12. Aprendizagem baseada em problemas no ensino de matemática
Produto educacional fruto da dissertação intitulada "Estudo do cálculo de áreas de figuras planas baseado em estratégias de resolução de problemas matemáticos”. Autor: Joenneyres Raio De Souza Amancio. Orientador: Carloney Alves de Oliveira.
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PRODUTO EDUCACIONAL
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE EDUCAÇÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA
JOENNEYRES RAIO DE SOUZA AMANCIO
APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS NO ENSINO DE MATEMÁTICA
Maceió
2020
JOENNEYRES RAIO DE SOUZA AMANCIO
APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS NO ENSINO DE MATEMÁTICA
Produto Educacional apresentado ao Programa
de Pós-graduação em Ensino de Ciências e
Matemática (PPGECIM) da Universidade
Federal de Alagoas (UFAL), como requisito
parcial para obtenção do título de Mestre em
Ensino de Ciências e Matemática.
Orientador: Prof. Dr. Carloney Alves de
Oliveira.
Maceió
2020
Catalogação na fonte
Universidade Federal de Alagoas
Biblioteca Central
Divisão de Tratamento Técnico
Bibliotecária: Taciana Sousa dos Santos – CRB-4 – 2062
A484e Amancio, Joenneyres Raio de Souza.
Estudo do cálculo de áreas de figuras planas baseado em estratégias de
resolução de problemas matemáticos / Joenneyres Raio de Souza Amancio. –
2020.
149 f. il. : figs. ; grafs. color.
Orientador: Carloney Alves de Oliveira.
Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática ) –
Universidade Federal de Alagoas. Centro de Educação. Programa de Pós
Graduação em Ensino de Ciências e Matemática. Maceió, 2020.
Inclui
produto educacional.
Inclui bibliografias.
Apêndices:
f.
Anexos: f. 136-149.
103-[134].
1. Ensino híbrido. 2. Aprendizagem baseada em problemas. 3. Área das
figuras planas (Geometria plana). 4. Matemática (Ensino fundamental). I.
Título.
CDU: 514.112: 371.3
JOENNEYRES RAIO DE SOUZA AMANCIO
“Aprendizagem baseada em problemas no Ensino de Matemática”
Produto Educacional apresentado à banca examinadora como requisito parcial para a obtenção
do Título de Mestre em Ensino de Ciências e Matemática, pelo Programa de Pós-Graduação
em Ensino de Ciências e Matemática do Centro de Educação da Universidade Federal de
Alagoas, aprovado em 31 de julho de 2020.
BANCA EXAMINADORA
__________________________________________
Prof. Dr. Carloney Alves de Oliveira
Orientador
(CEDU/UFAL)
__________________________________________
Prof. Dr. Marcelo Almeida Bairral
(UFRRJ)
_______________________________________
Profa. Dra. Mercedes Bêtta Q. Carvalho P. dos Santos
(CEDU/UFAL)
__________________________________________
Prof. Dr. Givaldo Oliveira dos Santos
(IFAL)
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO
DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA
APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS NO ENSINO DE MATEMÁTICA
Joenneyres Raio de Souza Amancio
Carloney Alves de Oliveira
Maceió
2020
O AUTOR
Joenneyres Raio
de Souza Amancio: Possui
formação em Licenciatura em Matemática pelo
Instituto Federal de Pernambuco. Bacharelado em
Direito pela
Faculdade Cesmac do Sertão.
Especialista em Docência do Ensino Superior pela
Universidade Cândido Mendes. Especialista em
Ensino de Matemática pela Universidade Cândido
Mendes. É mestre em Ensino de Ciências e Matemática
pela Universidade Federal de Alagoas. Atua como
docente desde 2013 nas instituições públicas e
privadas doEstado de Alagoas. Pesquisa as estratégias
de resolução de problemas matemáticos por meio das
tecnologias digitais da informação ecomunicação. Membro
do Grupo de Estudos e Pesquisas em Tecnologias Educativas e Práticas Pedagógicas em
Educação Matemática.
O AUTOR
Carloney Alves de Oliveira: Formado em Matemática
pela Universidade Federal de Feira de Santana.
Especialista
em
Metodologia
do
Ensino
de
Matemática. Mestre e Doutor em Educação pela
Universidade Federal de Alagoas. Pós-Doutor em
Educação pela Universidade Federal de Sergipe.
Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em
Tecnologias Educativas e Práticas Pedagógicas em
Educação Matemática. Professor e coordenador do
Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e
Matemática da Universidade Federal de Alagoas. Pesquisa o uso
das tecnologias
digitais da informação e comunicação na educação voltadas para o processo de ensino
e aprendizagem da Matemática
SUMÁRIO
Apresentação - 4
Sequência Didática - 5
Aprendizagem
Problemas - 6
Baseada
em
O Ensino de áreas de figuras
planas por meio da ABP - 10
Proposta de Aula - 16
Considerações Finais - 20
Referências - 21
Apêndice - 22
4
APRESENTAÇÃO
Bem-vindos (as), prezados (as)
professores...
Este documento foi elaborado com muito carinho, pensando
em lhe proporcionar uma maneira diferente de ensinar área de uma
figura plana no Ensino Fundamental II.
Aos nobres colegas de profissão que venham a utilizar dessa
metodologia ativa, apresentaremos os principais conceitos dessa
prática educacional, bem como uma proposta de aula com base na
aprendizagem baseada em problemas.
A proposta de aula aqui apresentada é resultado de uma
pesquisa de mestrado intitulada de “Estudo do Cálculo de Figuras
Planas Baseado em Estratégias de Resolução de Problemas
Matemáticos” do mestrando Joenneyres Raio de Souza Amancio e seu
orientador Carloney Alves de Oliveira do Programa de Pós-Graduação
em Ensino de Ciências e Matemática da Universidade Federal de
Alagoas.
5
SEQUÊNCIA DIDÁTICA
A sequência didática refere-se aos procedimentos que
deverão ser utilizados para chegar a um determinado resultado é
um guia que deverá servir de orientação para aqueles que desejam
alcançar um objetivo, em nosso caso o passo a passo de trabalhar
o ensino de área de uma figura plana por meio das metodologias
ativas em especial a aprendizagem baseada em problemas.
Para Oliveira (2013, p. 39)
Sequência didática é um procedimento simples que
compreende um conjunto de atividades conectadas
entre si, e prescinde de um planejamento para
delimitação de cada etapa e/ou atividade para
trabalhar os conteúdos disciplinares de forma
integrada para uma melhor dinâmica no processo
ensino aprendizagem.
A partir do conceito definido por Oliveira (2013)
acreditamos que a sequência didática é um recurso que poderá
agregar nesse roteiro de ensino, no qual visa orientar os
professores no momento de desenvolvimento do conteúdo de áreas
de figuras planas associado às metodologias ativas.
6
APRENDIZAGEM BASEADA
EM PROBLEMAS
A aprendizagem baseada em problemas tem como
finalidade proporcionar aos alunos aprenderam a partir de
problemas do cotidiano, essa prática pode proporcionar aos
envolvidos uma função de sujeitos ativos na construção do
conhecimento na medida em que se doam ao que estão fazendo,
A aprendizagem baseada em
problemas (ABP
profissional visto que os alunos
por isso nessa metodologia ativa o aluno é o sujeito ativo da
aprendizagem, protagonista do seu conhecimento tendo o
professor como um mediador desse processo. Esse modelo surge
no Canadá na escola de medicina de Universidade Mc Master
Hamilton, que tinham como objetivo colocar os alunos em
situações reais da sua prática profissional visto que os alunos
tinham aprendido muito conteúdo e tinham pouca prática nos
momentos de atuação.
Como afirma Ribeiro (2010, p.14)
A implantação do PBL no contexto educacional
original veio em resposta à insatisfação e ao tédio
dos alunos frente ao grande volume de conhecimento
percebidos como irrelevantes à prática médica. Esta
iniciativa também foi decorrente do fato de seus
formandos estarem deixando o curso com muitos
conceitos, mas com poucas estratégias e poucos
comportamentos associados à aplicação de
informações a um diagnóstico.
7
APRENDIZAGEM BASEADA
EM PROBLEMAS
A partir do que Ribeiro (2010) apresenta acredita-se que faz-se
necessário repensar as práticas pedagógicas de modo a proporcionar aos aluo
o envolvimento com sua prática profissional, em nosso caso, proporcionar aos
nosso alunos problemas que envolvam os conteúdos que estão sendo
trabalhados em sala de aula para que possamos desenvolver sujeitos críticos
nas diversas áreas do conhecimento.
