Noemia Monteiro Bito
Título da dissertação: WEBCASTING SONORO NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: um caso na Pedagogia Licenciatura da Universidade Federal de Alagoas
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE EDUCAÇÃO – CEDU
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO – PPGE
MESTRADO EM EDUCAÇÃO BRASILEIRA
NOEMIA MONTEIRO BITO
WEBCASTING SONORO NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA:
um caso na Pedagogia Licenciatura da Universidade Federal de Alagoas
MACEIÓ
2011
NOEMIA MONTEIRO BITO
WEBCASTING SONORO NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA:
um caso na Pedagogia Licenciatura da Universidade Federal de Alagoas
Dissertação apresentada ao Programa de PósGraduação em Educação (PPGE), da
Universidade Federal de Alagoas (UFAL),
como requisito para obtenção do título de
Mestre em Educação Brasileira.
Orientador: Dr. Elton Casado Fireman.
Co-orientador: Dr. Antônio Ribeiro de Freitas.
MACEIÓ
2011
Catalogação na fonte
Universidade Federal de Alagoas
Biblioteca Central
Divisão de Tratamento Técnico
Bibliotecária Responsável: Fabiana Camargo dos Santos
B624w
Bito, Noemia Monteiro.
Webcasting sonoro na educação a distância : um caso na pedagogia
licenciatura da Universidade Federal de Alagoas / Noemia Monteiro Bito. –
2011.
176 f. : il., graf. e tab.
Orientador: Elton Casado Fireman.
Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal de
Alagoas. Centro de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação
Brasileira. Maceió, 2012.
Bibliografia: f. 133-144.
Inclui glossário, apêndices e anexos.
1. Educação a distância on line. 2. Webcasting sonoro. 3. Ambiente virtual
de aprendizagem Moodle. 4. Estudos de recepção. 5. Formação de professores.
I. Título.
CDU: 371.333
AGRADECIMENTOS
A Deus,
Educador, Mestre e Comunicador.
À comunidade da UFAL,
especialmente aos membros do CEDU,
e particularmente aos estudantes e tutores do curso de Pedagogia Licenciatura,
participantes da disciplina Saberes e Metodologias do Ensino de Ciências Naturais 1.
Aos primeiros leitores, membros da banca examinadora,
orientador, professor Elton,
co-orientador, professor Freitas,
às professoras Anamelea e Apuena.
Ao professor José Geraldo da Cruz Gomes Ribeiro.
Ao estudante de jornalismo Manuel Henrique de Oliveira Barbosa,
ao técnico de som Édson Silva e ao colega do mestrado Guilmer Brito Silva,
pelo apoio em assuntos de informática e de rádio.
Aos moradores de Dois Riachos, como representantes de tantos
que me ajudaram a produzir este trabalho, das mais diversas formas.
À minha família,
a João de Lima e Silva, meu namorado,
e à família salesiana,
nas pessoas de Diego Vanzetta, Brenno Guastalla e Aldo Santana,
pela amorevolezza.
A resposta certa, não importa nada:
o essencial é que as perguntas estejam certas.
Mário Quintana
RESUMO
O presente trabalho tem por finalidade tratar do processo de transmissão de mídia sonora na
educação a distância on-line da Universidade Federal de Alagoas, integrante da Universidade
Aberta do Brasil, nos períodos letivos de 2010.2 e 2011.1, no curso de Pedagogia
Licenciatura, na modalidade a distância. O estudo de caso foi escolhido como método de
abordagem do objeto de estudo e teve por objetivo investigar a utilização dos formatos web
rádio e podcasts do webcasting sonoro na educação a distância, no ambiente virtual de
aprendizagem Moodle UFAL. Adotou-se o raciocínio do método hipotético-dedutivo e foi
utilizado o método quali-quantitativo durante a coleta de dados, os quais são apresentados nos
relatos das fases da pesquisa. Esta foi desenvolvida em duas fases: a exploratória e a
experimental, tendo como campo de atuação experimental a disciplina Saberes e
Metodologias do Ensino de Ciência Naturais 1, a qual possuía 176 estudantes matriculados,
vinculados aos polos das cidades alagoanas de Maceió, Maragogi, Santana do Ipanema e Olho
d´Água das Flores. Como estudo de recepção, os estudantes que formaram a audiência das
transmissões ao vivo e das gravações dessas transmissões puderam se comunicar de forma
síncrona e assíncrona com o professor, por meio principalmente de fóruns, e posteriormente
avaliaram a mídia sonora por meio de questionário on-line. A questão norteadora foi: como
esses formatos poderiam ser associados ao ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle, ao
Projeto Pedagógico e à dinâmica da modalidade a distância do curso? Os resultados foram
satisfatórios em termos de aceitação dos dois formatos pelo grupo-escuta, mostrando que as
associações da questão norteadora são possíveis, mas precisam fazer parte de um
planejamento que inclua também as formas de avaliação da mídia sonora, além de apontarem
para a necessidade de maior infraestrutura do curso em termos de suporte técnico para o corpo
docente, incluindo os tutores, no sentido de criação, produção e transmissão de material
didático e também para a necessidade de melhoria na condição de banda larga do Estado. A
conclusão principal é a de que esses formatos devem: ser criados, produzidos e/ou
selecionados pelo curso para fins educativos; apresentar características da linguagem
radiofônica, incluindo a montagem sonora, e interface webgráfica aliada ao design
educacional do curso, especialmente no ambiente virtual de aprendizagem Moodle; e
identificar seu público-alvo, incluindo seu nível de fluência digital, além das condições de
acesso a computadores e internet, de forma a promover o diálogo interativo pelas tecnologias
e ferramentas mais adequadas ao uso do webcasting sonoro. Como aporte teórico: Moore e
Kearsley (2008), Peters (2004), Haandel (2009), Martín-Barbero (2009), Jacks e Escosteguy
(2005), Reyzábal (1999), Machado (2009) e Silva (2006; 2010), entre outros.
Palavras-chave: Educação a distância on-line. Webcasting sonoro. Ambiente Virtual de
Aprendizagem Moodle. Estudos de recepção. Formação de professores.
ABSTRACT
The purpose of this paper is to study the process of audio information in an online education
course at the Federal University of Alagoas (UFAL), which is a federal public university in
Brazil. The study was conducted in the second school term of 2010 and in the first school
term of 2011, in the Bachelor degree Pedagogy course – online education model. Case study
was chosen as the method to examine the use of web radio and audio webcasting podcasts in
online education, with the UFAL Moodle virtual learning environment. The hypotheticaldeductive method was adopted for reasoning and the quali-quantitative method was used for
data collection. These data are shown in the reports written during the two research phases –
exploratory and experimental. The experimental phase was conducted with the subject
“Knowledge and Methods for Teaching Natural Sciences 1”, which had 176 enrolled students,
from different UFAL units of several cities in Alagoas – Maceió, Maragogi, Santana do
Ipanema and Olho d´Água das Flores. As a reception study, students who composed the
audience of live transmissions and the recording of live transmissions could communicate – in
a synchronous and in an asynchronous way – with the tutor. Such communications were
mainly conducted in forums. Then the audio information was evaluated with an online
questionnaire. The main objective was to find how the formats could be associated with the
Moodle Virtual Learning Environment, with the Pedagogical Project and with the online
education course. The results were satisfactory in terms of acceptance of both formats by the
audience group, which shows that the associations proposed are possible. However, such
associations need to be part of a plan that includes forms of evaluating audio information. The
results also point to the need for better infrastructure regarding technical support for faculty
members – including tutors – in order to create, produce and transmit didactic materials.
Moreover, we found that wideband services need improvement in the State. Our main
conclusion is that the formats studied should be created, produced and/or selected by the
course for educational purposes. They should also present characteristics of radio phonic
language, including sound and web graphic interface, aligned with the education design of the
course, especially in the Moodle virtual learning environment. It is also necessary to identify
the target audience, their level of digital fluency, and their conditions for accessing computers
and the Internet, in order to promote the interaction with the most adequate technologies and
tools for audio webcasting. This study is based on theories by Moore and Kearsley (2008),
Peters (2004), Haandel (2009), Martín-Barbero (2009), Jacks and Escosteguy (2005),
Reyzábal (1999), Machado (2009), Silva (2006; 2010), among others.
Keywords: Online education. Audio Webcasting. Moodle Virtual Learning Environment.
Reception studies. Teachers training courses.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Página inicial do Moodle da UFAL, em 14 de fevereiro de 2011........................... 15
Figura 2 – Recorte de página principal de uma disciplina, destacando os recursos de áudio
adicionados, em 20 de fevereiro de 2010 .............................................................. 20
Figura 3 – Recorte de página do Moodle com visualização do player de podcast................... 21
Figura 4 – Página inicial da disciplina Trabalho e Educação no Moodle,................................ 21
Figura 5 – Página da Rádio UOL em 20 de fevereiro de 2011 ................................................ 22
Figura 6 – Recorte da página inicial da disciplina Educação Especial .................................... 23
Figura 7 – Página de um fórum da disciplina Projetos Integradores 4 ..................................... 23
Figura 8 – Página inicial do novo portal da UAB, em 22 de fevereiro de 2011 ...................... 46
Figura 9 – Página inicial do Blaving, a rede social da voz, em 14 de fevereiro de 2011 ......... 54
Figura 10 – Transmissão do tipo Multicast .............................................................................. 56
Figura 11 – Transmissão do tipo Unicast ................................................................................. 56
Figura 12 – Imagem do Kerbango Internet Radio ................................................................... 62
Figura 13 – Player em Windows Media Player da WEAD UFAL no Moodle ........................ 90
Figura 14 – Player no formato Flash ...................................................................................... 90
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Ingressantes Vestibular 2007 na disciplina Saberes e Metodologias do Ensino de
Ciências Naturais 1, de acordo com o SisUAB ..................................................... 27
Tabela 2 – Matrículas 2011.1 na disciplina Saberes e Metodologias do Ensino de Ciências
Naturais 1 ............................................................................................................... 27
Tabela 3 – Materiais e serviços necessários à montagem do estúdio experimental de áudio no
NEAD .................................................................................................................... 28
Tabela 4 – Diferenças entre a língua oral e escrita segundo Reyzábal (1999, p. 57) ............... 41
Tabela 5 – Comparação entre o rádio e a fita gravada, de acordo com Reyzábal (op.cit., p.
225) ........................................................................................................................ 61
Tabela 6 – Número de vagas ofertadas de 2007 a 2011.1 ........................................................ 77
Tabela 7 – Distribuição da Prática Pedagógica no Currículo 2007 .......................................... 83
Tabela 8 – Número de comentários síncronos e assíncronos ................................................... 91
Tabela 9 – Acesso aos podcasts da primeira web radioaula ..................................................... 92
Tabela 10 – Acesso aos podcasts da terceira web radioaula .................................................... 93
Tabela 11 – Acesso aos podcasts da quarta web radioaula ...................................................... 94
Tabela 12 – Acesso aos podcasts da quinta web radioaula ...................................................... 94
Tabela 13 – Características do webcasting sonoro no Moodle UFAL durante a experiência. . 98
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1 – Vida profissional ................................................................................................. 109
Gráfico 2 – Sexo do estudante. ............................................................................................... 110
Gráfico 3 – Localização do estudante em relação às zonas urbana e rural. ........................... 110
Gráfico 4 – Número de tipos de acesso à internet por estudante. ........................................... 111
Gráfico 5 – Tipos de acesso à internet. ................................................................................... 111
Gráfico 6 – Número de tipos de computador utilizados por estudante. ................................. 112
Gráfico 7 – Tipos de computador utilizados por estudantes. ................................................. 112
Gráfico 8 – Faixa etária dos estudantes. ................................................................................. 113
Gráfico 9 – Importância da comunicação oral por diferentes itens. ....................................... 114
Gráfico 10 – Importância da comunicação oral...................................................................... 114
Gráfico 11 – Satisfação dos estudantes detalhada em relação aos itens do grupo recurso
didático. ............................................................................................................. 115
Gráfico 12 – Satisfação em relação ao grupo recurso didático. ............................................. 115
Gráfico 13 – Satisfação dos estudantes detalhada em relação aos itens do grupo processo. . 116
Gráfico 14 – Satisfação em relação ao grupo processo. ......................................................... 116
Gráfico 15 – Satisfação dos estudantes detalhada em relação aos itens do grupo qualidadequantidade. ........................................................................................................ 117
Gráfico 16 – Satisfação em relação ao grupo qualidade-quantidade...................................... 117
Gráfico 17 – Satisfação dos estudantes detalhada em relação aos itens à mídia sonora utilizada
........................................................................................................................... 118
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 13
2 Objetivos e Metodologia da Pesquisa .................................................................................... 18
2.1 Fase exploratória............................................................................................................. 20
2.1.1 Fase exploratória do Moodle ................................................................................... 20
2.1.2 Fase exploratória nos polos ..................................................................................... 24
2.1.3 Fase exploratória dos sistemas SIE Acadêmico UFAL, Moodle e SisUAB ........... 26
2.1.4 Fase exploratória das condições técnicas para a web rádio e os podcasts ............... 28
3 Educação e Comunicação ...................................................................................................... 30
3.1 Educação a distância ....................................................................................................... 33
3.2 Comunicação oral docente.............................................................................................. 37
3.3 Estudos de recepção e Educomunicação ........................................................................ 42
3.4 Formação de professores na Universidade Aberta do Brasil .......................................... 44
3.5 Currículo e mídia educativa ............................................................................................ 48
4 Webcasting sonoro e Moodle................................................................................................. 53
4.1 Histórico do uso da mídia sonora na educação............................................................... 58
4.2 Criação, produção e transmissão de áudio on-line educativo ......................................... 63
4.3 Áudio no Moodle UFAL................................................................................................. 67
4.4 Direito autoral relacionado ao webcasting sonoro ......................................................... 71
4.5 Banda larga e educação a distância de terceira geração ................................................. 74
5 O curso, a prática pedagógica e a mídia sonora .................................................................... 75
5.1 O curso de Pedagogia Licenciatura a distância da UFAL .............................................. 75
5.2 A Prática Pedagógica no Curso de Pedagogia Licenciatura ........................................... 80
5.3 Prática Pedagógica e Mídia Sonora ................................................................................ 84
6 Estudo de caso da utilização dos formatos web rádio e áudio on demand no curso de
Pedagogia Licenciatura a distância da UFAL...................................................................... 88
6.1 Fase experimental - utilização dos formatos web rádio e podcast na disciplina Saberes e
Metodologias do Ensino de Ciências Naturais 1 ........................................................ 88
6.1.1 Web radioaulas e seus respectivos podcasts............................................................ 89
6.1.2 Gravação, compartilhamento, edição e disponibilização dos podcasts ................... 95
6.1.3 Articulação com mídia impressa e mídia audiovisual ............................................. 99
6.1.4 Articulação com mensagens instantâneas, e-mails e telefones celulares ................ 99
6.2 Registros dos comentários discentes postados nos fóruns das web radioaulas .............. 99
6.3 Aplicação de questionário on-line aos discentes .......................................................... 108
6.4 Análise dos dados coletados ......................................................................................... 123
6.5 Resultados da pesquisa e análises dos resultados ......................................................... 126
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................................. 130
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 132
GLOSSÁRIO .......................................................................................................................... 144
APÊNDICES .......................................................................................................................... 148
APÊNDICE A – Atividade de avaliação do uso da mídia sonora ...................................... 149
APÊNDICE B – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (T.C.L.E.) ...................... 152
ANEXOS ................................................................................................................................ 155
ANEXO A – Resolução Nº 32/2005-CEPE, de 14 de dezembro de 2005 ......................... 156
ANEXO B – Currículo 2007 PEDD - Matriz Curricular ................................................... 159
ANEXO C – Cronogramas do Curso para 2010.2 e 2011.1 ............................................... 161
ANEXO D – Resumo sobre o curso de uso de áudio na EAD em 2010 ............................ 176
1 INTRODUÇÃO
Esta pesquisa se justifica pela importância de se estudar o fenômeno webcasting
sonoro e seus formatos para produzir localmente pequenos arquivos sonoros. Esses arquivos
podem ser de entrevistas, de notícias, de conteúdo didático, de conteúdo de formação geral, de
fins lúdicos associados à educação. Todos a fim de atender ao grande número de estudantes
que hoje frequentam os cursos de educação on-line, uma vez que os formatos emergentes
citados por Haandel (2009) podem receber novas classificações, bem como podem surgir
novos formatos.
Estudar esses formatos de webcasting sonoro proporciona também o enriquecimento
dos recursos didáticos com produtos midiáticos sonoros, os quais promovem a memória
auditiva dos participantes do processo de ensino-aprendizagem na EAD e exigem o saber
ouvir, competência tão importante quanto a competência argumentativa e comunicativa é
imprescindível para os licenciandos.
Nas aulas de radiojornalismo, a autora havia aprendido como criar e produzir
podcasts jornalísticos. Aliar o conhecimento da área da comunicação e colocá-lo a serviço da
educação a distância era o próximo passo para elaborar os podcasts educacionais e postá-los
no Moodle. Essa ação era necessária porque assim se verificaria se o uso desses arquivos era
viável nesse ambiente virtual. Por sua vez, o orientador propôs trabalhar com web rádio,
formato que ele já havia experimentado no curso de Física Licenciatura a distância na UFAL
(BARROS; FRANCISCO; FIREMAN, 2010).
Durante a revisão bibliográfica, percebeu-se que o foco deveria ser ampliado para o
processo comunicativo webcasting sonoro, no qual estavam inseridos o podcast, enquanto
áudio on demand, e a web rádio, ambos classificados por Haandel (2009) como formatos
emergentes do webcasting sonoro, juntamente com a playlist e o portal de áudio.
Webcasting sonoro é um processo que acontece online, possibilitado pela
tecnologia do streaming1. Esse processo surgiu na década de 1990 e é o
único dos processos de transmissão pela Internet que permite o acesso em
tempo real ao conteúdo disponibilizado. Além disso, permite o envio de
áudio e vídeo simultaneamente, configurando-se em um processo de
transmissão multimídia. De modo similar ao broadcasting, o webcasting
tem dois formatos: o webcasting sonoro, com foco na transmissão de som, e
1
Streaming – tecnologia digital que permite a transmissão de informações por pacote por meio de uma rede de
comunicação, como a internet. No caso, permite a transmissão de mídia sonora e audiovisual em tempo real.
14
o webcasting de som e imagem, como a transmissão de canais de TV
através da Internet (HAANDEL, 2009, p.[28]).
Em 2007, a autora deste trabalho atuava como tutora a distância de uma turma de 25
estudantes, vinculados ao polo Maragogi do curso de Pedagogia Licenciatura, na modalidade
a distância, da Universidade Federal de Alagoas, integrante do sistema Universidade Aberta
do Brasil, principal política pública com vistas à formação de professores que já atuam na
educação básica.
A Universidade Aberta do Brasil é um sistema integrado por universidades
públicas que oferece cursos de nível superior para camadas da população que
têm dificuldade de acesso à formação universitária, por meio do uso da
metodologia da educação a distância. O público em geral é atendido, mas os
professores que atuam na educação básica têm prioridade de formação,
seguidos dos dirigentes, gestores e trabalhadores em educação básica dos
Estados, municípios e do Distrito Federal (CAPES2).
Formada em Pedagogia, à noite estudava e tinha aulas da disciplina Laboratório de
Radiojornalismo, no curso de Comunicação Social – habilitação Jornalismo da UFAL.
Nessas aulas, teve a ideia de gravar áudios e colocá-los no Moodle (Module Object-Oriented
Dynamic Learning Environment), usando o software livre Audacity e o plug-in Lame
Encoder.
Para tornar realidade essa ideia, partiu-se de uma pesquisa empírica cuja
metodologia foi construída no formato de estudo de caso e também como estudo de recepção
de mídia sonora na Educação.
O Moodle é um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) que pode ser utilizado na
internet. Existem outros. Para Machado Júnior (2008, p.14-5),
Os AVA são sistemas informatizados desenvolvidos para a administração de
cursos pela Internet, reunindo em si diferentes ferramentas para
comunicação, interação e avaliação, que podem ser projetados pelas próprias
instituições de educação ou adquiridos sob encomenda, como uma solução
personalizada. Também podem ser adquiridos e adaptados sistemas já
prontos, sendo que existe a alternativa de utilização dos sistemas não
comerciais com código-fonte aberto.
2
COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR (CAPES). Sobre a
UAB – O que é. Disponível em:
<http://www.uab.capes.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6&Itemid=18>. Acesso em 17
jan. 2012.
15
A interface gráfica de um AVA é o meio visual por meio do qual ocorre a
comunicação que move o processo educacional. Esta interface é o suporte
comunicacional que medeia a interação entre o usuário e o computador e,
muito mais do que isso, é mediadora da interação entre os participantes e,
também, entre estes e os objetos de estudo. Ou seja, a interface gráfica é o
cenário interlocutor na EAD que se vale de um AVA.
A UFAL adotou o Moodle como seu AVA, considerando que ele servia aos
interesses da instituição e possuía código aberto. No site do próprio Moodle, encontra-se a
seguinte definição:
Moodle é um software livre de Sistema de Gerenciamento de Curso - SGC
(Course Management System - CMS), também conhecido como um Sistema
de Gerenciamento de Aprendizagem – SGA (Learning Management System
- LMS) ou um Ambiente Virtual de Aprendizagem (Virtual Learning
Environment -VLE).
Tornou-se muito popular entre educadores em todo o mundo como uma
ferramenta para a criação de sites dinâmicos online para seus estudantes.
Para funcionar, precisa de ser instalado em um servidor web em algum lugar,
ou em um de seus próprios computadores ou ainda em uma empresa de
hospedagem (MOODLE3).
Como sua interface gráfica pode ser ajustada por quem o administra, o Moodle de
cada organização pode exibir uma aparência diferente, ainda que com elementos comuns.
Apresenta-se a seguir a página inicial da interface gráfica do Moodle UFAL (vide figura 1):
Figura 1 - Página inicial do Moodle da UFAL, em 14 de fevereiro de 2011
Fonte: www.ead.ufal.br.
3
MOODLE. About Moodle. Disponível em: <http://www.moodle.org/about>. Acesso em 29 abr. 2008.
16
O crescimento das ofertas de cursos de graduação a distância em Alagoas e no Brasil,
inclusive pela participação da pioneira nessa modalidade no Estado, a Universidade Federal
de Alagoas (UFAL), gerou na autora deste trabalho a curiosidade pelos usos da mídia sonora
na educação a distância. Quando da seleção da turma 2009 para o Mestrado em Educação
Brasileira da UFAL, dessa curiosidade surgiu a proposta de um projeto de pesquisa sobre
podcasts educativos. Era a busca por recursos sonoros que pudessem melhorar e ampliar o
potencial da educação a distância.
Pensava-se na criação e produção de podcasts educativos para um público cuja
vivência acadêmica se dava principalmente por meio do uso das mídias. Santaella (2003a, p.
61-2) afirma que mídia é um conceito que tem dois sentidos, um mais estrito e outro mais
amplo. O sentido mais estrito está associado aos meios de comunicação de massa (jornal, TV,
rádio, revistas e, como extensão destes, novela, outdoor, peça publicitária etc.), e o sentido
mais amplo abrange aparelhos, dispositivos e programas. Assim, um CD, um pendrive, um
celular, um aparelho de MP4, um software para gravação e edição de áudio podem ser
chamados de mídia.
Nessa cultura que acompanha o surgimento das novas mídias e tecnologias digitais,
os participantes da pesquisa seriam ouvintes e também produtores de arquivos de áudio que
pudessem ser disponibilizados na internet, durante seu curso de graduação a distância. O
podcast seria uma tecnologia a mais a ser desenvolvida para uso nas estratégias de ensino
utilizadas no curso de Pedagogia Licenciatura a distância.
Após essa introdução, o leitor encontra os objetivos e a metodologia da pesquisa no
capítulo 2, ou seja, o design da pesquisa em detalhes. Nos capítulos 3, 4 e 5, o quadro teórico
de referência.
O capítulo 3 aborda a relação entre Educação e Comunicação, educação a distância e
comunicação (modelos de comunicação, comunicação oral, comunicação oral docente),
especialmente no caso de oferta de cursos de formação de professores na UAB; e, por fim,
uma discussão sobre o currículo e a mídia educativa no Brasil.
O capítulo 4 trata do tema Webcasting sonoro e Moodle. Para melhor compreender
essa relação há um breve histórico do uso da mídia sonora na educação, sobretudo na região
Nordeste do Brasil. Em seguida, apresentam-se as possibilidades de criação, produção e
transmissão de áudio on-line educativo atualmente, áudio este que combina perfeitamente
com o ambiente educativo do Moodle. Vale lembrar, porém, que é necessário estar atento
para a questão do direito autoral relacionado ao webcasting sonoro e para as articulações
possíveis do trabalho com áudio on-line, com vistas à extensão universitária.
17
O capítulo seguinte apresenta o curso de Pedagogia Licenciatura a distância da
UFAL, enfocando a organização da sua matriz curricular com base na prática pedagógica,
conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais, e a relação dessa prática pedagógica com o
uso da mídia sonora.
Já no capítulo 6, o objetivo é apresentar a fase experimental da pesquisa, que
ocorreu durante o período letivo 2011.1.
Na sequência do trabalho dissertativo estão as considerações finais, referências,
glossário, anexos e apêndices, com o questionário aplicado e o termo de consentimento livre e
esclarecido aplicado aos discentes da turma citada. Enfim, a maior pretensão deste trabalho é
servir de incentivo para que o espaço sonoro digital seja mais explorado como campo de
atuação educativa e como espaço de comunicação, contribuindo assim com os levantamentos
e resultados desta pesquisa empírica realizada em Alagoas.
2 Objetivos e Metodologia da Pesquisa
Para que fosse desenvolvida a pesquisa, conforme orientação da Comissão Nacional
de Ética em Pesquisa, o projeto foi apresentado ao Comitê de Ética em Pesquisa da UFAL e
por ele aprovado, sendo organizado um processo metodológico de pesquisa empírica sobre o
webcasting sonoro na educação a distância, formulado como estudo de caso da utilização dos
podcasts e da web rádio no curso de Pedagogia Licenciatura, na modalidade a distância, da
UFAL/UAB. Depois, por orientação da banca examinadora, efetivou-se o estudo da recepção
desses dois formatos.
Os objetivos eram os seguintes:
Caracterizar o potencial do webcasting sonoro, especialmente dos
formatos web rádio e podcast, como material didático elaborado para
utilização em ambientes virtuais de aprendizagem, especialmente o
Moodle;
Avaliar as formas de apresentação do conteúdo e as necessidades técnicas
para a produção e disponibilização da web rádio e de podcasts no Moodle.
O estudo de caso foi escolhido como método de procedimento, de abordagem,
porque “é um estudo que não visa generalizações, mas um caso pode revelar realidades
universais, porque guardadas as peculiaridades, nenhum caso é um fato isolado, independente
das relações sociais onde ocorre” (CHIZZOTTI, 2010, p. 138). Desta forma, adotou-se o
raciocínio do método hipotético-dedutivo e foi utilizado o método quali-quantitativo durante a
coleta de dados, os quais serão apresentados durante as fases exploratória e experimental.
A abordagem metodológica utilizada foi o estudo de caso, para responder como os
formatos web rádio e áudio on demand poderiam ser associados às ferramentas do Ambiente
Virtual de Aprendizagem Moodle, ao Projeto Pedagógico e à dinâmica da modalidade a
distância do curso.
A hipótese a ser comprovada (ou não) era a de que esses formatos deveriam:
1) Ser criados, produzidos e/ou selecionados pelo curso para fins educativos;
2) Apresentar características da linguagem radiofônica, incluindo a montagem
sonora, e interface webgráfica aliada ao webdesign instrucional do curso no
ambiente virtual de aprendizagem Moodle;
3) Ter como foco seu público-alvo, incluindo aqui seu nível de alfabetização e
letramento digital, além das condições de acesso a computadores e internet, de
19
forma a promover o diálogo interativo através das tecnologias e ferramentas mais
adequadas ao uso do webcasting sonoro.
O universo da pesquisa foi escolhido no Curso de Pedagogia Licenciatura por este
possuir um número maior de estudantes em suas turmas, mais do que as Licenciaturas em
Física e em Matemática, ofertadas também pela UFAL/UAB.
Já o plano de pesquisa foi elaborado com base no calendário acadêmico do curso,
que é diferente do calendário acadêmico do curso presencial:
1) Fase exploratória – durante o segundo semestre de 2010.2, período letivo que
iniciou em 11 de setembro de 2010 e terminou em 25 de fevereiro de 2011;
2) Fase experimental – experiência de utilização do webcasting sonoro nos
formatos web rádio e podcasts na disciplina Saberes e Metodologias do Ensino
de Ciências Naturais 1 durante o primeiro semestre de 2011.1. Esse período teve
início em 15 de junho e seu término está marcado para o dia 15 de outubro. Essa
fase experimental compreende o período em que se inicia a disciplina e termina
em 04 de setembro de 2011, após a avaliação presencial da disciplina no dia 03
de setembro, em todos os polos, e com o encerramento da coleta dos dados do
questionário on-line.
Em termos de caracterização do problema, tanto para diagnóstico da situação atual
quanto para o respectivo acompanhamento a ser desenvolvido durante a fase experimental,
observou-se o fenômeno a partir das seguintes perguntas:
3) O webcasting sonoro é um processo comunicacional que envolve diversas
tecnologias. Ele tem boa possibilidade técnica de ser utilizado no ambiente
virtual de aprendizagem Moodle?
4) O webcasting sonoro pode ser considerado como material didático no processo
de ensino-aprendizagem a distância?
5) É possível criar, produzir e divulgar o conteúdo selecionado do curso de
graduação por meio da web rádio e do áudio on-line?
A fase exploratória ocorreu durante os períodos 2010.2 e 2011.1, de acordo com o
calendário letivo do curso em anexo, durante a qual se definiu o objeto de estudo por meio da:
a) Definição da questão norteadora: como os formatos web rádio e podcast
poderiam ser associados às ferramentas do Moodle, ao Projeto Pedagógico do
Curso (PPC) e à dinâmica da modalidade a distância do curso?
b) Elaboração do quadro de referência teórico – cujos autores podem ser
consultados no início de cada capítulo, por área de estudo;
20
c) Elaboração da hipótese de que esses formatos deveriam:
ser criados, produzidos e/ou selecionados pelo curso para fins educativos;
apresentar características da linguagem radiofônica, incluindo a montagem
sonora e interface webgráfica aliada ao webdesign do curso no Moodle;
identificar seu público-alvo, observando sua fluência digital, além das condições
de acesso a computadores e internet, de forma a promover o diálogo interativo
por meio das tecnologias e ferramentas mais adequadas ao uso do webcasting
sonoro.
2.1 Fase exploratória
Apresenta-se a seguir a fase exploratória, dividida em quatro partes: fase exploratória
do Moodle; fase exploratória nos polos; fase exploratória dos sistemas SIE Acadêmico UFAL,
Moodle e SisUAB; e fase exploratória das condições técnicas para a web rádio e os podcasts.
2.1.1 Fase exploratória do Moodle
Observou-se que já haviam experiências realizadas com a mídia sonora on-line no
Moodle no período letivo 2010.2. Os professores do curso de Pedagogia haviam participado
de uma oficina de Audacity, ministrada pelo professor Antônio Freitas, cujo depoimento sobre
essa atividade se encontra em anexo (vide anexo D). No mês de fevereiro de 2011, período
2010.2, havia três tipos de podcasts educativos elaborados por tutores e docentes:
Podcasts de apresentação do conteúdo (vide figuras 2 e 3):
Figura 2 – Recorte de página principal de uma disciplina, destacando os recursos de áudio
adicionados, em 20 de fevereiro de 2010
Fonte: http://www.ead.ufal.br/course/view.php?id=1191.
21
O ícone já indica que se trata de áudio e no caso da lista anterior (vide figura 2),
pode-se considerá-la como uma playlist, que é outro formato do webcasting sonoro segundo
Haandel (2009), como será mais detalhado no capítulo 4.
Figura 3 - Recorte de página do Moodle com visualização do player de podcast
Fonte: http://www.ead.ufal.br/mod/resource/view.php?id=23604.
Podcasts musicais – Link para lista de música em formato de áudio on demand
contendo podcasts musicais – quase uma playlist (vide figura 4).
Figura 4 - Página inicial da disciplina Trabalho e Educação no Moodle,
em 20 de fevereiro de 2011
Fonte: http://www.ead.ufal.br/course/view.php?id=1186.
22
Em seguida, a página em que os links colocados no Moodle conduziam o participante
para a visualização de player da música indicada (vide figura 5):
Figura 5 - Página da Rádio UOL em 20 de fevereiro de 2011
Fonte: http://www.radio.uol.com.br/#/musica/roupa-nova/o-sal-da-terra/154008
Podcasts de apresentação da disciplina e/ou do locutor (vide figuras 6 e 7).
Exemplo 1
Disciplina: Corporeidade e Movimentos
Período: 2010.2
Voz: Professora Y
Texto:
Olá, caros alunos do curso de Pedagogia a distância,
Espero que vocês estejam bem. Eu sou Y, professora da disciplina Corporeidade e
Movimento. Trabalho no Centro de Educação, no curso de Pedagogia presencial e agora
estarei também com vocês.
Esta é uma disciplina do novo currículo do curso de
Pedagogia, é bastante interessante e acredito que vocês vão estar muito motivados. É
uma disciplina teórico-vivencial, portanto, teremos alguns desafios além da
aprendizagem dos conteúdos teóricos.
Iremos vivenciar exercícios respiratórios, de
movimentos e de consciência corporal. Sejam bem-vindos!
(Obs.: O texto estava também disponibilizado por escrito, logo acima do podcast)
Formato do Webcasting sonoro: Áudio on demand.
Podcast disponibilizado no
sumário da disciplina no Moodle. Extensão do arquivo: mp3.
23
Figura 6 - Recorte da página inicial da disciplina Educação Especial,
em 20 de fevereiro de 2011
Fonte: http://www.ead.ufal.br/course/view.php?id=1195
Exemplo 2
Disciplina: Projetos Integradores
Período: 2010.2
Voz: Tutora X
Texto:
Olá, pessoal, sou a tutora X, estarei acompanhando vocês na disciplina Projetos
Integradores 4. Trata-se de uma disciplina bastante interessante que vai analisar a
função social da escola mediante a reflexão sobre seu projeto político-pedagógico.
Espero contar com a colaboração de vocês, assim como desejo contribuir com cada um.
Desde já sejam todos bem-vindos. Um grande abraço e até mais!
(Obs.: A tutora utilizou uma música instrumental como background, como fundo
musical do texto oral.)
Formato do Webcasting sonoro: Áudio on demand. Podcast anexado ao fórum de
notícias. Permite ouvir em streaming após clique no ícone, e clicando no ícone nota
musical, realiza download automático. Extensão do arquivo: mp3.
Figura 7 - Página de um fórum da disciplina Projetos Integradores 4
Fonte: http://www.ead.ufal.br/mod/forum/discuss.php?d=31423
24
As produções realizadas em 2010.2, citadas acima, são um pouco diferentes entre si,
mas revelam o interesse pelo uso do podcast. Os Ambientes Virtuais de Aprendizagem
(AVA) têm sido, por esse motivo, alvo de diversos estudos e apresentados como vantagem
principal. De acordo com a literatura acima citada, há a eficiência desses ambientes no
processo de inclusão social e digital.
Quando da decisão pelo uso da web rádio, foram realizados testes para constatar se
os players da web rádio eram aceitos no ambiente Moodle, utilizando-se os computadores
pessoais da pesquisadora e testando o funcionamento dos players nos computadores do
Núcleo de Educação a distância (NEAD) do Centro de Educação, disponíveis para uso dos
tutores a distância.
Basicamente, os testes consistiram em usar os códigos em linguagem HTML4
fornecidos pelo suporte técnico do Sites Rádio, empresa que fornece o serviço de streaming,
pago pela pesquisadora. Esses códigos foram colocados na página da disciplina de Saberes e
Metodologias do Ensino de Ciências 1 e o resultado foi positivo, tanto para um tipo de player,
formato flash, quanto para o player tipo Windows Media Player.
Era possível visualizá-los e ouvir as músicas disponibilizadas pelo serviço de Auto
DJ, administrado a partir de um painel de controle on-line que faz parte do serviço da Sites
Rádio. Foi feito também o teste de transmissão ao vivo, obtendo-se um bom resultado em
termos de transmissão e de recepção do áudio nos computadores do NEAD.
2.1.2 Fase exploratória nos polos
Em janeiro de 2011, período 2010.2, manteve-se contato com os estudantes da
disciplina Fundamentos Psicopedagógicos, do segundo período do curso, sendo ofertada uma
oficina de Audacity após uma videoaula elaborada pelo professor da disciplina, durante os
momentos presenciais, por polo.
Abaixo, registram-se os fatos ocorridos durante essas
oficinas.
Polo Maceió – A maioria dos estudantes rejeitou a proposta da videoaula,
conversando durante a exibição. Quando se parou a exibição, após 1h30 min, foi debatido o
assunto e se constatou que havia vários motivos para isso: umas alunas consideravam-se
desrespeitadas pela exibição da videoaula (demonstravam também estar chateados/as com
4
25
questões administrativas do curso); outras preferiam ter sido liberadas para ver o vídeo em
casa, porque estavam sem alimentação no Campus, desde manhã; outras não conseguiam
acompanhar as legendas do filme ou tiveram dificuldade em ouvir a primeira parte do vídeo
ou entender a linguagem do filme; algumas disseram que o filme era muito complicado e
precisava ser explicada pelo professor a sua associação com a disciplina. Houve dificuldades
com o computador do polo, que tinha senha e não permitia a instalação do Audacity, Foi
instalado um notebook e se percebeu que as caixas de som do polo eram plug-and-play e o
notebook aceitava apenas entrada USB. Por precaução, havia outras caixas de som, mas se
perdeu tempo precioso remontando tudo, ficando prejudicada a apresentação do Audacity.
Polo Santana – Parte dos estudantes faltou por causa de festa de padroeiro na região,
outra parte por falta de transporte para ir ao polo. Durante a primeira meia hora foi explicada
a importância da videoaula, indicando inclusive que a discussão tratava de assuntos ligados à
reformulação do currículo de Pedagogia. Também se procurou deixar mais clara ainda
a associação da disciplina com a apresentação do Audacity. Uma hora de videoaula tranquila,
que intercalada com alguns comentários para facilitar o entendimento do assunto pela
audiência, depois uma hora de apresentação do Audacity. Um aparelho de som novo foi
adquirido para evitar a confusão das caixinhas, cujo volume estava sempre aquém do
necessário numa sala de aula com quase cinquenta pessoas. Depois descobriu-se que o polo
tinha home theather, bastava que o houvesse solicitado antes.
Polo Olho d'Água - Durante a primeira hora foi necessário organizar as cópias do
DVD da videoaula, porque os estudantes são de cidades diversas. Assim, duas cópias foram
criadas para cada cidade, zonas rural e urbana, devendo ser depois responsabilidade dos
estudantes fazer suas cópias a partir dessas. Na hora seguinte, videoaula tranquila, depois
somente quarenta minutos de apresentação do Audacity, porque logo se ficou sem internet e a
maioria tinha que cumprir o horário do transporte para retornar às suas cidades de origem.
Polo Maragogi - Na sexta à tarde, houve telefonemas para combinar a divisão da
turma (são mais de 100 estudantes) durante o sábado, quando soube-se que não haveria
momento presencial nesse final de semana. A coordenadora do polo entendera que não
haveria aula porque os professores estavam de licença médica por causa do acidente ocorrido
semana passada e as tutoras assim informaram aos estudantes. O DVD com a videoaula terá
de ser enviado em outro momento.
Polo Laje – Como não se contava com carro no CEDU para as viagens da EAD, por
causa de um acidente, foi solicitado um carro ao setor de transportes, que enviou um carro
para três professores da Matemática e para duas professoras da Pedagogia. Como não haveria
26
espaço para todos, a oficina de Audacity não ocorreu porque foi cedida a única vaga existente
no carro para a outra professora, que levou a videoaula para ser exibida no polo.
Após essas experiências, constatou-se que:
Os estudantes, em sua maioria, não entenderam ou não gostaram da associação
entre a apresentação do Audacity e o momento presencial da disciplina, pois
desejavam explicações sobre as atividades que deveriam desenvolver no Moodle;
Foi ofertada aos estudantes uma formação, no momento em que eles desejavam
outra coisa. Assim, as duas propostas entraram em conflito: a do momento
presencial da disciplina com a da formação tecnológica para uso da mídia sonora;
Nos três primeiros polos, perguntaram se esse programa seria cobrado em alguma
avaliação da disciplina (o que significava claramente que, se não valesse nota,
eles não teriam por que se dedicar a aprender). Não foi discutido com eles a
possibilidade de ser ofertado como atividade acadêmica-científica-cultural,
porque o Projeto Pedagógico do Curso ainda não a contemplava.
Nenhum estudante entrou em contato posteriormente por e-mail para tirar
dúvidas sobre a instalação do programa (até porque os estudantes informaram
que a grande maioria deles não tem computador em casa, usa a Lan House).
2.1.3 Fase exploratória dos sistemas SIE Acadêmico UFAL, Moodle e SisUAB
Para fazer o levantamento preliminar sobre quais seriam os estudantes com os quais
se iria trabalhar durante a fase experimental, foram consultados os sistemas que guardam os
dados dos estudantes da UFAL/UAB. Como em 2010.2 havia um desencontro entre os dados
do Sistema Acadêmico e a distribuição dos estudantes por disciplina no Moodle, optou-se por
consultar os estudantes pelo SisUAB (vide tabela 1), o que daria a ideia de quantos
ingressaram em 2007.2 e deveriam, se estivessem no fluxo padrão (sem reprovações ou
desistências), cursar SMECN1 em 2011.1.
27
Tabela 1 - Ingressantes Vestibular 2007 na disciplina Saberes e Metodologias do Ensino de Ciências
Naturais 1, de acordo com o SisUAB
Matrículas
Polo
UAB/Ufal
Número de associados
à oferta SET. 2007 –
DEZ/2012 –
UFAL/UAB I
Número de
mulheres
Número de
homens
Desvinculado(a)
do curso/
Trancado(a)
109
53
54
114
330
97 (10D1T)
47 (2D)
49 (5D)
100 (4D)
293
12 (2D)
06 (1D)
05 (1D)
14
37
13
03
06
04
26
Maceió
Maragogi
Santana do Ipanema
Olho d’Água das Flores
TOTAL
Mais de 90% dos estudantes ingressaram no curso por meio do vestibular 2007.2.
Eles formam a primeira turma que entrou no curso por um edital da UAB, com o uso do
Moodle e a primeira que irá se graduar em 2012. Outros foram aceitos nesse grupo por meio
de transferência ou reopção.
Do grupo de 330 estudantes, descontados os trancados e desvinculados, tem-se em
tese um total de 304 estudantes frequentando a disciplina, se viessem em fluxo padrão. No
entanto, o número de estudantes matriculados na disciplina, no dia 22 de agosto de 2011 (vide
tabela 2), já quase no final do primeiro período, é de 176 estudantes, de acordo com a lista de
participantes da disciplina no Moodle. Desse total, 94,89% são mulheres e 5,11% são homens.
Logo, a audiência seria eminentemente feminina, boa parte já atuando como professoras da
Educação Básica.
Tabela 2 - Matrículas 2011.1 na disciplina Saberes e Metodologias do Ensino de Ciências Naturais 1,
de acordo com o Moodle UFAL
Matrículas
Polo
UAB/Ufal
Maceió – turma A
Maceió - turma B
Maragogi – turma C
Santana do Ipanema
- turma D
Olho d’Água das Flores –
turma E
Olho d’Água das Flores –
turma F
TOTAL
Número de
matriculados em
SMECN1 - turma
2011.1
25
29
30
Número de
mulheres
Número de
homens
24
27
29
1
2
1
31
31
0
26
22
4
35
34
1
176
167
9
Fonte: Relatórios da disciplinha SMECN1 no Moodle UFAL.
28
2.1.4 Fase exploratória das condições técnicas para a web rádio e os podcasts
As condições técnicas para o uso da web rádio precisavam ser identificadas, pois um
dos problemas relativos ao uso de webcasting sonoro no Moodle referia-se à sua viabilidade
técnica, mais do que ao tamanho dos arquivos a serem postados e às possibilidades de
configuração destes na interface gráfica do ambiente virtual.
Por isso, foi realizado o
levantamento de materiais e serviços necessários à montagem de um estúdio experimental de
áudio no NEAD (vide tabela 3).
