNDICE - TUTORIAL PARA CRIAÇÃO DE
INFOGRÁFICO
SOBRE
MUDANÇAS
CLIMÁTICAS A PARTIR DO SOFTWARE
POWERPOINT
Passo 1. Uma vez aberto o programa PowerPoint será necessário
redimensionar o slide original para o formato que desejamos. Em nosso
caso, optamos em todos os infográficos pela dimensão de uma folha A4.
Para você mesmo escolher a dimensão de seu infográfico, siga os seguintes
passos: Clique na aba “Design” (destacada na ilustração abaixo por uma
elipse azul) > Clique em “Tamanho do Slide” (destacado na Ilustração
abaixo por uma seta azul) > Clique em “Tamanho de Slide Personalizado”
(sublinhado em azul).
Ilustração 1. Primeiro passo para a criação do infográfico sobre mudanças climáticas. Fonte: PowerPoint,
2016.
59
Passo 2. Agora você deve estar diante da tela abaixo (Ilustração 2).
Nela, selecione o formato desejado e a orientação do slide. Como
demarcado na figura, iremos trabalhar com o formato de papel A4,
com todas as orientações do slide em “Retrato”. Realizadas as
seleções, confirme em “OK”.
Ilustração 2. Redimensionando o slide para criação do infográfico sobre mudanças climáticas. Fonte:
PowerPoint, 2016.
60
Passo 3. O slide agora deve ter o formato abaixo (Ilustração 3).
Neste passo, vamos escolher uma cor para o fundo do slide. Ainda na
aba “Design”, agora devemos clicar na opção “Formatar Tela de
Fundo” (destacado pela seta azul na ilustração). Algumas opções
serão disponibilizadas. Sugerimos marcarem a opção de
“Preenchimento sólido” (elipse azul maior). E, em seguida, a escolha
da cor azul, em tom claro, que pode ser realizada ao clicar no ícone
destacado pela elipse menor da figura a seguir.
Ilustração 3. Colorindo a tela de fundo do slide para a criação do infográfico sobre mudanças climáticas.
Fonte: PowerPoint, 2016.
61
Passo 4. Com o fundo do slide colorido, agora iremos acrescentar as
caixas de texto do infográfico, para isso, clique na aba “Inserir”
(destacada por uma elipse azul na ilustração abaixo). No contexto
desta aba, clique na opção de inserção de caixa de texto (apontada
pela seta azul). Basta clicar, desenhar o formato inicial da caixa e
incluir o texto que você separou previamente para o infográfico.
Ilustração 4. Adicionando caixas de texto ao slide para a criação do infográfico sobre mudanças climáticas.
Fonte: PowerPoint, 2016.
62
Passo 5. Neste infográfico, que é formado por bastante texto,
abriremos inicialmente as caixas de texto para o título, conforme
destacado na Ilustração 5 (abaixo). Para editar a fonte do texto,
clique na aba “Página Inicial” (destacada com elipse azul) e selecione
a fonte e o tamanho. Sugerimos, para os títulos de infográficos o uso
de fontes mais artísticas. Neste caso, usamos a fonte “Bernard MT
Condensed”, tamanho 40.
Ilustração 5. Adicionando textos ao infográfico sobre mudanças climáticas. Fonte: PowerPoint, 2016.
63
Passo 6. Neste passo, continuamos acrescentando caixas de texto
conforme os procedimentos já descritos. Destacamos apenas, o fato de
usarmos fonte e tamanho diferentes para os elementos que irão
compor o título em uma tentativa de torna-lo mais atraente. No caso
em questão, usamos a fonte “Copperplate Gothic Light”, tamanho 54
(destacados pelo sublinhado azul na Ilustração 6), para o numeral “9”
que compõe o título do infográfico.
Ilustração 6. Adicionando textos com fontes diferentes no infográfico sobre mudanças climáticas. Fonte:
PowerPoint, 2016.
64
Passo 7. Neste passo, adicionamos mais uma caixa de texto e
concluímos o título do infográfico. Novamente, usamos uma outra fonte
para o texto. Agora, a “Microsoft YaHei Light”, tamanho 24. Note
também, que lançamos mão de um dégradé nos tons de azul usados
nas fontes do título.
Ilustração 7. Adicionando textos ao infográfico sobre mudanças climáticas. Fonte: PowerPoint, 2016.
65
Passo 8. Aqui, visualizamos o resultado da adição das outras três
caixas de texto, uma para cada coluna de texto que compõem o
infográfico (Ilustração 8). A fonte utilizada para o restante do texto
foi a “Microsoft YaHei Light”, tamanho 20, no mesmo tom de azul da
parte principal do título.