Para Van de Walle (2001) citado por Onuchic e Allevato (2011, p.10):
Um problema é definido como qualquer tarefa ou atividade para
a qual não se tem métodos ou regras prescritas ou memorizadas,
nem a percepção de que haja um método específico para chegar à
solução correta. Para nós é tudo aquilo que não se sabe fazer, mas
que se está interessado em fazer.
Nessa perspectiva, ao trabalhar com a resolução de problemas esperase do professor novas posturas em sala de aula, escolhendo de forma
apropriada os problemas que serão disponibilizados de modo a proporcionar
a autonomia dos alunos no momento de resolução como afirma Onuchic e
Allevato (2011, p.11):
O professor precisa preparar, ou escolher, problemas apropriados
ao conteúdo ou ao conceito que pretende construir. Precisa deixar
de ser o centro das atividades, passando para os alunos a maior
responsabilidade pela aprendizagem que pretendem atingir. Os
alunos, por sua vez, devem entender e assumir essa
responsabilidade. Esse ato exige de ambos, portanto, mudanças de
atitude e postura, o que, nem sempre, é fácil conseguir.
8
APRENDIZAGEM BASEADA
EM PROBLEMAS
Ainda na abordagem das pesquisadoras Onuchic e Allevato (2011,
p.11) no qual cita algumas vantegens da mudança dessas posturas e seus
benefícios que aqui apresentamos a seguir:
• Resolução de problemas coloca o foco da atenção dos alunos
sobre as ideias matemáticas e sobre o dar sentido.
• Resolução de problemas desenvolve poder matemático nos
alunos, ou seja, capacidade de pensar matematicamente,
utilizar diferentes e convenientes estratégias em diferentes
problemas, permitindo aumentar a compreensão dos conteúdos
e conceitos matemáticos.
• Resolução de problemas desenvolve a crença de que os
alunos são capazes de fazer matemática e de que a Matemática
faz sentido; a confiança e a auto-estima dos estudantes
aumentam.
• Resolução de problemas fornece dados de avaliação
contínua, que podem ser usados para a tomada de decisões
instrucionais e para ajudar os alunos a obter sucesso com a
matemática.
• Professores que ensinam dessa maneira se empolgam e não
querem voltar a ensinar na forma dita tradicional. Sentem-se
gratificados com a constatação de que os alunos desenvolvem
a compreensão por seus próprios raciocínios.
• A formalização dos conceitos e teorias matemáticas, feita
pelo professor, passa a fazer mais sentido para os alunos.
Ao trabalharmos com aprendizagem centrada no aluno, verifica-se
a importância da ABP, no desenvolvimento de atividade educacional que
envolva a participação individual ou em grupos para discursões críticas e
reflexivas.
9
APRENDIZAGEM BASEADA
EM PROBLEMAS
Para Ribeiro (2010, p. 14):
a implantação do PBL no contexto educacional original veio em resposta
à insatisfação e ao tédio dos alunos frente ao grande volume de
conhecimento percebidos como irrelevantes à prática médica. Esta
iniciativa também foi decorrente do fato de seus formandos estarem
deixando o curso com muitos conceitos, mas com poucas estratégias e
poucos comportamentos associados à aplicação de informações a um
diagnóstico.
Segundo o autor citado, o papel da Problem Based Learning (PBL) é colocar o
aluno no centro da aprendizagem, colocando em contato com a realidade profissional
desde o primeiro ano de curso, com isso a aprendizagem pode ser mais proveitosa
quando se adapta a uma realidade da sociedade em seus problemas do dia a dia.
Segundo Munhoz (2018, p. 124):
a aprendizagem que se adapta ao contexto de uma nova sociedade onde as
mudanças acontecem de forma abrupta e emergencial altamente acelerado
e imprevisível em seu desenvolvimento parece encontrar na ABP uma
nova maneira de engajar os alunos e formar egressos com competências e
habilidades mais próximas do que aquilo que o mercado exige.
Conforme o autor, os avanços vivenciados pela sociedade contemporânea
encontram na ABP uma nova maneira de envolver os estudantes nas situações
problemas do cotidiano, por exemplo medir a área de uma determinada região,
desenvolvendo nos envolvidos capacidade de atuar nas diversas situações que serão
postas pela sociedade. A seguir abordaremos a importância do ensino da geometria
e apresentação das suas fórmulas.