Tabela 3 - Materiais e serviços necessários à montagem do estúdio experimental de áudio no NEAD
Dados
Observação
Despesas
Da Ufal
Serviço de terceiros – Internet
Serviço de terceiros – extensão da linha
telefônica do NEAD
Mesa de som analógica Staner 16 canais
Serviço de terceiros – adaptação das tomadas e
fiação elétrica
Computador
Caixas de som
Microfone Y
Telefone
Dos pesquisadores
Microfone X
Adaptador
Adaptadores P2-P10
Adaptadores P10-P2
Base do microfone
Fones de ouvido
Serviço de terceiros – técnico radialista
Serviço de terceiros – hospedagem no
SitesRádio
Chips de operadoras de telefonia celular com 20
reais de crédito em cada
Celulares
Software Audacity
Software Sound Forge
Software Camtasia Studio
Fonte: Dados levantados por esta pesquisa.
Mantido pela Ufal
Contratado pela Ufal
Patrimônio da Ufal
Contratado pela Ufal
Patrimônio da Ufal
Patrimônio da Ufal
Patrimônio da Ufal
Patrimônio da Ufal
Dos pesquisadores
Contratado pelos pesquisadores
Contratado pelos pesquisadores
Operadoras Oi, Vivo, Tim, Claro
Dos pesquisadores
Software livre
Software com licença de 30 dias para experiência
Software com licença de 30 dias para experiência
29
As condições técnicas para o uso da web rádio estavam identificadas, mas a
elaboração desse “estúdio” não possuía verba para ser executada. Por isso o levantamento
apresentado não incluiu valores.
Durante a experiência, o professor vai utilizar basicamente seus três computadores
particulares (computador de mesa, notebook e netbook – um para a transmissão, outro para a
gravação do áudio e um terceiro para consultar o fórum e seguir seu próprio script5 do
programa), dois headsets (fone de ouvido com microfone) e um adaptador de duas entradas
P2 para uma entrada P2 (assim pode conectar dois headsets na entrada de áudio para
transmitir sua voz e a de outro professor, durante ao vivo.
No sexto capítulo, verificar-se-á como ocorreu a fase experimental da pesquisa após
essa ampla fase exploratória. Nos próximos três capítulos, apresenta-se o corpo teórico que
sustenta, como espinha dorsal, este trabalho.
5
Guia elaborado pelo professor com as informações de conteúdo e outras que julgar necessário para conduzir a
transmissão da web radioaula.
30
3 Educação e Comunicação
Como a discussão deste trabalho ocorre primordialmente em uma intersecção
existente nas áreas de Comunicação e Educação, este capítulo foi estruturado para abordar
essa relação e, mais especificamente, a relação entre comunicação oral e educação a distância
– relação esta contemplada à luz das contribuições teóricas dos estudos da educomunicação e
interligada aos estudos de recepção.
O contexto é o da formação de professores para a Educação Básica do Brasil,
ofertada pela Universidade Aberta do Brasil, na modalidade a distância, cujo currículo deve
estar associado às mudanças culturais recentes, preparando o profissional da educação para o
uso de tecnologias da informação e comunicação, bem como para a leitura crítica do currículo
associado à mídia educativa.
Como fundamentação teórica, buscou-se apoio em trabalhos de: Comunicação:
Raquel Paiva (2003), Lévy (2000); Santaella (2003a; 2003b; 2007); Educação a distância:
Almeida (2003), Filatro (2004), Kanuka (2009), Moran (2007), Peters (2004), Leite (2009),
UFAL (2007), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, e o Decreto
nº 5.622/2005; Comunicação oral: Gadotti (1985), Penteado (1986); Reyzábal (1999);
Estudos de recepção e educomunicação: Jacks (2008), Jacks; Escosteguy (2005), Soares
(2011), Citelli; Costa (2011), Martín-Barbero (2009).
Além desses, foram lidos trabalhos sobre: Formação de professores: Machado
(2009); Barreto (2002); Morgado (2006); Jaeger e Accorsi (2008); Leite (2009); Currículo:
Tomaz Silva (2005), Paraíso (2007); e Mídia educativa: Paraíso (2007). Em termos de linha
do tempo, o mundo em que nascem esses trabalhos começou a existir no fim do século XX.
Santaella (2003b, p. 12) afirma que:
De dois séculos para cá (pós-revolução industrial), as invenções de máquinas
capazes de produzir, armazenar e difundir linguagens (a fotografia, o
cinema, os meios de impressão gráfica, o rádio, a TV, as fitas magnéticas
etc.) povoaram nosso cotidiano com mensagens e informações que nos
espreitam e nos esperam. Para termos uma ideia das transmutações que
estão se operando no mundo da linguagem, basta lembrar que, ao simples
apertar de botões, imagens, sons, palavras (a novela das 8, um jogo de
futebol, um debate político... ) invadem nossa casa e a ela chegam mais ou
menos do mesmo modo que chegam a água, o gás ou a luz.
31
Ainda é ela quem pondera: nesse espaço-tempo, as relações entre comunicação,
linguagem e cultura se tornaram cada vez mais próximas e perceptíveis, com uma
influenciando a outra quase na mesma proporção e em alta velocidade, se comparada com
fases históricas anteriores. Com o advento dos computadores e da internet, criam-se as
condições para a existência do ciberespaço. Para Lévy (2000, p. 17), ele é um dispositivo de
comunicação interativo e comunitário, que surge da comunicação que se estabelece
mundialmente por meio dos computadores.
É uma espécie de infraestrutura da comunicação que se realiza no mundo digital,
com sua imensidão de informações, e com seres humanos que tanto transitam por essas
informações quanto as alimentam. Para o autor (LÉVY, 2000, p. 17), a cibercultura, por sua
vez, é “o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de
pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço”.
Nossa sociedade se transforma, nossa educação também. Isso significa que, com
esse novo espaço, surgiram possibilidades de uso das tecnologias da comunicação e da
informação, especialmente de mídias on-line, na educação a distância, com a promoção de
relacionamentos, de trocas de ideias, de formação de grupos e de produção coletiva, por
exemplo.
Lévy (2000, p. 29) afirma que os organismos de formação profissional ou de ensino a
distância desenvolviam sistemas de aprendizagem cooperativa em rede, utilizando o
ciberespaço.
Isso foi considerado no Brasil na Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional, nº 9.394, em vigor a partir de 1996. Outras normatizações federais, estaduais e
locais são a elas associadas, proporcionando o crescimento dos cursos de educação a
distância, os quais respondem a uma demanda da sociedade, tanto quanto a políticas públicas
e aos interesses de diversas organizações.
Como Santaella (2003a), Lévy (op. cit.) esclarece que as novas tecnologias digitais
causam impacto cultural e social. Uma nova cultura cresce e se propaga no ciberespaço, de
caráter universal e revolucionário, com novos dispositivos comunicacionais que influenciam
no diálogo entre as pessoas e, portanto, na forma como deve ser pensado o currículo para os
cursos a distância. “São os novos dispositivos informacionais (mundos virtuais, informação
em fluxo) e comunicacionais (comunicação todos-todos) que são os maiores portadores de
mutações culturais, e não o fato de que se misture o texto, a imagem e o som” (LÉVY, 2000,
p. 63).
Há, portanto, uma mudança cultural em curso que deve ser analisada quando se
discute o web currículo. O design educacional de um curso de graduação a distância não pode
32
prescindir de considerar em seu projeto pedagógico, por mais que esteja de acordo com as
normatizações, as mudanças proporcionadas pelo ciberespaço para a comunicação entre as
pessoas envolvidas no curso, inclusive para que tenham por objetivo a formação de
comunidades virtuais de aprendizagem, mais do que simples grupos de estudo.
O ciberespaço não compreende apenas materiais, informações e seres
humanos, é também constituído e povoado por seres estranhos, meio textos
meio máquinas, meio atores, meio cenários: os programas. Um programa,
ou software, é uma lista bastante organizada de instruções codificadas,
destinadas a fazer com que um ou mais processadores executem uma tarefa.
Através dos circuitos que comandam, os programas interpretam dados, agem
sobre informações, transformam outros programas, fazem funcionar
computadores e redes, acionam máquinas físicas, viajam, reproduzem-se etc.
(Ibid., 41).
Isso significa que, ao estudante de um curso a distância, especialmente ao estudante
de um curso a distância on-line, que utilize um ambiente virtual de aprendizagem como o
Moodle, também será necessário possuir e desenvolver habilidades para o aprendizado de
diversos softwares.
Esses softwares podem ser gratuitos ou não e têm diferentes fabricantes, variando de
tipos, funções, finalidades. Para se ter ideia, é conhecimento básico, até mesmo pré-requisito,
para um estudante de curso on-line saber usar um programa que seja editor de texto e um que
seja editor de apresentações.
Cabe aos professores tutores “participar da capacitação dos alunos no uso do
ambiente virtual de aprendizagem” (UFAL, 2007, p. 63), sendo a utilização do ambiente
virtual de aprendizagem apresentada durante a primeira disciplina do curso de Pedagogia, que
é a disciplina Educação a distância, cuja ementa é: evolução histórica da EAD; conceito,
natureza, perspectivas e características da EAD; fundamentos epistemológicos e
metodológicos; política, estrutura, organização e funcionamento de um sistema de EAD;
gestão da EAD; utilização do ambiente virtual de aprendizagem.
No projeto pedagógico não está prevista, mas durante três horas no começo de cada
semestre é ofertada aos estudantes dos polos uma oficina de noções de informática básica,
bem como de acesso ao sistema acadêmico do curso e de uso do Moodle. Não há disciplinas
eletivas do tipo Noções básicas de informática ofertadas em paralelo às obrigatórias. Nem
registro do uso das palavras webcasting sonoro, mídia sonora, áudio on-line, podcast, ao
33
longo do texto, que indicasse que o projeto pedagógico foi elaborado cogitando o uso dessas
tecnologias.
Ninguém deseja contribuir ainda mais para a exclusão digital dos próprios
ingressantes no curso, impedindo-os de participar da graduação por falta de conhecimento de
informática, pois a grande maioria desses estudantes são professores que já atuam em sala de
aula e que nunca se graduaram.
Chegaram agora a fazer parte de uma comunidade universitária virtual, e é preciso
considerar o que realmente é uma comunidade. Conforme Paiva (2003), existem diversas
leituras possíveis de comunidade na era da globalização.
Para ela, comunidade é uma
metáfora para a construção de novos laços sociais. É “o que permite ao indivíduo e aos
grupos vislumbrar a abertura para estender criativamente novas pontes sobre a dissociação
humana” (Ibid., p. 10-1).
Esse é o cenário da pesquisa: uma comunidade universitária formada por cidadãos
ainda não tão fluentes digitalmente, mas capazes de estabelecer relacionamentos por meio do
contato em redes sociais locais e planetárias, por meio de diferentes processos de
comunicação e em um processo educativo de formação de professores. Por isso, faz-se
necessário refletir sobre: a educação a distância; a comunicação oral docente; os estudos de
recepção e educomunicação; a formação de professores na UAB; e sobre o currículo e a mídia
educativa. É o que apresenta-se a seguir.
3.1 Educação a distância
Para situar o modelo de educação a distância adotado pelo curso de Pedagogia em
questão nesta obra, foram consultados os seguintes trabalhos: Almeida (2003), Filatro (2004),
Kanuka (2009), Moran (2007), Peters (2004), Leite (2009), UFAL (2007), a Lei de Diretrizes
e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, e o Decreto nº 5.622/2005.
Em Alagoas, a pioneira em EAD é a UFAL por meio do Centro de Educação
(CEDU), de acordo com o Projeto Pedagógico do Curso de Pedagogia Licenciatura, na
modalidade a distância (UFAL, 2007, p. 6):
O CEDU/UFAL vem desenvolvendo cursos de Pedagogia na modalidade a
distância desde 1998 para 300 alunos de 64 municípios alagoanos e em 2001
implantou um Núcleo Polo, no município de Penedo, abrangendo 238
alunos. Em 2002, implantou o Núcleo Polo de Viçosa, com 178 alunos, e o
Núcleo Polo Xingó, com 250 alunos. Em 2004, realizou a abertura de mais
34
dois polos localizados nos municípios de Maceió, com 250 alunos e São José
da Laje, com 300 alunos.
No início do curso em 1998, havia mais de uma turma e o método da
correspondência era o mais utilizado. Atualmente, a UFAL/UAB oferece vagas em cinco
cursos de graduação a distância (Física Licenciatura, Matemática Licenciatura, Pedagogia
Licenciatura, Administração, Sistema de Informação), em cinco polos: Maragogi, Olho
d’Água das Flores, Santana do Ipanema, Maceió e São José da Laje.
O uso de correspondência marca a primeira geração da EAD em todo o mundo e
ainda hoje é utilizado. Materiais didáticos foram e são trocados por meio de empresas de
correios. Surge a segunda geração da EAD, com mídias como o rádio, a TV, o telefone, o
videocassete.
Desde 2007, todavia, a comunidade universitária da EAD na UFAL/UAB
experimenta a terceira geração da EAD, a da educação on-line, via internet, cujos pontos
marcantes são a flexibilidade do tempo, a interação para além das distâncias (e fronteiras)
físicas, a maior interatividade, a comunicação síncrona ou assíncrona, de um para um, de um
para muitos e/ou de muitos para muitos, por meio da internet e do Moodle. Nisso, segue o
exemplo da Universidade Aberta de Brasília, criada em 1992 e marco da terceira geração da
EAD no Brasil (WIKIPEDIA6).
Como referência mundial, a EAD nasce no início do século XIX, em 1833, na
Suécia, e em 1939 no Brasil. Cresce no século XX e expande-se fortemente neste início do
século XXI, em diversos países, nos cinco continentes, impulsionada pelas demandas de
formação inicial e continuada. Fato é que as três gerações da EAD convivem atualmente,
articulando-se as diversas mídias já existentes.
Peters (2004, p. 73) afirma que existem diversos conceitos de educação a distância,
alguns dos quais podem ser considerados como modelos. Por considerá-los típicos,
paradigmáticos até, ele menciona os seguintes modelos:
6
O modelo da ‘preparação para exame’;
O modelo da educação por correspondência;
O modelo multimídia (de massa);
O modelo de educação a distância em grupo;
O modelo do aluno autônomo;
O modelo do ensino a distância baseado na rede;
WIKIPEDIA. Educação a distância. Disponível
em:<http://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_a_dist%C3%A2ncia>. Acesso em 25 nov. 2011.
35
O modelo da sala de aula tecnologicamente estendida.
Moran (2007) também cria um elenco com os principais modelos educacionais em
EAD existentes em nosso País, que segundo o autor se classificam em:
1. Aulas combinadas com o atendimento on-line – é o modelo de EAD que mais
cresce no Brasil;
2. Educação on-line (via redes) – que se divide em:
a) Cursos on-line assíncronos, com conteúdos prontos e alguma tutoria, cuja
inscrição pode ser realizada a qualquer momento. Com mais interação, quando há
participação em atividades de grupos e em debates, além das atividades
individuais; existem até mesmo os que oferecem orientação mais permanente;
b) Cursos on-line com períodos preestabelecidos – começam em datas previstas e
seguem até o final com a mesma turma, como em cursos presenciais. Nesse
formato, há dois tipos básicos:
Modelo centrado em conteúdo – valoriza a compreensão de textos, a
capacidade de selecionar, de comparar e de interpretar ideias, e a análise de
situações. O material pode estar disponível no ambiente virtual do curso e
também em textos impressos ou em CD que os alunos recebem. Geralmente
há tutores para tirar dúvidas e alguma ferramenta de comunicação assíncrona
como o fórum;
Modelo combinado (ou híbridos on-line) – incluindo leituras, atividades de
compreensão individuais, produção de textos individuais, discussões em
grupo, pesquisas e projetos em grupo, produção de grupo e tutoria bastante
intensa, além de momentos presenciais.
O curso de Pedagogia Licenciatura a distância da UFAL/UAB segue o modelo de
educação on-line híbrido, tendo adotado o Moodle como seu AVA, escolhido posteriormente
à elaboração do projeto pedagógico do curso, intercalando momentos presenciais, nos polos, e
a distância. Para cada disciplina ocorrem dois momentos presenciais nos polos, mais o
momento da avaliação presencial, os quais fazem parte do design do curso.
Em termos de legislação nacional, o estilo do documento legal dá preferência a um
conceito amplo o bastante para abranger a diversidade de experiências na área, sem
descaracterizá-la. Para comprovar essa afirmativa, basta verificar que na LDB nº 9.394/96, o
Governo brasileiro conceitua a EAD como uma modalidade de educação, descrevendo-a no
primeiro artigo do Decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005:
36
Para os fins deste Decreto, caracteriza-se a educação a distância como
modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos
processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e
tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores
desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos.
Tratar de webcasting sonoro no modelo de educação a distância defendido
atualmente pela UFAL/UAB, especialmente no curso de Pedagogia Licenciatura, é inserir o
fenômeno no design educacional do curso, que, segundo Almeida (op. cit., p. 331), “abarca
distintas concepções de ensino e aprendizagem”. Dessa forma, os saberes e metodologias do
ensino superior poderão ser articulados aos formatos emergentes de webcasting sonoro e
adequados aos participantes (público-alvo) do processo de ensino-aprendizagem.
Até por abrigar distintas concepções de ensino, é importante que o design
educacional de um curso seja elaborado por uma equipe multidisciplinar, que efetue o
planejamento e a avaliação do curso, promovendo positivamente a transposição didática na
educação a distância. Kanuka (2009, p. 1), porém, adverte que:
Com a crescente utilização de designers instrucionais como peritos
pedagógicos para e-Learning, atividades no âmbito de instituições de ensino
superior, é importante que nós saibamos tanto quanto possível sobre a
concepção e o eficaz desenvolvimento do design instrucional7. Quando
designers instrucionais são contratados como especialistas pedagógicos, mas
não especialistas em conteúdo – e os instrutores são especialistas em
conteúdos mas não são especialistas pedagógicos – o resultado é uma
bifurcação de conteúdo e pedagogia. As conexões destes dois domínios não
devem ser negligenciadas. Este documento de reflexão argumenta que o
conhecimento pedagógico do conteúdo deveria: 1) integrar-se aos papéis e
funções de designers instrucionais; 2) ser um componente pré-requisito no
âmbito do design instrucional e; 3) um foco primário de pesquisa avançada.
É importante que a comunicação na educação a distância ocorra com clareza entre
quem é especialista pedagógico e quem é especialista em conteúdo; isso não se discute nem é
assunto novo, pois quem convive em escola ou universidade costuma ouvir sobre a diferença
entre ter conhecimento pedagógico e ter conhecimento de conteúdo. Sobre transposição
didática e, agora, sobre transposição didática midiatizada.
7
Design instrucional – Kanuka escreve em inglês, cuja literatura adota amplamente o termo design instrucional,
conforme nos informa Filatro (2004).
37
Filatro (2004, p. 31) ressalta ainda que, na educação a distância, a mediação docente
é inseparável da mediação tecnológica. Nela, a própria oralidade é mediada tecnologicamente.
O diálogo pode ocorrer de diversas formas, inclusive com o uso da voz dos interlocutores que
navegam na rede, sincrônica ou assincronicamente, estando ou não num mesmo lugar.
Diálogo que pode ser acessado por diversas pessoas ao mesmo tempo, quando a comunicação
se faz de muitos para muitos, por exemplo, como numa sala de bate-papo.
Por isso a mediação pedagógica é importante num processo educativo de educação
on-line, porque tem o poder de modificar as distâncias, segundo Almeida (2003, p. 334-5),
através do uso do diálogo educativo, promovendo partilhas e colaborações a partir das
interações realizadas. São essas interações responsáveis por evitar altos índices de evasão, na
opinião da autora.
Antes, porém, de se abordar a midiatização da mediação docente no processo de
webcasting sonoro e os estudos da recepção de produtos midiáticos sonoros, pontuam-se
algumas ideias sobre a comunicação oral, especialmente sobre a comunicação oral docente.
3.2 Comunicação oral docente
Na educação a distância on-line, por meio do webcasting sonoro, é possível veicular
músicas. Interessa principalmente observar nesse processo comunicativo como é a recepção
da comunicação oral docente. Comunicação que é síncrona, quando ocorre durante uma web
radioaula ao vivo. Ou assíncrona, quando a recepção é realizada por meio do uso dos
podcasts, dos arquivos de áudio gerados a partir da gravação dessa web radioaula.
Os estudantes frequentam um ambiente educativo, acessam uma web rádio e sem
contato visual com o professor da disciplina, do qual estão distantes fisicamente, podem ouvir
sua voz e participar da transmissão sonora ao vivo, com ele se comunicando por meio de batepapo, de e-mail, de telefone, de postagens no Moodle. Não se visualizam os corpos, mas há o
encontro com o outro, com a alteridade, por meio da sua voz.
Penteado (1986), ao discutir a técnica da comunicação humana, define os elementos
básicos do processo de comunicação humana como sendo: o transmissor; o receptor; a
mensagem; o meio. Imagine-se a seguinte situação: num processo da radiodifusão sonora, a
comunicação humana é estabelecida entre o locutor, transmissor que manda a mensagem, e o
ouvinte, receptor da mensagem.
O ouvinte interpreta a mensagem sonora, que passa a ter significado para ele, e se
torna transmissor ao telefonar para a emissora de rádio e enviar nova mensagem ao locutor.
38
Os meios de comunicação utilizados nesse processo foram o rádio e o telefone. Outros
autores, como Marshall McLuhan, apresentaram propostas diferentes desta. Para McLuhan8, o
meio é a mensagem.
Gadotti (1985), ao investigar a comunicação docente a partir de estudos sobretudo
filosóficos, preocupa-se com a relação educadora e afirma que ela só existe entre mestres e
discípulos que buscam a verdade e atuam na produção de sentidos mais humanistas para a
sociedade. Ele conhecia a proposta de McLuhan, mas não conhecia ainda a cibercultura como
é vivenciada neste início do século XXI.
Contemplando os meios de comunicação existentes no final da década de 70 e início
dos anos 80 do século passado como extensões do homem, para ele “a comunicação oral
exige a mutualidade da presença e o conhecimento do outro” (GADOTTI, op. cit., p. 115).
A comunicação docente é pensada por esse autor a partir do modelo de comunicação
transmissor-receptor, embora afirme que “comunicar não é transmitir. É tornar comum uma
coisa entre duas pessoas. Não é dando uma coisa ao outro que me comunico, mas
‘engravidando’ a sua mente. Nesse sentido, educação é essencialmente comunicação” (Ibid.,
p. 115-6).
Já Reyzábal (1999, p. 54), ao estudar especificamente a comunicação oral e sua
didática, destaca que
A comunicação é um processo complexo e global do qual a educação é parte
e no qual a linguagem verbal somente é um componente a mais, ainda que,
talvez, o mais significativo e eficaz para o ser humano. E dentro da
comunicação verbal, a oral merece uma atenção especial nas instituições
educacionais, não só porque sua frequência de uso em relação à escrita assim
o aconselha, mas porque a tradicional falta de sistematização dos processos e
formalizações do ensino e da aprendizagem neste campo exige um esforço
inovador quanto ao rigor metodológico para a confecção de materiais
didáticos específicos e para a concretização de instrumentos de avaliação.
Considerando o professor enquanto comunicador, observa-se que ele se comunica
por meio de diversas linguagens (sistemas de signos convencionados: sons, gestos, símbolos,
sinais, palavras), o que não é o mesmo que saber diversas línguas (Português, Inglês, Francês
etc.).
Barreto (2002, p. 18) frisa que o objeto linguagem não é simplesmente um
instrumento de comunicação. “É lugar de interação, matéria e instrumento do trabalho em
8
WIKIPEDIA. Marshall McLuhan. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Marshall_McLuhan>. Acesso
em 25 nov. 2011.
39
que sujeitos e linguagem se constituem, produzindo sentidos que se inscrevem no processo
discursivo de cada formação histórico-social”. Ou seja, somos linguagem, ela nos forma e
nós a formamos.
Para lidar com um contexto de múltiplas linguagens proporcionadas pela multimídia,
Barreto (op. cit., p. 25) afirma que a linguagem verbal (palavras), exclusiva do ser humano,
continua sobredeterminando a não verbal (sons, gestos, símbolos, sinais).
Mas, segundo a autora, poucas palavras, associadas a uma imagem, reduzem as
possibilidades de interpretação da imagem, direcionando o leitor na produção de
determinados sentidos. Ela declara que “não há como ignorar o privilégio atribuído pela
linguagem escolar à sua modalidade verbal escrita” (Ibid., p. 29), embora a modalidade verbal
oral tenha recursos expressivos que a segunda não possui. Na prática das duas, a melhor
opção é mesmo o diálogo.
De acordo com Reyzábal (2007, p. 53-4), educação e comunicação não se separam.
Todo tipo de educação baseia-se na comunicação, como qualquer interação
social, mas o modelo de educação individualizada reforça esta direção e lhe
dá, também, um sentido mais profundo e humanístico.
[...]
A educação baseia-se na linguagem, que é o que assegura o intercâmbio,
(participação, perguntas, respostas, esclarecimentos, estímulos etc.) durante
o processo de ensino e aprendizagem e o instrumento que o estudante usa
para organizar sua realidade interior e exterior. Neste caso, o diálogo deve
ser constante entre docente e discente, já que ambos encarnam duas funções
intercambiáveis e mutuamente enriquecedoras.
[...]
A comunicação é um processo complexo e global do qual a educação é parte
e no qual a linguagem verbal somente é um componente a mais, ainda que,
talvez, o mais significativo e eficaz para o ser humano.
Por isso, pela necessidade de interação, a autora defende os grupos de trabalho como
geradores de habilidades orais (Ibid., p. 30). Estas, não há o que discutir, fazem parte da
Formação de Professores, mesmo num curso a distância, devendo constar do Projeto
Pedagógico de Curso.
Complexa e global, a comunicação oral envolve elementos linguísticos e não
linguísticos. Alguns elementos não linguísticos elencados por Reyzábal (op. cit., p. 65) são:
intensidade, entonação, pausas, ritmos.
Para além da questão linguística, um cuidado básico que o licenciando deve ter é
com o uso das palavras durante os diversos diálogos que deverá manter, tendo somente sua
40
voz como principal instrumento de comunicação numa escola. Quer em sala de aula, quer em
reuniões de professores, no exercício da docência, da coordenação, da supervisão, da
orientação, da gestão e de tantas outras atividades profissionais e cidadãs.
A autora confirma que a avaliação dessas atividades orais precisa ser realizada
porque é um fator condicionante do processo de ensino-aprendizagem. E oferece conceitos
básicos para a avaliação, com sugestões que vão desde a avaliação numérica à avaliação
descritiva, pontuando também o fato de que o processo avaliador da comunicação oral passa
por fases de desenvolvimento.
Embora a autora focalize muitas atividades voltadas para o ensino de crianças, não
há como negar a importância dos usos e formas da comunicação oral, da oralização dos textos
escritos, numa leitura em voz alta, numa declamação, numa canção, na dramatização e no
discurso teatral. No ensino superior, nas Licenciaturas, eles podem ser trabalhados em sala de
aula e devem ser incentivados.
Deve-se considerar que a maioria dos estudantes da Pedagogia Licenciatura são
adultos, de acordo com os dados coletados do sistema acadêmico da UFAL, e já atuam
profissionalmente, de acordo com os registros das demandas para o ingresso por meio dos
processos seletivos seriados, cujo edital destinava vagas para profissionais que já atuavam na
área de ensino.
São, portanto, capazes de se expressar e de se comunicar por meio da oralidade com
muita naturalidade, nos diversos espaços da escola, atentando-se para o fato de que a simples
disposição das cadeiras influencia no modelo de comunicação educativa adotado em sala de
aula.
Língua oral e língua escrita apresentam aspectos diferentes, mas uma não se
sobrepõe à outra. Reyzábal (2007, p. 57-8) elabora uma tabela (vide tabela 4) com as
diferenças entre elas, que se reproduz a seguir:
41
Tabela 4 - Diferenças entre a língua oral e escrita segundo Reyzábal (op.cit., p. 57)
Língua oral
Língua escrita
Está constituída pelos sons (nível fonético).
Está constituída por grafias (nível
grafêmico).
Realiza-se na presença dos interlocutores (salvo no
caso da utilização de tecnologias especiais: telefone,
rádio, gravações magnetofônicas ou de vídeo etc.),
o que implica imediatismo.
Não é realizada na presença do leitor e,
portanto, não existe o estímulo-resposta
imediato nem a readaptação espontânea.
As coisas ocorrem supostamente graças à situação.
Elementos dêiticos, como aqui, agora, isto...
Deve incluir o contexto da situação.
Utiliza elementos verbais (suprassegmentais)
próprios (pausas, entonações, ritmo, intensidade,
duração...) e gestuais, corporais, etc.
Utiliza elementos verbais, iconográficos e
gráficos: pontuação, margens, sublinhados,
ilustrações, tipos de letras...
Costumam ocorrer múltiplas repetições,
interjeições, exclamações, onomatopeias.
Costumam evitar-se repetições e o uso
abusivo de interjeições, exclamações ou
onomatopeias
Às vezes, rompe-se a sintaxe (anacolutos, desvios,
omissões...) e usam-se, com certa liberdade,
diferentes registros.
Cuida do léxico, a sintaxe parece ser mais
explícita e coerente e costuma manter-se o
mesmo registro linguístico ao longo de todo
o discurso.
O uso da oralidade é universal e sua aprendizagem é
“espontânea”.
O uso da escrita não é universal e é
aprendido “na escola”.
A fala tem caráter temporal
A escrita tem caráter espacial.
Quem fala tem pouco tempo para estruturar o
discurso, por isso este pode ser menos preciso ou
rigoroso do ponto de vista linguístico
Ao escrever, pode-se cuidar mais da
estruturação do discurso e até mesmo
consultar dúvidas, corrigir, ampliar,
acrescentar esquemas.
Língua escrita, mídia impressa. Língua oral, mídia sonora. Essa associação é muito
comum, daí a importância para este trabalho dessa caracterização estabelecida pela autora,
pois, quando se discute o webcasting sonoro, discute-se um processo que ocorre em um
ambiente multimídia e que, embora se destaque como comunicação sonora on-line, articula
língua escrita e língua oral. Para acessar os formatos de webcasting sonoro, a audiência
precisará realizar leituras de sons e de grafias, por exemplo.
É, portanto, imprescindível conhecer a audiência, estudar a recepção desse processo,
tendo como aporte teórico estudos que contemplem também a realidade da cibercultura e seus
modelos de comunicação.
42
3.3 Estudos de recepção e Educomunicação
Segundo Jacks e Escosteguy (2005), a comunicação é costumeiramente dividida em
produção, mensagem e recepção. O termo recepção é usado “para nomear as relações das
pessoas com os meios de comunicação, principalmente no âmbito da pesquisa de
comunicação” (Ibid., p. 14). Essa concepção está associada ao modelo de comunicação
definido por Penteado (1986), citado anteriormente.
Embora já existam novas concepções circulando entre os estudiosos da área, o termo
se mantém e os trabalhos (teses e dissertações) desenvolvidos sob essa ótica em cursos de
pós-graduação de comunicação no Brasil foram classificados por Escosteguy em três
diferentes grupos: o da abordagem sociocultural; o da abordagem comportamental; e o de
outras abordagens. Não foram considerados os trabalhos das áreas de antropologia, educação,
psicologia e sociologia.
Jacks e Escosteguy (2005) relatam que os estudos de recepção se desenvolvem de
acordo com tradições internacionais; no entanto, também há uma visão latino-americana, cuja
fundamentação teórica se encontra nas produções de Néstor García Canclini; de Jorge
González; do Centro de Indagación y Expresión Cultural y Artística (CENECA); de Jésus
Martín-Barbero, de Guillermo Orozco; e de outros pensadores.
As autoras afirmam, em relação ao uso social dos meios, que essa
É uma concepção de Martín-Barbero para entender a relação entre receptores
e meios [...]. A proposta nasce da necessidade de entender a inserção das
camadas populares latino-americanas no contexto de subdesenvolvimento e,
ao mesmo tempo, de um processo acelerado de modernização, que implica
no aparecimento de novas identidades e novos sujeitos sociais, forjados, em
especial, pelas tecnologias de comunicação (Ibid., p. 65).
Onde o receptor está, aí se deve constituir o local da pesquisa em comunicação,
porque não é na mídia enquanto indústria cultural que o pesquisador deve se concentrar, mas
sim nas mediações que fazem com que o receptor se transforme num produtor de sentidos e
não num acolhedor passivo de mensagens. Junto ao receptor estão as mediações que o fazem
valorizar e consumir este ou aquele produto midiático.
Essas mediações auxiliam o receptor a quebrar a lógica da produção de tal forma que
um determinado produto midiático lhe é oferecido para determinado fim, mas ele será capaz
de utilizá-lo para esta ou para outras finalidades.
43
Martín-Barbero (2009) discute a importância das mediações, que são a socialidade, a
tecnicidade, a ritualidade e a institucionalidade, porque elas ajudam a produzir significados
sociais (JACKS E ESCOSTEGUY, 2005; JACKS, 2008; MARTÍN-BARBERO, 2009). Vale
destacar ainda que o receptor está atento para as associações existentes entre comunicação,
cultura e política.
Na visão de Martín-Barbero, influenciado pelos Estudos Culturais, o receptor já não
é mais tão somente um consumidor da comunicação de massa, mas alguém que é produtor de
sentido, porque exerce determinadas práticas sociais que ampliam e fortalecem suas
competências comunicativas e tecnológicas na relação de consumo que estabelece com os
produtores de mídias, cuja lógica de produção segue determinadas matrizes culturais e se
materializa em determinados formatos industriais.
Jacks (2008) ressalta que, sobre rádio, existem cerca de 50 pesquisas desenvolvidas
na década de 90 do século passado, das quais dez tratam da recepção do meio. Essas discutem
a recepção da comunicação radiofônica. Em quase todas, o receptor é considerado como ativo
e o processo de comunicação envolve tanto a expressão como a produção de sentido por
emissores e receptores, negociada entre ambos. No cotidiano da realidade social, a cultura
local do ouvinte é contemplada durante o processo, sendo valorizada como mediação.
Os estudantes do curso de Pedagogia Licenciatura a distância da UFAL/UAB estão
também realizando um estudo de recepção, cuja visão de comunicação não se encerra no
modelo proposto por Penteado (1986), mas tem como base o modelo proposto por Lévy
(2000), que considera a comunicação na cibercultura. Torna-se difícil situar o trabalho no
campo da comunicação ou da educação tão somente.
Soares (2011) aponta um novo campo de mediações, de diálogo e integração, um
novo paradigma formado por conceitos transdisciplinares. Trata-se da Educomunicação.
A palavra educomunicação, que não é tão nova quanto possa aparentar, não
pretende descrever o ‘atrelamento’ de recursos comunicacionais num projeto
pedagógico na escola. Também não quer dizer o contrário, isto é, que o
campo da comunicação resolveu encampar a função institucionalizada da
escola e substituir os professores por... comunicadores.
[...]
No caso particular dos estudos desenvolvidos pelo Núcleo de Comunicação
e Educação da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São
Paulo (NCE da ECA-USP), a palavra designa especificamente um campo
emergente (e diferente) de estudos e práticas que não pode ser de todo
absorvido (ou justificado, ou explicado) nem pela Comunicação nem pela
Educação (ou pela Pedagogia) (CONSANI, 2007, p. 13).
44
Do ponto de vista desse novo paradigma, deve-se observar que não é o webcasting
sonoro que está inserido num curso a distância, portanto um processo comunicativo inserido
num processo educativo. Está-se numa época, a Pós-modernidade, em que se vive em um
ecossistema comunicativo. O ambiente de aprendizagem atual não é o Moodle. O Moodle é,
num horizonte largo, o lugar de encontro com uma alteridade docente num processo de
ensino-aprendizagem formal, mas o que se vivencia é uma nova cultura dentro e fora da rede
mundial de computadores, marcada pelas tecnologias da informação e da comunicação.
Daí o boom da Educação a distância não só para responder a uma busca por mais
formação, inicial e continuada, profissionalizante ou não, mas, sobretudo, porque se insere
numa lógica de mercado e de produção de consumo, a ser avaliada pela sociedade.
Ao se considerar a existência desse ecossistema comunicativo, compreende-se que a
integração entre comunicação e educação já é uma realidade social e cultural, ainda que não
signifique a perda da singularidade de cada campo, conforme afirma Lopes (2011).
Para a autora, devem-se vincular os estudos de recepção a um trabalho pedagógico
com as audiências. Esse tipo de atividade é nomeado como Educação para os Meios ou como
Mídia-Educação, salvo as diferenças de abordagem. Com essa articulação dos dois campos,
“ganhamos todos, comunicadores e educadores, com a possibilidade de maior participação
das pessoas na construção cotidiana da cidadania e nos movimentos para a democratização
dos meios de comunicação” (LOPES, 2011, p. 49).
3.4 Formação de professores na Universidade Aberta do Brasil
Vale ressaltar que toda essa discussão anterior foi proposta para que, se afirmar neste
tópico que é na educação a distância que o governo federal está investindo como política
pública de promoção da formação inicial e continuada de um número significativo de
professores da Educação Básica, muitos dos quais já atuam em sala de aula, haja clareza de
que a EAD é um fenômeno mundial, de que está intrinsecamente ligada à área da
comunicação e que as competências e habilidades desses formandos/professores também
devem desde já ser vivenciadas no ciberespaço. Os trabalhos utilizados neste tópico foram:
Machado (2009); Barreto (2002); Morgado (2006); Jaeger e Accorsi (2008); Leite (2009).
Segundo Machado (2009, p. 117), a formação de professores na Educação a distância
é altamente questionada: há os que a defendem ardorosamente, há os que a repelem
fervorosamente. E há os que se situam entre os dois extremos, ressalvando aqui, respeitando
ali. Um ponto polêmico é a frequência. Daí a necessidade de identificar os mecanismos para
45
saber se o estudante realizou as atividades didáticas. De acordo com o artigo 36 da LDB nº
9.394/96, os cursos de graduação poderão ser oferecidos nas modalidades presencial ou a
distância.
Sobre a frequência, o parágrafo único desse artigo reza que, para um curso que é
ofertado na modalidade a distância, quando couber, devem-se definir tanto as atividades que
serão realizadas presencialmente quanto a frequência mínima necessária para a aprovação do
estudante, no seu projeto pedagógico.
Todavia, essa não é a única polêmica. Há discordâncias sobre: como provar que foi
ele(a) quem realizou as atividades propostas; quem acompanhará as listas de frequência das
turmas para registrar ausências; quem supervisionará o uso do Control C + Control V para
evitar o crime de plágio. Sempre surgem questões desse tipo, que provocam debate acalorado
sobre essa modalidade, mas que também dizem respeito à modalidade presencial, porque se
referem ao uso das mídias na cibercultura.
Para Barreto (2002, p. 95-6) é uma crítica que acredita que a formação docente na
EAD acaba sendo reduzida ao treinamento para o uso dos materiais de ensino produzidos a
partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais, minimizando os custos do investimento
governamental na educação.
Assim,
É possível intensificar o uso da força de trabalho: cada vez mais alunos
atendidos por menos professores e, até, cada vez mais demonstrações da
eficiência dos meios para os fins estabelecidos. Com tantos materiais
disponíveis, cabe aos professores fazer as escolhas ‘certas’ e controlar o
tempo de contato dos alunos com eles. Com o deslocamento do foco do
ensino para os materiais, na maioria das vezes tidos como autoinstrucionais,
são esvaziados os vínculos lógicos entre as TIC a serem utilizadas no ensino
e a formação do professor (Ibid., p. 95).
Essa autora critica, em termos da construção do discurso, a contraposição entre os
termos ensino presencial e ensino a distância. Segundo Barreto (2002, p. 99-100), este último
passa a figurar como representante do novo, do tecnológico, do futuro. O ensino presencial,
por sua vez, torna-se sinônimo do velho, do trabalho docente. E, de uma certa forma, segundo
ela, gera a leitura de que o ensino a distância é um eufemismo para ensino na ausência.
Isso pode ocorrer se os professores dedicados à EAD não tiverem tempo suficiente
para se dedicar às atividades de ensino, visto que já são professores do ensino presencial e
dedicam-se às atividades de ensino na UAB por meio de bolsas e não de salário. Atuam como
46
em uma atividade extra, de forma temporária e sem atividades de pesquisa e extensão com a
participação ativa dos estudantes da EAD, o que é fundamental para a construção de uma
comunidade universitária.
No contraponto dessa posição de Barreto (2002), acha-se a fala de Carlos Eduardo
Bielschowsky9. Ele foi secretário da Secretaria de Educação a Distância (SEED), durante o
período 2007-2010, e, em entrevista concedida à Folha Dirigida em fevereiro de 2011, pouco
mais de um mês após deixar o cargo, declarou que o ministro Fernando Haddad entende que
educação a distância e educação presencial tornam-se cada vez mais complementares,
permitindo um setor de regulação e supervisão únicos.
Declarou, portanto, que não há uma oposição entre as modalidades. Bielschowsky
concorda com o ministro e diz que hoje em dia, ao entrar em uma instituição [de ensino],
estudantes já escolhem se querem cursar uma disciplina de forma presencial ou a distância.
No Brasil, 20% da carga horária de um curso de graduação presencial podem ser cumpridos a
distância.
Com o fim da SEED anunciado pelo Ministério da Educação em 18 de janeiro de
2011, as políticas públicas para a EAD, por ela gerenciadas, como as relacionadas à produção
de conteúdo, capacitação e formação de professores, foram redistribuídas entre outras
secretarias do MEC. No caso da UAB, o acompanhamento atualmente é via Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) (vide figura 8).
Figura 8 - Página inicial do novo portal da UAB, em 22 de fevereiro de 2011
Fonte: www.uab.capes.gov.br
9
THOMÉ, D. Bielschowsky: Fim da Seed comprova que EAD se qualificou. Folha Dirigida. São Paulo, 23 ago.
2011. Disponível em: <http://ead.folhadirigida.com.br/?p=4634>. Acesso em 23 ago. 2011.
47
Acolher as críticas e as defesas da educação a distância enquanto modalidade de
ensino leva a afirmar que, ao propor o uso do webcasting sonoro, não se deseja que o processo
comunicacional que é objeto de nosso estudo, junto com as tecnologias que o acompanham,
seja colocado na posição de sujeito no processo de ensino-aprendizagem. Ele está inserido
num processo educacional cujos sujeitos são os educadores (docentes, discentes, técnicos)
envolvidos.
O webcasting sonoro é proposto como elemento multimidiático da cultura digital que
deve fazer parte do dia a dia da comunidade universitária. Isso porque, para quem é
licenciando em um curso híbrido on-line na modalidade EAD, saber configurar a máquina que
usa e os seus recursos, saber utilizar os seus programas, inclusive simultaneamente, para
diversas atividades, são sinais de maior ou menor fluência digital.
Ter de utilizar, pois, as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) numa
proposta formal de ensino-aprendizagem é confrontar-se com a oportunidade de progredir em
seus conhecimentos sobre essas próprias tecnologias, não exatamente colocando-as em
primeiro lugar, mas sim avançando nos estudos ao mesmo tempo que se avança no
conhecimento das mídias e tecnologias.
Para muitos, a Pedagogia a distância da UFAL/UAB, como já dito, é o início de sua
inclusão digital, porque nunca usaram um computador, ou, muitas vezes, o computador é
utilizado apenas como máquina de datilografia, para uso do editor de texto e da internet, ou
como repositório de arquivos digitais. Conhecer processos comunicacionais associados ao uso
da internet, possíveis de ser utilizados também nos celulares 3G, como o webcasting sonoro,
abre mais um canal para se estabelecer um diálogo educativo enriquecedor em uma
comunidade universitária. Isso requer atenção ao perfil do ingressante e do concluinte do
curso.
Faz parte do processo de ensino-aprendizagem que os estudantes aprendam novos
saberes e novas práticas comunicativas e pedagógicas, de forma a atuar no ciberespaço a
partir de linguagens adequadas a esse ambiente, sem gerar a transferência direta da aula
presencial para o ambiente digital, alienada da necessária transposição didática e tecnológica.
Essas novas práticas são uma necessidade coletiva que requer ações colaborativas, de
conhecer novas linguagens, de aprender a usar softwares de gravação e edição de áudio,
celulares para gravação de áudio, visando a aproveitar as vantagens inerentes ao ambiente
virtual de aprendizagem no caso da mídia sonora, por exemplo.
Como a política pública que envolve a UAB é voltada para a formação de docentes, é
mister observar que os estudantes da Educação Básica também entram em contato com os
48
formatos do webcasting sonoro, porque já fazem parte do dia a dia, e os estudantes que esses
futuros professores vão encontrar podem já conhecer, por exemplo, podcasts musicais.
Resumindo e repetindo para enfatizar: essa política pública, voltada para a difusão do
ensino superior pela EAD, exige, como condição sine qua non, a compreensão de que o uso
de tecnologia requer uma dedicação maior dos participantes dessa modalidade, no sentido de
incluir-se digitalmente, atualizar-se, melhorar sua fluência digital e, consequentemente,
solicita novos saberes e fazeres ao longo da sua formação inicial e da continuada também,
inclusive do corpo docente que se dedica ao ensino universitário na modalidade EAD.