Ilustração 8. Visão geral da disposição final dos textos que compõem o infográfico sobre mudanças
climáticas. Fonte: PowerPoint, 2016.
66
Passo 9. Antes do início dos trabalhos de criação dos infográficos,
todas as imagens que venham a ser utilizadas devem estar
armazenadas em uma pasta específica no computador. O que irá
facilitar o trabalho de copiar (Ctrl+c) e colar (Ctrl+v) as imagens.
Agora, vamos copiar os logotipos que usaremos em nosso infográfico.
Inicialmente, abra a pasta onde estão armazenados e com um clique
com o botão direito em cima da imagem desejada (logo_ufal) abra a
tela de funções auxiliares para copiar a imagem.
Ilustração 9. Copiando e colocando imagens que ilustram o infográfico sobre mudanças climáticas. Fonte:
PowerPoint, 2016.
67
Passo 10. Retomamos o slide no PowerPoint e apertamos
simultaneamente as teclas “Ctrl” e “v”, o famoso Ctrl+v para colar no
slide a imagem selecionada no passo anterior.
Ilustração 10. Copiando e colocando imagens que ilustram o infográfico sobre mudanças climáticas. Fonte:
PowerPoint, 2016.
68
Passo 11. Agora, repetimos os passos 9 e 10 para selecionar e colar,
respectivamente, a imagem do planeta Terra que utilizamos para
ilustrar o infográfico.
Ilustração 11. Copiando e colocando imagens que ilustram o infográfico sobre mudanças climáticas. Fonte:
PowerPoint, 2016.
69
Passo 12. Como pode ser facilmente constatado, editamos a imagem
original do planeta Terra para obtermos o efeito observado na
versão final do infográfico. Nesse sentido, começamos dando um
clique com o botão direito em cima da imagem que queremos editar
e na caixa de ações que se abre clicamos, finalmente em “Formatar
Imagem” (conforme destaque em azul, abaixo).
Ilustração 12. Formatando imagens no PowerPoint. Fonte: PowerPoint, 2016.
70
Passo 13. Ao clicarmos em “Formatar Imagens”, a aba “Formatar” é
ativada. Em primeiro lugar, iremos recolorir a imagem. Para isso,
selecionaremos a função destacada pelo círculo azul no canto
superior da Ilustração 14. Dentre as funcionalidades disponíveis,
iremos detalhar aquelas relacionadas como “Cor da Imagem”
(apontada pela seta azul). Na parte inferior da figura em tela
encontramos a função desejada de “Recolorir”. Agora basta clicar no
ícone e escolher a cor de preferência (escolhi azul, destaque por X).
Ilustração 13. Formatando imagens no PowerPoint. Fonte: PowerPoint, 2016.
71
Passo 14. Agora já temos o planeta Terra todo azul que
desejávamos. Continuamos trabalhando na mesma aba “Formatar”
aberta nos últimos passos. Agora, mudamos a funcionalidade de
formatação para o ícone destacado pelo círculo azul da Ilustração
15 (abaixo). Dentre as possibilidades de formatação desta
funcionalidade, interessa-nos a de “Efeitos Artísticos” (apontada pela
seta azul), que deverá ser clicada para termos seus recursos ativados.
Ilustração 14. Formatando imagens no PowerPoint. Fonte: PowerPoint, 2016.
72
Passo 15. Agora, clicamos no ícone de efeitos artísticos (destacado
pelo círculo azul na Ilustração 16, abaixo). Dentre as opções de
efeitos, escolhemos o denominado “Esponja de Aquarela” (marcado
com um X vermelho).
Ilustração 15. Formatando imagens no PowerPoint. Fonte: PowerPoint, 2016.
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Passo 16. Por fim, redimensionamos e deslocamos a imagem do
planeta Terra para a parte inferior do infográfico. Para reduzir o
tamanho da imagem é necessário dar um duplo clique nela, o que irá
ativar na aba “Formatar” as suas funcionalidades. No canto superior
direito, existem recursos para redimensionar o tamanho da imagem
onde é suficiente digitar as dimensões desejadas (utilizamos 15,58cm
x 15,77cm). Para deslocar a imagem, basta clicar sobre ela, manter
o botão esquerdo pressionado e arrastar para o local escolhido.
Ilustração 16. Formatando imagens no PowerPoint. Fonte: PowerPoint, 2016.