10
O ENSINO DE ÁREAS DE
FIGURAS PLANAS POR MEIO DA
ABP
O ensino da geometria vem sendo discutido desde os primórdios dos
tempos, quando surgiram as necessidades de divisões de terras, construção de
casas e de outras situações do dia a dia que necessitavam do uso da geometria
plana. Essas situações podem ser observadas com os povos antigos a exemplo
dos gregos em suas construções dando suas contribuições para a geometria que
hoje é estudada nas escolas.
A geometria plana está ligada aos seguintes conteúdos: ponto, reta e
plano; posição relativa entre retas e planos; ângulos e medidas; formas e
medidas no qual podem ser observados em nosso cotidiano nas diversas
representações, por exemplo: na natureza, na arquitetura dos espaços, na arte,
nessa perspectiva é possível verificar que a geometria visa estudar os espaços.
Como afirmam Clemente, et. al (2015, p.3)
por meio da exploração das formas geométricas, o aluno desenvolve
a percepção do mundo em que está inserido, descreve-o, representao e aprende a localizar-se nele. O trabalho com as noções
geométricas deve instigar os educandos a serem observadores, a
perceberem semelhanças e diferenças e a identificarem
regularidades. Dessa forma, a geometria pode apresentar-se para a
criança de forma prática. Ela constrói suas primeiras noções
espaciais por meio dos sentidos e dos movimentos. Essa construção
ocorre de forma gradual e tem como início a percepção do próprio
corpo, a presença no mundo e o seu redor. Somente em um momento
posterior, a criança atinge a compreensão do espaço representado em
desenhos, mapas e outras configurações.
11
O ENSINO DE ÁREAS DE
FIGURAS PLANAS POR MEIO
DA ABP
Nesse ponto de vista, o ensino da geometria visa situar os
alunos a compreender o espaço que habita, desenvolvendo no
sujeito o pensamento crítico e reflexivo no momento em que
analisam os espaços que estão inseridos fazendo referência ao
conteúdo de geometria em especial formas e medidas. Para
Clemente, et. al (2015) “O pensamento geométrico desenvolve-se
inicialmente pela visualização: a criança é capaz de identificar
uma figura apenas por sua forma, aparência física e geral e, enfim,
por sua imagem”. Partindo dessas ideias, observamos a
importância de agregar aos cenários educacionais situações que
levem os alunos a buscar compreender as coisas em especial as
coisas que estão ao seu redor podendo associar aos conteúdos que
estão sendo trabalhados.
12
O ENSINO DE ÁREAS DE
FIGURAS PLANAS POR MEIO DA
ABP
A Geometria Plana é um ramo da Matemática que tem como
uma das finalidades estudar a área das superfícies, ou seja, aquelas
figuras que têm comprimento e largura conhecidas como figuras
bidimensionais, tais como o quadrado, retângulo, triângulo, trapézio
e losango figuras que são abordados em nosso estudo.
Quadrado: polígono regular, formado por quatro lados
iguais e quatro ângulos de 90º que também chamamos de ângulos
retos. Como seus lados são iguais, para encontramos sua área
utilizamos a formula: 𝑎 = 𝑙 × 𝑙 𝑜𝑢 𝑙2 , ou seja, lado vezes lado ou
lado ao quadrado, como podemos verificar na figura abaixo:
Figura 1: Área do quadrado
Fonte: https://portalexatas.com.br/como-calcular-area-doquadrado/
13
O ENSINO DE ÁREAS DE
FIGURAS PLANAS POR MEIO DA
ABP
Retângulo: é formado por quatro lados, sendo dois pares de lados
opostos paralelos, para calcularmos sua área usamos a mesma lógica do
quadrado, porem aqui utilizamos a seguinte fórmula: 𝑎 = 𝑎 × 𝑏, sendo a
o comprimento e b a largura da figura, vejamos a figura abaixo:
Figura 1: Área do retângulo
Fonte: https://portalexatas.com.br/como-calcular-a-area-doretangulo/
Triângulo: são polígonos formados por três lados e podem ser
classificados quanto aos seus lados em equilátero, isósceles e escaleno.