Considerando a história da educação a distância, essa conclusão não é nova. O que
se renova é a disposição de acompanhar o tempo em que se vive, para que a sala de aula,
ainda que virtual, não se distancie do que acontece no mundo real, sem ignorar as críticas e as
contribuições possíveis a esse tipo de formação.
Morgado (2006) alerta para a importância do papel do professor da educação on-line
e Jaeger e Accorsi (2008) para o da tutoria na EAD. No curso de Pedagogia há tutores
presenciais e tutores a distância. Optou-se aqui por colocar o nome do professor, do docente,
como sinônimo de tutor também. Na construção do texto, não se faz a distinção entre esses
dois, embora se saiba que seus papéis na UAB são diferenciados. Tudo o que aqui é dito em
relação ao professor, vale, portanto, para o tutor.
O sistema de educação se modifica. A sala de aula se modifica. Leite (2009, p. 117)
defende que é possível a formação de profissionais reflexivos na sala de aula do século XXI,
que para ela é a sala de um AVA. Ela experimentou um curso de doutorado a distância
realizado por meio de um AVA e afirma que é fundamental, para o sucesso da formação, a
correspondência entre organização curricular, infraestrutura tecnológica, apoio pedagógico e
organização administrativa.
A seguir, aborda-se a questão do currículo promovido pela mídia educativa e a
necessidade de não só reconhecer que há esse currículo subjacente ao discurso da Grande
Mídia sobre o que deve ser a Educação e a Formação de Professores, como também de aceitálo como legítimo, tanto quanto passível de críticas e de propostas divergentes por parte dos
que atuam na Educação.
3.5 Currículo e mídia educativa
A proposta de currículo de um curso de graduação a distância que vise a formação de
professores da Educação Básica deve considerar, ainda mais que os currículos da modalidade
49
presencial, a criação, a produção e a divulgação das mídias, inclusive das mídias educativas
brasileiras, realizando uma leitura crítica destas. Por isso ressalta-se a seguir ideias de Tomaz
Silva (2005), que trata dos currículos como sendo documentos de identidade, porque ligados à
formação da pessoa humana tanto quanto à formação profissional, e de Paraíso (2007), sobre
as ligações entre currículo e mídia educativa no Brasil.
A tendência é que os estudantes dos cursos EAD, como amadores mesmo, criem,
produzam e divulguem pequenos produtos midiáticos de cunho educativo, que respondam às
necessidades locais não atendidas pela Grande Mídia. No entanto, o currículo deve ser
pensado de forma a contemplar o surgimento, a promoção e a avaliação desses produtos,
identificando o necessário suporte técnico-pedagógico para que isso aconteça, no que tange às
responsabilidades educativas da instituição.
Pensar a mudança cultural em que o ciberespaço se insere e promove ao mesmo
tempo, pensar o perfil inicial e do egresso de um curso a distância que se realize no
ciberespaço, e mais do que isso, na web, é também refletir sobre currículo. Algumas teorias
de currículo oferecem contribuições ao que aqui está em discussão.
Dentre as diversas teorias, recorde-se que Tomaz Silva (2005) apresenta a questão do
currículo como uma questão de identidade, de escolhas que formam o sujeito, o qual, em
relação ao que está definido como conteúdo no projeto pedagógico, na maioria das vezes,
sofre com as escolhas realizadas por outros.
Toda a discussão sobre a cibercultura se insere no mesmo período histórico em que
se trata também da Modernidade e da Pós-modernidade. Ao falar sobre o fim das
metanarrativas com o Pós-modernismo, o autor (op. cit., p. 111-2) explica que
O chamado pós-modernismo é um movimento intelectual que proclama que
estamos vivendo uma nova época histórica, a Pós-Modernidade,
radicalmente diferente da anterior, a Modernidade. O pós-modernismo não
representa, entretanto, uma teoria coerente e unificada, mas um conjunto
variado de perspectivas, abrangendo uma diversidade de campos
intelectuais, políticos, estéticos, epistemológicos. [...]
[...]
Por efetuar uma reviravolta nas noções epistemológicas da Modernidade e
das ideias que a acompanham, o pós-modernismos tem importantes
implicações curriculares. Nossas noções de educação, pedagogia e currículo
estão solidamente fincadas na Modernidade e nas ideias modernas. A
educação tal como a conhecemos hoje é a instituição moderna por
excelência. Seu objetivo consiste em transmitir o conhecimento científico,
em formar um ser humano supostamente racional e autônomo e em moldar o
cidadão e a cidadã da moderna democracia representativa. É através desse
sujeito racional, autônomo e democrático que se pode chegar ao ideal
moderno de uma sociedade racional, progressista e democrática. Nesse
50
sentido, o questionamento pós-modernista constitui um ataque à própria
idéia de educação.
Quem é então o novo cidadão, a nova cidadã da Pós-modernidade? Pergunta-se: o/a
estudante do curso de Pedagogia Licenciatura é cidadão/cidadã da Pós-modernidade? Qual a
realidade que estes vivenciam em seus locais de trabalho, em suas cidades (a maioria delas do
interior de Alagoas)? Quais os índices que claramente apontam em que período histórico se
encontram e até onde podem vislumbrar a Pós-modernidade? É ela sinônimo de melhores
condições de vida, de educação?
Que não se confunda a discussão da Pós-modernidade com a Pós-estruturalista, alerta
Tomaz Silva (2005). Esclarece o autor que Foucault é um dos autores reconhecidos por sua
contribuição para a existência da crítica pós-estruturalista do currículo. Foucault está inserido
nas discussões pós-modernas de currículo, e mais especificamente entre os que discutem o
currículo a partir da linguagem e do processo de significação do sujeito.
O pós-estruturalismo é frequentemente confundido com o pós-modernismo.
[...]. Na medida em que o termo ‘modernismo’, que constitui a referência de
‘pós-modernismo’, remete às características de toda uma época, ele é muito
mais abrangente que ‘estruturalismo’, que se refere de forma muito
particular a um gênero de teorização social. [...] Aquilo que se entende hoje
por ‘pós-estruturalismo’ deve sua definição, sem dúvida, principalmente aos
trabalhos de Foucault e Derrida. A contribuição fundamental de Foucault
pode ser sintetizada, talvez, na transformação que ele efetuou na noção de
poder (Ibid., p. 119-20).
De acordo com Foucault, portanto, as respostas às questões acima serão resultado de
jogos de poder. Nesse caso particular do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) de Pedagogia
Licenciatura, infere-se que elas estarão respondidas (ou silenciadas) em jogos de poder, sendo
estes associados diretamente ao saber.
Além das discussões do Pós-modernismo e do Pós-estruturalismo, a teoria Póscolonialista do currículo poderá contribuir na análise de currículos de cursos a distância,
especialmente dos cursos on-line. Afinal, também a rede internacional de computadores
rompe diversos padrões, ao mesmo tempo que, em muitos aspectos, reflete os papéis de
colonizador e de colonizado, de império e de colônia, de dominação e de pulverização
cultural.
Nesse contexto, os web currículos, como são denominados os currículos de cursos a
distância on-line, sofreriam influência desse meio, o que demandaria de seus elaboradores um
51
conhecimento básico sobre a teoria pós-colonialista dos currículos. Assinala Tomaz Silva
(2005,p.129) que
A teoria pós-colonial evita formas de análise que concebam o processo de
dominação cultural como uma via de mão única. A crítica pós-colonial
enfatiza, ao invés disso, conceitos como hibridismo, tradução, mestiçagem,
que permitem conceber as culturas dos espaços coloniais ou pós-coloniais
como o resultado de uma complexa relação de poder em que tanto a cultura
dominante quanto a dominada se veem profundamente modificadas.
Paraíso (2007), por sua vez, volta seu olhar para a Grande Mídia, para os meios de
comunicação de massa e para os programas do governo federal que utilizam as mídias revista
e TV. Ela escolhe como fundamentação teórica do seu caminho metodológico para a análise
da mídia educativa brasileira os trabalhos de Foucault.
Para essa autora, a leitura da mídia a partir desse autor revela os interesses que se
aglutinam em torno de determinada programação televisiva, por exemplo, que indica como a
escola deve ser para formar o cidadão de que a sociedade brasileira precisa, caso deseje ser
uma sociedade conectada com o futuro da humanidade.
Segundo a autora, essa programação orienta mais: orienta o tipo de saber que deve
ser trabalhado nas escolas, e é preciso, portanto, revelar também os efeitos causados por esse
tipo de discurso, que carrega em si a força da subjetivação. Seus estudos destacam “como a
escola, o currículo e a professora são produzidos, reforçados e divulgados na mídia educativa
brasileira, participando efetivamente da produção de sujeitos pedagógicos” (op. cit., p. 22-3).
O que a grande mídia educativa brasileira diz sobre a educação é importante, é
válido, contudo é questionável também. É uma outra vertente da discussão das mídias,
iniciada com o uso do webcasting sonoro. Não são contempladas, neste trabalho, como
assuntos distintos.
Em foco está o uso das tecnologias da informação e da comunicação pelos(as)
futuros(as) pedagogos(as) formados(as) pela UFAL/UAB, tanto a sua formação em termos
tecnológicos quanto a sua formação em termos de formador de opinião, de educador,
sobretudo. Em seu trabalho sobre currículo e mídia educativa brasileira, Paraíso (2007)
analisa produções da TV Escola e do Canal Futura, por exemplo.
O argumento geral aqui desenvolvido é o de que no discurso da mídia
educativa sobre a educação escolar investigado é divulgado um tipo de
escola, de currículo e de sujeito pedagógico para intervir nesses ‘objetos’ e
52
para que seja exercido o governo de si, dos outros e de Estado. Nesse
discurso, feito do sucesso midiático e de um sentimentalismo sedutor, são
feitas promessas sobre a escola, o currículo e a professora, e são
apresentadas como metas de seus programas libertar o Brasil e os brasileiros
da desescolarização e do subdesenvolvimento. Nele a população brasileira é
convocada para participação e para a co-responsabilização nas questões
educacionais.
As docentes são convidadas a tornarem-se sujeitos
responsáveis, empreendedores, amorosos e comprometidos com a mudança
da escola e do País (PARAÍSO, 2007, p. 30).
A clareza de que há uma lógica por trás de um discurso de defesa da escola e de mais
educação para a população brasileira, e que esse discurso serve a determinados interesses de
determinados conglomerados financeiros, de empresas ou mesmo de tendências de grupos
políticos, é fato. Ela os esclarece a partir da ótica de Foucault e dos Estudos Culturais.
Neste trabalho, caminha-se no sentido de conceber que essas vozes existem e têm
direito de existir numa sociedade plural, multicultural, e ainda. que esses discursos por ela
analisados são legítimos. Mas não podem ser universais, totalizantes. Não podem ser os
únicos validados dentro de uma escola que se diz consciente de seu papel social.
Os educadores, as famílias e a sociedade civil organizada têm sua voz e devem fazer
com que ela também seja ouvida pelas entidades de classe, de seus conselhos. E devem ter
clareza de que seus discursos tampouco são universais e totalizantes. Não podem, portanto,
ser os únicos validados dentro de uma escola que se diz cônscia de seu papel social. Por isso
é que se propõe a criação de mídia sonora a partir das nossas necessidades e não só o
consumo de produtos midiáticos produzidos pela Grande Mídia10.
Ao final deste capítulo, reafirma-se a pretensão de contribuir para a avaliação do
atual PPC de Pedagogia Licenciatura a distância, com vistas à melhoria da formação de
professores nesse curso da UAB. Para tanto, propõe-se o estudo e o uso do processo de
webcasting sonoro associado ao AVA Moodle, como explanado nos próximos capítulos.
10
Aos que desejarem uma leitura complementar a esta discussão sobre educação e comunicação, são
recomendados três filmes: “O Grande Desafio” (The Great Debaters), direção de Denzel Washington, 2007; “O
discurso do rei” (The King’s Speech), direção de Tom Hooper, 2010; e “Narradores de Javé”, direção de Eliane
Caffé, 2003, todos baseados em fatos reais.
4 Webcasting sonoro e Moodle
Neste capítulo, expõem-se as ideias sobre o webcasting sonoro e como ele pode ser
articulado com o ambiente virtual Moodle. Para efeito didático, divide-se o texto em cinco
tópicos: breve histórico sobre o uso específico da mídia sonora na educação; criação,
produção e transmissão de áudio on-line educativo; áudio on-line na sala de aula interativa do
Moodle; banda larga e educação a distância; e direito autoral relacionado ao webcasting
sonoro.
Como base teórica, foram considerados os seguintes autores por tema: Rádio e Mídia
sonora: Herreros (2001), Consani (2007), Foschini e Tarddei (2006), Primo (2005 e 2008),
Haandel (2009), Osório (2010), Preto e Tosta (2010), Prado (2006, 2009); Marlúcia Paiva
(2009); Santos e Normande (2010); Bottentuit Júnior e Coutinho (2009); Blois (2004);
Educação a distância: Filatro (2004); Moore e Kearsley (2008); Bottentuit Júnior e Coutinho
(2009); Santos (2006); e Comunicação oral: Reyzábal (1999).
Uma observação é importante: o rádio é uma mídia sonora, mas nem toda mídia
sonora é rádio, especialmente quando se trata do rádio na era da internet. Na concepção de
Herreros (2001, p. 21):
Não se trata tanto de rádio por internet e sim de uma informação sonora
acompanhada de outros elementos paralelos escritos e visuais com
capacidade de links, de navegação, de ruptura do sincronismo para dar
liberdade temporal e espacialmente ao usuário para que possa acessar
quando quiser. O rádio por internet é outra coisa diferente do rádio. Haverá
que buscar uma denominação mais precisa.
Enquanto ainda não surge uma denominação mais precisa, este trabalho se dedica ao
estudo de mídia sonora e não de rádio, que tradicionalmente utiliza a radiodifusão sonora.
Ambos são meios de comunicação humana, a qual é analisada sob diferentes óticas, pois
sempre há quem tente estabelecer um modelo. Reyzábal (op. cit., p.11 [grifo da autora])
afirma que:
Em distintas situações e com diferentes interlocutores existe algo ou alguém
que poderíamos designar como emissor, o qual mediante um código
compartilhado, transmite uma mensagem, para certo receptor ou receptores.
Tudo isso por diferentes canais. Não é necessário nos determos nesses
conceitos, pois são conhecidos de sobra, mas sim assinalar que quanto mais
54
códigos uma pessoa conheça, maiores possibilidades terá de comunicar-se,
compreender e expressar a realidade e a fantasia. Levando está ideia ao
extremo, poderíamos dizer que a falta de domínio de algum dos códigos
usuais numa sociedade poderia ser entendido como ruído (definindo-se este
como qualquer perturbação que dificulte ou impossibilite a comunicação).
Segundo ela, a oralidade na comunicação humana pode ser primária ou pura,
secundária ou mediada. Como ocorre esta comunicação mediada pela mídia sonora on-line?
Na Web 2.0, há famosas redes sociais. No Brasil é bastante popular o Orkut, o Twitter, o
Facebook, o YouTube, que fazem parte do dia a dia dos internautas. Recentemente, em 3 de
fevereiro de 2011, foi lançado o Blaving (vide figura 9), que pode ser associado ao Twitter, ao
Orkut e ao Facebook.
Figura 9 - Página inicial do Blaving, a rede social da voz, em 14 de fevereiro de 2011
Fonte: http://pt.blaving.com/.
Seu nome nasceu da expressão blá-blá-blá e foi criado pelo argentino Fabián de la
Rúa. Propõe-se a ser a rede social da voz, e seus administradores esperam contar com cinco
milhões de usuários até o fim do ano. Os participantes dela postam arquivos de no máximo
dois minutos de áudio cada um. Gravam suas próprias vozes e lançam na rede, inclusive com
o auxílio de alguns aparelhos celulares como os smartphones. Vale dizer que no Brasil, de
acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), em janeiro de 2011 havia
55
205 milhões de celulares no Brasil, o que significa uma teledensidade de mais de um celular
por habitante11.
Essa rede existe graças à tecnologia streaming, que permite o surgimento de novos
formatos para a transmissão de áudio pela rede mundial de computadores. Neste trabalho é
fundamental compreender os formatos emergentes do webcasting sonoro, conforme
classificados por Haandel (2009). Os formatos principais, segundo o autor, são: a web rádio,
a playlist, o áudio on demand e o portal de áudio. Em resumo, apresenta-se a seguir o que é
cada um desses formatos, como classificados pelo autor:
a) Web rádio – é a emissora de rádio, analógica ou digital, que transmite sua
programação na internet. Alguns exemplos: 1) A emissora X tem sua
programação no dial, transmitida por broadcasting, e a disponibiliza utilizando a
tecnologia streaming na internet, realizando um webcasting (broadcasting na
internet). É uma web rádio on-line do tipo net station. 2) A emissora Y tem sua
programação no dial e não a disponibiliza no seu site na internet,
disponibilizando apenas alguns arquivos de áudio. É uma web rádio off-line. 3) A
emissora Z não tem programação no dial, portanto não realiza broadcasting, mas
tem na internet e usa apenas webcasting. É uma web rádio on-line do tipo net
rádio. 4) É considerado como web rádio também quando um emissor deseja
transmitir áudio para alguns receptores, também chamados de usuários, em
número limitado ou não, por login e senha, desde que exista um endereço virtual
fixo. Ocorre nesse caso uma transmissão na web do tipo multicast, ou seja, a
entrega de uma cópia do mesmo produto midiático sendo realizada para
diferentes usuários (vide figura 10).
11
Vide REDAÇÃO UOL. Brasil atinge a marca de 205 milhões de celulares em janeiro, segundo Anatel.
Disponível em: <http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/02/25/brasil-alcanca-mais-de-205milhoes-de-celulares-em-janeiro-segundo-anatel.jhtm>. Publicada e atualizada em 25 fev 2011. Acesso em 28
fev. 2011.
56
Figura 10 - Transmissão do tipo Multicast
Fonte e crédito da imagem: http://en.wikipedia.org/wiki/Streaming_media.
b) Playlist – são listas de músicas que podem ser acessadas pelo internauta, de
músicas selecionadas por ele ou por outras pessoas. A transmissão delas é
realizada por streaming do tipo unicast. Ocorre nesse caso uma transmissão na
web do tipo unicast, ou seja, a entrega de uma cópia escolhida pelo usuário do
produto midiático que ele selecionou ou assinou (vide figura 11). Exige múltiplas
conexões do mesmo servidor de streaming.
Figura 11 - Transmissão do tipo Unicast
Fonte e crédito da imagem: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Unicast_streaming.svg.
57
c) Áudio on demand – é o áudio que fica hospedado no sítio e pode ser acessado
virtualmente a qualquer hora, sendo possível pausá-lo, voltá-lo ou adiantá-lo. A
transmissão dele é realizada por streaming do tipo unicast. É o internauta quem
escolhe quando ouvi-lo ou se deseja assiná-lo. A transmissão desse formato tem
tempo determinado e os seus arquivos são registrados apenas na memória
temporária do computador do usuário.
O podcast, segundo Haandel (2009,
p.[46]), é o que é entregue ao usuário por meio do download.
d) Portal de áudio – é um sítio que reúne diversos canais de áudio que podem ser
acessados por meio de streaming ou download. Nele podem ser encontrados
diversos links para o streaming de várias web rádios e para seus sítios, e/ou são
disponibilizados acessos para os formatos playlists e áudio on demand.
No caso do webcasting sonoro e sua associação com o Moodle UFAL, quem são os
emissores, as mensagens, os códigos, os receptores, os canais e os ruídos existentes? A
UFAL não possui uma emissora de rádio, portanto, caso crie uma web rádio, ela será do tipo
net radio, “rádio que só existe na internet”. Os novos formatos podem ser associados aos
AVA por meio de links externos ao Moodle ou pela própria interface gráfica do ambiente.
Quanto aos ruídos, ao longo do curso de graduação, há um processo que vai da
inclusão digital até a fluência digital. Cada estudante deve assumir qual a sua posição e o
quanto deseja avançar com o auxílio dos professores.
Isso é um desafio para toda a comunidade do curso: discentes, técnicos e docentes,
pois, saber configurar a máquina que se usa e os seus recursos, saber acessar a internet e fazer
downloads, comunicar-se utilizando as ferramentas disponibilizadas no ambiente, como o
chat, saber utilizar programas relacionados às disciplinas, inclusive simultaneamente, para
diversas atividades, compreender o funcionamento da internet, são sinais de maior ou menor
fluência digital.
Filatro (2004, p. 53) afirma que fluência digital ou tecnológica é a “capacidade de
reformular conhecimentos, expressar-se criativa e apropriadamente, bem como produzir e
gerar informação (em vez de meramente compreendê-la)”. Compreender esse conceito é
importante porque o Moodle exige a fluência tecnológica. Cada uma de suas ferramentas
possui um nível de complexidade que exige determinados conhecimentos e habilidades. A
pesquisa e o estudo no ambiente virtual e na rede exigem que o estudante aumente o seu nível
de conhecimento tecnológico, tanto das tecnologias da informação quanto das de
comunicação.
58
Fato é que num mesmo grupo coexistirão estudantes em diferentes níveis, cabendo
ao mediador acompanhar e orientar o processo em questão. Santos (2006, p. 225) define que
“um ambiente virtual de aprendizagem é um espaço fecundo de significação onde seres
humanos e objetos técnicos interagem, potencializando assim a construção de conhecimentos,
logo, a aprendizagem”. É claro que nesse trecho especificamente, a definição de AVA
sintetizada pela autora está mais voltada para a questão da aprendizagem, ou seja, revela mais
da concepção de aprendizagem do que necessariamente do ambiente em si.
Tratando-se de um curso de formação de professores, subentende-se que é
importante que professores e estudantes aprendam, entre outros softwares, a utilizar um
software de gravação de som, ou seja, a criar arquivos digitais de áudio.
4.1 Histórico do uso da mídia sonora na educação
Compreender que o celular pode ser utilizado para realizar uma gravação de voz, se
ele tiver esse recurso disponibilizado em sua configuração; compreender que determinados
aparelhos como o MP3 e o MP4 e suas versões mais modernas podem ser utilizados para
gravação de voz e que o arquivo digital que nele registra a voz do usuário pode ser repassado
para o ciberespaço e para a Web 2.0 é importantíssimo para um futuro profissional da
educação, para que este possa propor, por exemplo, atividades como entrevistas,
costumeiramente feitas com os gravadores de fita cassete, em versão analógica.
Antes de ir direto ao foco deste capítulo, volta-se um pouco na história para conhecer
a comunicação humana via rádio. Enfatiza-se que Moore e Kearsley (2008, p. 7) diferenciam
os termos tecnologia e mídia. Segundo eles, existem quatro tipos de mídia: texto; imagens
(fixas e em movimento); sons e dispositivos.
Já a tecnologia é o veículo para comunicar o que depois é representado em uma
mídia. Por lógica, a tecnologia streaming é o veículo (um dos veículos) para comunicar o
áudio na internet, que é representado pela mídia sonora on-line. Além da mídia on-line, o
som pode ser representado e distribuído em CD, fitas de áudio, por telefone.
O poder e a atração da tecnologia on-line estão no seu potencial para dispor
de todas as formas de mídia. No entanto, conforme todos sabemos, a
maioria dos alunos ainda não dispõe de uma tecnologia que permita a
transmissão de vídeo e não consegue receber uma mensagem de áudio dessa
maneira.
Na educação a distância, o tema do acesso à internet não é o mais importante
no que se refere à tecnologia e à mídia. Se uma tecnologia mais avançada
59
não estiver disponível, geralmente, é possível receber as mensagens de
ensino-aprendizado por uma tecnologia mais simples. Um problema muito
maior é a qualidade da mídia produzida para distribuição por meio da
tecnologia. Particularmente, nos Estados Unidos, muitas vezes, existe a
preocupação de dispor de tecnologias avançadas em lugar de se investir em
mídia de alta qualidade para distribuição por essas tecnologias (MOORE;
KEARSLEY, 2008, p. 7).
Diante dessa observação dos autores, compreende-se que, embora historicamente já
exista o webcasting sonoro, a mídia que lhe antecede, os CD, é também uma ótima opção para
distribuir programas de áudio aos estudantes de um curso a distância. Funcionam tão bem
quanto podcasts disponibilizados no ambiente e permitem que os estudantes internautas
possam ouvir o programa utilizando um aparelho de som do tipo Micro System, que seja
tocador de arquivos MP3. Em qualquer caso, a preocupação maior deve ser com a qualidade
da gravação e edição do áudio, da seleção do conteúdo e da adequação deste à dinâmica do
curso.
A mídia clássica é normalmente associada aos grandes meios de comunicação de
massa. A mídia sonora clássica é o rádio, cuja primeira transmissão com emissor e receptor
foi realizada nos Estados Unidos, em 1906. O uso do rádio na educação, no Brasil, começa
com o lançamento da emissora de Roquette-Pinto em 1922, que hoje é a Rádio MEC.
Segundo Blois (2004, p. 147-76), existem diversas fases do uso do rádio no Brasil
para fins educativos. São elas: a fase pioneira (1923 a 1928); a segunda fase (1929 a 1940); a
terceira fase (1941-1966); a quarta fase (1967 a 1979); a quinta fase (1979 a 1995); a sexta
fase (1995 aos dias atuais).
Durante essas fases, ações governamentais, de militares, de
organizações civis e de diversas igrejas foram realizadas no sentido de promover o rádio
educativo.
Situadas na terceira fase, as escolas radiofônicas de Natal foram as pioneiras de uma
experiência que se espalhou para diversos outros Estados do País. A Arquidiocese de Natal
tinha como arcebispo auxiliar D. Eugênio de Araújo Sales, que conheceu uma experiência
com rádio em uma paróquia da Colômbia. No mês de setembro de 1958, surgem as escolas
radiofônicas que realizavam alfabetização de adultos das zonas rurais por meio do rádio. No
ano seguinte, Dom José Vicente Távora, arcebispo de Aracaju, iniciava as escolas
radiofônicas em Sergipe (PAIVA, M., 2009, p. 52-4).
De acordo com Peixoto Filho (2010, p. 21-3), em março de 1961 essa experiência
com rádio educativo voltada para a educação dos camponeses vai ser integrada no Movimento
de Educação de Base (MEB) promovido pela Igreja Católica, representada pela Conferência
60
Nacional dos Bispos do Brasil, por meio de um convênio com a Presidência da República, na
gestão de Jânio Quadros. Os estudantes se reuniam em um mesmo ambiente, em uma mesma
hora, para ouvir o programa e depois realizavam as atividades indicadas.
Desse período, Filho destaca que Paulo Freire foi o educador cuja produção teórica e
atuação em prol da educação popular fez com que se tornasse reconhecido no Brasil e em
diversos países do mundo.
Em Alagoas, Santos e Normande (2009, p. 412) afirmam que “a Rádio Difusora de
Alagoas foi a primeira no Estado a ter uma estrutura técnica e artística organizada e
autorizada a funcionar, porém, antes de sua criação, houve tentativas de outras estações
locais”. Hoje em dia, há a Rádio Educativa FM, integrada ao Instituto Zumbi dos Palmares e
localizada no Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (CEPA – antigo CEAGB),
juntamente com a pioneira Rádio Difusora AM 960, cuja web rádio on-line pode ser ouvida
por meio do endereço http://www.izp.al.gov.br/.
Surge então a comunicação oral via webcasting sonoro. Em abril de 1996, segundo
Haandel (op.cit., p. 35), a Transamérica foi a primeira emissora a ter seu website no Brasil.
Em 2009, duas experiências de mesma natureza ocorrem no segundo semestre no Centro de
Educação da UFAL (CEDU), ambas resultados de pesquisas de professores, mestrandos e
bolsistas dessa unidade acadêmica.
Barros, Francisco e Fireman (2010) realizaram um experimento de web rádio,
utilizando a tecnologia streaming, para transmitir atividades educativas de uma disciplina do
curso de Física Licenciatura a distância da UFAL, restringindo o público aos estudantes da
disciplina, cujo acesso exigia uso de login e senha. É a tecnologia streaming dando suporte à
web rádio para atividades didáticas on-line nas disciplinas de um curso, seja presencial ou
híbrido on-line, como os da UFAL/UAB.
Já Osório (2010) pesquisou sobre web rádio como expediente cognitivo promovendo
a criação de uma web rádio universitária institucional, ao realizar a transmissão de um evento
científico por meio de streaming no site do Encontro de Pesquisa em Educação de Alagoas
(EPEAL, 2009). Assim como eles, outros pesquisadores/professores da mesma instituição e
de outros ambientes educacionais podem estar desenvolvendo atividades semelhantes,
havendo pois uma pulverização das ondas de web rádio, facilitando a participação de um
número cada vez maior de pessoas como webcasters e/ou podcasters.
Vale lembrar que há também rádios funcionando nas escolas da Educação Básica de
Alagoas e que uma web rádio universitária é uma contribuição que pode ser dada a toda a
sociedade, como net radio, se o seu link ou seu player for disponibilizado no sítio da UFAL,
61
com programação que tenha qualidade técnica, jornalística e educativa semelhante às da rádio
do dial de radiofrequência e traga propostas diferenciadas para corresponder ao caráter
educativo universitário.
Voltando à questão da comunicação humana, fato é que ela atende a situações
diferenciadas. Basicamente, a comunicação educativa utilizando o rádio era realizada por
estações de rádio, tendo o ouvinte o aparelho receptor de rádio e as fitas cassetes, de
tecnologia analógica, que podiam ser utilizadas como material didático, junto com alguma
apostila ou atividade direcionada.
Sobre o rádio e as fitas cassetes, analógicos, julga-se importante apresentar a
comparação abaixo, porque a ela estão associados, posteriormente, no quinto capítulo, as
informações contidas na tabela sobre as diferenças entre a língua oral e a língua escrita na web
rádio e no áudio on demand.
Tabela 5 - Comparação entre o rádio e a fita gravada, de acordo com Reyzábal (1999, p. 225)
Rádio
Caráter específico de fugacidade. Não existe
a possibilidade de repetir a mensagem.
Geralmente a mensagem é unidirecional.
Dirigido a audiências amplas e
indeterminadas.
Fita gravada
Reversibilidade da mensagem. Possibilidade
de voltar atrás à vontade (revisão, retenção,
fixação de conhecimentos).
Admite a bidirecionalidade da mensagem.
Dirigida a audiências específicas.
O caráter fugaz da mensagem dificulta outras
atividades que não sejam a escuta.
Permite um comportamento mais ativo por
parte do ouvinte.
Escuta condicionada a um horário
estabelecido.
Horário flexível. A escuta realiza-se quando
o ouvinte deseja.
A recepção da mensagem se produz com
certa tensão. É difícil uma escuta integrada
com outros meios didáticos.
A recepção da mensagem é feita com uma
atitude mais relaxada.
Permite maior complexidade na linguagem.
É necessária a utilização de uma linguagem
simples.
Impossibilidade de modificar a mensagem
por parte do receptor.
Possibilidade de o receptor modificar a
mensagem (gravar, apagar, ampliar a
gravação).
Transmite conteúdos de menor
complexidade.
Permite uma maior complexidade de
conteúdos.
O caráter instantâneo do meio facilita a
transmissão de conteúdos de grande
atualidade.
A mensagem precisa de maior tempo de
elaboração.
Caráter durável da mensagem.
Caráter efêmero e conjuntural da mensagem.
Implica um custo para o receptor.
Não supõe nenhum custo para o receptor.
62
A um estudante de um curso de formação de professores cabe reconhecer a
tecnologia digital e saber seu potencial de uso em estratégias de ensino-aprendizagem, o que
não significa obrigatoriamente aprofundar-se em conhecimento tecnológico de aparelhos. Ao
fazer uma gravação digital de som, o estudante aprende a criar um arquivo digital de áudio,
conhecido como podcast. Essa pode ser considerada para o estudante de Pedagogia como a
unidade básica do trabalho com gravação de áudio.
Por fim, observa-se que convergência midiática é o termo para explicar o fenômeno
da integração das mídias em um mesmo aparelho (e de suas linguagens), o que ajuda a
compreender que hoje já se disponibiliza o streaming da web rádio para celulares com
tecnologia 3G. Se a UFAL tivesse uma web rádio universitária, os interessados na sua
programação que possuem esse tipo de celular poderiam ser seus ouvintes-internautas
também.
Para os mais interessados no aparelho de rádio receptor antigo, já foi lançado no
mercado externo o primeiro aparelho que permite o acesso à web rádios sem a necessidade do
uso do computador. O nome dele é Kerbango Internet Radio (vide figura 12).
Figura 12 - Imagem do Kerbango Internet Radio
Fonte e crédito da foto: http://en.wikipedia.org/wiki/Internet_radio_receiver.
Para alguns esse produto ainda é uma novidade, mas outros produtos surgirão
reunindo diferentes tecnologias e mídias, abrindo ainda mais o horizonte do mobile learning,
63
ou m-learning, que é a educação a distância por meio do uso dos celulares. Toda a produção
de webcasting sonoro já está acessível aos aparelhos mais avançados existentes no mercado e
torna-se a cada dia mais comum o seu uso, seja por streaming ou download, ou ainda por
radiodifusão.
4.2 Criação, produção e transmissão de áudio on-line educativo
Pode haver a seleção de um podcast jornalístico do áudio on demand do sítio da
Rádio CBN para uso numa aula de Economia ou numa de Produção de Texto. No primeiro
contexto ele é jornalístico. No segundo, em sala de aula, é objeto de estudo ou material
didático.
Ou de um podcast do Ministério da Comunicação apresentando o Programa
Universidade para Todos (ProUni) aos estudantes. São produtos para divulgação das ações da
Educação.
Na concepção deste trabalho, a proposta de pesquisa envolve a criação de áudio online educativo, com o auxílio de softwares de gravação e edição de áudio, como o Audacity
(livre) ou o Sound Forge (pago). É possível também gravar com o auxílio de um gravador
portátil digital, com um celular que em sua configuração tenha um gravador de voz, ou um
aparelho do tipo MP3 ou MP4, com o uso do recurso de gravação de voz que vem no sistema
operacional do computador.
Importa, para ser educativo, que esse produto midiático tenha papel definido em
relação a um processo educativo e que esteja vinculado a um projeto pedagógico: de uma
instituição educativa, de um curso, de uma disciplina, de uma tendência pedagógica adotada
pelo discente, de uma aula. Assim são os criados pelos estudantes a partir de uma proposta
didática. São frutos de um trabalho educativo.
O que é considerado como áudio on-line, podcast ou audiocast? O áudio on-line
pode ser contínuo ou ter uma duração determinada. No caso de duração determinada, trata-se
de um podcast ou audiocast. Para Bottentuit Júnior e Coutinho (2009, p. 4), interessados no
uso das tecnologias em ambientes virtuais educativos,
Podcast é uma palavra que vem do laço criado entre Ipod (aparelho
produzido pela Apple que reproduz mp3) e Broadcast (transmissão),
podendo ser definido como um programa de rádio personalizado gravado
nas extensões mp3, ogg ou mp4, formatos digitais que permitem armazenar
músicas e arquivos de áudio num espaço relativamente pequeno. Os
podcasts podem ser guardados no computador e/ou disponibilizados na
Internet e vinculados a um arquivo de informação (feed) que permite que se
64
assinem os programas, recebendo o utilizador as informações sem precisar ir
ao site do produtor.
De fato, o podcast é um recurso midiático compatível com o ambiente virtual de
aprendizagem, de fácil transposição para o computador pessoal ou para aparelhos de áudio
portáteis, bem como para distribuição por meio de outras mídias. Nada impede, pois, que um
docente faça o download de um podcast da Folha On-line, por exemplo, sobre a experiência
de recriar o Big Bang por cientistas em 2008 e a disponibilize em seu módulo ou curso no
ambiente virtual.
Vale lembrar que a grande virtude das tecnologias atuais de comunicação e de
informação é que elas permitem assumir novas funções, ainda que amadoramente, tornando
possível acrescentar alguma contribuição ao que está sendo veiculado na internet. Ao leitor
de um jornal on-line, é possível contribuir com comentários, envio de arquivos de áudio e de
vídeo, por exemplo. Aos estudantes de um curso on-line é possível também contribuir com
comentários, envio de arquivos de áudio e de vídeo, produzidos de forma caseira, com o
celular ou a câmera.
Prado (2007) utiliza o termo audiocast. Segundo a autora,
Ao pensarmos o rádio hoje, na aurora do século 21, é preciso considerá-lo
em seus diferentes formatos emergentes das novas tecnologias. Mais do que
um sinal que sai do espectro, vai para a Internet, e pode ser ouvido em
qualquer aparelho, seja um tocador de MP3 ou mesmo um celular, o rádio de
hoje pode ser produzido na rede de computadores por qualquer pessoa,
radialista ou não. Não existe a necessidade de estar na web para produzir ou
ouvir um audiocast – mais conhecido como podcast. A preferência por usar
o termo audiocast justifica-se na medida em que não há necessidade de
atrelar esse tipo de vínculo ao aparelho da marca Apple ou qualquer outro.
Basta a utilização de programas que gravam, editam e tocam (Ibid., p. 2).
Podcasts ou audiocasts, podem e devem ser utilizados na educação a distância,
sendo uma ferramenta de comunicação entre os participantes de cursos nessa modalidade.
Optou-se por usar mais o termo podcast, por ele ser mais difundido hoje em dia do que
audiocast. Podem ser agrupados em CD-ROM, ou distribuídos pela internet ou mesmo
postados no próprio AVA Moodle, inclusive no formato de áudio on demand. Vale lembrar
que os podcasts são uma tecnologia muito recente, cujo conceito vem sendo redefinido com
grande velocidade.
Afinal, quantos não são os que gravam as aulas de seus professores para ouvi-las em
casa? Quantos não utilizam gravações de áudio com a própria voz para aprender a legislação
65
para este ou aquele concurso público? Atualmente, a inexistência de soluções adequadas para
essa produção de arquivos com fins educativos tem levado a muitas restrições no uso dessa
tecnologia, quer no ensino a distância, quer no ensino presencial. Ao mesmo tempo, vê-se um
número cada vez maior de usuários de iPods, de MP4 e semelhantes, bem como uma enorme
avidez por downloads desse tipo de arquivo para estudar, por exemplo, para concursos
públicos.
Associando a produção desses podcasts à mudança cultural trazida pelo ciberespaço,
destaca-se que tanto estudantes quanto professores podem utilizar essa tecnologia, inclusive
para se comunicar através do chat, desde que esse permita a gravação de som. Assim, mesmo
a distância, sincrônica ou assincronicamente, pode haver um diálogo em que a captura da voz
do outro facilita e enriquece a comunicação.
Quanto ao processo de produção, Prado (2006, p. XIII) afirma que, em termos de
literatura específica sobre produção de rádio, não havia nada na literatura brasileira. Por isso,
como professora da disciplina Produção de Rádio no curso de Rádio e TV da Faculdade de
Comunicação Social Cásper Líbero, ela decidiu escrever um Manual Prático.
Com isso se quer dizer que a produção não é algo tão simples assim. Requer um
mínimo de conhecimentos da linguagem do rádio, sabendo que ela não é a regra, pois os
formatos na web permitem outros tipos de leitura da mensagem que é produzida. O caráter da
instantaneidade, por exemplo, se perde com a possibilidade de voltar e adiantar o áudio que se
está ouvindo e ao mesmo tempo está arquivado na memória temporária do computador. A
repetição como regra do texto pode ou não ser respeitada, a depender do contexto.
A linguagem radiofônica, especialmente a construção dos gêneros textuais, é sinal da
qualidade do trabalho técnico de apoio da produção de material didático sonoro para a EAD.
Tanto Prado (2006) quanto Barbosa Filho (2003) defendem e explicam o seu uso. Segundo
este (op.cit., p. 44-9), o rádio possui diversas características, dentre as quais sobressaem: a
sensorialidade (formação de imagens); penetração (público grande); regionalismo
(valorização do local); intimidade (proximidade com o ouvinte); imediatismo e
instantaneidade (velocidade); simplicidade (necessidade de menos aparatos); mobilidade
(mais fácil locomoção); acessibilidade (custo do aparelho e tipos de alimentação elétrica e por
pilhas); baixo custo (manutenção e investimento mais baratos que outras mídias).
Essas características não são diretamente associadas à web rádio, que inclusive exige
a fluência digital do usuário. Além do mínimo grau de conhecimento da linguagem de rádio,
a produção de rádio, especialmente para uma web rádio universitária, não poderá prescindir de
recursos mais avançados, como o uso técnico de uma mesa de som digital e outros materiais
66
como microfone, computador, softwares. Qualidade técnica é uma condição para o uso do
recurso.
Para uma web rádio universitária é preciso pensar em termos de equipe de redação,
se possível com equipe que envolva seus próprios jornalistas, profissionais de arte e de
tecnologia da informação, somando a eles a contribuição da Assessoria de Comunicação da
Instituição (ASCOM) e de técnico de som e de informática.
Para Moore e Kearsley (2008, p. 83),
A atual geração de software de edição de áudio e vídeo digitais para
computadores pessoais tem provado ser ao mesmo tempo uma bênção e um
obstáculo para a educação a distância. Por um lado, tornou-se possível para
quase todos a produção de materiais audiovisuais (análogo ao impacto da
editoração eletrônica sobre a produção de materiais impressos). Esses
programas tornam possível executar efeitos e sequências especiais que
exigiam anteriormente equipamento muito caro. Além disso, tornam
relativamente fácil inserir áudio e vídeo diretamente em CD-ROM ou fazer o
upload para a web e, portanto, distribuí-los de modo econômico. A
desvantagem dessa liberdade técnica é uma grande produção de filmes
extremamente amadores para exibição em casa.
Na hora da transmissão do áudio educativo on-line, seja da programação completa
da emissora, seja de um programa ou de um simples podcast, é imprescindível o acesso à
internet e outras condições de trabalho. Nessa etapa de pós-produção pode-se optar por
hospedar os arquivos, já gravados e prontos para divulgação, em servidores gratuitos ou
pagos. Entre os gratuitos estão o 4Shared e o PodOmatic. No caso de arquivos para formato
on demand, sendo utilizado streaming ou download.
Para o streaming de web rádio é necessário contratar o serviço de terceiros para a
hospedagem. Há vários. A escolha vai depender do plano que o interessado na capacidade de
transmissão via streaming queira assinar. Envolverá o uso de softwares cujo suporte técnico é
alcançado por meio do atendimento telefônico ou on-line da empresa de hospedagem
contratada.
Moore e Kearsley (2008, p. 83) ponderam que
Existem muito poucos especialistas nas disciplinas que têm o tempo e o
conhecimento para também serem excelente produtores, portanto, em termos
gerais, é melhor deixar esses aspectos técnicos de produção de materiais de
áudio e vídeo para as pessoas que dedicaram suas carreiras à aquisição e
manutenção de conhecimentos profissionais.
67
Muito embora este trabalho apresente uma experiência de uso da web rádio e dos
podcasts realizados em uma disciplina, reconhece-se que nem todos os professores terão a
disponibilidade de tempo para aprender a utilizar o serviço de streaming, ou de editar os
áudios para disponibilizá-los no ambiente após as transmissões ao vivo.
Para isso, é
importante que o curso ofereça um suporte técnico para os docentes que desejarem utilizar a
mídia sonora.
Reza o artigo 57 da Lei nº 9.394/96 que “nas instituições públicas de educação
superior, o professor ficará obrigado ao mínimo de oito horas semanais de aulas”. Um
professor com quarenta horas de dedicação exclusiva à Universidade, por exemplo, deve no
mínimo assumir oito horas em sala de aula. Em média assume 12 horas, e há os que assumem
mais do que isso, até por falta de outros especialistas na sua área. As outras 28 horas de não
docência são divididas entre dedicação a projetos de pesquisa e extensão, atividades
essenciais para a vivência universitária, que incluem a orientação de estudantes bolsistas.
Além disso, há atividades de gestão, de planejamento, de avaliação, além de
reuniões, como a dos membros de sua unidade acadêmica ou do seu grupo de pesquisa. Da
forma como hoje é vinculado o docente à UFAL/UAB, o professor não tem sequer a carga
horária dedicada às atividades de docência contada como sua carga horária docente. Ele
recebe uma bolsa para se dedicar também à educação a distância.
Assim, a lógica estabelecida para os que assumem atividades na UFAL/UAB é a de
que o professor trabalhe mais do que 40 horas semanais. O uso da mídia sonora e de suas
tecnologias exige ainda mais tempo do docente, não só para a aquisição do conhecimento,
mas também para a realização de procedimentos de criação, produção e divulgação de seus
produtos no Moodle.
O perfil de um profissional da educação que atue num curso a distância como
docente é a de um profissional que tenha fluência digital nas mídias e suas tecnologias, um
profissional multimídia. Mas não é ainda o caso da UFAL, cujo corpo docente do ensino a
distância é o corpo docente do ensino presencial, que são em sua maioria migrantes digitais e
que também estão se adaptando ao uso das ferramentas do Moodle. Para estes, o suporte
técnico é fundamental para se utilizar o áudio no Moodle UFAL.
4.3 Áudio no Moodle UFAL
De início, é interessante observar que há processos comunicativos e processos
educativos, os quais se diferenciam no que se refere aos aspectos de: alcance, objetivo
68
prioritário, sentido da informação, relação entre os agentes do processo, relação com os
poderes constituídos.
Consani afirma que ambos são, basicamente, “ações objetivas
direcionadas para a organização e a transmissão de conhecimentos de um indivíduo a outro”
(CONSANI, 2007, p. 11).
Em um ambiente educativo, os participantes são envolvidos numa atmosfera em que
a aprendizagem geralmente ocorre por meio de todos os sentidos: o tato, o olfato, o paladar, a
visão e a audição. Em um ambiente virtual de aprendizagem como o Moodle, não há lugar
para os três primeiros, pois participantes podem ser estimulados visualmente e em alguns
momentos encontram estratégias que incluem vídeos on-line.
O sentido da audição, todavia, pode e deve ser muito mais utilizado devido à
importância da memória auditiva no processo de ensino-aprendizagem a distância e, se
houver, a preocupação com o uso de arquivos de áudio como tecnologia a serviço da
educação.
Utilizar um AVA para transpor a ele arquivos de textos impressos com alguma
imagem é o mesmo que utilizar o computador como máquina de datilografia. Para evitar essa
posição cômoda, reafirme-se que dentre as tecnologias disponíveis atualmente, o uso do
podcast não pode ser considerado fora do processo comunicacional e educacional a que
pertence.
Assim como em outras instituições de ensino superior do País, o Moodle é utilizado
nos cursos de graduação a distância e em alguns presenciais, o que significa que já existe um
know-how adquirido sobre seu uso na instituição. Atualmente, o gerenciamento do Moodle
UFAL é realizado por meio da Coordenadoria Institucional de Educação a Distância (CIED).
Em busca de dados, pesquisou-se nas 19 disciplinas ofertadas no Moodle para a
Pedagogia Licenciatura a distância, no período 2010.2, a existência dos novos formatos do
webcasting sonoro e, ao elaborar o subtítulo acima, pensou-se inicialmente em escrever
“Áudio on-line na sala de aula interativa do Moodle”. Mas como essa realidade é muito nova,
surgiram os questionamentos expostos nas próximas linhas.
Segundo Almeida (2003, p. 332), a Educação on-line “tanto pode utilizar a internet
para distribuir rapidamente as informações como pode fazer uso da interatividade propiciada
pela internet para concretizar a interação entre as pessoas”. São duas ações separadas:
distribuir informações e usar a interatividade para haver interação.
É costume no curso de Pedagogia, que se diga que a sala de aula de uma disciplina é
principalmente seu espaço virtual ocupado no Moodle. Seria conveniente que a esse ambiente
educativo novo fosse dado um nome novo que não sala de aula. Sabe-se, porém, que não
69
adianta um outro nome, se as práticas continuarem associadas à estrutura formal de uma
escola física, como se conhece atualmente.
Será um remendo “interativo” em uma “sala de aula” – e as pessoas que as
promovem e as frequentam não renovaram seu modo de pensar a educação, não conhecem os
recursos, as ferramentas desse novo mundo e, também por isso, reproduzem as práticas que
julgam eficazes. Não constroem hipertextos porque não sabem como colocar os links nas
palavras, por exemplo, nem inserir imagens ou audiovisuais no ambiente.
Essa tarefa exige muito da formação continuada dos responsáveis por um curso na
modalidade a distância, que na UFAL é de responsabilidade da CIED e dos colegiados de
curso inicialmente. Hoje exige, mais que tudo, tempo. E curiosamente este parece ser o que
mais falta aos que se dedicam à EAD, por diversos motivos mais do que justos.
Nesta fase do desenvolvimento e boom da EAD on-line no País, é natural que os
pesquisadores se debrucem sobre esse tema e enfatizem as novas possibilidades trazidas pelas
condições tecnológicas que hoje estão disponíveis no mercado e podem ser utilizadas na
educação.
Com o passar do tempo não haverá mais a necessidade de destacar que é uma sala de
aula interativa. É um ambiente on-line? É interativo. É um projeto pedagógico de curso? É
político. Não há sentido em ser diferente. Não precisa destacar, está subentendido. Isso ocorre
porque enquanto não há nomes novos para o que surge e ainda está em constante mutação,
agregam-se aos antigos as qualidades que mais merecem ser destacados.
Ao perceber que essa noção do assunto tende a resvalar para o senso comum, admitese a necessidade de estudar mais sobre interatividade e interação. Reconhece-se também que a
pouca leitura das discussões sobre ambos os termos não permitirão aprofundar esta discussão.
Todavia, sabe-se que isso é tarefa mais do que bem desenvolvida por Marco Silva
(2010), que, embasado em diversos autores, ressalta que tanto há polissemia ou banalização
quanto gradações e modelos para o termo interatividade, por exemplo. É ele mesmo quem
afirma que “a rigor, a comunicação interativa sempre esteve presente onde quer que tenha
havido coagentes envolvidos num processo comunicacional e promovendo modificação em
suas representações e atitudes” (Ibid., p. 98).
Sobre interação e interatividade, o autor discorre:
Nos debates acadêmicos em que o conceito de interatividade é colocado em
questão, encontro frequentemente pelo menos duas críticas.
Uma
considerando-o apenas um ‘argumento de venda’, próprio da nova era
70
tecnológica marcada pela indústria informática. Outra enfatizando que o
termo ‘interatividade’ não diz nada além do que já diz o termo ‘interação’.
Considero a primeira crítica um alerta muito oportuno diante da indústria da
interatividade.
[...]
Entretanto, considerar a interatividade apenas como “argumento de venda” é
perder a ocasião de atentar para a riqueza, para a complexidade da nova
modalidade comunicacional (Ibid, p. 110).
Marco Silva (2010) procura responder às refutações de autores que divergem do seu
pensamento sobre interatividade. Primo (2008) é um desses autores. Ele defende a interação.
“Para muitos, essa crítica pode parecer mero preciosismo conceitual. Porém, os conceitos são
o ferramental do pesquisador. A preocupação com a definição dos conceitos facilita a
coerência das argumentações e do debate” (Ibid., p. 12).
Cada um desses autores, trazendo informações que, contraditórias ou opostas ou
complementares, enriquecem o debate, contribui para manter o tema em seu vigor necessário,
para que se torne cada vez mais difundido, e assim, revisitado e recriado por cada educador e
comunicador que desses conceitos busque se apropriar.
Machado Júnior (2008) aprofundou-se nas discussões sobre interatividade e
interação, e afirma que:
Pela comparação, verifica-se que o conceito de interatividade (SILVA, 2002)
vem ao encontro do conceito de interação mútua (PRIMO, 2000) que, ao
contemplarem a participação e a interferência dos envolvidos, significam
algo maior que o conceito de interação (reativa), oriundo da comunicação de
massa. Na interação mútua, a relação é desenvolvida sem previsibilidade.
Os entes participantes do processo promovem influências mútuas, e cada
ação é estabelecida em função das influências anteriores.
[...]
Portanto, pelo que foi exposto, é difícil caracterizar apenas como
“interativo” um processo no qual apenas uma das partes seja ativa e a outra
seja passiva – nesse processo, há apenas interação reativa.
[...]
Toma-se como outro exemplo uma relação educacional em que o professor
assume o papel de apenas disponibilizar conteúdos on-line, em um AVA ou
os enviando por e-mail, cabendo ao aluno apenas receber os materiais
prontos. Além de não propiciar a influência recíproca, essa estratégia
educacional deixaria de aproveitar todas as potencialidades dos atuais AVA
para promover interação mútua (Ibid, p. 55-7).
Quando se concordou se anteriormente com a proposição do design educacional
proposto por Almeida (2003), considerou-se que é possível a existência de pensamentos
diferentes, de diversas concepções de interação e interatividade e de diferentes tendências
71
pedagógicas no AVA, até porque não é adequado se reduzir todas as tendências e dizer que
são o ensino tradicional, ou porque se usa um AVA que a sala de aula é interativa. Mas quem
se pauta por esta ou aquela tendência deve saber adaptá-la ao ambiente novo, até para que o
confronto entre a construção do Moodle e a concepção de educação de quem assume
determinadas responsabilidades num curso EAD seja equilibrado. Esse confronto faz surgir
novos olhares sobre o fazer educação e comunicação.
Este capítulo, todavia, não pode ser encerrado sem que dois assuntos sejam
abordados, ainda que rapidamente. O primeiro está ligado diretamente à produção de mídia
sonora na cibercultura. O segundo está ligado diretamente à transmissão e recepção dessa
mídia na internet. Enfim, envolvem questões políticas e culturais associadas ao webcasting
sonoro no Moodle.
4.4 Direito autoral relacionado ao webcasting sonoro
Quando se trabalha com produção de mídia, deve-se procurar conhecer mais sobre o
direito autoral relacionado ao webcasting sonoro. Para Foschini e Taddei (2006 apud BITO;
SANTOS, 2010, p. 43-4), existem cinco formas seguras de produzir podcasts, respeitando os
direitos autorais e de distribuição. As possibilidades são as seguintes:
1) Compor e mixar suas trilhas e músicas;
2) Conseguir a autorização dos compositores e autores citados em seu programa;
3) Pagar direitos autorais por músicas e obras utilizadas nos programas;
4) Procurar obras que já caíram em domínio público, que não sejam de
propriedade de ninguém;
5) Usar produtos com as licenças Creative Commons, que agradam a mercado,
produtores e consumidores. Essas licenças determinam algumas condições
para a distribuição de uma obra, como um texto, por exemplo. Ou uma música.
Podem ser combinadas entre si e devem ser respeitadas quanto à:
atribuição: permite que outros copiem, distribuam e exibam e interpretem
uma obra por ela licenciada e trabalhos derivados dela, com a condição de
que deem crédito ao(s) seu(s) autor(es);
uso não comercial: permite que outros copiem, distribuam, exibam e
interpretem, desde que seja apenas para fins não comerciais;
72
não a obras derivadas: permite que copiem, distribuam e exibam e
interpretem apenas cópias idênticas à obra, não as que dela tenham
nascido;
compartilhamento pela mesma licença: promove a distribuição autorizada
de trabalhos derivados da obra, tendo como condição que eles possuam
uma licença idêntica à da Creative Commons.
As sugestões acima valem principalmente para as produções individualizadas de
professores que desejam utilizar podcasts. No caso de uma web rádio institucional, para além
desses cuidados, duas ações são necessárias: verificar as condições e o valor de pagamento do
Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD) e participar da consulta pública da
Lei nº 9.610/98, a Lei de Direitos Autorais. Se a web rádio universitária for utilizar músicas
que possuam direitos autorais em vigor, será necessário pagar uma taxa ao ECAD.
Para testar a web rádio foram utilizadas músicas baixadas do site Trama Virtual que
não possuem Digital Rights Management (DRM), uma espécie de esforço tecnológico de
controle de mídias digitais como músicas. Portanto, sem DRM, podem ser tocadas em
qualquer aparelho leitor de arquivos MP3. Enquanto for restrito a acesso com login e senha
em ambiente virtual de aprendizagem e a seu uso para fins educacionais, não há problema
com o ECAD.
Após consultar por e-mail o serviço de atendimento do ECAD, entende-se que, ao
fazer um download de uma música sem DRM, para uso doméstico ou privado, isso equivale a
comprar um DVD ou CD. Há um direito autoral sendo pago durante a compra, que é o
fonomecânico.
Já a retribuição autoral que o ECAD controla, trata-se do direito de execução pública.
Se for colocado num site sem login e senha, a web rádio se torna de execução pública, sendo
passível de cobrança. No site do ECAD há informações sobre webcasting sonoro (vide
www.ecad.org.br/midiasdigitais) e sobre os diversos processos que esse escritório vem
enfrentando.
Ele se apoia na Lei Federal nº 9.160/98, a qual passou por um processo de consulta
pública recentemente, para fins de atualização. Está tramitando no Congresso Nacional,
podendo ser acompanhado pelo Portal das Comunicações do Ministério da Cultura
(www.mc.gov.br). Utilizar uma música num contexto didático, em um estabelecimento de
ensino, numa sala de aula, por exemplo, não constitui exibição pública.
73
No caso de uma web rádio exposta na rede mundial de computadores, para fins
didáticos como os deste trabalho, o mais recomendado é utilizar arquivos de domínio público
cujos autores faleceram há mais de 70 anos.
Já o caso da distribuição de músicas constitui outro tipo de licenciamento, que não
cabe ao ECAD, mas sim aos titulares do direito autoral, que podem ser contatados por meio
da Associação Brasileira dos Editores de Música (ABEM – www.abem.com.br) ou da
Associação Brasileira de Editoras Reunidas (ABER – www.aberbrasil.com.br). Isso vale para
quem deseja gravar podcasts e distribuí-los em CD, por exemplo.
O ECAD é detentor do direito legal à cobrança enquanto a legislação atual sobre
direitos autorais estiver em vigor. Mesmo essa lei estando em processo de consulta pública, o
governo declara no próprio site da consulta que não pretende cancelar o ECAD, mas sim
tornar mais transparente o processo de cobrança e disponibilizar um maior número de
escritórios, visto que no Brasil um único escritório é responsável pelo serviço, enquanto em
outros países do mundo há diversas organizações que realizam essa atividade, sendo
fiscalizados pelo poder público.
A Lei nº 9.610/98, Lei de Direitos Autorais, realizou uma consulta pública12 pelo site
do Ministério da Cultura, formatando um novo texto com as alterações que estão sendo
sugeridas. Essas alterações têm gerado muita polêmica. Em sendo aprovado o novo texto
como está sugerido, o artigo 56 teria o seguinte parágrafo único:
Parágrafo único. Além dos casos previstos expressamente neste artigo,
também não constitui ofensa aos direitos autorais a reprodução, distribuição
e comunicação ao público de obras protegidas, dispensando-se, inclusive, a
prévia e expressa autorização do titular e a necessidade de remuneração por
parte de quem as utiliza, quando essa utilização for:
I – para fins educacionais, didáticos, informativos, de pesquisa ou para uso
como recurso criativo; e
II – feita na medida justificada para o fim a se atingir, sem prejudicar a
exploração normal da obra utilizada e nem causar prejuízo injustificado aos
legítimos interesses dos autores.
É recomendável que os interessados em produzir mídia educacional acompanhem
essa discussão nacional e dela possam participar de forma ativa, para garantir o acesso à
cultura por parte dos educandos.
12
Vide o site http://www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/consulta/
74
4.5 Banda larga e educação a distância de terceira geração
Outro fator que afeta a educação a distância de terceira geração são as condições da
banda larga de internet no Brasil. Para que o estudante possa acessar uma videoaula na
internet, ele vai precisar de uma boa conexão, a fim de receber a transmissão da web rádio e
também para baixar os podcasts das aulas ou ouvi-los on-line no Moodle.
A principal política pública de formação de professores da educação básica do
Brasil, a UAB, sofre com a necessidade de uma atuação mais forte do governo federal junto
às empresas de telecomunicações, para que estas não só sigam a lei de mercado na hora de
realizar os serviços de banda larga, mas que também busquem oferecer melhores condições
para os que estão mais distantes dos grandes centros, exigindo que o serviço vá aonde não se
tem a certeza de lucro.
Essas políticas deveriam estar alinhadas, mas não estão. Os estudantes que puderem
pagar mais por um serviço que ofereça melhor acesso serão mais beneficiados do que os que
não podem pagar tanto para acessar a informação desejada, o filme, o áudio, os espaços de
pesquisa virtual.
Ao término deste capítulo, recorda-se que nele foram apresentadas as relações entre
webcasting sonoro e o AVA Moodle, resgatando alguns dados sobre a história da mídia
sonora na educação, especialmente no Brasil e em Alagoas, para em seguida discutir a
criação, produção e transmissão de áudio on-line educativo no AVA Moodle, considerando
questões como interação e interatividade, e verificando que o uso desse tipo de mídia foi
efetuado recentemente no curso de Pedagogia Licenciatura a distância. Por fim, abordaram-se
alguns cuidados em relação ao direito autoral relativo à mídia sonora e a importância da banda
larga para a educação a distância on-line.
5 O curso, a prática pedagógica e a mídia sonora
Este capítulo apresenta o curso de Pedagogia Licenciatura a distância UFAL/UAB, a
partir da sua conformidade com a legislação nacional em vigor sobre a Formação de
Professores e da relação da prática pedagógica com a mídia sonora. Discute a organização
curricular adotada pela UFAL para a formação de seus professores, enfocando a distribuição
da carga horária de 800 (oitocentas) horas de prática pedagógica no currículo do curso de
Pedagogia Licenciatura a distância,
Dessas horas, 280 (duzentas e oitenta) são destinadas aos projetos integradores, uma
inovação proposta nos currículos da UFAL a partir de 2005, com base nas Diretrizes
Curriculares Nacionais de Formação de Professores da Educação Básica. Contextualizando a
articulação teoria-prática no currículo em questão, o texto é organizado em três partes
principais, que são: 1) O curso de Pedagogia Licenciatura a distância; 2) A prática pedagógica
no curso; 3) Mídia sonora e prática pedagógica.
5.1 O curso de Pedagogia Licenciatura a distância da UFAL
Em 1996, a UFAL se torna a pioneira na oferta de cursos de graduação em Educação
a distância (EAD) no Estado. O curso de Pedagogia Licenciatura era ministrado em cidades
do interior, cujos governos realizavam convênios com a instituição para promover a formação
de seus professores.
No início, o curso tinha mais de uma turma e utilizava o método de correspondência.
Atualmente, o curso de Pedagogia é o que oferece mais vagas dentre os cinco cursos de
graduação a distância (Física Licenciatura, Matemática Licenciatura, Pedagogia Licenciatura,
Administração e Sistema de Informação), com turmas em cinco polos: Maceió, Maragogi,
Olho d’Água das Flores, Santana do Ipanema e São José da Laje, utilizando o AVA Moodle,
num modelo híbrido de EAD, pois também contempla momentos presenciais.
Essa oferta de vagas através da parceria da UFAL com a UAB em Alagoas está
amparada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) nº 9.394/96. De
acordo com essa lei,
76
Art. 80. O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de
programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de
ensino, e de educação continuada.
§ 1º A educação a distância, organizada com abertura e regime especiais,
será oferecida por instituições especificamente credenciadas pela União.
§ 2º A União regulamentará os requisitos para a realização de exames e
registro de diploma relativos a cursos de educação a distância.
§ 3º As normas para produção, controle e avaliação de programas de
educação a distância e a autorização para sua implementação, caberão aos
respectivos sistemas de ensino, podendo haver cooperação e integração entre
os diferentes sistemas (Regulamento).
O universo dos estudantes a distância tem aumentado incrivelmente no País. De
acordo com o Censo da Educação Superior de 2009, divulgado pelo MEC em 13 de janeiro de
2011, os cursos a distância aumentaram 30,4% em relação a 2008 e o curso de Pedagogia
registrou 286 mil matrículas, ficando em primeiro lugar. Administração e Pedagogia são
responsáveis por 61,5% das matrículas na modalidade EAD em 2009. No total, a maioria das
vagas é realmente dos cursos de licenciatura.
No Edital nº 1/2010, que regulamenta o Processo Seletivo Específico da
UAB/UFAL, ofertando as vagas de 2010, no item 13 são dadas algumas informações sobre o
curso ao candidato. São elas:
a) Os momentos presenciais são atividades obrigatórias, e realizar-se-ão em sua
maioria aos sábados e/ou domingos. Consistem esses momentos de encontros
presenciais, atividades de laboratórios, tutorias presenciais e avaliação final de
cada disciplina (ou módulo).
Os locais desses momentos serão os polos
UAB/UFAL localizados nas cidades onde o candidato prestou o vestibular. É
dito ainda que o candidato deve ter noções básicas de informática e e-mail para
cadastramento na plataforma de ensino da UFAL;
b) O tempo de integralização do curso será no mínimo de quatro anos e meio e não
poderá exceder cinco anos;
c) O trancamento do curso não será permitido e as disciplinas cursadas em outros
programas, de qualquer natureza, não serão validadas.
Ainda de acordo com esse edital, são 980 vagas ofertadas em quatro cursos na
UFAL. Somente o curso de Pedagogia Licenciatura a distância atende 300 estudantes nas
cidades polos de Maragogi, Olho d’Água das Flores, São José da Laje, Maceió e Santana do
Ipanema. Sem contar os estudantes que já estão matriculados desde 2007. Para se ter a real
noção desse número é preciso dizer que em Maceió, no Campus A. C. Simões, nesse mesmo
77
curso, são ofertadas apenas 240 vagas para o ano de 2010, somando os turnos matutino,
vespertino e noturno, no ensino presencial do Campus Maceió (vide tabela 6).
Tabela 6 - Número de vagas ofertadas de 2007 a 2011.1 no
Curso de Pedagogia Licenciatura na modalidade a distância da Universidade Federal de Alagoas
Vagas
ofertadas
Polo
UAB/UFAL
Maceió
Maragogi
Olho d’Água das Flores
Santana do Ipanema
São José da Laje
Total de vagas
ofertadas
Legenda
2007
2008
2009
2010*
D1
D2
D1
D2
D1
D2
D1
D2
80
40
80
40
-
20
10
20
10
-
40
40
40
40
40
10
10
10
10
10
-
-
50
50
50
50
50
10
10
10
10
10
240
60
200
50
-
-
250
50
D1 – Demanda de professores da rede pública; D2 – Demanda social;
* No ano de 2010, por força de recurso judicial, mais vagas foram ofertadas nas
duas demandas.
Fonte: Site da Comissão Permanente do Vestibular
(COPEVE/UFAL - http://www.copeve.ufal.br/)
É importante registrar que a maioria dos ingressantes do curso não possui um
computador em casa. Para Barbeiro e Lima (2003, p. 45-8), ele é, “ao mesmo tempo, uma
máquina de dados, de vídeo, de áudio, de correio, de arquivos, etc. [...] é um equipamento que
contém todas as outras mídias, portanto, um fator de aglutinação ou de convergência”.
Imprescindível em diversas áreas, em todas as partes do mundo; imprescindível para este
trabalho e esta pesquisa sobre webcasting sonoro.
De fato, a evolução inclui câmera integrada, microfone, cores, mídias compatíveis,
entradas USB (Universal Serial Bus), fax modem, wi-fi, wireless, bluetooth, rede integrada,
altura, largura, peso, profundidade, alimentação, voltagem, tela, tecnologia da tela, memórias,
capacidade e velocidade do HD (Hard Disc – disco rígido do computador), processador e
velocidade do processador, e diversos outros itens e associações possíveis com outras
tecnologias e mídias.
Mesmo tendo os computadores se tornado mais e mais populares, todavia, boa parte
dos licenciandos do curso de Pedagogia UFAL/UAB ainda utiliza os computadores da Lan
house preferida ou os do Laboratório do Polo da UAB, pois ingressam no curso sem possuir
nem computador em casa, nem acesso à rede mundial de computadores.
Um dos motivos do não ter o aparelho é que, para esses estudantes, o valor do
computador associado ou não ao serviço de internet ainda é incompatível com os salários dos
78
professores.
E muitas vezes faltam também condições (inclusive tempo) para estudar
informática básica nas cidades do polo ou de origem, onde residem os estudantes, excetuando
Maceió. Ainda que tenham computador e usem a internet discada em casa, o serviço é
precário, sofrendo quedas com certa frequência.
A Lan House é o local para realizar pesquisas, usar e-mails, digitar trabalhos e postálos no Moodle. Para alguns estudantes, o e-mail usado na inscrição é o e-mail da Lan House
ou de um amigo. Para esse tipo de estudante, o Moodle praticamente se torna uma espécie de
grande caixa postal, associada aos escaninhos das disciplinas e dos professores. Escrevem
tudo nos cadernos e depois pagam a alguém para digitar e postar no Moodle. Alguns pagam
um real por slide que solicitam a outros para elaborar.
Um real por folha impressa na Lan House (não tem computador, não tem impressora,
lógico!). Não costumam baixar programas, quanto mais instalá-los, porque a máquina não é
própria e porque não terão tempo de aprender o uso do software. As leituras dos materiais
didáticos e as produções a serem apresentadas para avaliação tomam a maior parte do tempo
dos que já trabalham em escolas públicas.
Ao longo do curso, vão aos poucos se
familiarizando com a tecnologia, incluindo-se digitalmente e adquirindo o computador.
Esses e outros desafios são enfrentados durante o curso. O uso do webcasting sonoro
é pensado, pois, nesse contexto, integrando-se ao Projeto Pedagógico do Curso de Pedagogia
Licenciatura na modalidade a distância da UFAL/UAB.
O citado projeto já foi aprovado pelo Conselho Universitário (CONSUNI), órgão
maior da UFAL, por corresponder às Diretrizes Curriculares Nacionais de Formação de
Professores e às Diretrizes para os cursos de Licenciatura na UFAL (Resolução nº 32/2005CEPE, de 14/12/2005, em anexo), e tem seus dados disponibilizados on-line no Cadastro da
Educação Superior (Cadastro e-MEC), conforme as normas do Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Superior (SINAES). Esse cadastro
É uma ferramenta que permite ao público a consulta de dados sobre
instituições de educação superior e seus cursos. Em relação às instituições de
ensino, é possível pesquisar informações sobre as universidades, centros
universitários e faculdades vinculadas ao sistema federal de ensino, que
abrange as instituições públicas federais e todas as instituições privadas de
ensino superior do País. O Cadastro informa dados como a situação de
regulação das instituições e dos cursos por elas oferecidos, endereços de
oferta e indicadores de qualidade obtidos nas avaliações do MEC (Fonte:
emec.mec.gov.br).
79
Nesse cadastro, conferido em 18 de fevereiro de 2011, o processo nº 200712630 é o
do pedido de reconhecimento do curso, cujo estado atual é “em análise”. Como possui
reconhecimento anterior, datado de 2005, o curso pode funcionar regularmente até o resultado
do processo em tramitação ser divulgado.
De acordo com dados fornecidos à Plataforma SisUAB (Sistema de informação da
Universidade Aberta do Brasil), que serve de suporte para a execução, acompanhamento e
gestão de processos da UAB, o curso de Pedagogia Licenciatura da UFAL, na modalidade a
distância, apresenta carga horária curricular igual a 3.540 horas, distribuídas em oito períodos,
cuja duração é de seis meses cada um. A matriz curricular em vigor foi formulada em 2007 e
encontra-se em anexo a este trabalho.
Esse curso funciona no Centro de Educação (CEDU), mas como se regulamenta a
partir de editais e não como política pública permanente, funciona no Núcleo de Educação a
Distância (NEAD). O curso presencial de Pedagogia Licenciatura tem uma estrutura que
conta com três técnicos administrativos e dois bolsistas de trabalho (universitários que
recebem uma ajuda de custo), mantidos pela Pró-reitoria Estudantil (PROEST), com carga
horária de 12 horas/semana cada um, para auxiliar em serviços administrativos. Já a equipe
administrativa do NEAD, até outubro de 2011, era formada por cinco bolsistas de trabalho e
uma prestadora de serviço.
Os bolsistas são responsáveis desde o atendimento básico na secretaria do curso até o
acompanhamento da tutoria a distância no Moodle e à execução de atividades administrativas.
Uma prestadora de serviço trabalha como secretária responsável por pagamentos de diárias e
bolsas, além de toda a logística de carros e motoristas para as viagens, articulando-a com o
serviço de transportes da UFAL. Como servidores administrativos, há um motorista, uma
pedagoga, em atividade no NEAD desde dezembro, e um assistente administrativo, este desde
agosto de 2011.
O quadro de docentes do curso é o mesmo do CEDU, que atende aos cursos de
Pedagogia Licenciatura presencial, a 13 Licenciaturas na modalidade presencial na UFAL e a
mais 3 cursos de licenciatura a distância, além da Pedagogia Licenciatura a distância. Essa
configuração corresponde a determinadas políticas públicas propostas pelo Governo Federal e
à organização interna da própria UFAL.
Há também encaminhamentos a fim de que sejam contratados técnicos concursados
para o apoio administrativo dos cursos. No caso de Pedagogia Licenciatura a distância, hoje
são mais estudantes na modalidade a distância do que na modalidade presencial, considerando
a oferta de vagas de ingresso de 2007 até 2011.
80
Em relação ao credenciamento para a EAD, a UFAL já solicitou formalmente ao
MEC o seu recredenciamento e o processo está em tramitação. Esse é um dos motivos para
que os currículos estejam consoantes com a legislação vigente. Nesse sentido, um dos
princípios básicos na formulação de novos currículos e de novas práticas curriculares é a
articulação das dimensões teórica e prática.
As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) orientam nesse sentido e, como cabe às
instituições constituir os seus currículos, a Universidade Federal de Alagoas definiu os
componentes curriculares comuns para seus cursos de formação de professores a partir do ano
letivo de 2006 por meio da Resolução CEPE/UFAL nº 32, de 14 de dezembro de 2005. O
principal objetivo é fortalecer a formação do profissional da educação, distinguindo-a da
formação do bacharel e definindo um modelo a ser adotado por todas as Licenciaturas, quer
na modalidade presencial, quer na modalidade a distância, no regime semestral.
A partir de 2006, todos os novos Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPC) foram
adequados às DCN e os currículos dos cursos de licenciatura apresentam agora 800
(oitocentas) horas de prática pedagógica, distribuídas da seguinte forma: 280 horas em sete
disciplinas intituladas Projetos Integradores, do primeiro ao sétimo semestre; 120 horas em
diferentes disciplinas; e 400 horas de estágio supervisionado, distribuídas em quatro
semestres, a partir do quinto período curricular. Os dois últimos itens têm sua carga horária
distribuída de acordo com o que está definido em cada PPC.
5.2 A Prática Pedagógica no Curso de Pedagogia Licenciatura
Percebe-se que sempre há diferentes noções sobre a prática educativa, a prática
pedagógica, a prática de ensino, tanto por parte dos técnicos em educação quanto por parte
dos próprios docentes.
Nóvoa (1992, p. 24), ao investigar a formação dos professores
portugueses, afirma que na década de 80 do século passado, há uma distinção entre poder e
autonomia.
Por um lado, a tendência para separar a concepção da execução, isto é, a
elaboração dos currícula e dos programas da sua concretização pedagógica;
trata-se de um fenômeno social que legitima a intervenção de especialistas
científicos e sublinha as características técnicas do trabalho dos professores,
provocando uma degradação do seu estatuto e retirando-lhes margens
importantes de autonomia profissional. Por outro lado, a tendência no
sentido de intensificação do trabalho dos professores, com uma inflação de
tarefas diárias e uma sobrecarga permanente de atividades.
81
Essa observação é importante porque o atual momento histórico da educação
brasileira permite uma participação mais efetiva e muito mais autônoma dos docentes, de
técnicos e dos estudantes na formulação dos projetos pedagógicos de seus cursos de
graduação. Ainda assim, o parecer que trata da prática pedagógica especificamente é pouco
compreendido, inclusive quando orienta a articulação teoria e prática na (re)formulação
curricular que atinge a Formação dos Professores da Educação Básica:
Do ponto de vista legal, os objetivos e conteúdos de todo e qualquer curso ou
programa de formação ou continuada de professores devem tomar como
referência: os Artigos 22, 27, 29, 32, 35 e 363 da mesma LDBEN, bem como
as normas nacionais instituídas pelo Ministério da Educação, em
colaboração com o Conselho Nacional de Educação.
Mas há dois aspectos no Art. 61 que precisam ser destacados: a relação entre
teoria e prática e o aproveitamento da experiência anterior. Aprendizagens
significativas, que remetem continuamente o conhecimento à realidade
prática do aluno e às suas experiências, constituem fundamentos da educação
básica, expostos nos artigos citados. Importa que constituam, também,
fundamentos que presidirão os currículos de formação e continuada de
professores. Para construir junto com os seus futuros alunos experiências
significativas e ensiná-los a relacionar teoria e prática é preciso que a
formação de professores seja orientada por situações equivalentes de ensino
e de aprendizagem (Conselho Nacional de Educação, 2001, p.11).
De acordo com a Resolução CEPE/UFAL nº 32/2005 e com as Resoluções CNE/CP
1 e 2 de 2002, a UFAL estabeleceu que a prática pedagógica deve ser apresentada sob três
tipos:
a)
Nas disciplinas específicas e pedagógicas do curso – cada disciplina
ou atividade do curso poderia ter sua dimensão prática, somando no mínimo
120 h em cada currículo. Os professores destas disciplinas, ao mesmo tempo
que desenvolveriam os conteúdos específicos, deveriam desenvolver
atividades tais como: realização de seminários, planejamento e execução de
unidades didáticas, elaboração de textos didáticos, análise de livros didáticos
etc.
b)
Nos Projetos Integradores – em formato de disciplina, esses
componentes curriculares incluiriam a observação de situações em que o
graduando atuará. É interessante observar que ele aprende a profissão dentro
de um local semelhante ao em que a irá exercer, só que em posição invertida.
A carga horária semestral seria de 40 horas, totalizando ao longo do curso
280 horas, sem que uma seja pré-requisito da outra. Como ementa válida
para todas essas disciplinas se estabeleceu o seguinte: elemento integrador
das disciplinas de cada semestre letivo estruturado a partir de atividades
interdisciplinares, em conformidade com a especificidade do curso.
82
c)
Nos Estágios Supervisionados – nestes deve ocorrer a prática de
ensino, de acordo com a Lei nº 11.788/2008, conhecida como Lei do
Estágio, e as Diretrizes Curriculares Nacionais de Formação de Professores,
que são estabelecidas em 400 h. Vale recordar ainda que o Parecer CNE/CP
nº 28/2001, de 2 de outubro de 2001, esclarece que o estágio supervisionado
é o momento de capacitação em serviço, em que o licenciando assume
efetivamente o papel de professor, sob a supervisão de um profissional da
educação já graduado, de preferência que seja da mesma área de estudos.
Ao ser consultado sobre a aplicação da Resolução de carga horária para os cursos de
Formação de Professores, o Conselho Nacional de Educação emitiu o parecer nº 109, de 13 de
março de 2002, homologado pelo Ministro da Educação e publicado no Diário Oficial da
União de 13/5/2002. Nele se afirma que:
Cada Instituição de Ensino Superior, portanto, deverá incluir no seu projeto
pedagógico como componente curricular obrigatório, o estágio curricular
supervisionado de ensino como um momento de capacitação em serviço de
400 horas, que deverá ocorrer em unidades escolares onde o estagiário, ao
final do curso, assuma efetivamente, sob supervisão, o papel de professor.
Acrescente-se que em articulação com o estágio supervisionado e com as
atividades de natureza acadêmica, importa à Instituição prever 400 horas de
prática como componente curricular a se realizar desde o inicio do curso, o
que pressupõe relacionamento próximo com o sistema de educação escolar
(Conselho Nacional de Educação, 2002, p. 2).
O currículo do curso de Pedagogia Licenciatura em questão nasce, pois, sob essa
ótica. E sua organização curricular é baseada em três eixos: o conceitual, o estrutural e o
integrador ou articulador. No eixo articulador estão os Projetos Integradores e os Estágios
Supervisionados, que são formados pelos componentes curriculares (vide tabela 7).
83
Tabela 7 - Distribuição da Prática Pedagógica no Currículo 2007
do Curso de Pedagogia Licenciatura a distância da UFAL
Período
Eixo Articulador do Currículo 2007 do Curso de Pedagogia a Distância da UFAL
Carga horária
Módulo
Componente Curricular
Teórica Prática Total
1º
2º
3º
4º
5º
Mergulhando
na prática
pedagógica
6º
Reflexão sobre os elementos da
prática pedagógica no contexto da
divisão social e técnica do trabalho
escolar, com base nos saberes
envolvidos na formação do/a
pedagogo/a, por meio da
observação/investigação da
realidade educativa.
7º
5º
6º
7º
Planejando e
intervindo na
prática
pedagógica
8º
Construção/reconstrução e
desenvolvimento de ações
educativas refletidas, autônomas,
sequenciadas e significativas,
permeadas pelos saberes e práticas
vivenciados ao longo do curso, que
expressem o exercício da docência
na gestão de sistemas, redes e
unidades escolares e na regência
das disciplinas pedagógicas em
Nível Médio na Modalidade
Normal, na Educação Infantil e nos
Anos Iniciais do Ensino
Fundamental.
Projetos Integradores 1
20
20
40
Projetos Integradores 2
20
20
40
Projetos Integradores 3
20
20
40
Projetos Integradores 4
20
20
40
Projetos Integradores 5
20
20
40
Projetos Integradores 6
20
60
80
Projetos Integradores 7
20
20
40
Estágio Supervisionado 1
30
90
120
Estágio Supervisionado 2
20
20
40
Estágio Supervisionado 3
20
60
80
Estágio Supervisionado 4
30
90
120
240
440
680
Total
Observação: De acordo com a Resolução 32/2005 da UFAL, a carga horária de 800 horas deveria toda ser prática. No
entanto, no projeto o curso considerou que há muita carga horária prática nas demais disciplinas, mais do que 120 horas que
são determinadas pela norma. E que há a necessidade de o começo ser mais teórico, pois é o momento em que se organizam
os grupos e as atividades que serão desenvolvidas no campo.
Deve, pois, o graduando estar em contato desde o início do curso com a realidade
educacional em que vai estagiar, ou seja, em instituições públicas e particulares de Educação
Básica. Cabe por isso, perguntar se a observação do campo-estágio ocorre já nos Projetos
Integradores e se os Projetos Integradores de Pedagogia Licenciatura em questão atenderam a
essa orientação.
Outra indagação a ser feita é se o estudante já está em contato com as escolas em que
vai estagiar nos períodos seguintes, o que exige da UFAL a organização do aparato legal ao
estágio, desde os convênios com as prefeituras e empresas particulares até a emissão de
apólices de seguro para os estagiários.
De acordo com a Lei do Estágio em vigor, ele é um momento de capacitação em
serviço e cabe ao graduando atuar efetivamente como professor da Educação Básica durante
400 horas. Deve ser o Estágio Supervisionado organizado na UFAL, de acordo com a
orientação da Pró-Reitoria de Graduação, de forma articulada com os Projetos Integradores,
quase como uma continuidade, a partir do quinto semestre.
84
Embora elaborada a proposta em termos de intenção pedagógica, as exigências em
tempos de organização legal do estágio e de parcerias a serem estabelecidas ainda são algo a
ser mais bem definido pelo colegiado do curso de Pedagogia Licenciatura, bem como dos
demais cursos da UAB/UFAL. Com a enchente de 2010, que destruiu muitas escolas, por
exemplo, o Estágio Supervisionado 5 teve de ser adiado para a turma que ingressou em 2007.
Obviamente, há elogios e críticas ao modelo atual, fatores que serão discutidos quando da
avaliação do curso, após a formação da primeira turma em 2012.
5.3 Prática Pedagógica e Mídia Sonora
Vale registrar que, independentemente da modalidade, o uso do áudio educativo, online ou não, pode ser feito em qualquer graduação, e as tecnologias a ele associadas podem
inclusive servir para melhorar a inclusão de deficientes visuais na educação superior. Importa
que a mídia utilizada sirva para melhorar a articulação entre teoria e prática e que, no caso das
Licenciaturas, esteja associada à concepção de prática pedagógica do curso. As entrevistas
que os estudantes realizam durante os Projetos Integradores, por exemplo, poderiam ser
gravadas e arquivadas, formando um arquivo sonoro de depoimentos dos professores das
escolas públicas do Estado.
O Parecer CNE/CP nº 009/2001, de 8 de maio de 2001, é a principal referência legal
sobre a prática pedagógica na formação de professores da Educação Básica nos cursos de
licenciatura.
Aborda a reforma da Educação Básica no Brasil a partir da atual Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96.
Ele aponta que muitos dos professores do País são pouco preparados para os desafios
contemporâneos que enfrentam no dia a dia escolar. Destaca inclusive que a formação deles,
em geral, não considerou determinadas características que hoje são essenciais para o exercício
da docência. Uma dessas características é o uso de novas metodologias, estratégias e materiais
de apoio. Por isso a base comum de formação docente contempla também a necessidade de
promover a atualização de recursos bibliográficos e tecnológicos em todas as instituições ou
cursos de formação.
Como esse documento foi escrito por relatores do Conselho Nacional de Educação,
mas é fruto de diversas discussões por todo o Brasil, envolvendo pessoas de diferentes
atuações na área de educação e de diversas associações de profissionais e entidades ligadas à
educação, não pode ser considerado um documento sem participação das bases, imposto. Ele
85
revela sim contradições, desafios do campo institucional e do campo curricular, e esperanças
ao longo do texto.
Em relação ao campo curricular, o documento cita a ausência de conteúdos relativos
às tecnologias da informação e das comunicações.
Se o uso de novas tecnologias da informação e da comunicação está sendo
colocado como um importante recurso para a educação básica,
evidentemente, o mesmo deve valer para a formação de professores. No
entanto, ainda são raras as iniciativas no sentido de garantir que o futuro
professor aprenda a usar, no exercício da docência, computador, rádio,
videocassete, gravador, calculadora, internet e a lidar com programas e
softwares educativos. Mais raras, ainda, são as possibilidades de
desenvolver, no cotidiano do curso, os conteúdos curriculares das diferentes
áreas e disciplinas, por meio das diferentes tecnologias.
[...]
Com abordagens que vão na contramão do desenvolvimento tecnológico da
sociedade contemporânea, os cursos raramente preparam os professores para
atuarem como fonte e referência dos significados que seus alunos precisam
imprimir ao conteúdo da mídia. Presos às formas tradicionais de interação
face a face, na sala de aula real, os cursos de formação ainda não sabem
como preparar professores que vão exercer o magistério nas próximas duas
décadas, quando a mediação da tecnologia vai ampliar e diversificar as
formas de interagir e compartilhar, em tempos e espaços nunca antes
imaginados (BRASIL, 2001 , p. 24-5).
A UFAL, em seu Projeto Pedagógico Institucional e no Projeto Pedagógico do Curso
de Pedagogia Licenciatura, deve, por isso, abordar essa temática. Os esforços no sentido da
adequação à prática pedagógica como apresentada no parecer citado ocorreram quando da
formulação de novos projetos pedagógicos para todas as Licenciaturas, cujos currículos mais
recentes vigoram a partir de 2006, separando a formação dos licenciandos da dos bacharéis.
Os cursos de Licenciatura então, livres do esquema 3+1, deveriam evitar, entre
outros problemas, o baixo domínio do conteúdo e a insuficiente qualificação do licenciando
para o início de sua carreira profissional. De fato, o curso de Pedagogia acaba não sendo alvo
da separação do Bacharelado e da Licenciatura e forma um profissional que pode exercer as
atividades de um e de outro, embora toda a ênfase do curso seja bem maior nas atividades
relacionadas à Licenciatura.
É importante dizer que é ofertada logo no primeiro período do curso, tanto no
presencial quanto no a distância, a disciplina Educação e Novas Tecnologias da Informação e
da Comunicação, como obrigatória, e diversas outras disciplinas utilizam e incentivam essas
tecnologias no dia a dia da sala de aula, quase que sendo este um tema transversal do curso.
86
O parecer aborda diversos outros assuntos que, por não serem exatamente o foco
deste trabalho, não serão referidos aqui, mas que influenciam diretamente no uso da mídia na
educação. Em reconhecimento da legitimidade da mídia para educação produzida pelas
organizações do campo da comunicação, algumas matérias divulgadas pelo sítio da Revista
Nova Escola são, como exemplos da associação da mídia sonora à prática pedagógica no
ensino fundamental, do 5º ao 9º ano, mencionados abaixo:
Título: Podcasts sobre Ariano Suassuna: casamento proveitoso
Subtítulo: Trabalhar obras de Ariano Suassuna em podcasts é uma boa forma de usar
a tecnologia para ensinar vários gêneros orais
Observação: Disciplina Língua Portuguesa no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/turmaproduz-podcasts-ariano-suassuna-475206.shtml. Acesso em 21/2/2011.
Título: Uma rádio ecológica: o meio ambiente e o gênero discursivo
Subtítulo: Observação: Plano de aula de Língua Portuguesa – 6º ao 9º ano
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/radioecologica-524315.shtml. Acesso em 21/2/2011.
Título: Literatura e Podcasts
Subtítulo: Trabalhar obras de Ariano Suassuna em podcasts é uma boa forma de usar
a tecnologia para ensinar vários gêneros orais
Observação: Plano de aula de Língua Portuguesa – 7º ao 9º ano
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/praticapedagogica/literatura-podcast-475891.shtml. Acesso em 21/2/2011.
Título: Do oral ao escrito.
Subtítulo: Observação: Plano de aula de Língua Portuguesa – 6º e 7º ano
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/oralao-escrito-432046.shtml. Acesso em 21/2/2011.