Sua área é encontrada com a seguinte fórmula: 𝑎 =
𝑏.𝑎
2
, sendo b a medida
da base a a altura da figura, como mostra a figura abaixo:
Figura 3: Área do triângulo
Fonte: https://portalexatas.com.br/como-calcular-a-area-dotriangulo/
14
O ENSINO DE ÁREAS DE
FIGURAS PLANAS POR MEIO
DA ABP
Trapézio: um quadrilátero com dois lados e duas bases
paralelas, sendo uma base maior e outra menor. Podemos
classificar os trapézios em: retângulos quando apresenta dois
ângulos de 90º, isósceles também conhecidos como simétricos
onde os lados não paralelos possuem as mesmas medidas e
escaleno quando todos os lados possuem medidas diferentes. Para
encontramos sua área usamos a seguinte fórmula: 𝑎 =
(𝐵+𝑏)ℎ
2
,
sendo B o valor da base maior, b o valor da base menor e h a altura
do trapézio como mostrar a figura a seguir:
Figura 4: Área do trapézio
Fonte: https://portalexatas.com.br/como-calcular-a-areado-trapezio/
15
O ENSINO DE ÁREAS DE
FIGURAS PLANAS POR MEIO
DA ABP
Losango: quadrilátero formado por quatro lados iguais, sendo
seus lados e ângulos opostos congruentes, ou seja, iguais. Para
encontramos sua área usamos a seguinte fórmula: 𝑎 =
𝐷×𝑑
2
, sendo D
diagonal maior e d diagonal menor. Vejamos a seguir a representação
dessa situação na figura a seguir:
Figura 5: Área do losango
Fonte: https://portalexatas.com.br/como-calcular-a-area-dolosango/
Buscamos nesse momento apresentar as figuras planas que
foram trabalhadas nesse estudo, com o objetivo de orientar o leitor a
respeito das fórmulas que cada figura representa na geometria plana.
16
Proposta de Aula
Ano: 6º Ano do Ensino Fundamental II
Duração: 5 aulas com duração de 2 horas cada uma.
Materiais necessários: Emborrachado, fita dupla face,
papeis diversos para colorir, por exemplo: desenho de casa,
carro e outros objetos que serão utilizados durante a aula.
Objetivos:
Apresentamos o que desejamos alcançar no final dessa
experiência em sala de aula em dois objetivos:
1) Investigar a compreensão de áreas a partir da utilização
de materiais manipuláveis;
2) Analisar as estratégias de resoluções dos problemas
realizados pelos alunos quando estão de frente a
situações problemas.
17
Proposta de Aula
PRIMEIRA AULA
Desejamos que esse primeiro momento do estudo, seja dividido
em duas partes descritas a seguir:
Primeira parte: Explicação do conteúdo para os alunos a respeito
de área de uma figura plana. Momento em que o professor apresentará
as fórmulas, cálculos e procedimentos para encontrarmos as áreas das
figuras planas. (Recurso apenas quadro e lápis).
Segunda parte: Aplicação de atividade para verificação do
conteúdo. Como sugestão temos os anexos 1 e 2. Entretanto, o professor
poderá desenvolver outras questões que achar conveniente para o
momento proposto.
SEGUNDA AULA
Única parte: Desenvolvimento de problemas de área de uma
figura plana utilizando o emborrachado. Nesse momento o professor
adaptará a questão, ou seja, utilizará o emborrachado para representar as
figuras que o item solicita.
Sugestão: o professor poderá usar emborrachado com cores
diferentes para os espaços (formas) que estão sendo trabalhados, por
exemplo: representar o quadrado com uma cor, o triângulo com outra
cor. Como sugestão ver apêndice 2.
18
Proposta de Aula
TERCEIRA AULA
Única etapa: Esclarecimento de dúvidas, momento de
interação entre professor e alunos. O professor buscará a partir
dos resultados coletados e dos diálogos entres os alunos,
compreender quais são as dúvidas frequentes dos alunos,
buscando proporcionar melhor entendimento das lacunas existes
na aprendizagem.
Estratégia: utilizar o datashow e apresentar aos alunos
figuras planas e como encontrar sua área. Apresentar problemas
matemáticos que envolvam o conteúdo. Verificar com os alunos
se existem outras maneiras de chegar ao resultado final, ouvir e
observar as estratégias utilizadas pelos alunos.
QUARTA AULA
Única etapa: Dividir a turma em grupo, solicitar que
elaborem um problema que represente seu dia a dia e que envolva
o conteúdo que está sendo trabalhado. Sugestão: solicitar que
montem uma maquete para representar tal situação. Entretanto,
os alunos podem representar o problema por outras maneiras, tais
como: um jogo com materiais manipuláveis ou até mesmo um
jogo digital, dentre outros meios. Nesse momento o professor
observará as estratégias utilizadas pelos alunos para elaborar e
confeccionar o produto.