Consani (2007, p. 113-73) sugere aos educadores atividades que podem ser
desenvolvidas na Educação Básica, inclusive no fundamental, do primeiro ao quarto ano,
onde o pedagogo pode atuar como professor. Elas já foram testadas em ambiente educativo e
algumas fizeram parte de pesquisa desenvolvida no Núcleo de Comunicação e Educação da
Escola de Comunicações e Artes da USP sobre radioescola.
No atual cenário educacional, permeado pela tecnologia, o podcast pode ser utilizado
no ensino superior. De acordo com as professoras portuguesas Moura e Carvalho (2006), a
experiência delas envolve a utilização pedagógica do podcast na sala de aula de cursos de
licenciatura, mesclando o momento presencial com o virtual. Os estudantes portugueses por
elas orientados utilizavam a internet para se comunicar com estudantes belgas e trocar
87
podcasts a respeito da língua francesa, num trabalho que envolvia cooperação e colaboração,
em consonância com uma determinada tendência pedagógica esboçada no planejamento do
curso.
No NEAD/CEDU, Barros, Francisco e Fireman (BARROS, 2010, p. 6-7) afirmam
que foi realizada uma experiência utilizando a tecnologia streaming para transmitir entrevistas
pela internet a um público restrito aos estudantes da disciplina Planejamento, Currículo e
Avaliação da Aprendizagem do curso de Física Licenciatura a distância no período de 2009.2.
Por meio de um serviço de hospedagem, a transmissão das entrevistas utilizou o
mesmo suporte técnico que é utilizado pelas web rádios, sendo o experimento realizado
durante uma hora por semana, quatro semanas seguidas, associando a transmissão ao uso de
chats e e-mails para realizar o diálogo com os estudantes-ouvintes on-line.
Após a
transmissão ao vivo que podia ser acessada por meio de link disponibilizado no Moodle, os
arquivos gravados eram disponibilizados no Moodle, para streaming ou download, como
podcasts.
Em resumo, este capítulo apresentou até aqui o curso de Pedagogia Licenciatura a
distância da UFAL, situando o locus da pesquisa, tendo enfocado a prática pedagógica no
currículo do curso e alguns exemplos de práticas pedagógicas que envolveram o uso de mídia
sonora, ainda que não tenham ocorrido nesse curso de Pedagogia. No próximo capítulo, será
apresentada a fase experimental da pesquisa.
6 Estudo de caso da utilização dos formatos web rádio e áudio on demand no
curso de Pedagogia Licenciatura a distância da UFAL
Neste capítulo, apresenta-se a fase experimental da pesquisa, realizada no primeiro
período letivo de 2011, com a disciplina de Saberes e Metodologias do Ensino de Ciências 1,
disciplina do sétimo período no currículo 2007 da Licenciatura em Pedagogia, com 176
estudantes matriculados em quatro polos: Maceió, Maragogi, Olho d’Água das Flores e
Santana do Ipanema. A estrutura da pesquisa tem como aporte teórico Bauer e Gaskell (2004);
Chizzotti (2006); Bell (2008) e Lopes (1994).
Para estar conforme orientação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa e
atender ao Comitê de Ética em Pesquisa da UFAL, os participantes receberam as necessárias
informações e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.
As atividades dessa fase da pesquisa ocorreram simultaneamente. São elas:
a) Observação – trabalho de campo propriamente dito, com uso de técnicas de
investigação por amostragem e coleta de dados sistemática no Moodle, sendo
disponibilizado também o questionário on-line para os estudantes;
b) Elaboração descritiva – organização dos registros;
c) Interpretação das evidências descobertas – redação do relatório final, com a
análise dos resultados da pesquisa.
O resultado dessas atividades foi distribuído em quatro tópicos, que são: o da
experiência de utilização dos formatos web rádio e podcast na disciplina Saberes e
Metodologias do Ensino de Ciências Naturais 1; o da aplicação de questionário on-line com
os discentes; o da análise dos dados coletados; e, por fim, o dos resultados da pesquisa e
análises desses resultados.
6.1 Fase experimental - utilização dos formatos web rádio e podcast na disciplina Saberes
e Metodologias do Ensino de Ciências Naturais 1
A experiência realizada é descrita nas próximas páginas, juntamente com a
apresentação de dados coletados a partir dos relatórios do Moodle, relativos a:
Recursos de mídia sonora disponibilizados – dos quais se observam os acessos dos
estudantes, de forma a determinar quantos estudantes acessaram os podcasts;
89
Fóruns das seis web radioaulas – dos quais se observam os registros escritos dos
estudantes sobre o uso da mídia sonora, para saber quantos estudantes frequentaram
o fórum durante o momento ao vivo (síncrono à transmissão) e depois
(assincronicamente), e a opinião deles sobre o uso da mídia sonora.
Para fins didáticos, esse tópico foi organizado de forma a apresentar primeiro as web
radioaulas e seus respectivos podcasts. Em seguida, trata da gravação, compartilhamento,
edição e disponibilização desses podcasts. Por fim, são expostas as articulações da mídia
sonora com a mídia impressa e audiovisual e com as mensagens instantâneas, e-mails e
telefones celulares.
6.1.1 Web radioaulas e seus respectivos podcasts
Em relação às web radioaulas, quatro atividades foram realizadas: seleção do serviço
de streaming e hospedagem de web rádio; disponibilização da Web Rádio Experimental da
Educação a Distância da UFAL (WEAD UFAL) na interface gráfica do Moodle, por meio de
players para acesso à web rádio e de hiperlinks para os players; criação, produção e
transmissão das web radioaulas; e o acompanhamento delas.
Quanto à seleção do serviço de streaming e hospedagem de web rádio, foi realizada a
busca por empresas que forneciam esse serviço na internet, bem como consultadas pessoas
que já trabalhavam com web rádio, e optou-se pela empresa que oferecia o serviço mais
acessível financeiramente para os pesquisadores. Mensalmente foi paga uma taxa de vinte
reais ao provedor do serviço por meio de boleto bancário e o suporte técnico foi acionado
sempre que necessário.
Vale registrar que já há serviços desse tipo que são gratuitos, mas considerando a
necessidade de suporte técnico especializado, manteve-se a escolha pelo pagamento da taxa,
que incluía o suporte técnico da empresa Sites Rádio.
Já a disponibilização da web rádio WEAD UFAL na interface gráfica do Moodle
ocorreu por meio de players para acesso à web rádio e de hiperlinks para os players. Para
ouvir a WEAD UFAL, foram disponibilizados dois tipos de players, cada um em uma página
web adicionada como recurso no final do sumário do curso. Além disso, foi criado um tópico
no fórum de notícia para tirar dúvidas sobre o uso da mídia sonora, no qual, até o dia 22 de
agosto de 2011, não foi registrada nenhuma dúvida pelos estudantes. Muitos estudantes
90
preferiram utilizar o e-mail para tirar dúvidas ou as mensagens do Moodle, ambos mais
discretos.
Para acompanhar, pelos relatórios do AVA, os acessos específicos dos estudantes a
esses recursos, foram adicionadas as duas páginas web como recurso para colocar dois players
diferentes, um em cada página. Isso se fez necessário por causa das diferentes configurações
dos computadores utilizados pelos participantes do curso. Um player era aceito pelo Windows
Media Player (vide figura 13) e outro era disponibilizado em Flash (vide figura 14).
Figura 13 - Player em Windows Media Player da WEAD UFAL no Moodle
Fonte: http://www.ead.ufal.br/mod/resource/view.php?inpopup=true&id=31411
Figura 14 - Player no formato Flash
Fonte: http://www.ead.ufal.br/mod/resource/view.php?inpopup=true&id=29687.
Sobre a criação, produção e transmissão das web radioaulas ao vivo, pela WEAD
UFAL, elas foram realizadas pelo professor Elton Casado Fireman.
A primeira foi
transmitida a partir do notebook do professor, que foi configurado para a transmissão com o
acréscimo de alguns softwares indicados pela Sites Rádio. O professor atuou como locutor e
ele mesmo gerenciou o serviço de transmissão, no NEAD/CEDU.
A pesquisadora acompanhava os estudantes pelos chats e pelo e-mail. As aulas
seguintes foram realizadas pelo professor Elton Fireman, que transmitia a web radioaula
diretamente da sua casa, tendo aberto como canal de comunicação um fórum para cada
momento. O programa de uma hora era gravado pelo professor, utilizando o Audacity e, a
seguir, enviado para a pesquisadora (por pendrive, por CD ou por armazenamento e
91
compartilhamento on-line no Google Docs), que também acompanhava a transmissão dos
cinco programas seguintes em sua própria residência, e os editava no formato podcast.
Para fins de postagem no Moodle, cada programa foi editado e dividido em quatro
partes que, somadas, têm quase uma hora de duração, sendo disponibilizados numa audioteca,
adicionado como arquivo no ambiente ou como anexos numa postagem do fórum, ou
incorporados em meio a um texto.
Por fim, o acompanhamento das web radioaulas da WEAD UFAL foi realizado por
meio de uma página web no final do sumário de apresentação da disciplina, no qual foram
mantidas as orientações sobre como participar da web radioaula ao vivo, bem como o registro,
em formato de notas, sobre cada web radioaula. Nela foram colocados links para as páginas
dos players da WEAD UFAL.
A seguir, apresenta-se um resumo de cada web radioaula, bem como a participação
dos estudantes a partir dos relatórios do Moodle durante o momento ao vivo e no decorrer da
disciplina até o dia 30 de agosto de 2011.
Tabela 8 - Número de comentários síncronos e assíncronos
em relação à transmissão ao vivo das web radioaulas
Web radioaula
(WRA)
FÓRUM (ESTILO CHAT) DAS WEB RÁDIOAULA
Número de comentários Número de comentários
durante transmissão ao
(assíncronos)
Total
vivo (síncronos)
em 30/8/2011
Primeira WRA
Não houve fórum
21/6/11
Segunda WRA
44
9/7/11
Terceira WRA
56
14/7/11
Quarta WRA
36
29/7/11
Quinta
96
12/8/11
Sexta
66
30/8/2011
Fonte: Dados coletados para esta pesquisa.
Não houve fórum
-
71
115
63
119
55
91
37
133
11
77
A explicação para o dia que contou com mais acessos, dia 12 de agosto, está no fato
de o feriado do Dia do Estudante ter sido transferido para a sexta.
Como muitos são
professores e alguns trabalham até durante os três turnos, o dia de feriado foi o que teve maior
audiência e postagens.
A primeira web radioaula ocorreu no dia 21 de junho de 2011, das 18 às 19h34min.
Houve um atraso de quase meia hora, decorrente mais do nervosismo da estreia do que pela
92
dificuldade de iniciar a transmissão. Não houve um fórum da primeira web radioaula porque a
participação ocorreu por meio dos chats, dos e-mails e de alguns ligações telefônicas. Os
podcasts da primeira web radioaula não foram disponibilizados à parte, como recurso, o que
gera dados num relatório do Moodle. Foram incorporados ao texto do acompanhamento da
web rádio. Desta forma, a tabela apresentada a seguir só apresenta os acessos dos seus quatro
podcasts através da audioteca.
Tabela 9 - Acesso aos podcasts da primeira web radioaula,
de acordo com o relatório do Moodle UFAL em 22 de agosto de 2011
Podcasts da primeira web radioaula (WRA1),
postados no Moodle UFAL em 30/7/2011
Número de estudantes
Informação
Total
WRA1P1
WRA1P2
WRA1P3
WRA1P4
Que acessaram os podcasts na audioteca
25
20
10
9
7
Fonte: Dados coletados para esta pesquisa.
A dificuldade encontrada foi saber quantos estudantes realmente sabem realizar o
download dos arquivos para seu computador, gerenciá-los no ciberespaço, ou ainda transferilos para mídias como CD, celular e MP4, por exemplo. Esses arquivos foram enviados, antes
da criação da audioteca, como anexo, por e-mail, para os estudantes.
A segunda web radioaula ocorreu no sábado, dia 9 de julho de 2011, às 15 horas.
Houve um fórum da segunda web radioaula, mas não houve a gravação do áudio, por isso não
há podcasts. Surgiu a necessidade de um check-list para lembrar de realizar as atividades
ligadas à transmissão. Ocorreram algumas participações por meio dos chats, dos e-mails e de
algumas ligações telefônicas.
A terceira web radioaula ocorreu na quinta, dia 14 de julho de 2011, às 19 horas.
Desta vez estava presente Demetrius Morilla, professor de Química, que dialogou com o
professor Elton Fireman durante o programa, ao vivo.
93
Tabela 10 - Acesso aos podcasts da terceira web radioaula,
de acordo com o relatório do Moodle UFAL em 22 de agosto de 2011
Podcasts da terceira web radioaula (WRA3),
postados no Moodle UFAL em 30/7/2011
Número de estudantes
Informação
Total
WRA3P1
WRA3P2
WRA3P3
WRA3P4
Que acessaram os podcasts na Audioteca
11
9
8
7
7
Fonte: Dados coletados para esta pesquisa.
Quando o estudante informava que seu computador não reconhecia nem um nem
outro player, a recomendação era a de que ele instalasse o programa Real Player ou o
Winamp. Foi disponibilizada uma videoaula sobre como fazer o download desses programas
através do site Baixaki, no YouTube, cujo acesso era possível por meio de link e de
incorporação no Moodle.
Os players tocavam músicas durante todo o tempo, bastava acessar, justamente para
facilitar que o estudante testasse o recurso antes da web radioaula ao vivo. Foi percebido, no
entanto, que essa atitude por parte do estudante foi pensada, mas não comunicada aos
estudantes. Por isso foi postada no ambiente uma recomendação para que realizassem os
testes antes da web radioaula ao vivo.
A quarta web radioaula ocorreu na sexta, dia 29 de julho de 2011, às 19 horas. Por
diferentes motivos, a WEAD Ufal adiou por duas vezes a quarta transmissão ao vivo. As
gravações das aulas agora se encontram disponíveis também na audioteca, no final da
primeira página da disciplina. A audioteca forma uma playlist, formato que não havia sido
pensado quando do uso do webcasting sonoro durante a pesquisa, mas que foi sugerido pelo
professor, para facilitar o acesso do estudante aos arquivos.
94
Tabela 11 - Acesso aos podcasts da quarta web radioaula,
de acordo com o relatório do Moodle UFAL em 22 de agosto de 2011.
Podcasts da quarta web radioaula (WRA4),
postados no Moodle UFAL em 1º/8/2011
Número de estudantes
Informação
Total
WRA4P1
WRA4P2
WRA4P3
WRA4P4
Que acessaram os podcasts na audioteca
14
9
5
5
9
Fonte: Dados coletados para esta pesquisa.
A quinta web radioaula ocorreu na sexta, dia 12 de agosto de 2011, às 18 horas.
Desta vez, o canal único de comunicação passou a ser o fórum, pois ninguém utilizou os
telefones para entrar em contato, e o bate-papo pelo Gmail e pelo Hotmail ficou restrito às
dúvidas técnicas. Mesmo assim, os que utilizavam o bate-papo nos dois serviços somavam
apenas dez estudantes.
Percebeu-se que, para muitos, ainda não era costume utilizar esse recurso. Alguns
declararam que nem sequer conheciam o uso das mensagens instantâneas do próprio Moodle.
Para além disso, percebeu-se que alguns estudantes tinham real dificuldade em gerenciar mais
de uma janela ao mesmo tempo, um fator que dificultava a audiência da web rádio.
Um fato interessante dessa web radioaula é que, quando o professor convidou a
turma para registrar sua presença no fórum, rapidamente o fórum recebeu diversas postagens,
sinal de que a audiência estava bastante atenta.
Tabela 12 - Acesso aos podcasts da quinta web radioaula,
de acordo com o relatório do Moodle UFAL em 22 de agosto de 2011.
Podcasts da quinta web radioaula (WRA1),
postados no Moodle UFAL em 15/8/2011
Número de estudantes
Informação
Total
WRA1P1
WRA1P2
WRA1P3
WRA1P4
Que acessaram os podcasts na audioteca
8
5
5
5
5
Fonte: Dados coletados para esta pesquisa.
A sexta transmissão ocorreu no dia 30 de agosto de 2011, às 19 horas. Foi a última
web radioaula da disciplina. A transmissão foi transferida do dia 25 para o dia 30 porque no
dia 25 o sinal de internet da casa do professor estava sendo constantemente interrompido,
impossibilitando a transmissão.
95
No dia 30, a web radioaula transcorreu normalmente e foi filmada para posterior
podcast de videoaula. Como o professor convocou os estudantes logo no início do programa
a registrarem sua presença no fórum e comentários sobre os experimentos desenvolvidos no
momento presencial, o fórum teve um número maior de postagens durante o momento ao
vivo.
6.1.2 Gravação, compartilhamento, edição e disponibilização dos podcasts
O áudio do programa foi editado e dividido em quatro partes cada um, utilizando o
Audacity. Os podcasts foram disponibilizados como recurso no Moodle nas unidades da
disciplina criadas pelo professor para disponibilização do conteúdo e seus recursos, bem como
próximos ao seu respectivo fórum.
Posteriormente
também
foram
colocados
numa
audioteca
–
onde
são
disponibilizados os podcasts de forma que seu download seja forçado pelo próprio Moodle
para o computador do usuário. Nesse caso, os podcasts assumem uma variação do formato
playlist, de webcasting sonoro, conforme a classificação de Haandel (2009), anteriormente
citada.
Em termos de edição dessa gravação, foi recortado o mínimo de passagens na voz
dos interlocutores, apenas o necessário para melhorar o ritmo da fala ou a compreensão do
texto oral, e aplicados efeitos sonoros, tais como inserir silêncio, equalizar, normalizar,
amplificar.
Além desses, foram utilizados fade in e fade out quando do início ou término de uma
música, de forma amadora e apenas utilizando os recursos do próprio Audacity, numa ou
noutra versão. E, por fim, exportado o podcast no formato MP3 com o auxílio do plug-in
Lame Encoder, reduzindo a taxa de bitrate para 32 bit por 44100 hz, o que significa reduzir a
qualidade do áudio para facilitar a audição pelos que tinham uma internet mais lenta para
ouvir o arquivo diretamente no Moodle. Vinhetas foram acrescentadas no início e no fim da
gravação, com a música Oslodum 200413 ao fundo, a qual foi adquirida no site Domínio
Público.
13
DOLORES, DJ. Oslodum 2004 [Creative Commons – Sampling Plus License]. Portal Domínio Público.
Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/som/Dj%20Dolores%20%20Oslodum%202004.mp3>. Acesso em 25 nov.2011.
96
Para compor os podcasts, foram executadas diversas tentativas de download no que
se refere à aquisição das músicas no formato MP3 para distribuição legal destas entre os
estudantes.
Foram consultados os seguintes portais de áudio:
www.podomatic.com;
www.4shared.com;
www.imusica.com.br;
www.escute.com.br;
sonora.terra.com.br;
tramavirtual.uol.com.br.
www.gilbertogil.com.br
As dificuldades encontradas se referem principalente ao download que é pago e
controlado, mesmo tendo em vista o respeito aos direitos autorais. Por exemplo, existe um
contrato que é firmado entre o usuário do serviço de downloads e a empresa do portal, que,
em poucas palavras, limita o uso do arquivo de áudio ao tempo que o usuário é assinante do
portal e a um determinado número de aparelhos, bem como seu uso é vinculado a
determinado player de áudio, capaz de ler os códigos contidos no arquivo e que se referem ao
direito autoral (DRM) e às regras estabelecidas no contrato.
O download de duas músicas de Gilberto Gil, do CD Quanta, em 30 de julho de
2011, custavam R$ 3,78 em um determinado portal. E em outro não se paga pela música, mas
por um plano de assinante que permite um número “X” de downloads, agregado ou não a
outros serviços correlatos. Havia a opção de utilizar o áudio do próprio CD Quanta, que foi
adquirido pelo professor. Ou de ouvir no próprio site do autor e gravar o áudio on-line,
utilizando o Audacity. Ou utilizar outro software para baixar o vídeo da música14 no YouTube
e extrair o áudio deste.
Em alguns momentos
foram utilizados os arquivos disponibilizados no
temporariamente 4shared. Esse site está para o YouTube assim como o compartilhamento de
áudio está para o compartilhamento de vídeo. Por serem podcasts cuja finalidade maior era a
utilização em sala de aula, numa determinada situação de ensino-aprendizagem, esses
podcasts educacionais criados a partir das web radioaulas não foram mantidos no 4shared.
Por isso não fazem parte das referências deste trabalho.
14
YOUTUBE. Quanta – Gilberto Gil. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=oU-YCqt2O5A>.
Acesso em 25 nov. 2011. Vídeo cujo áudio é do CD Quanta, da Warner Music, 1997.
97
É importante reconhecer que a intenção de um podcaster cujo produto midiático é
um material didático deve ser a de encontrar formas de respeitar os direitos autorais de
Gilberto Gil, ao mesmo tempo em que divulga a riqueza de sua obra num ambiente educativo,
com professores que serão multiplicadores dessa informação, além de a terem em sua própria
formação. E que nesse momento da pesquisa ainda não há caminhos claros sobre como
realizar um e outro objetivo simultaneamente. Para o ex-ministro da Cultura do Brasil,
“pirataria é desobediência civil”.
Quanto às formas de disponibilizá-los no Moodle, basicamente são três:
1. Anexando como arquivo (que pode ficar armazenado no próprio Moodle);
2. Inserindo link para outro site onde o arquivo está armazenado (exemplo:
arquivado no 4shared);
3. Anexando como arquivo no fórum.
Há ainda uma caracterização dos formatos web rádio e áudio on demand utilizados,
considerando as duas comparações realizadas por Reyzábal (1999), referindo-se à língua oral
e escrita e ao rádio e as fitas cassetes, que é apresentada na tabela a seguir (vide tabela 13).
98
Tabela 13 - Características do webcasting sonoro no Moodle UFAL durante a experiência.
Características do webcasting sonoro no Moodle UFAL, durante a experiência, baseada nas considerações
de Reyzábal (1999) sobre língua escrita e língua oral, rádio e fitas cassetes
Web rádio
Podcast
São formatos de webcasting sonoro e se articulam com a língua escrita (grafias), quando inseridos no Moodle.
Não existe a possibilidade de repetir a mensagem a menos
que ela seja disponibilizada novamente na web rádio a
partir do seu podcast, mas já não será possível a interação
ao vivo.
Reversibilidade da mensagem. Possibilidade de
voltar atrás à vontade (o que permite a revisão,
retenção, fixação de conhecimentos).
Admite a multidirecionalidade da mensagem. Todos
conversam com todos através do fórum, de diferentes
localidades.
Nesta experiência, a mensagem é unidirecional, do
professor, com a contribuição dos estudantes
durante o momento ao vivo, para o estudante que
ouve o podcast.
A audiência é determinada pelos acessos aos relatórios do
Moodle, incluindo dia e hora de acesso, se colocado o
player como recurso em uma página web em destaque. Se
o player for incorporado no texto numa página web, é
possível identificar quem acessou a página, mas não quem
acessou especificamente o player da web rádio.
De início, o caráter fugaz da mensagem dificulta outras
atividades que não sejam a escuta, como bater papo, por
exemplo. Mas com a existência de determinados
intervalos na transmissão ao vivo, é possível participar do
fórum de forma orientada para que haja a comunicação
professor- aluno, aluno-aluno, aluno-alunos e todos-todos.
Escuta condicionada a um horário estabelecido pelo
professor.
Enquanto disponibilizado no Moodle, sua audiência
é determinada pelos relatórios do Moodle, é
específica. Mas, ao ser baixado, não há como haver
determinação do seu público.
Horário flexível.
A escuta realiza-se quando o ouvinte deseja.
Há apenas a comunicação oral docente gravada.
Realiza-se na ausência dos interlocutores, pois estes
Mas a existência do espaço aberto ao diálogo,
podem estar distantes fisicamente, mas servindo-se das
como o fórum, permite a participação do aluno na
tecnologias e mídias, o que pode implicar imediatismo.
discussão proposta no podcast.
Os formatos permitem a mobilidade do estudante,
se associados a dispositivos móveis, como a
internet no celular ou aparelhos de MP4.
A recepção da mensagem é feita
A recepção da mensagem se produz com certa tensão.
com uma atitude mais relaxada.
A escuta integrada com outros meios didáticos e multimidiáticos ocorre com o crescimento da fluência digital do
estudante. O estudante pode ir fazendo pesquisas na internet à medida que o professor indica determinados
assuntos, por exemplo.
Permitem um comportamento mais ativo por parte do ouvinte, sob diferentes aspectos.
Pode tanto utilizar uma linguagem mais simples ou uma mais complexa, sobre conteúdos de maior ou menor
complexidade.
Impossibilidade de modificar a mensagem oral por
Possibilidade de modificar a mensagem por parte do
parte do receptor. Mas há a possibilidade de
receptor, por meio da participação no fórum, à medida que
registrar a opinião no sentido da modificação
o professor interage com as respostas dadas.
desejada num espaço comum a todos, como o
fórum.
Possibilidade de o receptor modificar a mensagem
(gravar, apagar, ampliar a gravação).
O caráter instantâneo do meio facilita a transmissão de
A mensagem precisa de maior tempo de
conteúdos de grande atualidade.
elaboração.
Caráter efêmero e conjuntural da mensagem
Caráter durável da mensagem.
Não implica um custo para o receptor.
Utiliza elementos verbais (suprassegmentais) próprios (pausas, entonações, ritmo, intensidade, duração...) etc.
O uso da oralidade no Moodle ainda não é universal nem “espontâneo”. Atualmente precisa ser orientado e, se
possível, num processo de ensino-aprendizagem.
99
6.1.3 Articulação com mídia impressa e mídia audiovisual
Foi disponibilizada no ambiente da disciplina uma apresentação de slides informando
como utilizar o bate-papo do Moodle e acessar os players da web rádio, em três versões
diferentes, para facilitar o acesso: duas do Microsoft Office e uma do Open Office. E para
complementar, acrescentada uma videoaula.
O texto do acompanhamento das web radioaulas no Moodle – no qual eram
agendados e registrados com pequenas notas cada programa ao vivo – continha links para os
players da web rádio. Todo o conteúdo disponibilizado na disciplina foi apresentado na mídia
sonora, marcando a articulação destes com o conteúdo a ser ministrado.
6.1.4 Articulação com mensagens instantâneas, e-mails e telefones celulares
Para que a interação fosse maior no dia da transmissão sonora ao vivo pela web
rádio, foram criados e informados aos estudantes os e-mails (weadufal@gmail.com,
weadufal@hotmail.com, weadufal7@yahoo.com.br) para contato com o “estúdio”, por meio
do uso do bate-papo e do envio de mensagens. Houve participação principalmente pelos chats
no Gmail e no Hotmail. O Yahoo, ninguém utilizou.
O uso de e-mails foi restrito ao aviso das web radioaulas e ao envio de podcasts antes
da criação da audioteca. Poucas também foram as ligações ou torpedos enviados para o
número de celular de cada operadora (CLARO, OI, TIM, VIVO), disponibilizados para os
estudantes pelo estúdio.
A partir da segunda web radioaula, os estudantes foram incentivados a utilizar o
fórum, porque ali suas participações ficavam registradas para todos e nos relatórios do
Moodle. Os chats foram utilizados apenas como suporte técnico para uso da mídia sonora. Já
as mensagens instantâneas do Moodle foram utilizadas para diversos contatos com os
estudantes, especialmente para incentivar-lhes a frequência nas atividades disponibilizadas.
6.2 Registros dos comentários discentes postados nos fóruns das web radioaulas
A fala é objeto de análise nesta pesquisa. Quando gravada, exige do pesquisador a
atividade de transcrição. No caso estudado, a comunicação do aluno para o professor é
100
escrita, não havendo a necessidade de transcrição.
Como o professor realiza uma web
radioaula, transmitida num horário predeterminado e informado aos estudantes, estes podem
interagir numa comunicação todos-todos, professor-aluno, aluno-aluno, aluno-pesquisadora,
pesquisadora-alunos, pesquisadora-todos etc., numa interação que fica registrada no fórum,
em estilo de chat.
Essa foi a solução adotada, porque a ferramenta chat do Moodle UFAL apresenta
dificuldades técnicas em seu uso, fazendo com que a interação seja prejudicada. Além dessa
ferramenta, optou-se pelo uso de celulares, das mensagens instantâneas e dos e-mails. No
entanto, a participação nos fóruns foi mais significativa do que nas outras mídias. A seguir,
dada a importância da leitura para a compreensão geral deste trabalho, apresenta-se o registro
do fórum da segunda web radioaula, ocorrida no dia 9 de julho de 2011, às 15 horas, como
exemplo do diálogo realizado no ciberespaço.
EaD UFAL - Cursos da Universidade Aberta do Brasil - Pedagogia - Licenciatura - 2011.1 - PEDD036 2011.1 - Fóruns - FÓRUM DA SEGUNDA WEBAULA - PERGUNTAS AO VIVO
FÓRUM DA SEGUNDA WEBAULA - PERGUNTAS AO VIVO
por Docente - Sábado, 9 Julho 2011, 14:53
POSTE AS PERGUNTAS DE HOJE: 09/07/11. ESTAREI ON-LINE!
por Pesquisadora - Sábado, 9 Julho 2011, 14:58
Online
por Estudante VLSA - Sábado, 9 Julho 2011, 15:11
a aula de hoje foi adiada para o dia 17?
por Pesquisadora - Segunda Feira, 11 Julho 2011, 19:00
VLSA, a web radioaula aconteceu. Quanto à aula presencial nos pólos, aí é preciso procurar a coordenação
do pólo ou dos cursos. Certo?
por Estudante NSS - Sábado, 9 Julho 2011, 15:13
e aí, estou aqui aguardando a aula?
por Estudante BGS - Sábado, 9 Julho 2011, 15:18
Como faço para ouvir o programa? Estou tentando e não vejo como. Abraços
por Pesquisadora - Sábado, 9 Julho 2011, 15:23
Clique no link a seguir para acessar a web rádio
http://www.ead.ufal.br/mod/resource/view.php?inpopup=true&id=31411
por Estudante EMMQ - Sábado, 9 Julho 2011, 15:43
Professores, meus parabéns pelo trabalho! Também estou em minha casa usufruindo dessa aula podendo,
simultaneamente, interagir com vocês.
por Estudante MTSR - Quinta Feira, 21 Julho 2011, 15:09
Parabéns pela iniciativa da web radio aula, ouvi gostei bastante!
por LMGS - Sábado, 20 Agosto 2011, 00:04
POIS E, TENHO TENTADO OUVIR A WEB RADIO E MEUS HORARIOS NAO COMBINAM,
LENDO OS RELATOS DE MEUS COMPANHEIROS VEJO O QUANTO ESTOU PERDENDO.
POREM ESTOU CORRENDO ATRAS DO PREJUIZO, A PROVA DISSO QUE ESTOU AWUIA ESSA
HORA CHEIA DE TEXTOS RESPONDENDO O QUESTIONARIO. TUDO POR UMA
APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA, PARA TER UMA PRATICA TAMBEM SIGINIFICATIVA.
por Pesquisadora - Sábado, 20 Agosto 2011, 10:31
Oi L, ninguém perde a web radioaula porque ela fica gravada e aí é possível ouvir os podcasts e participar
do fórum, mesmo após o momento ao vivo. É claro que quem participa na hora da transmissão sente a
emoção do ao vivo e ajuda a construir o programa, porque realizam o diálogo com o professor que fica
101
registrado nos áudios. Veja só, o próprio relato dos colegas fica registrado e vc pode ler tudo. Se fosse uma
aula presencial, vc não poderia ouvir mais o que cada um falou.
Você percebe que não há prejuízo se vc acompanhar a web rádio, ler os textos e postar sua mensagem aqui
interagindo como os colegas? Eles depois voltam por aqui e conferem sua participação. Essa é uma
vantagem da EAD no Moodle, não é? Parabéns pelo esforço. E vamos em frente! Att.
por Estudante NSS - Sábado, 9 Julho 2011, 15:14
professor estou aguardando aula?
por Estudante MSGM - Sábado, 9 Julho 2011, 15:20
Olá Professor! Audio 100%.
por Estudante R - Sábado, 9 Julho 2011, 15:20
Ok, professor, estou conectada e ouvindo bem a transmissão da sua web aula.
por GLSA - Sábado, 9 Julho 2011, 15:22
Sou G aluna do Pólo Maragogi.
Estou ouvindo muito bem!
E estou adorando poder fazer parte dessa nova fase da EAD UFAL, parabéns Professor.
por Pesquisadora - Sábado, 9 Julho 2011, 15:40
G, me adicione no seu gmail: weadufal@gmail.com []'s
por Estudante MLMLS - Sábado, 9 Julho 2011, 15:43
Finalmente um recurso facilitador e que atente as nossas expectativas. Parabéns ao professor e ao demais
responsáveis pelas web aulas. Transmissão excelente,que vence a distância e como disse o próprio
professor nos torna tão próximos. Pra mim está sendo fantástico!
por Estudante PFGB - Sábado, 9 Julho 2011, 15:25
Olá! Estou ovindo. Abraços, PB.
por Estudante KSGB - Sábado, 9 Julho 2011, 15:25
Boa tarde pesquisadora, até o momento não consegui ouvir a aula da disciplina na web rádio só estou
escutando músicas.
por Pesquisadora - Sábado, 9 Julho 2011, 15:38
K, atualize a página da internet da web rádio se estiver demorando muito a receber o áudio, pois já estamos
transmitindo ao vivo. Para ajudar a carregar o áudio quando ficar muito lento, clica na barra de endereços
do navegador e depois clique em enter. Ou clica direto numa setinha que dá um meio giro (do Mozilla ou
do Internet Explorer ou do Google Chrome ou outro que vc está utilizando.) Um abraço,
por Estudante KSGB - Sábado, 9 Julho 2011, 16:11
Olá consegui escutar a web rádio, audío 100%, pois foi muito proveitosa a aula do professor. Até a
próxima quinta-feira Abraços
por Estudante NSS - Sábado, 9 Julho 2011, 15:29
Estou ouvindo muito bem a aula professor!!!!
por Estudante MSR - Sábado, 9 Julho 2011, 15:31
Que bom, conseguir acessar o link!. O audio está ótimo.
por Estudante ARLL - Sábado, 9 Julho 2011, 15:33
obrigada,até que fim consegui,e estou ouvindo bem e até aqui gostando.
por Estudante NSS - Sábado, 9 Julho 2011, 15:34
professor parabéns pelo sucesso da web rádio, mas vc vai postar o material para ser impresso?
por Estudante RABVS - Sábado, 9 Julho 2011, 15:38
É verdade, professor, a ciência tem o poder de beneficiar a nossa existência mas o homem tem que saber
gerir o conhecimento para não usá-lo para a destruição do planeta e do ser humano.
por Estudante JRSS - Quinta Feira, 21 Julho 2011, 17:51
Colega R., achei muito interessante a parte que você grifou sobre o conhecimento que é oferecido pela
ciência, apenas beneficiando à quem sabe usar. Pois quem não sabe e não tem os devidos conhecimentos
para usar este aprendizado pode causar danos ao planeta e aos próprios seres humanos.
por Estudante ATDS - Quinta Feira, 4 Agosto 2011, 09:44
Concordo plenamente R., aliás sabemos que existem interesses econômicos por trás da produção destas
tecnologias, e muitas vezes esses interesses falam mais alto, em detrimento ao bem social. A ciência pode
ser uma arma de construção e destruição, basta estar nas maõs erradas.
por Estudante GLSA - Sábado, 9 Julho 2011, 15:42
Professor, de que forma podemos classificar conhecer e Aprender.
102
Eu Aprendo o conteúdo na hora da prova.
E conheço, como conheço?
por Estudante GLSA - Sábado, 9 Julho 2011, 15:47
Então professor nós temos que ensinar nossos alunos a Aprender e conhecer.
Da forma que conhecemos aprendemos para nossas vida, levando em consideração nossa visão de ver e
conhecer o mundo.
por Estudante CSS - Sábado, 9 Julho 2011, 15:48
Boa tarde, até que fim consegui.
por Estudante VLSA - Sábado, 9 Julho 2011, 15:49
Sou do Pólo de Santana do Ipanema e estou ouvindo e gostando da aula.
por Estudante EMMQ - Sábado, 9 Julho 2011, 16:01
Prof. concordo que convencer os pais dos nossos alunos a respeito das inovações em nossa prática é um
desafio, mas já temos obtido grandes resultados ao ousarmos trabalhar apresentando diferentes
metodologias. Acredito que é "essa visão de mundo diferenciada" que precisamos investir na educação a
fim de revertermos os atuais quadros de evasão e analfabetismo tão gritantes, sejam em nosso estado ou em
nosso país.
por Estudante CMS - Sábado, 9 Julho 2011, 15:57
PROFESSOR, ÓTIMA AULA. PARABÉNS!
por Estudante MSR - Sábado, 6 Agosto 2011, 15:51
É verdade E., as vezes encontramos dificuldades de renovar, devido a falta de compreensão dos pais,mais a
educação realmente esta mudando e nós professores temos que correr contra o tempo, os alunos já chegam
na escola cheios de informações, e temos que aceitar a visão de mundo de cada um.
por Estudante CAC - Segunda Feira, 11 Julho 2011, 19:41
Boa Tarde Professor! Gostaria que o senhor comentasse sobre os quatro pilares para educação estabelecidos
pela unesco, segundo cita o livro indicado por você. C - Polo Olho D'Agua das Flores
Para quem quiser consultar quais são os quatro pilares da Educação:
http://4pilares.net/text-cont/delors-pilares.htm
(Editado por Pesquisadora - Sábado, 9 Julho 2011, 15:56)
por Estudante MSR - Sábado, 9 Julho 2011, 15:57
Sem dúvida Professor, uma aula de Ciências baseada na experiência o resultado na aprendizagem é muito
positivo.
por Estudante GMMM - Sábado, 9 Julho 2011, 15:57
muito boa as informações, com base nelas nós como professores poderemos melhorar nossa prática e
buscar novos conhecimentos
por Estudante PFGB - Sábado, 9 Julho 2011, 16:05
Professor, o senhor disse no programa que estava ficando velho mas como está no texto disponível no
moodle:o senhor está aprendendo a ser, desenvolvendo a capacidade de autonomia e analise critica e de
tomar decisões nas mais diversas circunstâncias da vida.
Gostei muito da aula!!!!!! Até a próxima quinta(14-07) às 19h.Parabéns e abraços a todos!
por Estudante AAM - Sábado, 9 Julho 2011, 16:06
Gostei bastante da aula dentro dos pilares da educação aprender aprender o ensino de ciências também tem
como finalidade conduzir as crianças a entenderem que ela não faz parte da natureza, mas a própria
natureza dentro de um sistema capitalista com uma percepção de meio ambiente.
por Pesquisadora - Segunda Feira, 11 Julho 2011, 19:32
Oi A, sua observação tem a ver com a música Homem Primata (que o professor colocou durante o
programa). Quem quiser ver o clipe, clica aqui, especialmente os que não puderam participar do
ao vivo.
por Estudante JRSS - Quinta Feira, 21 Julho 2011, 18:13
Olá, já conhecia a música que o professor colocou durante o programa e sempre achei muito interessante o
modo em que os Titãs misturam de certo modo a ciência com o capitalismo, mostrando o quanto que o
capitalismo mudou o mundo, destruindo a natureza, o planeta e o próprio ser humano, tendo também o seu
lado bom que é o lado do progresso e da mudança.
por Pesquisadora - Quinta Feira, 21 Julho 2011, 19:31
Oi J,vale lembrar que as gerações mais recentes estão mais conscientes e preocupadas com
sustentabilidade. Assim ainda temos chance de continuar nossa história aqui na Terra )
103
Na terceira web radioaula o professor volta a citar essa música, e outra do grupo Legião Urbana,
continuando a discussão sobre o ensino e o estudo de Ciências. Se quiser conferir, é só acessar o link que
está disponibilizado no quadro da primeira unidade, abaixo da tarefa Glossário.Um abraço,
por Estudante MSR - Sábado, 6 Agosto 2011, 16:08
A web radioaula é uma boa estratégia de ensino, cabe ao aluno ficar atento para não perder as
oportunidades oferecidas. Estou sempre acessando o link para ouvir as aulas com mais calma.
por Estudante GRS - Quinta Feira, 4 Agosto 2011, 19:29
Ola Andréia, as aulas são ótima em casa tiramos maior aproveito, e vemos a importância de conduzir esse
intendimento a nossas crianças.
por Estudante GMMM - Sábado, 9 Julho 2011, 15:58
até agora só vi a tarefa glossário, tem outra?
por Pesquisadora - Segunda Feira, 11 Julho 2011, 18:58
Oi G, é o Glossário somente. Mas para fazê-lo, deve-se ler o texto indicado e depois fazer uma boa
pesquisa na Internet, procurando sites de referência que ajudem a construir os conceitos, para que o verbete
que vc construir seja realmente confiável. Um abraço, nmb
por Estudante RABVS - Sábado, 9 Julho 2011, 15:59
Concordo, professor, que o ensino de Ciências Naturais é provido de muita diversidade e, por isso, não
pode ficar restrito a simples memorização. É preciso experimentar, vivenciar, dinamizar para construir o
conhecimento científico.
Gostei muito de participar desta aula. Parabéns pela iniciativa e até a próxima!
por Estudante GMMM - Sábado, 9 Julho 2011, 16:03
Oi R, que bom voltar a ativa, não? E agora com mais uma matéria com novidades.
por Estudante JRSS - Quinta Feira, 21 Julho 2011, 19:25
Colega R, o ensino de Ciências Naturais sempre vem inovando e mudando, por conta da diversidade
existente dentro dela. Como você disse, é preciso sempre está experimentando e vivenciando a ciência para
aprender e construir certo conhecimento, não podendo centralizar apenas em um conhecimento, pois como
já havia dito tudo muda. Por exemplo, sabemos que o planeta Plutão não é mais um planeta e existem
escolas com materiais didáticos não atualizados que passam para alunos a informação de que ele ainda faz
parte do Sistema Solar.
por Estudante ATDS - Quinta Feira, 4 Agosto 2011, 09:49
Pois é Raquel, sem dúvida, a DESCOBERTA, é algo muito importante no ensino das ciências naturais,
afinal não existe algo mais prazeroso que VER ACONTECER, EXPERIMENTAR, ou seja, construir o
conhecimento de forma SIGNIFICATIVA.
por Estudante NSS - Sábado, 9 Julho 2011, 16:00
sou do pólo santana!!! gostei da aula ok.
por Estudante MSR - Sábado, 9 Julho 2011, 16:01
Acompanhei a web aula pelo audio, bem como lendo os textos já postados.Valeu.
por Estudante GRS - Quinta Feira, 4 Agosto 2011, 19:21
Ola colega, sou do polo da Santana, também adorei assisti as aula, não é tão facio quem mora em sitio sair a
noite para o polo. Estou amando.
por Estudante GMMM - Sábado, 9 Julho 2011, 16:01
até mais. foi ótimo!
por Estudante AML - Sábado, 9 Julho 2011, 16:03
Olá, profesor, escutei muito bem a aula e gostei muito. Até mais.
por Estudante EMMQ - Sábado, 9 Julho 2011, 16:02
Até a próxima, foi maravilhoso!!!
por Estudante GLSA - Sábado, 9 Julho 2011, 16:04
Parabéns Professor. Sua Web aula foi de importância fundamental para esse nosso recomeço, já que
estamos de volta as aulas voltamos verdadeiramente conectados. GA - do Pólo Maragogi
por Estudante AMAW - Domingo, 28 Agosto 2011, 18:41
É isso mesmo, G! Nosso professor é muito competente e nos trás sempre inovações que complementam
nosso aprendizado. Um abraço!
por Estudante JF - 7º período - pólo de Maragogi
por Jailda Caitano de Oliveira Ferreira - Sábado, 9 Julho 2011, 16:28
Olá, Professor, Boa Tarde. Consegui ouvir a aula. É mais um desenvolvimento para o nosso curso. J.
104
por Estudante MAG - Sábado, 9 Julho 2011, 16:37
Professor, boa tarde! Desculpa eu não ter assistido a aula, mas estava dando aula no polo para um grupo de
professores (pré-concurso), mas já ouvi todas as outras aulas postadas!
por Estudante JAS - Sábado, 9 Julho 2011, 17:14
Pena professor, Bem na hora me falta energia elétrica, mas já ouvi a primeira aula, muito boa por sinal,
amei. Parabéns!!!!!!
por Estudante GSR - Sábado, 9 Julho 2011, 19:42
Professor não tive como assistir a aula de hoje, mas assisti a outra, e posso dizer que foi muito proveitosa,
parabéns professor. POLO: Olho d Água das Flores
por Estudante MMVP - Sábado, 9 Julho 2011, 19:58
Gostei muito da aula 100% audio,assisti toda a aula e achei importantíssima quando o professor falou que
não devemos ensinar nossos alunos a decorar definições de ciência e sim inovar conhecimentos da
importância do mundo que nos cerca e trazer os pais de nossas crianças para essa realidade,as música do
Ney e de Titãs foram ótimas e nos mostra a realidade que vive o nosso planeta,vamos resgatar nossos
alunos para a preservação do nosso meio ambiente.Adorei a aula professor,Parabéns pela iniciativa sua e da
pesquisadora.Abraços e até quinta.
por Pesquisadora - Segunda Feira, 11 Julho 2011, 18:45
Oi turma,colocamos o vídeo da música ROSA DE HIROSHIMA, cantada por Ney Matogrosso e citada
pelo professor e pela Magda na apresentação da disciplina. Vale a pena ouvir de novo e relacioná-la com o
estudo de Ciências Naturais. P.S.: Parabéns para todos nós!! De que vale uma web rádio sem audiência?
por Estudante MMS - Sábado, 9 Julho 2011, 22:07
tenho que ter algum programa especifico para ouvir ? não consigo ouvir nada nem web radios nem as aulas
anteriores
por Pesquisadora - Segunda Feira, 11 Julho 2011, 17:34
Oi M,até aqui, percebemos que a recepção da web rádio pode variar principalmente por cinco motivos
diferentes:
1) A configuração do seu computador (incluindo os programas que tem nele e a caixa de som ou phone
dele, se o sistema operacional é Windows, ou Linux, por exemplo);
2) A sua internet (se é discada usando a linha telefônica, se é via rádio, se é serviço com uso de minimodem de alguma operadora, se é de um pacote de TV a cabo);
3) A nossa transmissão, pois podemos transmitir com mais qualidade de áudio ou menos;
4) O seu navegador de Internet (Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google Chrome - lembrando que cada
um deles tem também versãos diferentes);
5) O usuário, que pode ter dificuldades maiores ou menores para acessar o link e ajustar o que for
necessário. Veja que colega do seu pólo está mais próximo a vc e pode lhe ajudar vendo o computador da
sua casa. Estamos organizando um tutorial para mostrar como acessar a web rádio em formato de vídeoaula. Quanto ao programa que pode ajudar, sugerimos o Real Player ou o Winamp.
Abaixo apresento os links para vc fazer o download pro seu computador a partir do site Baixaki.
Real Player - http://www.baixaki.com.br/download/realplayer.htm
Winamp - http://www.baixaki.com.br/download/winamp-full.htm
Por enquanto, é como posso lhe ajudar. Um abraço,
por Estudante SSL - Segunda Feira, 11 Julho 2011, 11:51
Professor, infelizmente não pude ouvir sua aula no dia 09, fiquei sem internet, por manutenção na
linha,gostaria de saber vai ser disponibilizado no moodle.
por Pesquisadora - Segunda Feira, 11 Julho 2011, 18:54
Oi,o segundo programa não foi gravado, por isso não vai ser disponibilizado.
Aguardamos você e os colegas para participar na próxima quinta, dia 14/07, às 19 horas, da transmissão da
terceira web radioaula.
Agora é melhor investir na leitura do texto indicado e da tarefa Glossário do Tópico 1. Um abraço,
por Estudante MSR - Quarta Feira, 13 Julho 2011, 19:49
Oi! Irei fazer o possivel para participar da aula.
por Estudante AKS - Sábado, 16 Julho 2011, 19:03
Olá Pesquisadora, boa noite saudades de você estou enviando este email porque até o momento não vi nada
estou muito preocupada pois, é dessas aulas que faremos a prova não é?como faço pra visulizar essa rádio
estou agurdando a resposta desde já obrigada.
por Pesquisadora - Segunda Feira, 18 Julho 2011, 23:08
105
A,estou colocando agora uma vídeo-aula no Moodle, ensinando como baixar programas que auxiliam no
uso da web rádio. Escolha qual dos dois vc deseja baixar no seu computador: se o Real Player ou o
Winamp. Dá uma olhadinha na vídeo-aula e, se tiver dúvidas, marque um horário comigo mandando um email para weadufal@gmail.com para a gente se encontrar pelo chat, de preferência entre 19 e 21 horas. Um
abraço,
por Pesquisadora - Segunda Feira, 18 Julho 2011, 23:09
Valeu, S. “Tamo” junto.
por Estudante MSGD - Quarta Feira, 20 Julho 2011, 09:54
Ouvi a aula porém nao postei a interação no momento online.
por Estudante DSN - Domingo, 17 Julho 2011, 13:19
Olá professor novamente o senhor inovando, meus parabéns... Sou um ouvinte assíduo do rádio, quando
posso passo horas ouvindo a Joven Pan ou a CBN adorei as músicas disponibilizadas, vou fazer o máximo
para acompanhar as proximas narações on-line. Um abraço.
por Pesquisadora - Segunda Feira, 18 Julho 2011, 23:04
Oi D, vc é o primeiro a comentar sobre a seleção musical.
E como web rádio também é cultura, informo que baixamos a maioria das músicas da internet, download
esse que remunera as bandas, os cantores.
SITE: TRAMA VIRTUAL http://albumvirtual.trama.uol.com.br/lancamentos
As músicas do WADO, ele mesmo disponibiliza para download no site dele.
SITE WADO http://www2.uol.com.br/wado/
Um abraço,
por Estudante MFFLVC - Segunda Feira, 18 Julho 2011, 20:24
Estou aguardando a proxima aula.Gostei desta tecnologia moderna ate então desconhecida para
mim.Parabens
por Estudante LRV - Segunda Feira, 18 Julho 2011, 20:39
Mais uma vez a web aula foi otima professor , parabéns por colocar em pratica essa tecnologia, pois ao
ouvir a web aula, percebo como a ciência é importante para a vida do ser humano e como vamos ensinar
ciências.
por Estudante EBS - Quarta Feira, 20 Julho 2011, 18:21
Aqui não faço indagações, mas entendo que para minimizar a evasão e a repetência que atinge nossos
alunos precisamos inovar nossa prática profissional com novas metodologias.
por Pesquisadora - Quarta Feira, 20 Julho 2011, 20:16
Oi E, e todos da turma,a gente agradece demais a participação de vocês. O trabalho de educação a distância
não é fácil. Antes, por exemplo, como professores, éramos desafiados a lidar com o videocassete. Depois
com o aparelho de DVD. E isso era utilizar a tecnologia na educação. Agora, praticamente estamos
inseridos em um mundo tecnológico. Agora não estamos usando o aparelho de som numa sala de aula.
Estamos todos numa espécie de sala de aula sem paredes que tem sons, imagens e textos, tudo meio
misturado num mesmo espaço. Isso exige um maior esforço nosso, em preparar o material didático, e de
vocês, porque exige muitas vezes um pouco mais de conhecimento de informática de todos nós. Assim, o
que pedimos a todos é que caminhemos juntos para melhorar o sistema. Ele abre caminho para outros
cursos e para outras experiências. Especialmente para diversas outras pessoas. Um abraço,
por Estudante AFB - Segunda Feira, 25 Julho 2011, 10:51
Olá pessoal! Infelizmente ainda não consegui assistir a web aula porque não estava tendo acesso a matéria e
agora que estou tendo acesso a internet aqui na cidade não ajuda muito, mas estou tentando baixar o
arquivo e espero assistir todas. Até logo.
por Estudante DXSS - Terça Feira, 26 Julho 2011, 20:03
Professor, não estava matriculada em sua disciplina até o dia 22/07 por isso que perdi as primeiras aulas o
que posso fazer para recuperar estas aulas perdidas, por favor me ajude pois não quero ficar reprovada.
por Estudante AFB - Quarta Feira, 27 Julho 2011, 16:25
Já pude assistir às aulas disponibilizadas no e-mail e gostei, interessante e nos ajuda a descansar um pouco
a vista de tanto ler no computador.
Quero ressaltar o argumento da Eliane Belo precisamos inovar nossa prática profissional com novas
metodologias e despertar em nossos alunos o interesse de aprender, para isso devemos ser flexíveis e
trabalhar a necessidade educacional deles, assim como comentei no outro fórum, para que este ensino seja
significativo para o aluno. Lembrando também que há seu tempo a criança aprenderá, isso foi uma das
coisas que o professor falou em seu discurso que a criança, o ser humano às vezes aprende através da
experiência própria, quando conta o fato da sua filha ter tomado o choque mesmo ele tendo lhe avisado do
106
que poderia acontecer e através da experiência ela não mais esqueceu.
por Estudante JMFP - Quinta Feira, 28 Julho 2011, 12:09
Olá professor, felizmente não tive qualquer tipo de problema quanto a transmissão da web-aula. Ouvi com
clareza e nitidez. Fez-me recordar o projeto Minerva, lá pelos idos anos 70 que nos ajudava a preparar-nos
para o vestibular. Um barato! É o avanço da tecnologia se valendo se suas raízes...
por Estudante ELF - Quinta Feira, 28 Julho 2011, 14:12
Olá professor, nem sempre podemos ouvir a web rádio no horário marcado, mas podemos ouvir a aula em
outro horário, pois esta fica disponível no nosso e-mail, que bom! o bom da EAD é a flexibilidade de
horário em que o aluno escolhe o seu horário.
por Tutoria - Quinta Feira, 28 Julho 2011, 19:06
Queridos alunos, estou online joguem suas perguntas. Afetos.
por Estudante JFAOB - Sexta Feira, 29 Julho 2011, 15:34
Querido professor, como nossa colega Edvânia mencionou nem sempre é possível ouvir a web rádio
no momento específico, porém estando disponível na plataforma é possivel ficar a par do que foi
repassado.
por Estudante DXSS - Sexta Feira, 29 Julho 2011, 21:07
Quero ressaltar que a ciência trouxe uma infinidade de maravilhas para nosso padrão de vida como:
valores e ações criado pelo homem. Pois sabemos que ela é uma realidade viva para que possamos
viver em um patamar de bem esta. É preciso que os seres humanos sejam consciente que tudo isso
acontece por permissão deDeus que da inteligência ao homem para descobrir coisas maravilhosas
para nossas vidas, por exemplo: os remédios que traz a cura para o nosso corpo, as máquinas etc.
Emfim cada dia a ciência evolui trazendo para o meio social e cultural mudanças que so a ciência
pode explicar.
por Estudante JMFP - Segunda Feira, 1 Agosto 2011, 10:26
Achei muito esclarecedor a forma como o professor colocou o "como falar sobre os diversos temas
que as ciências aborda". Como, através do EXPERIMENTAR, as coisas vão ganhando significados
para todos. O que era senso comum (conhecimento adquirido e fornecido através do conhecimento de
mundo) ganha sentido científico.
Achei bacana também a possibilidade de termos participantes ativos, ou seja, alunos. Principalmente
nas séries iniciais que o público é formado por uma clientela de "excelentes" perguntadores (fase dos
porquês)
Que a informação é o limiar de uma aula;
Que o conhecimento passa, principalment hoje, de forma muito rápida;
Que as diferentes camadas da economia e da cultura vão me levar ao questionamento de como fica
minha aula hoje? diferente da de ontem e da de amanhã...;
Que devemos fazer de tudo para o meu fazer pedagógico não ficar monótono e permanecer atrativo;
Que a prática educativa é feita para se aprender a viver de uma melhor forma;
Que devemos refletir, transformar e contextualizar...
por Estudante APLS - Terça Feira, 2 Agosto 2011, 02:07
Caro professor,
gostaria de parabenizá-lo pela iniciativa/inovação no método. Praticando/provando o quanto a ciência
é importante e faz parte do nosso cotidiano.
por Estudante ES - Terça Feira, 2 Agosto 2011, 20:12
A ciencia de hoje nos mostra a realidade do nosso dia-a-dia,nos revelando a realidade do meio
ambiente,onde devemos levar esse conhecimento para a sala de aula.
por Estudante LAA - Terça Feira, 2 Agosto 2011, 21:45
Atualmente estamos vivendo na era da ciência e da tecnologia. As sua aulas nos dá a oportunidade de fazer
parte dessa realidade e de sentirmos a necessidade de estarmos preparados para viver num mundo
complexo e de rápidas mudanças científicas e tecnológicas.
por Estudante LNF - Quinta Feira, 4 Agosto 2011, 16:41
Essas aulas foram e serão de grande serventia para a nossa formação profissional.
por Estudante GRS - Quinta Feira, 4 Agosto 2011, 19:35
Ola professor, estou amando as suas aulas não assisti a anterior, porque a internet caiu, seria bom que a
gente poder acessar.
por Estudante AEA - Domingo, 7 Agosto 2011, 14:09
Caro professor, não pude assistir as aulas, mas aproveito para parabenizá-lo pela iniciativa bem
interessante.Farei o possível para não perder as próximas...
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por Estudante JMFP - Segunda Feira, 8 Agosto 2011, 10:25
Este curso é como a própria vida! cheio de situações inesperadas...Se estivéssemos num curso "regular" não
teríamos a oportunidade de estarmos experimentando a WEB AULA! Que bom!
por Estudante DCSS - Terça Feira, 9 Agosto 2011, 11:00
Olá professor, infelizmente não ouvi nenhuma de suas aulas ao vivo, mas com a ajuda da pesquisadora que
me enviou os anexos da aula pude ouvir e gostei muito. Parabéns a todos os responsáveis por essa ideia tão
bacana, pois muitas vezes não conseguimos parar e ler os textos com a atenção devida e quando
conseguimos nem sempre entendemos direito, mas com as web aulas isso não acontece, pois o professor
fala numa linguagem muito fácil de compreender.
por Estudante MASL - Quarta Feira, 10 Agosto 2011, 20:53
Para que o ensino de Ciências Naturais seja diversificado é necessário que as aulas não se detenham apenas
a memorização e resumo de conteúdos sem que os alunos entendam a função dos conhecimentos
científicos, bem como onde estes poderão ser aplicados. Dessa forma, os professores devem buscar a
inovação na prática pedagógica objetivando formar sujeitos que sejam capazes de utilizar tais
conhecimentos para explicar fatos que acontecem no cotidiano e, não querer formar cientistas, pois a
disciplina favorece momentos de trocas de experiências entre alunos e professores.
por Estudante SRPF - Sábado, 27 Agosto 2011, 15:14
Concordo com você Maria Aparecida, o ensino de ciências naturais deve estar muito além de uma simples
memorização. É interessante que os professores associem os conteúdos a realidade dos alunos.
por Estudante ARS - Sexta Feira, 12 Agosto 2011, 00:53
Muito bom .Estou realmente gostando.
por Estudante MNSN - Segunda Feira, 15 Agosto 2011, 11:08
Tratar a inovação como ruptura paradigmática é dar-lhe uma dimensão emancipatória, não negando a
história, mas sim partir desta para fazer avançar o processo de mudança. Processo de inovar se reconhecer
que as formas alternativas de trabalho em sala de aula rompem, em alguma medida, com a estrutura
tradicional da aula.
por Estudante SSS - Segunda Feira, 15 Agosto 2011, 14:03
Para que exista inovação na prática pedagógica tem que se superar o desafio de transformar o padrão da
abordagem pedagógica usada por anos em sala de aula depende da superação dos paradigmas
conservadores. Cabe ressaltar que não se trata de anulação do paradigma conservador na prática
pedagógica, pois seria irreal pensar na transposição de um paradigma para o outro como um passe de
mágica.
por EstudanteVLAB - Terça Feira, 23 Agosto 2011, 15:55
S, Concordo com você. A inovação é muito importante para estimular o aluno a estudar com novos
paradigmas da prática pedagógica.
por Estudante ERC - Quinta Feira, 25 Agosto 2011, 15:43
É S, temos que inovar a nossa pratica pedagogica mesmo com muitas dificuldades devido a falta de
compreenção dos pais, mas a educação esta mudando em passos lentos e nos professores temos que esta
atentos a essas mudanças.
por Estudante SRPF - Sábado, 27 Agosto 2011, 15:19
Olá S, é interessante o docente observar qual tipo de prática pedagógica se adequa mais a sua realidade,
além de estar sempre em busca de novos conhecimentos e inovações.
por Estudante JFS - Quarta Feira, 17 Agosto 2011, 14:16
É verdade, temos que estar sempre inovando os conhecimentos para que nossa fonte do aprendizado não
chegue a secar.
por Estudante JLRS - Quarta Feira, 17 Agosto 2011, 14:20
As descobertas nas quais fazemos, custa um período um pouco cansativo, é o período do aprendizado onde
demorar um pouco pois, temos que saber entender e compreender os conteúdos para passarmos para os
alunos e termos a total certeza de que estamos ensinando o conteúdo com resultados.
por Estudante ACPO - Quarta Feira, 17 Agosto 2011, 22:06
Caro professor, infelizmente, não pude assistir algumas de suas aulas ao vivo. mas, fiz algumas
observações que gostaria de compartilhar com as colegas. Em primeiro lugar fico como todas entusiasmada
um tipo de aprendizagem inovador. Acredito que é possivel buscar inovações na prática pedagógica para
que o aluno possa explicar fotos do corriqueiros, e a disciplina oferece bastante espaço e oportunidades
para que haja uma grande interação entre professores e alunos. Em segundo lugar, como foi visto na
primeira aula, os alunos devem ressignificar os conhecimentos trazidos consigo e relacionar o aprendizado
de ciências com o prazer das descobertas.
108
por Estudante ACPO - Quarta Feira, 17 Agosto 2011, 22:14
S, concordo quando você diz que "Para que exista inovação na prática pedagógica tem que se superar o
desafio de transformar o padrão da abordagem pedagógica usada por anos em sala de aula depende da
superação dos paradigmas conservadores". Mas é preciso observar também que o aluno aprende
rapidamente quando o tema estudade se mostra interessante e, principalmente e for usadas formas de
tecnologias que eles aprendem ou até mesmo dominam mais que alguns de nós.
por Estudante CCBRC - Quinta Feira, 18 Agosto 2011, 10:42
Concordo que é muito importante para o professor influenciar no aluno a forma de observar e pensar sobre
as coisas! Sabemos que as crianças gostam de descobrir e principalmente investigar, trata-se de uma
maneira muito prática e motivadora de inserir a ciência na sala de aula, onde leve-os a perceber o mundo
que os cercam. Certamente serão movidos pela curiosidade desafiadora e provocante, um momento ímpar
para o professor construir explicações inteligentes e oferecer experimentos que oportunizem novas
descobertas!
por Estudante AMAW - Domingo, 28 Agosto 2011, 18:50
Concordo com você, CC!
As aulas de ciências trazem um mundo de informações sobre nossas ações, e o que está em nossa volta,
desde que seja exposta de uma forma inovadoa, repleta de informações de acontecimentos e mudanças das
coisas que nos cercam e isso o professor nos repassou muito bem, nos fez perceber que o ensino de ciências
transpassa o que os livros dizem. nesse contexto, cabe aos professores, inserirem metodologias de ensino
voltadas para a exploração daquilo que os cercam como ponto de partida para o ensino eficaz de ciências.
por Estudante EVS - Quarta Feira, 24 Agosto 2011, 21:41
Olá professor! Estou muito enrolada com essa matéria...
por Estudante LDAMB - Quarta Feira, 24 Agosto 2011, 23:09
Professor, infelizmente algumas vezes ou na maioria das vezes, não consigo participar da aula ao vivo, mas
ouço e anoto pontos principais da aula em momentos posteriores.
por Estudante MFLS - Quinta Feira, 25 Agosto 2011, 20:30
É muito bom para o desenvolvimento de cada criança quando ela está construindo conceitos de ciências
através de suas experiências.
por Estudante SRPF - Sábado, 27 Agosto 2011, 14:22
Gostei bastante da aula o senhor está de parabéns, é importante mostrar através do ensino da ciência que a
criança é parte do ambiente onde vive e responsável pela sua preservação e sustentabilidade. Nós
professores devemos estar sempre atualizados para abordar da melhor forma possível os temas propostos e
assim formar crianças mais conscientes da sua atuação no meio onde vive.
por Estudante MMS - Sábado, 27 Agosto 2011, 15:27
É realmente importante essa maneira de começarmos a ensinar nossos alunos desde cedo. A
conscientização nos primeiros anos escolares, acho que irá segui-lo pelo resto do processo escolar e por que
não de sua vida.
6.3 Aplicação de questionário on-line aos discentes
Esta pesquisa considerou como grupo de escuta apenas os discentes da disciplina. A
recepção dos programas foi avaliada de acordo com a recepção deles. Para isso foi elaborado
um questionário on-line, como formulário no Google Docs, que foi disponibilizado no
Moodle a partir da última transmissão ao vivo da WEAD UFAL, no formato de autoavaliação
do material didático sonoro, acrescentado ao Moodle como recurso em uma das unidades
didáticas, cujo prazo de participação se encerrava no dia 7 de setembro.
No entanto, alguns estudantes informaram que não estavam visualizando o recurso
e, pelo relatório do Moodle, percebia-se que nenhum estudante havia mesmo acessado o
recurso. O questionário (vide apêndice A) foi, pois, impresso e aplicado no Polo Maragogi,
109
no sábado, dia 10 de setembro, e no Polo Maceió, no sábado seguinte, dia 17 de setembro. O
mesmo questionário foi aplicado nos polos Santana do Ipanema e Olho d’Água das Flores no
dia 23 de setembro.
Foram recebidos 18 questionários respondidos de Maragogi, 17 de Maceió, 27 de
Olho d’Água das Flores e 14 de Santana do Ipanema, totalizando 76 questionários, que
correspondem a aproximadamente 43% do número de 176 matriculados na disciplina. Os
dados coletados são apresentados a seguir, seguidos de breve comentário sobre a amostragem.
A primeira parte do questionário buscava elaborar um perfil básico dos 76
estudantes que colaboraram na avaliação; 84% deles já atuam como professores da Educação
Básica (vide Gráfico 1).
Gráfico 1 - Vida profissional
110
91% são mulheres (vide Gráfico 2).
Gráfico 2 – Sexo do estudante.
87% moram na zona urbana, 13% na zona rural (vide Gráfico 3).
Gráfico 3 – Localização do estudante em relação às zonas urbana e rural.
Quanto ao tipo de acesso à internet, o estudante poderia escolher mais de uma
possibilidade: 86% utilizam apenas um tipo de acesso para realizar as atividades no Moodle.
(vide Gráfico 4).
111
Gráfico 4 – Número de tipos de acesso à internet por estudante.
O tipo mais utilizado é a conexão via cabo, depois o acesso por linha discada. O
menos utilizado é o do serviço Velox e o do acesso pelo celular. Vale lembrar que a
disponibilidade desses serviços não é a mesma nas cidades de origem dos estudantes (vide
Gráfico 5).
Gráfico 5 - Tipos de acesso à internet.
112
Em relação ao tipo de computador, 63% usam um tipo de computador, e 29% de
estudantes usam dois tipos. Dois estudantes utilizam três tipos, e quatro estudantes utilizam
quatro tipos diferentes (vide Gráfico 6).
Gráfico 6 - Número de tipos de computador utilizados por estudante.
Para esses estudantes do sétimo período do curso de Pedagogia Licenciatura, o
computador de mesa, próprio, é o modelo de computador mais utilizado (vide Gráfico 7).
Gráfico 7 - Tipos de computador utilizados por estudantes.
113
Em relação à faixa etária, percebeu-se que 10% têm mais de 50 anos, sendo duas
pessoas com mais de 60 anos. 60% estão entre 30 e 49 anos; 30% estão entre 20 e 29 anos.
Esse dado, aliado a outros, pode apontar se os que têm mais idade têm mais dificuldade no
uso da mídia sonora (vide Gráfico 8).
Gráfico 8 – Faixa etária dos estudantes.
A segunda parte do questionário tratava da importância da comunicação oral (vide
Gráfico 9), a partir de quatro itens: comunicação oral discente por meio da mídia sonora;
comunicação oral docente por meio da mídia sonora; comunicação oral e o curso de
Pedagogia Licenciatura a distância; comunicação oral e Educação a distância.
114
Gráfico 9 - Importância da comunicação oral por diferentes itens.
Sobre a importância da comunicação oral, afirma-se que 91% a consideram
importante ou muito importante (vide Gráfico 10).
Gráfico 10 - Importância da comunicação oral.
115
A terceira parte tratava da satisfação do grupo escuta em relação à mídia sonora.
Formada por 12 itens, será apresentada aqui em três grupos. Grupo recurso didático, que
abordava quatro itens (vide Gráfico 11).
Gráfico 11 - Satisfação dos estudantes detalhada em relação aos itens do grupo recurso didático.
Em relação à mídia enquanto recurso didático, 64% dos estudantes ficaram
satisfeitos ou totalmente satisfeitos (vide Gráfico 12).
Gráfico 12 - Satisfação em relação ao grupo recurso didático.
116
Grupo processo, que abordava mais quatro itens (vide Gráfico 13):
Gráfico 13 – Satisfação dos estudantes detalhada em relação aos itens do grupo processo.
Em relação à mídia sonora enquanto parte de um processo, 62% dos estudantes
ficaram satisfeitos ou totalmente satisfeitos e 31% a consideraram como indiferente ou
ficaram pouco satisfeitos com seu uso (vide Gráfico 14).
Gráfico 14 - Satisfação em relação ao grupo processo.
117
Grupo qualidade-quantidade, que abordava outros quatro itens (vide Gráfico 15),
incluindo o campeão de reclamações: horário da transmissão ao vivo da web radioaula.
Gráfico 15 - Satisfação dos estudantes detalhada em relação aos itens do grupo qualidade-quantidade.
Em relação à mídia sonora em termos de quantidade e qualidade, 51% dos estudantes
ficaram satisfeitos ou totalmente satisfeitos e 35% a consideraram como indiferente ou
ficaram pouco satisfeitos (vide Gráfico 16).
Gráfico 16 - Satisfação em relação ao grupo qualidade-quantidade.
118
Somando todos os itens e considerando as opiniões dos 76 estudantes de Maragogi,
Maceió, Santana do Ipanema e Olho d’Água das Flores, afirma-se que 64% estão totalmente
satisfeitos ou satisfeitos com a mídia sonora, 29% a consideram com indiferença ou estão
pouco satisfeitos e 7% estão insatisfeitos com o uso da mídia (vide Gráfico 17).
Gráfico 17 - Satisfação dos estudantes detalhada em relação aos itens à mídia sonora utilizada
na disciplina de Saberes e Metodologias do Ensino de Ciências Naturais 1.
No questionário havia também três questões abertas. A seguir, elas são apresentadas
juntamente com as respostas dos estudantes dos Polos Maceió e Maragogi, como um extrato
de todos os questionários. As respostas foram agrupadas de forma a ressaltar o elemento que,
para a pesquisadora, mais se destacava nas observações dos estudantes.
Pergunta 1: Você acredita que essa disciplina contribuiu para que você utilize a
mídia sonora em sua prática pedagógica? (Grifos nas respostas são da autora deste trabalho).
1. ... - (3 estudantes deixaram em branco).
2. Sim - (8 estudantes responderam com a palavra sim).
3. Sim. Mas ainda não dispomos de meios para utilização.
4. Sim; apesar de não ser um recurso muito fácil para mim, a mídia sonora é um recurso
interessante que pode auxiliar o trabalho do professor.
5. Sim, pois num mundo globalizado é necessário estarmos conectados, e essa prática
ajuda bastante.
6. Sim, apesar de algumas dificuldades, contribui bastante.
7. Sim, de maneira dinâmica, sugestiva, pois ainda não tempo equipamentos necessários
e essenciais para o uso da mesma.
119
8. Sim, pois, nossos alunos, observam vídeos, debates e de certa forma é a melhor
maneira de aplicar as TICS, pois o mesmo ouve o que é interessante e aplica o que tem
vontade.
9. Sim; só que hoje as escolas não disponibilizam tais recursos para isso.
10. Sim, apesar de não ter acompanhado todas, porém vejo como mais uma ferramenta no
processo de ensino-aprendizagem.
11. Sim. As aulas ministradas através da web rádio foram muito proveitosas pois tive a
oportunidade de participar com perguntas e as mesmas foram respondidas e debatidas
no mesmo instante praticamente. Existiu também um debate mais significativo em
relação ao fórum que postamos perguntas ou dúvidas e só é respondido depois.
12. Sim, foi um instrumento inovador e dinâmico na relação ensino-aprendizagem,
principalmente na educação a distância.
13. Sim, pois através da mídia sonora pude mudar um pouco a metodologia das minhas
aulas.
14. Sim, pois passei a conhecer essa nova tecnologia e pude perceber que ela pode ser um
importante instrumento/ferramenta pedagógica. Pena que na realidade da escola
pública alagoana (na qual atuo) computador, internet e afins ainda são recursos
praticamente inexistentes bem como nas casas de nossos alunos tão carentes
economicamente.
15. Sim, eu achei que foi de muita contribuição, uma pena que eu não pude assistir às
aulas ao vivo, mas depois pude ver todas pelos podcasts.
16. Sim, na minha opinião inovou e trouxe mais eficácia à modalidade desse curso a
distância, aproximando e facilitando mais a aprendizagem e a interação.
17. Sim, descobri uma possibilidade de desenvolver aulas através da mídia sonora que os
alunos poderão contribuir, atuando com o professor de uma maneira mais dinâmica
para o desenvolvimento dos conteúdos.
18. Claro. Apesar de que é preciso ter o recurso tecnológico, mas inovar em nossa prática
pedagógica, sempre lançando mãos de outros recursos é de fundamental importância
para os alunos e professor.
19. Apesar de não estar em sala de aula, acredito que essa forma de mídia sonora é de
grande importância para o desenvolvimento da educação.
20. Despertou a minha curiosidade, talvez busque me aprofundar. Pelo menos agora sei
que existe.
21. Como conhecimento adquirido, com certeza. Quanto à aplicação nas nossas escolas
públicas ainda é algo muito distante.
22. Enquanto conhecimento sim. Todavia, a realidade nas escolas públicas e dos discentes
é difícil. O acesso ao uso desse recurso que é inovador está distante de ser utilizado na
realidade em que leciono. As escolas não dispõem de laboratório de informática.
23. Não posso utilizar a mídia sonora nas minhas aulas por "n" motivos. No entanto, esse
conhecimento poderá ser utilizado em um futuro próximo, espero!
24. Não, pois tive problemas de acesso devido a erros de sistema e também por falta de
tempo.
25. Não, devido à dificuldade de acesso na escola em que trabalho.
26. Não respondo porque, como até a semana passada estava sem acesso às matérias,
ainda não tive tempo de ouvir as aulas, portanto, não tenho como opinar.
Pergunta 2: O que você considera como ponto(s) positivo(s) no uso da mídia
sonora? (Grifos nas respostas são da autora).
120
Não opinaram
1. ... (3 estudantes não responderam)
2. Não respondo porque, como até a semana passada estava sem acesso às matérias,
ainda não tive tempo de ouvir as aulas, portanto, não tenho como opinar.
Atuação do professor
3. O fato de o professor explicar e comentar os textos da disciplina e interagir com o
aluno para esclarecer suas dúvidas.
4. Ouvir as explicações dos professores sobre o assunto abordado, e a oportunidade de
interagir, com várias pessoas ao mesmo tempo.
5. A oportunidade de comunicação com o professor.
6. A resposta das dúvidas e o esclarecimento do professor quanto aos textos e assuntos
trabalhados. Também poder ouvir no trabalho e em casa as aulas.
7. O ponto mais positivo é ouvir do próprio [professor] suas ideias sobre o tema; é ouvir
do professor uma explanação sobre o que está escrito na plataforma.
Tecnologia
8. A forma pela qual a tecnologia está sendo usada.
9. Inovação.
10. Para mim, estar ouvindo em tempo real é fantástico. Onde antes esse recurso não
existia. Sem contar que faz com que nós, como futuros pedagogos, possamos lidar
melhor com os recursos que a tecnologia nos oferece.
Flexibilidade
11. O fato de que, se tivermos algumas dúvidas, podemos voltar lá na mídia sonora e ouvir
a hora que pudermos, e no caso de ainda termos dúvidas o professor respondia ao
vivo. Coisa difícil de acontecer em licenciatura a distância.
12. A flexibilidade de ouvir as aulas no momento que puder, e no momento em que ela
acontece poder participar e interagir.
13. Poder ouvir quantas vezes achar necessário a fala do educador. Possibilidade de ouvir
em um outro momento que não seja o determinado pelo professor.
14. Participar e ouvir no local onde você se encontra; oferecer oportunidade para outras
pessoas que estão ao redor do ouvinte, também obter este conhecimento.
15. A superação da distância física entre professor e alunos e entre alunos também; aulas
em tempo real; praticidade e comodidade em ouvir a web aula em casa; a interação em
tempo real no fórum; a possibilidade de poder ouvir depois nos podcasts.
16. A inovação através do recurso web rádio; a possibilidade de ouvir os podcasts a
qualquer momento.
Interação e interatividade
17. A interatividade.
18. Dinâmica. Informação. Conhecimento. Interação.
19. Informativa. Interação. Conhecimentos. Foi algo novo nesta disciplina e neste curso
até o momento.
20. Melhoria na aprendizagem e uma interação on-line. Facilita o interesse do aluno para
o que está acontecendo.
121
21. A interação com os outros colegas e professores.
22. A mídia sonora deixa a aula mais proveitosa, pois com ela ou através dela, podemos
ouvir as explicações relacionadas aos conteúdos da determinada disciplina, como
também fazer perguntas e ouvir as respostas no mesmo momento. É bem diferente de
ler textos e buscar sozinho as devidas respostas.
23. Contribui na interrelação; o conteúdo de certa forma é repassado de maneira clara,
mesmo a distância, mesmo a distância o aluno pode tirar suas dúvidas, através de
fóruns e telefonemas ao vivo.
24. Tirar dúvidas durante a apresentação; interagir com o professor e colegas.
25. vQue os alunos interagiram ao mesmo tempo como o professor e com outros alunos
para trocar informações e tirar dúvidas e mais tarde pode ouvir novamente as aulas do
professor como reforço.
26. Um contato maior com o professor e por isso uma maior interação quanto ao
conteúdo apresentado; interação entre os alunos; possibilidade de leitura do material e
esclarecimentos sobre as dúvidas durante a transmissão.
27. A interação entre os participantes, literalmente distantes, ou seja, não reunidos numa
sala de aula, pois esta se controi em lugares diferentes naquele momento de
transmissão e a disposição das aulas gravadas.
Novas mídias, novos métodos
28. A dinâmica diferenciada, a interdisciplinaridade, a abrangência e exploração de novos
métodos de ensino para aulas dinâmicas e interessantes.
29. A possibilidade de novos métodos de aprendizagem.
30. O recurso foi dinâmico, porém só ele como fonte de discussão, ficou cansativo.
31. Através da mídia assimilamos bastante os conteúdos.
32. É uma forma de variar o estudo, além do material impresso. Além disso, o áudio
muitas vezes facilita a compreensão, pois há possibilidades de tirar dúvidas ao vivo.
33. A oportunidade de mostrar aos alunos que existem outros meios para transmitir
conhecimentos.
Pergunta 3: O que você considera como ponto(s) negativo(s) no uso da mídia
sonora? (Grifos da autora).
Não opinaram
1. ... - (3 estudantes não responderam).
2. Não respondo porque, como até a semana passada estava sem acesso às matérias,
ainda não tive tempo de ouvir as aulas, portanto, não tenho como opinar.
Conexão/internet e recepção da transmissão
3. O fato de depender de uma boa conexão com a internet para assisti-la em tempo, ou
seja, ao vivo.
4. Só quando não conseguia ouvir ou a internet péssima.
5. Às vezes a conexão está lenta; falhas na web rádio (fica cortando a voz).
6. Algumas falhas na transmissão e o tempo que considero pouco.
122
7. No caso da utilização na disciplina de Ciências, o fato de ficar "falhando" a
transmissão ao vivo, o que acabou prejudicando a assimilação do que o professor
desejava passar.
8. Falhas na transmissão (às vezes, da rede ou do sinal ou do próprio computador da
pessoa); horários não compatíveis com a disponibilidade de alguns alunos.
9. A transmissão. O áudio da web rádio em algumas áreas.
Computador
10. Até o momento, às vezes, é o problema no computador, quando não assistimos à aula,
e depois vamos acessar o computador às vezes para ou fica lento.
Horário(s) das transmissões e disponibilidade de tempo
11. Os horários não eram compatíveis com a minha rotina diária.
12. A falta de tempo para assistir em tempo real ao vivo pois os horários nunca batiam
com os meus também a conexão de internet que muitas vezes não acompanha a da
mídia sonora.
13. Apenas a mudança de horários. Mas isso não interfere na qualidade e na importância.
14. Apenas os horários, pois alguns não pude ouvir.
15. Você precisa ter disponibilidade de tempo de parar em frente ao computador para
ouvir o material.
16. A disciplina de horário.
17. Só em relação ao horário, pois muitas vezes não é compatível ao do aluno.
18. É que nem sempre todos possuem disponibilidade do horário marcado para as aulas.
19. Só os horários, já que nós, professores, temos muitas atividades além da sala de aula.
20. O horário marcado, pois nem sempre estamos disponíveis para participar, visto que
temos outros compromissos.
Tecnologias e conhecimento de informática
21. As variantes das tecnologias (ora tem ora não tem).
22. No meu caso, como ponto negativo, foi não poder ter assistido todas as aulas, por
conta de ainda não ter domínio com as ferramentas da tecnologia, como; baixar
programas e o som às vezes não estava nítido.
23. Particularmente, devido à falta de hábito, a questão de atentar aos horários de
transmissão e também a pouca habilidade com os recursos tecnológicos utilizados, ou
seja, quando "trava", não saber resolver logo o problema, ter muita dificuldade.
Em relação às escolas da educação básica
24. A falta desta na maioria das escolas, o acesso a essas mídias*.
Metodologia
25. Apesar da internet ter alcançado a muitos, quando não se tem um espaço próprio para
ouvir algo do tipo, acaba deixando o indivíduo desmotivado para acompanhar,
123
principalmente quando toda uma disciplina é baseada apenas na mídia sonora, ao invés
de ajudar acaba excluindo o aluno.
26. Programas que não visem à construção da cidadania e interesse social.
27. Não participei muito das web aulas. Horário não combinava. Parecia um monólogo.
Poderia ter tido uma aula presencial antes de iniciar as web no polo.
Comunicação oral discente
28. A mídia sonora "rádio" ainda não permite a participação no ar.
Não há ponto negativo
29. Não observo nenhum ponto negativo.
30. Nenhum.
31. Até o presente momento não achei nem um ponto negativo.
32. No momento nenhum.
33. Não identifiquei. Parabéns pelo uso da mídia sonora!
6.4 Análise dos dados coletados
Quanto ao uso do Google Docs, lamenta-se a falha na aplicação do questionário
junto ao estudantes, no Moodle. Além disso, durante a elaboração das tabelas e gráficos a
partir das respostas dos estudantes, percebeu-se que mais do que o recurso que cria os gráficos
automaticamente, são importantes as relações que se estabelecem entre os itens pesquisados e
que o Google Docs não o fará se quem cria o formulário não souber estabelecer essas relações
utilizando essa ferramenta on-line.
O atraso na aplicação do questionário também fez perceber o quanto é importante a
relação da pós-graduação com a graduação. Trata-se aqui da relação em termos de pesquisas
que podem ser desenvolvidas em conjunto, por alunos da graduação e da pós-graduação,
articulando ensino e pesquisa. Uma relação que pode ser benéfica para os estudantes, mas
que precisa ser bem estudada, pois às vezes inclui conflitos de interesse que prejudicam o
processo de ensino-aprendizagem a que ambos estão vinculados.
Foi identificado, pelo questionário, que o grupo escuta é composto por 91% de
professores da Educação Básica, 91% mulheres, 94% moradores da zona urbana e 6% da zona
rural do interior do Estado, 72% estão acima de trinta anos e os outros 28% entre 20 e 29, o
que já diz algo sobre a maioria ser formada por migrantes digitais e não nativos digitais,
revelando uma necessidade maior de observação da sua fluência digital.
124
Sobre o acesso à internet e o tipo de computador que os estudantes utilizam, notou-se
que, de 21 estudantes que utilizam computador de mesa, oito utilizam conexão via cabo e
nove utilizam linha discada. Percebe-se que o leque de opções está variando, mas é
importante observar aqui que dentre os que possuem conexão via cabo, só um reclamou de
não conseguir ouvir a web rádio por causa da “internet péssima”.
Já os que possuíam a linha discada reclamaram de falhas na transmissão, o que muito
provavemente significa falhas na recepção causadas pelo tipo de conexão utilizado, além de
outras variáveis, como a configuração do computador.
Em termos de configuração do
computador, vale lembrar que as variáveis incluem navegadores e suas versões, sistemas
operacionais e suas versões, softwares instalados, recursos de hardware do estudante etc.
Quanto à importância da comunicação oral, percebeu-se que 95% a consideram
importante ou muito importante. Mas chama a atenção o fato de um estudante ter considerado
pouco importante a comunicação oral docente por meio da mídia sonora, o que leva a refletir
sobre as razões dessa avaliação.
É possível que a comunicação estabelecida pelo professor nessa disciplina seja
considerada pouco importante, e poderia ser diferente. Mas também é possível considerar que
a comunicação docente é desnecessária quando o processo de ensino-aprendizagem se torna
cada vez mais autodidático.
Em termos de satisfação do grupo escuta em relação à mídia sonora, alcançou-se a
marca de 80% de satisfação ou total satisfação. Percebeu-se, principalmente, que o horário
dos momentos ao vivo deve ser, se possível, combinado com os estudantes logo no começo do
curso e que deve ficar claro que é realmente difícil que todos participem, mas que os que
participam ajudam a construir um produto midiático para todos consumirem posteriormente.
Recomenda-se que os que não puderem estar presentes ao momento ao vivo não
sejam prejudicados em termos de avaliação, pois a relação assíncrona deles com os podcasts e
o fórum pode funcionar como grupo de observação dos que atuaram como grupo de
verbalização durante a execução da atividade em tempo real. Nesse sentido, os papéis de
produtores e consumidores da mídia sonora podem ser trocados entre os participantes e
enriquece assim a todos.
Em relação às questões abertas, optou-se por registrar anteriormente a “fala” dos
estudantes, inclusive por reconhecimento aos participantes do grupo escuta, para que
realmente sintam o quanto esta dissertação foi construída com a participação deles e de tantas
outras vozes.
Segundo a maioria dos participantes do grupo de escuta, que já são
profissionais da educação, essa disciplina contribuiu sim para que utilizem mídia sonora em
125
sua prática pedagógica, embora alguns visualizem que em termos de mídia sonora associada à
internet a realidade das escolas públicas do Estado não seja favorável à sua utilização.
A contribuição principal se refere às Ciências Naturais. Em relação ao uso da mídia
sonora, os pontos positivos foram: a atuação do professor; a inovação da tecnologia
(streaming); a flexibilidade do formato podcast e de poder ouvir a web rádio a partir de
qualquer lugar; a interação e interatividade; o uso de novos métodos associados às novas
mídias.
E os negativos foram: conexão/internet e recepção da transmissão; o computador do
estudante; o(s) horário(s) das transmissões e a disponibilidade de tempo do estudante
(aspectos que não podem ser analisados separadamente); as tecnologias e os conhecimentos
de informática exigidos; a metodologia utilizada na disciplina; a ausência da comunicação
oral discente.
Sobre estes dois últimos pontos, vale a pena destacar que um(a) estudante pontuou
que o uso excessivo de uma só mídia pode acabar gerando a exclusão do aluno,
desmotivando-o, visto que ele não tem as mesmas condições que os outros. É algo a ser
observado com cuidado quando da elaboração de outras atividades com mídia sonora, em
outras disciplinas. Também o fato de não haver a comunicação oral docente.
Quem utilizar o podcast sem associá-lo ao fórum ouvirá realmente uma espécie de
monólogo do professor, que não trata tanto da construção de conceitos científicos formais,
mas que principalmente se preocupa em refletir sobre o ensino de Ciências Naturais a partir
de experimentos científicos, de vivências que muitas vezes são desvalorizadas pelo saber
formal.
Por fim, registra-se aqui que no fórum de notícias havia o espaço para tirar dúvidas
sobre mídia sonora, mas que poucos, menos de 10 estudantes, o procuraram. Por e-mail e
bate-papo, menos de 20 estudantes buscaram informações sobre como melhorar o seu acesso
à mídia sonora, o que corresponde ao nível de satisfação em relação ao conhecimento de
informática que possuem.
Para a maioria, aquilo que sabem os faz participar bem da disciplina. Isso é ótimo.
No entanto, muitas vezes, o conhecimento já adquirido e as condições técnicas possuídas só
se ampliam quando se sente um pouco de insatisfação com o que já se sabe, e se busca mais.
Nesse ponto, a insatisfação pode contribuir mais para o crescimento da aprendizagem do que
a satisfação que coloca o estudante numa zona de conforto estagnante.
126
Em um outro fórum, aberto na audioteca, percebeu-se que boa parte dos estudantes
ouve o formato podcast apenas no computador, não sabendo ainda como transferi-lo e utilizálo em mídias móveis, como celulares e aparelhos de MP4.