19
Proposta de Aula
QUINTA AULA
Única parte: Momento de compartilhamento das produções
dos alunos.
1) Nesse momento cada grupo irá apresentar sua produção,
mostrando as estratégias que utilizaram para elaborar e chegar ao
resultado final.
2) Momento de diálogo e interação entre as equipes para
esclarecimento de dúvidas a respeito do que foi apresentado.
3) Encerramento das apresentações e agradecimentos do professor
as equipes.
20
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A proposta de aula aqui apresentada busca motivar os
professores de Matemática a tornar suas aulas mais criativas
de modo a envolver os alunos de forma a ativa e participativa
no momento da aprendizagem, colocando-os frente às
situações problemas do dia a dia.
Desejamos que essa proposta de aula possa contribuir
de forma produtiva em suas aulas, de modo a poder despertar
cada vez mais o desejo dos alunos em aprender a
Matemática.
21
REFERÊNCIAS
CLEMENTE, João Carlos et al. Ensino e aprendizagem da geometria:
um
estudo
a
partir
dos
periódicos
em
educação
matemática. ENCONTRO
MINEIRO
DE
EDUCAÇÃO
MATEMÁTICA, VII, 2015.
MUNHOZ, Antonio Siemsen. ABP: Aprendizagem Baseada em
Problemas: ferramentas de apoio ao docente no processo de ensino
e aprendizagem, São Paulo: Cengage Learning, 2018.
OLIVEIRA, Maria Marly de. Sequência Didática Interativa no
Processo de Formação de Professores. Cidade: Vozes, 2013.
ONUCHIC, Lourdes de la Rosa. ALLEVATO, Norma Suely Gomes.
Pesquisa em Resolução de Problemas: caminhos, avanços e novas
perspectivas. Disponível em:
https://intranet.ifs.ifsuldeminas.edu.br/antonio.gomes/3-7LMTEM/onuchic%2002-04-19.pdf. Acesso em 16 de maio de 2020.
RIBEIRO, Luis Roberto de Camargo. Aprendizagem Baseada em
Problemas: uma experiência no ensino superior. São Carlos:
EdUFSCar, 2010.
22
ANEXO 1
1)
CEFET- MG (2016 adaptada) A área quadrada de um sítio deve
ser dividida em quatro partes iguais, também quadradas, e, em uma delas,
deverá ser mantida uma reserva de mata nativa (área hachurada),
conforme mostra a figura a seguir.
Sabendo-se que B é o ponto médio do segmento AE e C é o ponto médio
do segmento EF, a área hachurada, em m2, mede
a) 625,0
b) 925,5
c) 1562,5
d) 2500,0
a)
Já vivenciou uma situação parecida? Onde? Conte-me mais.
b)
Existe alguma relação com os conteúdos matemáticos que você
conhece? Quais? Por que há ou não essa relação?
c)
Se existe relação, como você resolveria esse item através dos seus
conhecimentos matemáticos?
d)
Há outra possibilidade de chegar a resposta sem utilizar
a matemática? Se existe, como você fez isso? Justifique.
23
ANEXO 2
1) CEFET- MG (2016 adaptada) A área quadrada de um sítio deve ser dividida
em quatro partes iguais, também quadradas, e, em uma delas, deverá ser mantida
uma reserva de mata nativa (área hachurada), conforme mostra a figura a seguir.
Conforme mostra a figura, utilizamos a mesma questão, porém com
materiais como emborrachado e impressões de casa, piscina e carro para representar
uma planta de uma casa. A partir desse contexto, o pesquisador realizou as seguintes
perguntas:
1- Qual é a área total do terreno?
2- Qual é a área da região verde onde fica localizada a piscina?
3- Qual é a área da região verde onde fica localizada a garagem?
4- Qual é a área ocupada pela casa?
A partir dos questionamentos realizados pelo pesquisador, desejou-se que
os alunos pudessem perceber que o terreno é em formato quadrado e que dentro do
quadrado temos dois triângulos. Ou seja, para que o aluno resolva essa situação,
inicialmente, ele poderá encontrar a área do quadrado que representa a área do
terreno depois a área dos dois triângulos que um representa a área da garagem e
outro a área da piscina ao final subtrair a área total pela área das duas regiões
triangulares chegando a área que representa a casa.