6.5 Resultados da pesquisa e análises dos resultados
Em relação ao formato web rádio, pela participação durante o momento ao vivo,
entende-se que foi aquém do esperado inicialmente, embora tenha sido saudado positiva e
espontaneamente pelos participantes dos fóruns.
Dos 300 estudantes que entraram no
vestibular 2007 e deveriam estar matriculados, de acordo com o fluxo padrão, na disciplina de
Ciências Naturais 1, só 176 encontravam-se matriculados nela. Deste total, a frequência de
audiência durante as aulas ao vivo foi de um número ainda mais reduzido, em torno de 50
participantes, que não eram sempre os mesmos em cada um dos seis momentos agendados.
O adiamento de algumas web radioaulas, por motivos superiores como situação de
saúde do docente ou de sinal fraco de internet por conta da operadora, também influenciou na
frequência dos momentos síncronos. Somadas as seis web radioaulas têm-se praticamente
seis horas de áudio, gravadas a partir da transmissão via internet com o auxílio do software
Audacity. Dois terços dessa carga horária foram preleção e um terço, em média, foi dedicado
à leitura e à discussão dos comentários dos estudantes nos fóruns sobre o tema abordado. Para
saber se essa carga horária de áudio foi adequada, essa questão foi investigada por meio do
questionário de avaliação da mídia sonora.
A busca pelos podcasts, disponibilizados em formato de players ou na audioteca,
também foi aquém do esperado. Mas é difícil reconhecer o relatório do Moodle como fonte
segura nesse sentido, pois um estudante pode baixar o arquivo e enviar para todos os demais
colegas por e-mail. Da mesma forma o tutor. O podcast da audioteca tinha o seu download
forçado quando algum estudante o acessava.
Mesmo assim, o número dos que realizaram o download foi baixo, mas como são
várias disciplinas em andamento ao longo do período, sem prazo de início e de término no
caso do acesso aos podcasts, os estudantes podem ter deixado para depois o que não sabiam
se seria objeto de pontuação na avaliação, para realizar atividades de outras disciplinas, que
valiam nota.
Havia a dúvida se o estudante, ao realizar o download, sabia onde estava sendo
arquivado o seu podcast para depois resgatá-lo. Vale lembrar que os estudantes ainda são, em
127
sua maioria, migrantes digitais e que, muitas vezes, utilizam computadores que não são de uso
pessoal e podem ter diferentes configurações.
Ao final da pesquisa, constatou-se que a execução de duas atividades que estavam ao
alcance desta pesquisadora e do professor da disciplina teriam contribuído para um melhor
resultado. Durante a fase exploratória, deveria ter sido realizada uma fase exploratória com
os tutores para elaboração de plano de tutoria, mas não houve tempo hábil (por conta do
atraso no calendário acadêmico, o qual ocorreu por força de um acidente de carro com
professores da UFAL que iam para os polos de Santana e Olho d’Água das Flores, incluindo a
pesquisadora). A proposta de uso da mídia sonora teria sido mais bem acolhida por eles se
esse plano tivesse contado com a sua colaboração, antes da disciplina, esclarecendo, por
exemplo, a proposta de fórum no estilo chat.
Isso porque não seria um fórum como os das disciplinas anteriores, em que os
estudantes participavam a partir de uma pergunta e os tutores participavam promovendo o
diálogo e ao mesmo tempo avaliando a correção da resposta. No decorrer da pesquisa, os
fóruns propostos se enquadram mais no estilo de chat, e só não foram utilizados os chats do
Moodle porque essa ferramenta não era tão ágil quanto o necessário durante o momento ao
vivo.
Os tutores se apresentaram às turmas no fórum de notícias e sua atuação no Moodle
foi restrita ao acompanhamento das atividades desenvolvidas no ambiente, de junho a agosto,
enquanto não receberam o citado plano. Aos poucos, pois era uma experiência nova para
todos os estudantes, para o professor e a pesquisadora também, percebeu-se que não havia a
necessidade de um tutor que mediasse a fala do professor. A transmissão via web rádio
mantinha a comunicação do professor com os estudantes de forma direta. O fórum no estilo
de chat já não necessitava do tutor mediando a fala do professor.
Era necessária sim uma tutoria que mediasse o encontro com as tecnologias de
suporte da mídia sonora. Os estudantes precisavam ser orientados para usar a tecnologia e
assim se comunicar na proposta da disciplina. No entanto, a ausência do tutor foi sentida,
sabendo que lhe era franqueada a autonomia para se posicionar como mediador do
conhecimento durante todo o tempo.
Logo, a tutoria deveria ter sido exercida, mas não foi possível durante esta
experiência, como mediação para o uso das tecnologias e como mediação do conhecimento.
Era exigido que o tutor fosse mais autônomo no sentido de conhecer os saberes que está
trabalhando, no caso os fundamentos das Ciências Naturais e de seu ensino, as metodologias
que podem ser utilizadas em sala de aula virtual e da educação básica. A exigência é no
128
sentido de ser uma tutoria regente, porque entende a regência que alia conhecimento e
autonomia didática.
Por mais que o tutor seja formado como pedagogo, isso não é suficiente para que ele
se sinta apto a interagir sem o plano de tutoria, em respeito à autoridade do docente e à
situação de ensino-aprendizagem. Isso leva a refletir sobre a distribuição de tutores, que
muitas vezes é realizada de forma a que cada turma de 25 estudantes tenha o
acompanhamento de um tutor. Ou que o tutor acompanhe um número xis de disciplinas no
período. Uma possibilidade é que cada curso estabeleça formas de aproximar mais o tutor do
conhecimento que irá mediar junto aos estudantes.
Outra possibilidade é que o tutor acompanhe um número xis de turmas, mas de uma
mesma disciplina, para poder aprofundar o que sabe sobre ela e sobre como ser mediador no
processo de ensino-aprendizagem dela.
Tanto os professores podem fazer escolhas por
diferentes tendências pedagógicas quanto por metodologias durante o ensino desta turma e
outras durante o ensino daquela, opções que precisam ser mais bem compreendidas pelos
tutores e equilibradas com as suas próprias concepções, com vistas ao melhor desempenho da
sua atuação, seja presencial ou a distância.
Foi notado ainda, pelos comentários de alunos nos fóruns, que eles desejavam saber
se a participação on-line nas web radioaulas eram contabilizadas como pontos para efeito de
avaliação, para nota do aluno na disciplina, bem como o fato de participar dos fóruns ou de
ouvir os podcasts. Como não havia o plano de curso, eles se posicionaram nos fóruns de
notícias contra, na maioria das vezes. São dois pontos a ser observados: a avaliação e a
frequência a essas atividades, num plano de curso e de tutoria.
Em termos de análise, é interessante observar que há uma relação entre a faixa etária
dos que responderam e o nível de satisfação. Maragogi tem mais pessoas na faixa de 20 a 29
anos; lá a satisfação foi maior em relação ao uso da mídia sonora. Em Olho d´Água das Flores
foi menor, não só pela faixa etária, que indica pessoas mais idosas na região, mas também por
haver um número maior de pessoas da zona rural.
No ensino presencial, muitas vezes se adapta o ensino de acordo com o andamento
da turma. Fica a impressão de que o uso da mídia precisaria ser adaptado à situação de cada
polo, o que realmente é difícil em termos de planejamento, mas necessário, pois se a web
rádio para uns é boa, para outros enviar um CD com os podcasts seria uma solução mais
eficaz.
Já durante a fase experimental foi constatado, a partir das postagens dos estudantes,
que a distribuição de tarefas entre as diversas disciplinas do período deveria ter sido mais
129
coordenada para equilibrar a quantidade de atividades no período. Isso foi confirmado no
questionário, visto que todas as disciplinas do sétimo período ficaram abertas do início ao
final do semestre letivo, e, conforme relatam alguns estudantes nos fóruns de notícias da
disciplina, houve uma sobrecarga de atividades em determinadas épocas.
Ao final das fases exploratória e experimental, constatou--se que elas são
complementares. Durante a exploratória, verificaram-se as condições técnicas e humanas
para o desenvolvimento da fase experimental. Determinou-se que a criação e a produção de
mídia sonora era possível nas condições existentes investigadas.
Na fase experimental, o foco principal foi a opinião do grupo escuta das mensagens
elaboradas pelo professor e pelos colegas durante as web rádioaulas e seus fóruns, ou seja,
saber como era a recepção, visto que a viabilidade do uso da mídia sonora já havia sido
identificada na primeira fase.
As considerações finais que se seguem são pertinentes,
portanto, às duas fases que compuseram esta pesquisa, bem como a toda a revisão de literatura
que as balizou.
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Quanto às perguntas que caracterizaram o problema da pesquisa, ao final desta
dissertação pode-se afirmar que:
1) O webcasting sonoro é um processo comunicacional que envolve diversas
tecnologias e seu uso é tecnicamente viável no Moodle, principalmente por meio da
tecnologia streaming, e, no caso de uma web rádio restrita a qualquer AVA, sendo divulgado
apenas para fins educacionais, pode ser utilizada de forma amadora, com baixo custo
financeiro;
2) Os formatos de webcasting sonoro – podcast (áudio on demand), web rádio e
playlist – foram identificados, criados, produzidos e divulgados como material didático no
processo de ensino-aprendizagem a distância do curso de Pedagogia Licenciatura a distância,
tanto em momentos de mediação pedagógica síncrona como assíncrona, respeitando assim a
flexibilidade do tempo na EAD, sendo possível o seu acesso nos diversos polos, apesar das
dificuldades causadas pelos problemas do uso da banda larga em alguns pontos do Estado;
3) É possível criar, produzir e divulgar o conteúdo selecionado do curso de
graduação, por meio da web rádio e do áudio on-line, tanto por meio de mídia sonora
integrada ao ambiente Moodle quanto por meio de mídia sonora para uso em dispositivos
móveis, como celulares, MP4, CD, pendrives, e inclusive encaminhado para os estudantes por
e-mail ou disponibilizando arquivos no Google Docs ou o 4Shared.
Elaborando a pesquisa, investigando o objeto de estudo, articulando teoria e prática,
é mister registrar aqui que questões sobre cultura, política, comunicação social e educação
foram analisadas em conjunto e que houve uma ressignificação dos materiais didáticos
sonoros que foram produzidos a partir da compreensão de Martín-Barbero (2009). Buscou-se
contribuir para a melhoria da educação a distância on-line do curso de Pedagogia, fornecendolhe material didático sonoro para uso no ciberespaço produzido na América Latina, no Brasil,
em Alagoas.
Portanto, não como reféns da indústria cultural, mas como produtores de significados
que valorizam nossa cultura, que são mediados pelos grupos sociais com os quais se
estabelecem relacionamentos, especialmente da comunidade universitária.
A pretensão inicial era a de promover oficinas de Audacity para que os estudantes
realizassem seus próprios podcasts. Ao longo dos estudos, com a compreensão da realidade
local e da situação de migrantes digitais da maioria dos estudantes, bem como do contexto,
131
que evidencia que é pouco o tempo que docentes e discentes podem dedicar exclusivamente
às atividades da UFAL/UAB, o objetivo foi modificado.
É importante estabelecer um processo de aprendizagem tecnológica em paralelo com
a formação acadêmica específica do curso, não só porque ela é fundamental para a formação
dos estudantes, mas porque ela os insere em uma nova cultura. Produzir mídias é cada vez
mais simples. Vale a pena, pois, estabelecer um caminhar conjunto de forma a que os
estudantes não só utilizem os recursos, mas também os confeccionem.
Desdobramentos deste trabalho fariam surgir a comunicação oral discente, por meio
do uso de mídia sonora educativa nos telefones celulares e demais mídias portáteis, bem como
o serviço de podcasting dos cursos a distância para o celular dos seus participantes. A
contribuição maior dele é refletir sobre a comunicação na educação a distância, sobre a
presença da voz na internet.
Em breve, os estudantes se comunicarão via chamadas telefônicas integradas em
serviços como os do Skype ou o recém-criado pelo Google, pagos ou não. Há ainda as
possibilidades de interação da mídia sonora com projetos de extensão para rádios
comunitárias e/ou web rádio institucional universitária.
Sem falar que podem ser criados
audiobooks, portais de áudio educacional e outros materiais que facilitem a acessibilidade dos
deficientes visuais em cursos a distância.
À guisa de conclusão, a favor do uso da mídia sonora na educação a distância online, afirma-se que a constante renovação das linguagens, das mídias e das tecnologias é
própria do ser humano e deve acontecer também no ambiente educativo. Além disso, vale
frisar que a presença da voz docente é muito bem acolhida pelos participantes da disciplina, o
que prova que a mídia sonora destaca e valoriza a comunicação oral no Moodle. Por fim, é
importante registrar que as características e os formatos dessa mídia associados à internet
demonstram sua versatilidade.
De fato, o uso da mídia sonora é potencializado pela convergência digital. O rádio
passa a ser utilizado nessa plataforma, se renova e se transforma, e surgem novas tecnologias
e formatos a ele associados. Espera-se que a experiência deste trabalho contribua para que
essa mídia esteja cada vez mais presente na educação a distância, especialmente em
Instituições de Ensino Superior.
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VAGALUME. Meu vagalume playlist. Disponível em:
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nov. 2007, às 01h32min.
YOUTUBE. Quanta – Gilberto Gil. Disponível em:
<http://www.youtube.com/watch?v=oU-YCqt2O5A>. Acesso em 25 nov. 2011. Vídeo cujo
áudio é do CD Quanta, da Warner Music, 1997.
4SHARED. Frequently Asked Questions. Disponível em: <http://www.4shared.com/faq.jsp>.
Acesso em 25 nov.2011.
GLOSSÁRIO
Audacity – “programa livre e gratuito, de código aberto, para edição de áudio digital”
(Fonte: http://audacity.sourceforge.net/?lang=pt)
Broadcasting – distribuição de conteúdo no formato de áudio e vídeo para uma audiência
dispersa, via rádio, televisão, ou outros meios, frequentemente transmitida através de
transmissão digital.
(Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Broadcasting)
Blog – “... é um sítio cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos dos
chamados artigos, ou ‘posts’..., podendo ser escritos por um número variável de pessoas, de
acordo com a política do blog”.
(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Blog)
Download – ou descarregar ou baixar, em português; “é a transferência de dados de um
computador remoto para um computador local; o inverso de upload”.
(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Download)
ECAD – Escritório Central de Arrecadação e Distribuição: “é o órgão brasileiro responsável
pela arrecadação e distribuição dos direitos autorais das músicas aos seus autores, tendo sua
sede localizada no Rio de Janeiro”.
(Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Escrit%C3%B3rio_Central_de_Arrecada%C3%A7%C3%
A3o_e_Distribui%C3%A7%C3%A3o)
145
Flyers – “ou filipetas, são pequenos folhetos publicitários (...) que têm a função de anunciar e
promover eventos, serviços ou instruções numa ampla gama de aplicações”.
(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Filipeta)
iPad – iPad é um dispositivo em formato tablet produzido pela Apple Inc., entre um notebook
e um smartphone, que permite explorar a web, e-mails, fotos e vídeos, em uma tela multitouch, com o toque de um dedo.
Possui ainda diversos aplicativos, por exemplo: de
entretenimento, didáticos, de produtividade.
(Fonte: http://www.apple.com/br/ipad/)
iPod – “iPod é uma marca registada da Apple Inc. e refere-se a uma série de tocadores de
áudio digital projetados e vendidos pela Apple. O ‘POD’ é a sigla de ‘Portable On Demand’,
o que numa tradução livre seria algo como ‘portátil desejado’, e a letra ‘i’ na frente, que se lê
‘ai’ e significa ‘eu’ em inglês, teria um sentido pessoal, como ‘o portátil que eu
desejo/desejei’ ou ‘o portátil que eu sempre quis’”.
(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/IPod)
Linguagem HTML – “é uma linguagem de formatação que diz exatamente como o
documento foi construído por seu autor. Por exemplo, especifica a posição e tamanho das
figuras; o tipo, cor, e tamanho da fonte; a cor do fundo; o tamanho das margens etc.”
(Fonte: http://www.ufpa.br/dicas/htm/htm-intr.htm#http1)
Multiplayer – Aparelho que, sendo bastante compacto, possui diversas funções, como por
exemplo a visualização de filmes, clipes, imagens, vídeos e jogos, com ou sem o apoio de um
cartão de memória, que podem ser baixados da internet, servindo também como armazenador
146
de todos esses tipos de arquivo. É ofertado em vários modelos, por várias empresas, e tem
várias versões, sendo conhecidos também pela sigla MP. Exemplo: MP3, MP4, MP5, MP6
etc.
MP3 – “... foi um dos primeiros tipos de compressão de áudio com perdas quase
imperceptíveis ao ouvido humano”. Também os aparelhos tocadores de MP3, que só
reproduzem
esse
tipo
de
arquivo,
são
assim
conhecidos
no
Brasil.
(Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/MP3).
MP4 – Os aparelhos tocadores de MP4, reprodutores de arquivos MP3, dotados de tela LCD
para reprodução de vídeo no formato AMV, além de terem outras funções, como gravador de
voz e rádio FM. (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mp4)
Pendrive – “é um dispositivo portátil de armazenamento com memória flash, acessível
através da porta USB. Sua capacidade varia de modelo para modelo, mas os pendrives mais
atuais já passam de gigabytes de memória”.
(Fonte: http://www.baixaki.com.br/info/844-o-que-e-pendrive-.htm)
Radcom – Rádio Comunitária. (Fonte: http://www.mc.gov.br/radio-comunitaria)
Streaming – ou fluxo de mídia, “é uma forma de distribuir informação multimídia numa rede
através de pacotes”.
(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Streaming)
147
Software – são as instruções que controlam o que o computador, ou um aparelho que use
tecnologia semelhante, faz. São os programas de computadores. (Fonte: Dicionário de
Cambridge)
Sound Forge – programa ou software de edição de áudio digital que possibilita criação,
edição, gravação, codificação e masterização profissional de áudio.
(Fonte: http://www.audioware.com.br/download-77-sound-forge.html)
Vlogs – “é uma variante de weblogs cujo conteúdo principal consiste em vídeos”.
(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Videoblog)
Web 2.0 – termo “utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web – tendência
que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sítios e
serviços virtuais. A ideia é que o ambiente on-line se torne mais dinâmico e que os usuários
colaborem para a organização de conteúdo”.
(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20173.shtml)
ZaraRádio – “é um sistema gratuito completo para automação das emissões de rádio”.
(Fonte: http://www.zarabrasil.com.br/)
148
APÊNDICES
149
APÊNDICE A - Atividade de avaliação do uso da mídia sonora
Atividade de avaliação do uso da mídia sonora na
Disciplina Saberes e Metodologias do Ensino de Ciências Naturais 1
VIDA PROFISSIONAL
*Você já atua como professor em
estabelecimento(s) da Educação Básica?
( ) Sim ( ) Não
FAIXA ETÁRIA
*Qual a sua idade: ___________
INTERNET (pode marcar x em mais de
um item)
*Qual o tipo de conexão de internet que
você utiliza para se conectar à rede
mundial de computadores?
( ) Acesso por linha discada ou dial-up
– que é o modem e linha telefônica
( ) Conexão via cabo
– que é o mesmo serviço de TV por
assinatura
( ) Acesso por satélite
( ) Acesso pelo celular
( ) Acesso via rádio
( ) Acesso por modem 3G
( ) Outro:
________________________________
SEXO
(
) Feminino
(
) Masculino
LOCALIZAÇÃO
*Onde você mora?
( ) Zona Rural ( ) Zona Urbana
COMPUTADOR
(pode marcar x em mais de um item)
*Qual(quais) computador(es) você utiliza para
realizar as atividade do Moodle?
( ) Computador do laboratório de informática
do polo
( ) Computador de Lan House
( ) Computador próprio – de mesa, modelo
tradicional
( ) Notebook próprio
( ) Netbook próprio
( ) Computador de amigo ou colega
( ) Outro:
________________________________
ITEM 1 - MÍDIA SONORA E PRÁTICA PEDAGÓGICA
Você acredita que essa disciplina contribuiu para que você utilize a mídia sonora em sua
prática pedagógica?
ITEM 2 - MIDIA SONORA: PONTOS POSITIVOS
*O que você considera como ponto(s) positivo(s) no uso da mídia sonora?
ITEM 3 - MIDIA SONORA: PONTOS NEGATIVOS
*O que você considera como ponto(s) negativo(s) no uso da mídia sonora?
Os itens a seguir se referem à IMPORTÂNCIA da comunicação oral. Marque um X no que você julgar mais adequado.
ITEM
4
5
6
7
ASSUNTO
COMUNICAÇÃO ORAL E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Para você, a comunicação oral na educação a distância,
por meio da internet, é:
COMUNICAÇÃO ORAL NO CURSO DE PEDAGOGIA LICENCIATURA A
DISTÂNCIA DA UFAL
Na sua opinião, a comunicação oral no curso de Pedagogia Licenciatura
a distância na UFAL deve ser considerada:
COMUNICAÇÃO ORAL DOCENTE POR MEIO DA MÍDIA SONORA
Para você, a comunicação oral docente nesta disciplina,
por meio da web rádio e dos podcasts, foi:
COMUNICAÇÃO ORAL DISCENTE POR MEIO DA MÍDIA SONORA
Você considera que, como futuro(a) pedagogo (a),
aprender a utilizar a mídia sonora, inclusive criar,
produzir e compartilhar recursos didáticos sonoros, é:
Muito
importante
Importante
Indiferente
Pouco
importante
Não é
importante
(
)
(
)
(
)
(
)
(
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(
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(
)
Os itens a seguir se referem à sua SATISFAÇÃO em relação ao uso da mídia sonora. Marque um X no que você julgar mais adequado.
ITEM
8
9
10
11
ASSUNTO
USO DA WEB RÁDIO
COMO RECURSO DIDÁTICO NO MOODLE
Como você se sente em relação ao uso da web rádio no Moodle como material
didático da disciplina?
USO DO PODCAST
COMO RECURSO DIDÁTICO NO MOODLE
Como você se sente em relação ao uso do podcast, dos arquivos de áudio on-line
das web radioaulas gravadas, como material didático da disciplina?
INTEGRAÇÃO DA MÍDIA SONORA
COM O CONTEÚDO DA DISCIPLINA
Em relação à integração da mídia sonora
com o conteúdo da disciplina, como você se sente?
ARTICULAÇÃO DA MÍDIA SONORA COM AS DEMAIS MÍDIAS
(IMPRESSA E AUDIOVISUAL)
Em relação à articulação da mídia sonora com as demais mídias (textos, videoaulas,
apresentações), como você se sente?
Muito
satisfeito(a)
Satisfeito(a)
Indiferente
Pouco
satisfeito(a)
Insatisfeito(a)
(
)
(
)
(
)
(
)
(
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(
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(
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(
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(
)
151
ITEM
12
13
14
15
16
17
18
19
ASSUNTO
USO DO FÓRUM ASSOCIADO À WEB RADIOAULA
Como você se sente em relação ao uso do fórum,
no estilo de bate-papo, associado à web radioaula?
USO DA MÍDIA SONORA E
RELACIONAMENTO ENTRE OS PARTICIPANTES
O uso da mídia sonora contribuiu no relacionamento
entre os participantes da disciplina.
Em relação à essa contribuição, você se sente...
QUALIDADE DA RECEPÇÃO
DA TRANSMISSÃO DA WEB RÁDIO
Como você se sente em relação à qualidade da recepção
do áudio da transmissão da web rádio?
QUALIDADE DO PODCAST
Sobre a qualidade do podcast, como você se sente?
QUANTIDADE DAS WEB RADIOAULAS
E DOS SEUS RESPECTIVOS PODCASTS
Em relação à quantidade das web radioaulas
e dos seus respectivos podcasts, como você se sente?
HORÁRIO DA TRANSMISSÃO AO VIVO DA
WEB RADIOAULA
Em relação ao horário da transmissão ao vivo da web radioaula,
como você se sente?
CONHECIMENTO DE INFORMÁTICA
E INTERNET DO ESTUDANTE
Como você se sente em relação ao seu conhecimento de informática e de internet
em relação às atividades desenvolvidas nesta disciplina?
MIDIA SONORA E APRENDIZAGEM
Como é que você se sente em relação à participação da mídia sonora na sua
aprendizagem durante essa disciplina?
Muito
satisfeito(a)
Satisfeito(a)
Indiferente
Pouco
satisfeito(a)
Insatisfeito(a)
(
)
(
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(
)
(
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(
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(
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(
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(
)
ITEM 20 - IDENTIFICAÇÃO DO ESTUDANTE
Este item não é obrigatório. Você pode ficar anônimo para nós. No entanto, se você quiser, pode colocar seu nome e polo abaixo.
________________________________________________________________________________.
Obrigada pela sua participação!!
APÊNDICE B - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (T.C.L.E.)
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (T.C.L.E.)
(Em 2 vias, firmado por cada DISCENTE participante-voluntário(a) da pesquisa e pelo responsável)
“O respeito devido à dignidade humana exige que toda pesquisa se processe após consentimento
livre e esclarecido dos sujeitos, indivíduos ou grupos que por si e/ou por seus representantes
legais manifestem a sua anuência à participação na pesquisa.” (Resolução. nº 196/96-IV, do
Conselho Nacional de Saúde)
Eu, _______________________________________________________________________
(nome do estudante com letras maiúsculas) tendo sido convidado(a) a participar como
voluntário(a) do estudo Webcasting sonoro na educação a distância: um caso na
Pedagogia Licenciatura da Universidade Federal de Alagoas, recebi do Srta. Mestranda
Noemia Monteiro Bito, do Centro de Educação – CEDU da Universidade Federal de
Alagoas – UFAL, responsável por sua execução, as seguintes informações que me fizeram
entender sem dificuldades e sem dúvidas os seguintes aspectos:
Que o estudo se destina a:
Caracterizar o potencial do webcasting sonoro, especialmente dos formatos web rádio e
podcast, como material didático elaborado para utilização em ambientes virtuais de
aprendizagem, especialmente o Moodle;
Avaliar as formas de apresentação do conteúdo e as necessidades técnicas para a produção
e disponibilização da web rádio e de podcasts no Moodle.
Que a importância deste estudo é a de:
Investigação da viabilidade do uso de webcasting sonoro (transmissão sonora de áudio online) no curso de Pedagogia Licenciatura a distância no Moodle;
Que o resultado que se deseja alcançar é o seguinte:
Aprendizagem do uso da tecnologia conhecida como streaming, para a transmissão sonora de
áudio on-line no Moodle e dos formatos web rádio e podcast.
Que esse estudo começará em (...) e terminará em (...):
Fui comunicado(a) que o estudo já vem se desenvolvendo desde 2010.2 e terá início em
junho, ocorrendo durante o período 2011.1, de acordo com o calendário acadêmico do curso
de Pedagogia Licenciatura a distância, e terminando em setembro do mesmo ano.
Que o estudo será feito da seguinte maneira:
Como apoio técnico e acompanhamento pedagógico do uso da mídia sonora na disciplina
Saberes e Metodologias do Ensino de Ciências Naturais 1.
Que eu participarei das seguintes etapas:
ENQUANTO DISCENTE...
Durante o estudo, eu participarei de duas etapas da pesquisa, descritas a seguir, e cujas
informações coletadas serão utilizadas de modo anônimo pela pesquisadora:
Fase I – exploratória, com duração de até 1 (um) mês, em que as atividades acompanhadas
envolverão uma busca por mecanismos e procedimentos que orientem e alicercem a fase II,
coleta de dados;
Fase II – experimental, com coleta de dados, com duração de até 5 (cinco) meses, a partir da
participação nas atividades da disciplina Saberes e Metodologias do Ensino de Ciências
Naturais 1 e respostas fornecidas no questionário on-line a ser aplicado até setembro de 2011.
Obs.: O estudante será citado de forma ANÔNIMA, mesmo que tenha se identificado no
questionário on-line ou em qualquer outra atividade.
153
Que não foram selecionadas outras técnicas de coleta de dados conhecidas para se
obter os mesmos resultados.
Que os incômodos que poderei sentir com a minha participação são os seguintes:
Fui informado (a) que os incômodos estariam relacionados apenas ao tempo que eu dedicaria
ao preenchimento do questionário e à leitura deste termo, visto que não haveria outras
atividades além das que seriam desenvolvidas pelo docente, independentemente da existência
da pesquisa.
Que os possíveis riscos à minha saúde física e mental são:
Fui informado(a) que os riscos são os mesmos que poderiam acontecer se essa pesquisa não
fosse realizada.
Que deverei contar com a seguinte assistência (...), sendo responsável por ela (...):
Caso eu tenha dúvidas sobre os procedimentos utilizados, sobre os objetivos do estudo, sobre
os questionários e/ou entrevistas, entre outras questões pertinentes a pesquisa, poderei, a
qualquer momento, contatar a mestranda Noemia Monteiro Bito para aclará-las, a fim de ter
mais respaldo para participar adequadamente do estudo.
Que os benefícios que deverei esperar com a minha participação, mesmo que não
diretamente são: ENQUANTO DISCENTE... Com a minha participação no estudo, poderei
entender mais sobre o uso de web rádio e podcasts no Moodle.
Que a minha participação será acompanhada do seguinte modo: Eu fui informado(a)
de que a minha participação será acompanhada conforme a seguinte descrição:
I - acompanhamento da disciplina Saberes e Metodologias do Ensino de Ciências Naturais 1,
disciplina do sétimo período curricular do curso de Pedagogia Licenciatura a distância, com
registros da mestranda baseados na análise da disciplina no Moodle, principalmente das
atividades didáticas envolvendo o uso da mídia sonora;
II – aplicação de questionário on-line aos alunos sobre as atividades com mídia sonora e a
importância destas na sua formação.
Que, sempre que desejar, serão fornecidos esclarecimentos sobre cada uma das
etapas do estudo. Fui esclarecido (a) que sempre receberei informações precisas e
detalhadas sobre qualquer etapa do estudo, a qualquer momento que deseje, bastando, para
tanto, procurar e questionar minha dúvida à mestranda Noemia Monteiro Bito
(weadufal@gmail.com).
Que, a qualquer momento, eu poderei recusar a continuar participando do estudo e,
também, que eu poderei retirar este meu consentimento, sem que isso me traga qualquer
penalidade ou prejuízo. Fui informado (a) que, a qualquer momento, poderei me recusar a
continuar participando do estudo e, também, que eu poderei retirar o meu consentimento sem
que isso me traga qualquer penalidade ou prejuízo.
Que as informações conseguidas através da minha participação não permitirão a
identificação da minha pessoa, exceto aos responsáveis pelo estudo, e que a divulgação
das mencionadas informações só será feita entre os profissionais estudiosos do assunto.
Fui informado de que as informações conseguidas com a minha participação primarão pelo
anonimato da minha identificação, exceto aos responsáveis pelo estudo, e que a divulgação
das mencionadas informações só será feita entre os profissionais estudiosos do assunto. Fui
informado ainda que os dados coletados serão reservados pelo período de 1 (um) ano. Depois
desse período todo material será incinerado.
Finalmente, tendo eu compreendido perfeitamente tudo o que me foi informado sobre a minha
participação no mencionado estudo e estando consciente dos meus direitos, das minhas
responsabilidades, dos riscos e dos benefícios que a minha participação implica, concordo em
154
dele participar e DOU O MEU CONSENTIMENTO SEM QUE PARA ISSO EU TENHA
SIDO FORÇADO(A) OU OBRIGADO(A).
Endereço d(o,a) participante-voluntári(o,a)
Domicílio: (rua, praça, conjunto):
Bloco: /Nº: /Complemento:
Bairro: /CEP/Cidade:
Telefone:
Ponto de referência:
Contato de urgência: Noemia Monteiro Bito
Domicílio: (rua, praça, conjunto): Av. Juca Sampaio, s/n.
Bloco: /Nº: /Complemento: Residencial Belo Horizonte, Bloco A2/apto 308.
Bairro: /CEP/Cidade: Barro Duro, Maceió, Alagoas, CEP 57045-365
Contatos: (82) 3321-1766, 8852-9545, noemiabito@gmail.com
Ponto de referência: Localizado entre o Shopping Miramar e o Condomínio Bariloche.
Endereço do responsável pela pesquisa (OBRIGATÓRIO):
Instituição: Universidade Federal de Alagoas – UFAL /Centro de Educação – CEDU
Endereço: NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (NEAD) – CEDU/ UFAL
Bloco: /Nº: /Complemento:
Bairro: /CEP/Cidade: Maceió-AL.
Telefones para contato: 3214-1620
e-mail: noemiabito@gmail.com
ATENÇÃO: Para informar ocorrências irregulares ou danosas durante a sua
participação no estudo, dirija-se ao:
Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Alagoas:
Prédio da Reitoria, sala do C.O.C. , Campus A. C. Simões, Cidade Universitária
Telefone: 3214-1041
Maceió, ________ de _________________________ de ___________
Assinatura do(a) voluntário(a) ou responsável legal (Rubricar as demais folhas)
Estudante de Saberes e Metodologias do Ensino de Ciências Naturais 1 – Período 2011.1
Curso de Pedagogia Licenciatura na modalidade a distância
Prof. Dr. Elton Casado Fireman
Noemia Monteiro Bito
Orientador
Orientanda
ANEXOS
156
ANEXO A - Resolução Nº 32/2005-CEPE, de 14 de dezembro de 2005
Estabelece os componentes curriculares comuns
para os cursos de formação de professores da
UFAL, a partir do ano letivo de 2006.
CONSIDERANDO que a formação de professores deve partir da noção de que a docência não se
realiza num quadro abstrato de relações individualizadas de ensino e aprendizagem, mas dentro de um
complexo contexto social e institucional;
CONSIDERANDO que a ação de educar se situa num contexto cultural, político, histórico, social e,
por isso mesmo deve ser encarada como uma prática social e histórica capaz de responder
qualitativamente às demandas da sociedade brasileira;
CONSIDERANDO que a formação acadêmica e profissional do/a professor/a só pode ser planejada e
executada à luz de uma concepção muito clara do que se espera da educação e do que se concebe por
ações promotoras de educação, como prática institucionalizada;
CONSIDERANDO o atendimento ao que reza o Plano Nacional de Educação (Lei nº 10.172/2001), a
Resolução CNE/CP nº 01/2002 que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de
Professores da Educação Básica, em nível superior, Curso de Licenciatura, de Graduação Plena e em
consonância com o atendimento aos padrões mínimos de qualidade para a Graduação estabelecidos
pela Lei nº 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB);
CONSIDERANDO a necessidade de definir um conjunto de disciplinas comuns e procedimentos
acadêmicos que possam garantir a formação do professor na sua especificidade profissional;
CONSIDERANDO as discussões ocorridas no Fórum dos Colegiados dos Cursos de Licenciatura
decidindo adotar um conjunto de disciplinas comuns aos seus Cursos e o Parecer favorável da Câmara
de Ensino de Graduação do CEPE, aprovado em 12 de dezembro de 2005;
R E S O L V E:
Art. 1º - Estabelecer os Componentes Curriculares Comuns aos Cursos de Formação de Professores
para a Educação Básica da Universidade Federal de Alagoas, a partir do ano letivo de 2006,
observando-se o disposto na legislação federal, nas normas acadêmicas e nos fundamentos filosóficos
e políticos desta Universidade, contidos no seu Projeto Pedagógico Institucional.
Art. 2º - Os Componentes Curriculares Comuns aos Cursos de Formação de Professores para a
Educação Básica da Universidade Federal de Alagoas serão desenvolvidos através das seguintes
disciplinas:
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
Organização do Trabalho Acadêmico;
Profissão Docente;
Política e Organização da Educação Básica no Brasil;
Desenvolvimento e Aprendizagem;
Planejamento, Currículo e Avaliação da Aprendizagem;
Projeto Pedagógico, Organização e Gestão do Trabalho Escolar;
Pesquisa Educacional e
Projetos Integradores.
§ 1º - As Disciplinas acima referidas deverão ser ordenadas de conformidade com o quadro de matriz
curricular explicitado a seguir, com suas respectivas cargas horárias:
157
SEMESTRE
1º
2º
3º
4º
5º
6º
7º
8o
DISCIPLINAS
CARGA
HORÁRIA
Organização do Trabalho Acadêmico
60 h
Projetos Integradores
40 h
Profissão Docente
60 h
Política e Organização da Educação Básica no Brasil
80 h
Projetos Integradores
40 h
Desenvolvimento e Aprendizagem
80 h
Projetos Integradores
40 h
Planejamento, Currículo e Avaliação da Aprendizagem
80 h
Projetos Integradores
40 h
Projeto Pedagógico, Organização e Gestão do Trabalho Escolar
80 h
Estágio Supervisionado I
Projetos Integradores
40 h
Pesquisa Educacional
60 h
Estágio Supervisionado II
Projetos Integradores
40 h
Estágio Supervisionado III
Projetos Integradores
40 h
Estágio Supervisionado IV
§ 2º - As Disciplinas definidas nos incisos I a VII do artigo 2º, somando 500 horas, são componentes
das 1.800 (mil e oitocentas) horas destinadas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais - DCNs para os
conteúdos acadêmico-científico-culturais.
§ 3º - Da carga horária de 400 (quatrocentas) horas destinadas à Prática Pedagógica, 280 (duzentos e
oitenta) horas deverão ser contempladas em Projetos Integradores e 120 (cento e vinte) horas
distribuídas em diferentes disciplinas, como definido no Projeto Pedagógico do Curso - PPC.
§ 4º - A Disciplina Organização do Trabalho Acadêmico poderá aparecer no primeiro ou no segundo
semestre do Curso, conforme definição explicitada no Projeto Pedagógico do Curso - PPC.
Art. 3º - A carga horária mínima para os cursos de Formação de Professores/as será de 2.800 (duas mil
e oitocentas) horas, acrescidas, quando necessário, em até 15% (quinze por cento), contempladas em
no mínimo três anos e meio (ou sete semestres), sendo que nos casos dos cursos noturnos, deverão ser
distribuídos em, no mínimo, quatro anos (ou oito semestres).
§ 1º - A carga horária do Estágio Supervisionado, em cada semestre, será definida no Projeto
Pedagógico do Curso - PPC, devendo perfazer um total de, no mínimo, 400 (quatrocentas) horas ao
final do Curso.
§ 2º - Deverá constar do Projeto Pedagógico de cada Curso a carga horária do Trabalho de Conclusão
de Curso - TCC.
§ 3º - Serão destinadas 200 (duzentas) horas para outras Atividades Acadêmico-Científico-Culturais.
Art. 4º - Os cursos de Formação de Professores para a Educação Básica da Universidade Federal de
Alagoas devem adotar a avaliação de seu Projeto pedagógico como fator de gestão no sentido de
possibilitar correções, reorientar práticas pedagógicas e delimitar obstáculos administrativos.
Parágrafo Único - Compete ao Colegiado do Curso de Licenciatura coordenar a avaliação do Projeto
Pedagógico, devendo a mesma ser processual e formativa, e manter coerência com todos os aspectos
do planejamento e da execução de cada curso.
158
Art. 5º - Esta Resolução entrará em vigor nesta data, revogando-se as disposições em contrário.
Sala dos Conselhos Superiores da UFAL, em 14 de dezembro de 2005.
Prof. Eurico de Barros Lobo Filho
Vice-Presidente do CEPE/UFAL
Reitor em exercício.
159
ANEXO B - Currículo 2007 PEDD - Matriz Curricular
Curso:
PEDAGOGIA
LICENCIATURA
Versão do curso:
PEDD2 - Matriz:
2007
Habilitação:
Licenciatura Plena
Regime:
Semestral
Turno:
Diurno
Carga Horária Mínima
no Período:
229
Carga Horária Máxima
no Período:
400
Número Máximo de
Períodos:
14
Número Mínimo de
Períodos:
8
Carga Horária Fixa:
2640
Carga Horária Estágio:
400
Carga Horária Eletiva:
160
Carga Horária Flexível:
200
Carga Horária TCC:
0
Período
Código
1
PEDD001
1
1
PEDD002
PEDD003
1
PEDD004
1
1
2
2
2
2
PEDD005
PEDD006
PEDD007
PEDD008
PEDD009
PEDD010
2
PEDD011
2
2
3
3
3
3
3
3
3
3
4
4
PEDD012
PEDD013
PEDD014
PEDD015
PEDD016
PEDD017
PEDD018
PEDD019
PEDD021
PEDD024
PEDD020
PEDD022
4
PEDD026
4
PEDD027
4
PEDD031
4
5
5
PEDD046
PEDD023
PEDD025
Disciplinas Obrigatórias
EDUCAÇÃO E NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA
COMUNICAÇÃO
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO ACADÊMICO
FUNDAMENTOS FILOSÓFICOS DA EDUCAÇÃO
FUNDAMENTOS HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO E DA
PEDAGOGIA
PROFISSÃO DOCENTE
PROJETOS INTEGRADORES 1
FUNDAMENTOS SOCIOLÓGICOS DA EDUCAÇÃO
FUNDAMENTOS PSICOPEDAGÓGICOS DA EDUCAÇÃO
LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL EM LÍNGUA PORTUGUESA
TRABALHO E EDUCAÇÃO
POLÍTICA E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO
BRASI
ESTATÍSTICA EDUCACIONAL
PROJETOS INTEGRADORES 2
FUNDAMENTOS ANTROPOLÓGICOS DA EDUCAÇÃO
FUNDAMENTOS POLÍTICOS DA EDUCAÇÃO
DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM
DIDÁTICA
CURRÍCULO
AVALIAÇÃO
PROJETOS INTEGRADORES 3
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL
EDUCAÇÃO ESPECIAL
PLANEJAMENTO, CURRÍCULO E AVALIAÇÃO DA
APRENDIZAGE
PROJETOS INTEGRADORES 4
PROJETO PEDAGÓGICO, ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DO
TRABAL
CORPOREIDADE E MOVIMENTO
ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DOS PROCESSOS EDUCATIVOS
PESQUISA EDUCACIONAL
CH
80h
60h
80h
80h
60h
40h
80h
80h
40h
60h
80h
40h
40h
40h
40h
80h
60h
60h
60h
40h
40h
80h
40h
80h
40h
80h
40h
80h
80h
160
Período
5
5
5
5
6
6
6
6
6
6
7
7
7
7
7
7
8
8
8
8
8
8
Código
Disciplinas Obrigatórias
CH
PEDD028
SABERES E METODOLOGIAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL 1
60h
PEDD030
SABERES E MET DO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA 1
60h
PEDD032
PROJETOS INTEGRADORES 5
40h
PEDD033
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
80h
PEDD029 SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DA MATEMÁTICA 1 60h
PEDD037
JOGOS, RECREAÇÃO E BRINCADEIRAS
40h
PEDD039
SABERES E METODOLOGIAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL 2
60h
PEDD040
PROJETOS INTEGRADORES 6
40h
PEDD041
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 2
120h
PEDD052
SABERES E MET DO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA 2
60h
PEDD034
SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE HISTÓRIA 1
60h
PEDD035 SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE GEOGRAFIA 1
60h
PEDD036
SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE CIÊNCIAS 1
60h
PEDD047
PROJETOS INTEGRADORES 7
40h
PEDD048
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 3
80h
PEDD051 SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DA MATEMÁTICA 2 60h
PEDD044 SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE GEOGRAFIA 2
60h
PEDD045 SABERES E METODOLOLOGIAS DO ENSINO DE CIÊNCIAS 2
60h
PEDD049
ARTE EDUCAÇÃO
40h
PEDD050
LIBRAS - LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS
60h
PEDD053
SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE HISTÓRIA 2
60h
PEDD054
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 4
120h
Código
Disciplinas Eletivas
PEDD055 ENADE - EXAME NACIONAL DE DESEMPENHO DO ESTUDANTE
PEDD056
EDUCAÇÃO E MOVIMENTOS SOCIAIS
PEDD057
INTRODUÇÃO À EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
PEDD058
EDUCAÇÃO DO CAMPO
PEDD059
EDUCAÇÃO E GÊNERO
PEDD060
EDUCAÇÃO E MEIO-AMBIENTE
PEDD061
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL
PEDD062
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS 1
PEDD063
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS 2
PEDD064
EDUCAÇÃO E ECONOMIA SOLIDÁRIA
PEDD065
LITERATURA INFANTIL
PEDD066
TÓPICOS DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM ALAGOAS
PEDD067
AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL
PEDD068
GESTÃO E FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO
Não há equivalências de disciplinas.
Não há pré-requisitos.
CH
0h
40h
40h
40h
40h
40h
40h
40h
40h
40h
40h
40h
40h
40h
161
ANEXO C - Cronogramas do Curso para 2010.2 e 2011.1
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE EDUCAÇÃO
NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA A DISTÂNCIA
CRONOGRAMA ACADÊMICO 2010.2
SETEMBRO
2010
4
11
Início do Semestre Letivo 2010.2
9h – 12h
13h – 15h
18
8h30 – 11h30
TODOS OS POLOS
OFICINAS DE INFORMÁTICA
1º P
8h30 – 11h30
2º P
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
2º P
2º P
13h30 – 16h30
2º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
4º P
4º P
4º P
4º P
8h30 – 11h30
6º P
13h30 – 16h30
6º P
19
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
2º P
2º P
Polo Maceió – 1º Encontro Presencial: Fundamentos Sociológicos da Educação
Polo Maceió – 1º Encontro Presencial: Trabalho e Educação
8h30 – 11h30
4º P
Polo Maceió - Encontro Presencial: Fundamentos da Educação Infantil
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
25
8h30 – 11h30
8h30 – 11h30
8h30 – 11h30
26
4º P
6º P
Polo Maceió - Encontro Presencial: Educação Especial
Polo Maceió - Encontro Presencial: Saberes e Metodologias do Ensino da Matemática 1
2º P
4º P
6º P
Polo Maragogi – 1º Encontro Presencial: Fundamentos Sociológicos da Educação
Polo Maragogi - Encontro Presencial: Educação Especial
Polo Maragogi - Encontro Presencial: Saberes e Metodologias do Ensino da Matemática 1
8h30 – 11h30
2º P
Polo São José da Laje – 1º Encontro Presencial: Trabalho e Educação
13h30 – 16h30
2º P
Polo São José da Laje – 1º Encontro Presencial: Fundamentos Sociológicos da Educação
8h30 – 11h30
4º P
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: Educação Especial
Polo São José da Laje - 1º Encontro Presencial: Profissão Docente
Polo Olho D’Água das Flores – 1º Encontro Presencial: Fundamentos Sociológicos da
Educação
Polo Olho D’Água das Flores – 1º Encontro Presencial: Trabalho e Educação
Polo Santana do Ipanema – 1º Encontro Presencial: Trabalho e Educação
Polo Santana do Ipanema – 1º Encontro Presencial: Fundamentos Sociológicos da
Educação
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: Educação Especial
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: Fundamentos da Educação Infantil
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: Fundamentos da Educação Infantil
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: Educação Especial
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: Saberes e Metodologias do Ensino da
Matemática 1
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: Saberes e Metodologias do Ensino da
Matemática 1
OUTUBRO
2
3
9
16
31
ELEIÇÕES 2010 1º TURNO
ELEIÇÕES 2010 – 2º TURNO
NOVEMBRO
6
8h30 – 11h30
2010
1º P
8h30 – 11h30
2º P
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
2º P
2º P
13h30 – 16h30
2º P
13h30 – 16h30
13
4º P
Polo São José da Laje – 2º Encontro Presencial: Profissão Docente
Polo Olho D’Água das Flores – 2º Encontro Presencial: Fundamentos Sociológicos da
Educação
Polo Olho D’Água das Flores – 2º Encontro Presencial: Trabalho e Educação
Polo Santana do Ipanema – 2º Encontro Presencial: Trabalho e Educação
Polo Santana do Ipanema – 2º Encontro Presencial: Fundamentos Sociológicos da
Educação
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: Fundamentos da Educação Infantil
162
8h30 – 11h30
13h – 16h
8h30 – 11h30
3º P
3º P
2º P
Polo São José da Laje - 1º Encontro Presencial: Avaliação – A CONFIRMAR
Polo São José da Laje - 2º Encontro Presencial: Avaliação – A CONFIRMAR
Polo Maragogi – 2º Encontro Presencial: Fundamentos Sociológicos da Educação
13h30 – 16h30
2º P
Polo Maragogi – 1º Encontro Presencial: Trabalho e Educação
8h30 – 11h30
4º P
Polo Maragogi - 1º Encontro Presencial: Projetos Integradores 4
13h30 – 16h30
4º P
Polo Maragogi - Encontro Presencial: Fundamentos da Educação Infantil
8h30 – 11h30
6º P
Polo Maragogi - 1º Encontro Presencial: Projetos Integradores 6
8h30 – 11h30
14
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
6º P
Polo Maceió - 1º Encontro Presencial: Projetos Integradores 6
2º P
2º P
Polo Maceió – 2º Encontro Presencial: Fundamentos Sociológicos da Educação
Polo Maceió – 2º Encontro Presencial: Trabalho e Educação
8h30 – 11h30
4º P
Polo Maceió - Encontro Presencial: Planejamento, Currículo e Avaliação da Aprendizagem
13h30 – 16h30
4º P
Polo Maceió - Encontro Presencial: Corporeidade e Movimento
8h30 – 11h30
6º P
13h30 – 16h30
6º P
20
20
8h30 – 11h30
Polo Maceió - Encontro Presencial: Saberes e Metodologias da Educação Infantil 2
Polo Maceió - Encontro Presencial: Saberes e Metodologias do Ensino de Língua Portuguesa
2
DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
2º P
8h30 – 11h30
2º P
13h30 – 16h30
2º P
8h30 – 11h30
2º P
13h30 – 16h30
2º P
8h30 – 11h30
4º P
13h30 – 16h30
4º P
8h30 – 11h30
4º P
8h30 – 11h30
4º P
13h30 – 16h30
4º P
8h30 – 11h30
4º P
13h30 – 16h30
4º P
8h30 – 11h30
6º P
13h30 – 16h30
6º P
8h30 – 11h30
6º P
13h30 – 16h30
6º P
11h30 – 14h30
6º P
21
8h30 – 11h30
8h30 – 11h30
8h30 – 11h30
1º P
3º P
2º P
Polo São José da Laje - AVALIAÇÃO: Profissão Docente
Polo São José da Laje – AVALIAÇÃO: Avaliação
Polo Maceió – 1º Encontro Presencial: Leitura e Produção Textual em Língua Portuguesa
13h30 – 16h30
2º P
Polo Maceió – 1º Encontro Presencial: Estatística Educacional
8h30 – 11h30
2º P
Polo Maragogi – 2º Encontro Presencial: Trabalho e Educação
8h30 – 11h30
2º P
8h30 – 11h30
2º P
11h – 14h
2º P
8h30 – 11h30
4º P
Polo Maragogi - 1º Encontro Presencial: Projetos Integradores 2
Polos Santana do Ipanema, Olho D’Água das Flores, Maceió e Maragogi –
AVALIAÇÃO: Fundamentos Sociológicos da Educação
Polos Santana do Ipanema, Olho D’Água das Flores, Maceió e Maragogi –
AVALIAÇÃO: Trabalho e Educação
Polo Maragogi - Encontro Presencial: Corporeidade e Movimento
13h30 – 16h30
4º P
Polo Maragogi - Encontro Presencial: Planejamento, Currículo e Avaliação da Aprendizagem
8h30 – 11h30
4º P
Polo Olho D’Água das Flores - 1º Encontro Presencial: Projetos Integradores 4
13h30 – 16h30
4º P
8h30 – 11h
4º P
11h – 14h
4º P
8h30 – 11h30
6º P
Polo Santana do Ipanema - 1º Encontro Presencial: Projetos Integradores 4
Polos Santana do Ipanema e Olho D’Água das Flores – AVALIAÇÃO: Educação
Especial
Polos Santana do Ipanema e Olho D’Água das Flores – AVALIAÇÃO: Fundamentos da
Educação Infantil
Polo Olho D’Água das Flores - 1º Encontro Presencial: Projetos Integradores 6
8h30 – 11h30
6º P
8h30 – 11h30
6º P
13h30 – 16h30
6º P
Polo Santana do Ipanema - 1º Encontro Presencial: Projetos Integradores 6
Polo Maragogi - Encontro Presencial: Saberes e Metodologias do Ensino de Língua
Portuguesa 2
Polo Maragogi - Encontro Presencial: Saberes e Metodologias da Educação Infantil 2
11h30 – 14h30
6º P
Polos Santana do Ipanema e Olho D’Água das Flores – AVALIAÇÃO: Saberes e
Polo São José da Laje – 2º Encontro Presencial: Trabalho e Educação
Polo Olho D’Água das Flores – 1º Encontro Presencial: Leitura e Produção Textual em
Língua Portuguesa
Polo Olho D’Água das Flores – 1º Encontro Presencial: Estatística Educacional
Polo Santana do Ipanema – 1º Encontro Presencial: Estatística Educacional
Polo Santana do Ipanema – 1º Encontro Presencial: Leitura e Produção Textual em Língua
Portuguesa
Polos Maceió, Maragogi e São José da Laje – AVALIAÇÃO: Educação Especial
Polos Maceió, Maragogi e São José da Laje – AVALIAÇÃO: Fundamentos da Educação
Infantil
Polo São José da Laje - 1º Encontro Presencial: Projetos Integradores 4
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: Corporeidade e Movimento
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: Planejamento, Currículo e Avaliação
da Aprendizagem
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: Planejamento, Currículo e Avaliação da
Aprendizagem
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: Corporeidade e Movimento
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: Saberes e Metod. do Ensino de Língua
Portuguesa 2
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: Saberes e Metodologias da Educação
Infantil 2
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: Saberes e Metodologias da Educação
Infantil 2
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: Saberes e Metodologias do Ensino de
Língua Portuguesa 2
Polos Maceió e Maragogi – AVALIAÇÃO: Saberes e Metodologias do Ensino da
Matemática 1
163
Metodologias do Ensino da Matemática 1
27
8h30 – 11h30
2º P
Polo Olho D’Água das Flores - 1º Encontro Presencial: Projetos Integradores 2
13h30 – 16h30
2º P
Polo Santana do Ipanema - 1º Encontro Presencial: Projetos Integradores 2
8h30 – 11h30
2º P
Polo São José da Laje – 1º Encontro Presencial: Estatística Educacional
13h30 – 16h30
2º P
8h30 – 11h30
4º P
13h30 – 16h30
4º P
8h30 – 11h
4º P
11h30 – 14h
4º P
8h30 – 11h
6º P
11h30 – 14h
6º P
Polo São José da Laje – 1º Encontro Presencial: Leitura e Produção Textual em Língua
Portuguesa
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: Planejamento, Currículo e Avaliação da
Aprendizagem
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: Corporeidade e Movimento
Polos Maceió, Santana do Ipanema e Olho D’Água das Flores – AVALIAÇÃO:
Corporeidade e Movimento
Polos Maceió, Santana do Ipanema e Olho D’Água das Flores – AVALIAÇÃO:
Planejamento, Currículo e Avaliação da Aprendizagem
Polos Maceió, Santana do Ipanema e Olho D’Água das Flores – AVALIAÇÃO: Saberes
e Metodologias do Ensino de Língua Portuguesa 2
Polos Maceió, Santana do Ipanema e Olho D’Água das Flores – AVALIAÇÃO: Saberes
e Metodologias da Educação Infantil 2
28
8h30 – 11h30
2º P
Polo São José da Laje – 2º Encontro Presencial: Fundamentos Sociológicos da Educação
13h – 15h30
2º P
Polo São José da Laje – AVALIAÇÃO: Trabalho e Educação
8h30 – 11h30
2º P
Polo Maragogi – 1º Encontro Presencial: Leitura e Produção Textual em Língua Portuguesa
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
8h30 – 11h30
2º P
2º P
4º P
Polo Maragogi – 1º Encontro Presencial: Estatística Educacional
Polo Maceió - 1º Encontro Presencial: Projetos Integradores 2
Polo Maceió - 1º Encontro Presencial: Projetos Integradores 4
DEZEMBRO
4
8h30 – 11h30
2010
2º P
Polo São José da Laje - 1º Encontro Presencial: Projetos Integradores 2
13h – 15h30
2º P
8h30 – 11h30
2º P
13h30 – 16h30
2º P
Polo São José da Laje – AVALIAÇÃO: Fundamentos Sociológicos da Educação
Polo Olho D’Água das Flores – 2º Encontro Presencial: Leitura e Produção Textual em
Língua Portuguesa
Polo Olho D’Água das Flores – 2º Encontro Presencial: Estatística Educacional
8h30 – 11h30
2º P
13h30 – 16h30
2º P
8h30 – 11h
4º P
11h30 – 14h
4º P
Polo Santana do Ipanema – 2º Encontro Presencial: Estatística Educacional
Polo Santana do Ipanema – 2º Encontro Presencial: Leitura e Produção Textual em Língua
Portuguesa
Polos Maragogi e São José da Laje – AVALIAÇÃO: Corporeidade e Movimento
Polos Maragogi e São José da Laje – AVALIAÇÃO: Planejamento, Currículo e Avaliação
da Aprendizagem
5
8h30 – 11h30
2º P
Polo Maceió – 2º Encontro Presencial: Leitura e Produção Textual em Língua Portuguesa
13h30 – 16h30
2º P
8h30 – 11h30
4º P
13h30 – 16h30
4º P
Polo Maceió – 2º Encontro Presencial: Estatística Educacional
Polo Maceió - Encontro Presencial: Projeto Pedagógico, Organização e Gestão do Trabalho
Escolar
Polo Maceió - Encontro Presencial: (eletiva)
8h30 – 11h30
4º P
Polo Maragogi - 2º Encontro Presencial: Projetos Integradores 4
8h30 – 11h
6º P
Polo Maragogi – AVALIAÇÃO: Saberes e Metodologias do Ensino de Língua Portuguesa 2
11h30 – 14h
11
6º P
Polo Maragogi – AVALIAÇÃO: Saberes e Metodologias da Educação Infantil 2
8h30 – 11h30
2º P
13h30 – 16h30
2º P
8h30 – 11h30
4º P
13h30 – 16h30
12
8h30 – 11h30
4º P
Polo São José da Laje – 2º Encontro Presencial: Leitura e Produção Textual em Língua
Portuguesa
Polo São José da Laje – 2º Encontro Presencial: Estatística Educacional
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: Projeto Pedagógico, Organização e Gestão do
Trabalho Escolar
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: (eletiva)
2º P
Polo Maragogi – 2º Encontro Presencial: Projetos Integradores 2
8h30 – 11h30
2º P
Polo Maragogi – 2º Encontro Presencial: Leitura e Produção Textual em Língua Portuguesa
13h30 – 16h30
2º P
Polo Maragogi – 2º Encontro Presencial: Estatística Educacional
8h30 – 11h30
4º P
13h30 – 16h30
4º P
8h30 – 11h30
6º P
Polo Maragogi - Encontro Presencial: (eletiva)
Polo Maragogi - Encontro Presencial: Projeto Pedagógico, Organização e Gestão do
Trabalho Escolar
Polo Maragogi - 2º Encontro Presencial: Projetos Integradores 6
13h30 – 16h30
18
6º P
Polo Maragogi - Encontro Presencial: (eletiva)
8h30 – 11h
2º P
11h30 – 14h
2º P
8h30 – 11h30
4º P
Polos Maceió, Santana do Ipanema e Olho D’Água das Flores – AVALIAÇÃO: Leitura e
Produção Textual em Língua Portuguesa
Polos Maceió, Santana do Ipanema e Olho D’Água das Flores – AVALIAÇÃO:
Estatística Educacional
Polo Olho D’Água das Flores – Encontro Presencial: (eletiva)
164
13h30 – 16h30
4º P
8h30 – 11h30
4º P
13h30 – 16h30
4º P
Polo Olho D’Água das Flores – Encontro Presencial: Projeto Pedagógico, Organização e
Gestão do Trabalho Escolar
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: Projeto Pedagógico, Organização e
Gestão do Trabalho Escolar
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: (eletiva)
8h30 – 11h30
6º P
Polo Olho D’Água das Flores – Encontro Presencial: (eletiva)
13h30 – 16h30
6º P
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: (eletiva)
19
8h30 – 11h30
4º P
Polo São José da Laje - 2º Encontro Presencial: Projetos Integradores 4
6º P
Polo Maceió - Encontro Presencial: (eletiva)
Início do Recesso Natalino
8h30 – 11h30
21
JANEIRO
3
8
2011
Término do Recesso Natalino
8h30 – 11h
2º P
Polo Maragogi – AVALIAÇÃO: Leitura e Produção Textual em Língua Portuguesa
11h30 – 14h
2º P
Polo Maragogi – AVALIAÇÃO: Estatística Educacional
8h30 – 11h30
2º P
Polo São José da Laje - 2º Encontro Presencial: Projetos Integradores 2
13h – 15h
2º P
Polo São José da Laje – AVALIAÇÃO: Leitura e Produção Textual em Língua Portuguesa
15h30 – 17h30
2º P
Polo São José da Laje – AVALIAÇÃO: Estatística Educacional
8h30 – 11h30
2º P
Polo Maceió – 1º Encontro Presencial: Política e Organização da Educação Básica no Brasil
13h30 – 16h30
2º P
Polo Maceió – 1º Encontro Presencial: Fundamentos Psicopedagógicos da Educação
8h30 – 11h30
4º P
8h30 – 11h
4º P
11h30 – 14h
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
4º P
6º P
6º P
8h30 – 11h
6º P
Polo Maceió - 2º Encontro Presencial: Projetos Integradores 4
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO: Projeto Pedagógico, Organização e Gestão do Trabalho
Escolar
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO: (eletiva)
Polo Maceió - Encontro Presencial: Jogos, Recreação e Brincadeiras
Polo Maceió - 2º Encontro Presencial: Projetos Integradores 6
Polos Maragogi, Santana do Ipanema e Olho D’Água das Flores – AVALIAÇÃO:
(eletiva)
9
8h30 – 11h30
2º P
8h30 – 11h30
2º P
13h30 – 16h30
2º P
8h30 – 11h30
2º P
13h30 – 16h30
2º P
8h30 – 11h30
4º P
Polo Maceió - 2º Encontro Presencial: Projetos Integradores 2
Polo Olho D’Água das Flores – 1º Encontro Presencial: Política e Organização da Educação
Básica no Brasil
Polo Olho D’Água das Flores – 1º Encontro Presencial: Fundamentos Psicopedagógicos da
Educação
Polo Santana do Ipanema – 1º Encontro Presencial: Fundamentos Psicopedagógicos da
Educação
Polo Santana do Ipanema – 1º Encontro Presencial: Política e Organização da Educação
Básica no Brasil
Polo Olho D’Água das Flores - 2º Encontro Presencial: Projetos Integradores 4
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h
15
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
4º P
6º P
6º P
6º P
6º P
6º P
Polo Santana do Ipanema - 2º Encontro Presencial: Projetos Integradores 4
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: Jogos, Recreação e Brincadeiras
Polo Olho D’Água das Flores - 2º Encontro Presencial: Projetos Integradores 6
Polo Santana do Ipanema - 2º Encontro Presencial: Projetos Integradores 6
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: Jogos, Recreação e Brincadeiras
Polo Maceió – AVALIAÇÃO: (eletiva)
2º P
2º P
2º P
13h30 – 16h30
2º P
8h30 – 11h30
6º P
Polo Olho D’Água das Flores – 2º Encontro Presencial: Projetos Integradores 2
Polo Santana do Ipanema - 2º Encontro Presencial: Projetos Integradores 2
Polo Maragogi – 1º Encontro Presencial: Fundamentos Psicopedagógicos da Educação
Polo Maragogi – 1º Encontro Presencial: Política e Organização da Educação Básica no
Brasil
Polo Maragogi - Encontro Presencial: Jogos, Recreação e Brincadeiras
16
8h30 – 11h30
2º P
13h30 – 16h30
2º P
8h30 – 11h30
22
2º P
8h30 – 11h30
2º P
13h30 – 16h30
2º P
8h30 – 11h30
2º P
13h30 – 16h30
2º P
8h30 – 11h
4º P
Polo São José da Laje – 1º Encontro Presencial: Política e Organização da Educação Básica
no Brasil
Polo São José da Laje – 1º Encontro Presencial: Fundamentos Psicopedagógicos da
Educação
Polo Maceió – 1º Encontro Presencial: Política e Organização da Educação Básica no Brasil
Polo Olho D’Água das Flores – 2º Encontro Presencial: Política e Organização da Educação
Básica no Brasil
Polo Olho D’Água das Flores – 2º Encontro Presencial: Fundamentos Psicopedagógicos da
Educação
Polo Santana do Ipanema – 2º Encontro Presencial: Fundamentos Psicopedagógicos da
Educação
Polo Santana do Ipanema – 2º Encontro Presencial: Política e Organização da Educação
Básica no Brasil
Polo Maragogi – AVALIAÇÃO: Projeto Pedagógico, Organização e Gestão do Trabalho
Escolar
165
11h30 – 14h
4º P
8h30 – 11h
6º P
Polo Maragogi – AVALIAÇÃO: (eletiva)
Polos Maceió, Santana do Ipanema e Olho D’Água das Flores – AVALIAÇÃO: Jogos,
Recreação e Brincadeiras
23
8h30 – 11h30
2º P
Polo Maceió – 2º Encontro Presencial: Política e Organização da Educação Básica no Brasil
13h30 – 16h30
29
8h30 – 11h30
2º P
Polo Maceió – 2º Encontro Presencial: Fundamentos Psicopedagógicos da Educação
2º P
Polo Maragogi – 2º Encontro Presencial: Fundamentos Psicopedagógicos da Educação
13h30 – 16h30
2º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
2º P
4º P
6º P
8h30 – 11h
30
6º P
8h30 – 11h30
2º P
13h30 – 16h30
2º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
2º P
4º P
6º P
Polo Maragogi – 2º Encontro Presencial: Política e Organização da Educação Básica no
Brasil
Seminário Projetos Integradores 2
POLO OLHO D’ÁGUA DAS FLORES
Seminário Projetos Integradores 4
POLO OLHO D’ÁGUA DAS FLORES
Seminário Projetos Integradores 6
POLO OLHO D’ÁGUA DAS FLORES
Polo Maragogi – AVALIAÇÃO: Jogos, Recreação e Brincadeiras
Polo São José da Laje – 2º Encontro Presencial: Política e Organização da Educação Básica
no Brasil
Polo São José da Laje – 2º Encontro Presencial: Fundamentos Psicopedagógicos da
Educação
Seminário Projetos Integradores 2
POLO SANTANA DO IPANEMA
Seminário Projetos Integradores 4
POLO SANTANA DO IPANEMA
Seminário Projetos Integradores 6
POLO SANTANA DO IPANEMA
FEVEREIRO
2011
5
8h30 – 11h
2º P
11h30 – 14h
2º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
6
8h30 – 11h
11h30 – 14h
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
12
8h30 – 11h
11h30 – 14h
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
13
8h30 – 11h
11h30 – 14h
25
2º P
4º P
6º P
2º P
2º P
2º P
4º P
2º P
2º P
2º P
4º P
6º P
2º P
2º P
Polos Olho D’Água das Flores e Santana do Ipanema – AVALIAÇÃO: Política e
Organização da Educação Básica no Brasil
Polos Olho D’Água das Flores e Santana do Ipanema – AVALIAÇÃO: Fundamentos
Psicopedagógicos da Educação
Seminário Projetos Integradores 2
POLO MACEIÓ
Seminário Projetos Integradores 4
POLO MACEIÓ
Seminário Projetos Integradores 6
POLO MACEIÓ
Polo Maceió – AVALIAÇÃO: Política e Organização da Educação Básica no Brasil
Polo Maceió – AVALIAÇÃO: Fundamentos Psicopedagógicos da Educação
Seminário Projetos Integradores 2
POLO SÃO JOSÉ DA LAJE
Seminário Projetos Integradores 4
POLO SÃO JOSÉ DA LAJE
Polo São José da Laje – AVALIAÇÃO: Política e Organização da Educação Básica no Brasil
Polo São José da Laje – AVALIAÇÃO: Trabalho e Educação
Seminário Projetos Integradores 2
POLO MARAGOGI
Seminário Projetos Integradores 4
POLO MARAGOGI
Seminário Projetos Integradores 6
POLO MARAGOGI
Polo Maragogi – AVALIAÇÃO: Política e Organização da Educação Básica no Brasil
Polo Maragogi – AVALIAÇÃO: Trabalho e Educação
Encerramento do Semestre Letivo 2010.2
MARÇO
13
Início do Semestre Letivo 2011.1
166
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE EDUCAÇÃO
NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA A DISTÂNCIA
CRONOGRAMA ACADÊMICO 2011.1
MAIO
9
JUNHO
13
15
23
24
29
JULHO
9
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
10
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
2011
MATRÍCULAS INSTITUCIONAIS (3º/ 5º e 7º períodos)
2011
Feriado Municipal em Olho D’Água das Flores e São José da Laje
Início do Semestre Letivo 2011.1
Todas as disciplinas serão abertas no Ambiente Virtual de Aprendizagem.
FERIADO TOTAL: CORPUS CHRISTI
FERIADO TOTAL: SÃO JOÃO
FERIADO TOTAL: MARECHAL FLORIANO PEIXOTO
2011
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
7º P
7º P
7º P
7º P
7º P
7º P
7º P
7º P
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Maragogi - Encontro Presencial: ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
Maragogi - Encontro Presencial: ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Polo Maragogi - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Maceió – Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Polo Maragogi - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
167
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
12
16
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
5º P
5º P
7º P
7º P
7º P
7º P
7º P
7º P
7º P
7º P
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
ANIVERSÁRIO DO CURSO DE PEDAGOGIA DA UFAL (DESDE 1955)
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
7º P
7º P
7º P
7º P
7º P
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
Polo Maceió - Encontro Presencial: ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
Polo Maceió - Encontro Presencial: ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial: FUNDAMENTOS POLÍTICOS DA EDUCAÇÃO
Polo Maragogi - Encontro Presencial: FUNDAMENTOS POLÍTICOS DA EDUCAÇÃO
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial: PESQUISA EDUCACIONAL
Polo Maceió - Encontro Presencial: PESQUISA EDUCACIONAL
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Maceió – Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 2 (Paulo
Nim)
Polo Maragogi - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 2 (Paulo
Nim)
17
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
7º P
7º P
7º P
7º P
7º P
7º P
7º P
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial::
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presenci:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
Polo Maceió - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Polo Maceió - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: PESQUISA EDUCACIONAL
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: PESQUISA EDUCACIONAL
Polo Maceió - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Polo Maceió – Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
168
13h30 – 16h30
23
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
7º P
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
5º P
5º P
8h30 – 11h30
5º P
13h30 – 16h30
5º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
24
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
7º P
7º P
7º P
7º P
7º P
7º P
Polo Maceió - Encontro Presencial: FUNDAMENTOS POLÍTICOS DA EDUCAÇÃO
Polo Maceió - Encontro Presencial: FUNDAMENTOS POLÍTICOS DA EDUCAÇÃO
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: AVALIAÇÃO
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: AVALIAÇÃO
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: FUNDAMENTOS POLÍTICOS DA EDUCAÇÃO
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: FUNDAMENTOS POLÍTICOS DA EDUCAÇÃO
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DA
EDUCAÇÃO INFANTIL 1
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DA
EDUCAÇÃO INFANTIL 1
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 2 (Clériston
dos Anjos)
Polo Maceió – Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 2 (Clériston
dos Anjos)
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
8h30 – 11h30
5º P
13h30 – 16h30
5º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
5º P
5º P
5º P
5º P
7º P
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
7º P
7º P
7º P
7º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
5º P
5º P
5º P
5º P
26
30
8h30 – 11h30
3º P
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: FUNDAMENTOS POLÍTICOS DA EDUCAÇÃO
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: FUNDAMENTOS POLÍTICOS DA EDUCAÇÃO
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: AVALIAÇÃO
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: AVALIAÇÃO
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DA EDUCAÇÃO
INFANTIL 1
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DA EDUCAÇÃO
INFANTIL 1
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Maceió – Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO
DA MATEMÁTICA 2
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO
DA MATEMÁTICA 2
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
FERIADO TOTAL EM SANTANA DO IPANEMA – NOSSA SENHORA SANTANA
(PADROEIRA)
Polo Maceió - Encontro Presencial: CURRÍCULO
169
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
8h30 – 11h30
5º P
13h30 – 16h30
5º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
5º P
5º P
7º P
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
31
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
5º P
5º P
8h30 – 11h30
5º P
13h30 – 16h30
5º P
8h30 – 11h30
5º P
13h30 – 16h30
5º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
5º P
5º P
8h30 – 11h30
5º P
13h30 – 16h30
5º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
Polo Maceió - Encontro Presencial: CURRÍCULO
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: PROJETOS INTEGRADORES 3
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: PROJETOS INTEGRADORES 3
Polo Maragogi - Encontro Presencial: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Polo Maragogi - Encontro Presencial: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL 1
Polo Maceió - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL 1
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENS. DE LÍNGUA
PORTUGUESA 1
Polo Maragogi - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENS. DE LÍNGUA
PORTUGUESA 1
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DA HISTÓRIA 1
Polo Maceió – Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DA HISTÓRIA 1
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 2 (Claudia Pimentel)
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 2 (Claudia Pimentel)
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 2 (Andreza Fabrícia)
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 2 (Andreza Fabrícia)
Polo Maragogi - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE CIÊNCIAS
NATURAIS 1
Polo Maragogi - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE CIÊNCIAS
NATURAIS 1
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: PROJETOS INTEGRADORES 3
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: PROJETOS INTEGRADORES 3
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
Polo Maragogi - Encontro Presencial: CURRÍCULO
Polo Maragogi - Encontro Presencial: CURRÍCULO
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: AVALIAÇÃO
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: AVALIAÇÃO
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 1
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 1
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 1
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 1
Polo Maragogi - Encontro Presencial: ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DOS PROCESSOS EDUCATIVOS
Polo Maragogi - Encontro Presencial: ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DOS PROCESSOS EDUCATIVOS
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENS. DE LÍNGUA
PORTUGUESA 1
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENS. DE LÍNGUA
PORTUGUESA 1
Polo Maceió - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE CIÊNCIAS
NATURAIS 1
Polo Maceió – Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE CIÊNCIAS
NATURAIS 1
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 1
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 1
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 1
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO
170
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
7º P
7º P
AGOSTO
SUPERVISIONADO 1
Polo Maragogi - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DA HISTÓRIA 1
Polo Maragogi - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DA HISTÓRIA 1
2011
6
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
3º P
3º P
3º P
3º P
8h30 – 11h30
3º P
13h30 – 16h30
3º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
3º P
3º P
3º P
3º P
5º P
5º P
8h30 – 11h30
5º P
13h30 – 16h30
5º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
5º P
5º P
5º P
5º P
8h30 – 11h30
5º P
13h30 – 16h30
5º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
7
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
3º P
3º P
8h30 – 11h30
3º P
13h30 – 16h30
3º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
5º P
5º P
5º P
5º P
8h30 – 11h30
5º P
13h30 – 16h30
5º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
5º P
5º P
5º P
5º P
Polo Maceió - Encontro Presencial: DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM
Polo Maceió - Encontro Presencial: DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: FUNDAMENTOS ANTROPOLÓGICOS DA
EDUCAÇÃO
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: FUNDAMENTOS ANTROPOLÓGICOS DA
EDUCAÇÃO
Polo Maragogi - Encontro Presencial: AVALIAÇÃO
Polo Maragogi - Encontro Presencial: AVALIAÇÃO
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: DIDÁTICA
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: DIDÁTICA
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DOS
PROCESSOS EDUCATIVOS
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DOS
PROCESSOS EDUCATIVOS
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: PESQUISA EDUCACIONAL
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: PESQUISA EDUCACIONAL
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DA EDUCAÇÃO
INFANTIL 1
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DA EDUCAÇÃO
INFANTIL 1
Polo Maceió - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE CIÊNCIAS
NATURAIS 1
Polo Maceió – Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE CIÊNCIAS
NATURAIS 1
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO
DA HISTÓRIA 1
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO
DA HISTÓRIA 1
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DA
GEOGRAFIA 1 (Profa. Francineila)
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DA
GEOGRAFIA 1 (Profa. Francineila)
Polo Maragogi - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE CIÊNCIAS
NATURAIS 1
Polo Maragogi - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE CIÊNCIAS
NATURAIS 1
Polo Maceió - Encontro Presencial: AVALIAÇÃO
Polo Maceió - Encontro Presencial: AVALIAÇÃO
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: FUNDAMENTOS ANTROPOLÓGICOS DA
EDUCAÇÃO
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: FUNDAMENTOS ANTROPOLÓGICOS DA
EDUCAÇÃO
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Polo Maragogi - Encontro Presencial: DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM
Polo Maragogi - Encontro Presencial: DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: CURRÍCULO
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: CURRÍCULO
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: PESQUISA EDUCACIONAL
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: PESQUISA EDUCACIONAL
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DOS PROCESSOS
EDUCATIVOS
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DOS PROCESSOS
EDUCATIVOS
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
171
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
11
13
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
14
20
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
Polo Maceió - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DA GEOGRAFIA 1
(Profa. Edna)
Polo Maceió – Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DA GEOGRAFIA 1
(Profa. Edna)
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO
DA GEOGRAFIA 1 (Profa. Francineila)
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO
DA GEOGRAFIA 1(Profa. Francineila)
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DA
HISTÓRIA 1
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DA
HISTÓRIA 1
Polo Maragogi - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DA GEOGRAFIA
1 (Profa. Graça Marinho)
Polo Maragogi - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DA GEOGRAFIA
1 (Profa. Graça Marinho)
FERIADO ESCOLAR: DIA DO ESTUDANTE
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
7º P
7º P
7º P
7º P
7º P
7º P
7º P
7º P
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: DIDÁTICA
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: CURRÍCULO
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: CURRÍCULO
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: DIDÁTICA
Polo Maragogi - Encontro Presencial: PROJETOS INTEGRADORES 3
Polo Maragogi - Encontro Presencial: PROJETOS INTEGRADORES 3
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial:
Polo Maceió - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Polo Maceió - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial : SABERES E METODOLOGIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL 1
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Polo Maceió - Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Polo Maceió – Encontro Presencial: ORIENTAÇÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
DIA DOS PAIS
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
5º P
5º P
Polo Maceió - Encontro Presencial: PROJETOS INTEGRADORES 3
Polo Maceió - Encontro Presencial: PROJETOS INTEGRADORES 3
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial: FUNDAMENTOS ANTROPOLÓGICOS DA EDUCAÇÃO
Polo Maragogi - Encontro Presencial: FUNDAMENTOS ANTROPOLÓGICOS DA EDUCAÇÃO
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: DIDÁTICA
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: DIDÁTICA
Polo Maceió - Encontro Presencial: ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DOS PROCESSOS EDUCATIVOS
Polo Maceió - Encontro Presencial: ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DOS PROCESSOS EDUCATIVOS
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIA DA LINGUA
PORTUGESA1
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIA DA LINGUA
PORTUGESA1
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial: PESQUISA EDUCACIONAL
Polo Maragogi - Encontro Presencial: PESQUISA EDUCACIONAL
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: SABERES E METODOLIGIA DA LÍNGUA
PORTUGUESA 1
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIA DA LÍNG
8h30 – 11h30
5º P
13h30 – 16h30
5º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
5º P
5º P
5º P
5º P
8h30 – 11h30
5º P
13h30 – 16h30
5º P
172
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
7º P
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
21
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
3º P
5º P
5º P
5º P
5º P
8h30 – 11h30
5º P
13h30 – 16h30
5º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
5º P
5º P
8h30 – 11h30
5º P
13h30 – 16h30
5º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
7º P
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
7º P
7º P
27
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
3º P
3º P
3º P
3º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
7º P
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
Polo Maceió - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DA MATEMÁTICA 2
Polo Maceió – Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DA MATEMÁTICA 2
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO
DE CIÊNCIAS NATURAIS 1
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO
DE CIÊNCIAS NATURAIS 1
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE
CIÊNCIAS NATURAIS 1
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE
CIÊNCIAS NATURAIS 1
Polo Maragogi - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DA
MATEMÁTICA 2
Polo Maragogi - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DA
MATEMÁTICA 2
Polo Maceió - Encontro Presencial: FUNDAMENTOS ANTROPOLÓGICOS DA EDUCAÇÃO
Polo Maceió - Encontro Presencial: FUNDAMENTOS ANTROPOLÓGICOS DA EDUCAÇÃO
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial: DIDÁTICA
Polo Maragogi - Encontro Presencial: DIDÁTICA
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM
Polo Maceió - Encontro Presencial: EDUCAÇÃO E MEIO AMBIENTE
Polo Maceió - Encontro Presencial: EDUCAÇÃO E MEIO AMBIENTE
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIA DA LINGUA
PORTUGESA1
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIA DA LINGUA
PORTUGESA1
Polo Maragogi - Encontro Presencia:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DOS PROCESSOS
EDUCATIVOS
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DOS PROCESSOS
EDUCATIVOS
Polo Maceió - Encontro Presencial:
Polo Maceió – Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO
DE CIÊNCIAS NATURAIS 1
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO
DE CIÊNCIAS NATURAIS 1
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE
CIÊNCIAS NATURAIS 1
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE
CIÊNCIAS NATURAIS 1
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
Polo Maragogi - Encontro Presencial:
FERIADO TOTAL EM MACEIÓ: NOSSA SENHORA DOS PRAZERES – PADROEIRA DE
MACEIÓ
POLOS MARAGOGI, OLHO D’ÁGUA DAS FLORES E SANTANA DO IPANEMA – AVALIAÇÃO
POLOS MARAGOGI, OLHO D’ÁGUA DAS FLORES E SANTANA DO IPANEMA – AVALIAÇÃO
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: FUNDAMENTOS POLÍTICOS DA EDUCAÇÃO
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: FUNDAMENTOS POLÍTICOS DA EDUCAÇÃO
TODOS OS POLOS (Exceto Polo Maceió) – AVALIAÇÃO
TODOS OS POLOS (Exceto Polo Maceió) – AVALIAÇÃO
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Maragogi – AVALIAÇÃO
Polo Maragogi – AVALIAÇÃO
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO
DE MATEMÁTICA 2
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO
DE MATEMÁTICA 2
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE
MATEMÁTICA 2
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE
MATEMÁTICA 2
173
28
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
3º P
3º P
8h30 – 11h30
3º P
13h30 – 16h30
3º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
SETEMBRO
3
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
5º P
7º P
7º P
8h30 – 11h30
3º P
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
3º P
5º P
5º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
4
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
3º P
3º P
5º P
5º P
7º P
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
7
10
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
3º P
3º P
5º P
5º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
11
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
16
17
18
24
8h30 – 11h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
7º P
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: FUNDAMENTOS ANTROPOLÓGICOS DA
EDUCAÇÃO
Polo São José da Laje - Encontro Presencial: FUNDAMENTOS ANTROPOLÓGICOS DA
EDUCAÇÃO
Polo São José da Laje: SABERES E METODOLOGIA DA LÍNGUA PORTUGUESA 1
Polo São José da Laje: SABERES E METODOLOGIA DA LÍNGUA PORTUGUESA 1
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Olho D’Água das Flores - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
Polo Santana do Ipanema - Encontro Presencial:
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
2011
Polo Maceió- Encontro Presencial : DIDÁTICA
Polo Maceió- Encontro Presencial : DIDÁTICA
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
TODOS OS POLOS
AVALIAÇÃO – SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DAS CIÊNCIAS NATURAIS 1
POLOS OLHO D’ÁGUA DAS FLORES E SANTANA DO IPANEMA – AVALIAÇÃO
Polo Maceió – PLANTÃO DE DÚVIDAS: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE
MATEMÁTICA 2
Polo Maceió - PLANTÃO DE DÚVIDAS: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE
MATEMÁTICA 2
Polo Maragogi - PLANTÃO DE DÚVIDAS: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE
MATEMÁTICA 2
Polo Maragogi - PLANTÃO DE DÚVIDAS: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE
MATEMÁTICA 2
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
POLOS MACEIÓ E MARAGOGI – AVALIAÇÃO
POLOS MACEIÓ E MARAGOGI – AVALIAÇÃO
Polo Olho D’Água das Flores – PLANTÃO DE DÚVIDAS: SABERES E METODOLOGIAS DO
ENSINO DE MATEMÁTICA 2
Polo Olho D’Água das Flores - PLANTÃO DE DÚVIDAS: SABERES E METODOLOGIAS DO
ENSINO DE MATEMÁTICA 2
Polo Santana do Ipanema - PLANTÃO DE DÚVIDAS: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO
DE MATEMÁTICA 2
Polo Santana do Ipanema - PLANTÃO DE DÚVIDAS: SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO
DE MATEMÁTICA 2
FERIADO TOTAL: INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
TODOS OS POLOS
AVALIAÇÃO - SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE MATEMÁTICA 2
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
3º P
3º P
5º P
5º P
7º P
7º P
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
FERIADO TOTAL: EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE ALAGOAS
SÁBADO
DOMINGO
3º P
3º P
3º P
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
Polo Maceió – Seminário de Projetos Integradores 3
Polo Maceió - Seminário de Projetos Integradores 3
174
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
3º P
5º P
5º P
8h30 – 11h30
5º P
13h30 – 16h30
5º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
5º P
5º P
8h30 – 11h30
5º P
13h30 – 16h30
5º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
7º P
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
7º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
25
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
7º P
7º P
8h30 – 11h30
5º P
8h30 – 11h30
7º P
8h30 – 11h30
7º P
13h30 – 16h30
7º P
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
OUTUBRO
1
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
2
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
9
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
10
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
7º P
7º P
7º P
3º P
3º P
3º P
3º P
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
Polo Maceió - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Polo Maceió - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Polo Olho D’Água das Flores - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 1
Polo Olho D’Água das Flores - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 1
Polo Maragogi - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Polo Maragogi - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Polo São José da Laje - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO
1
Polo São José da Laje - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO
1
Polo Maceió - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Polo Maceió – APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Polo Olho D’Água das Flores - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 1
Polo Olho D’Água das Flores - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 1
Polo Santana do Ipanema - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 2
Polo Maragogi - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Polo Maragogi - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
TODOS OS POLOS – AVALIAÇÃO
Polo Maragogi - Seminário de Projetos Integradores 3
Polo Maragogi - Seminário de Projetos Integradores 3
Polo Santana do Ipanema - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 1
Polo Santana do Ipanema - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 1
Polo Olho D’Água das Flores - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 2
Polo Olho D’Água das Flores - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 2
Polo Maceió - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 2
Polo Maceió – APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 2
Polo Maragogi - APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 2
2011
3º P
3º P
3º P
3º P
5º P
5º P
7º P
7º P
TODOS OS POLOS – PROVA FINAL
TODOS OS POLOS - PROVA FINAL
Polo Olho D’Água das Flores - Seminário de Projetos Integradores 3
Polo Olho D’Água das Flores - Seminário de Projetos Integradores 3
TODOS OS POLOS - PROVA FINAL
TODOS OS POLOS - PROVA FINAL
TODOS OS POLOS - PROVA FINAL
TODOS OS POLOS – PROVA FINAL
3º P
3º P
3º P
3º P
5º P
5º P
7º P
7º P
TODOS OS POLOS – PROVA FINAL
TODOS OS POLOS - PROVA FINAL
Polo Santana do Ipanema - Seminário de Projetos Integradores 3
Polo Santana do Ipanema - Seminário de Projetos Integradores 3
TODOS OS POLOS - PROVA FINAL
TODOS OS POLOS - PROVA FINAL
TODOS OS POLOS - PROVA FINAL
TODOS OS POLOS – PROVA FINAL
3º P
3º P
3º P
3º P
5º P
5º P
7º P
7º P
TODOS OS POLOS – PROVA FINAL
TODOS OS POLOS - PROVA FINAL
Polo São José da Laje - Seminário de Projetos Integradores 3
Polo São José da Laje - Seminário de Projetos Integradores 3
TODOS OS POLOS - PROVA FINAL
TODOS OS POLOS - PROVA FINAL
TODOS OS POLOS - PROVA FINAL
TODOS OS POLOS – PROVA FINAL
3º P
3º P
5º P
TODOS OS POLOS – PROVA FINAL
TODOS OS POLOS - PROVA FINAL
TODOS OS POLOS - PROVA FINAL
175
13h30 – 16h30
8h30 – 11h30
13h30 – 16h30
12
15
16
22
28
29
5º P
7º P
7º P
TODOS OS POLOS - PROVA FINAL
TODOS OS POLOS - PROVA FINAL
TODOS OS POLOS – PROVA FINAL
FERIADO TOTAL: NOSSA SENHORA APARECIDA – PADROEIRA DO BRASIL
ENCERRAMENTO DO SEMESTRE LETIVO 2011.1
MATRÍCULAS INSTITUCIONAIS (4º/ 6º e 8º períodos)
FERIADO TOTAL: DIA DO FUNCIONÁRIO PÚBLICO
INÍCIO DO SEMESTRE LETIVO 2011.2
Todas as disciplinas serão abertas no Ambiente Virtual de Aprendizagem.
176
ANEXO D - Resumo sobre o curso de uso de áudio na EAD em 2010
O curso de Introdução ao uso de áudio que ministrei em meados do ano passado (2010) no
Nead teve aproximadamente 20 docentes participantes. O objetivo básico era fazer com que
conhecessem os recursos de áudio e os comandos básicos dos aplicativos Power Point e Audacity para
enriquecerem suas aulas postadas no ambiente virtual Moodle.
Não foi possível obter o rendimento esperado, uma vez que os computadores do Polo Maceió
não permitem o acesso ao pacote multimídia do Linux, fato que dificultou muito o nosso trabalho, pois
como usar as ferramentas de captação e edição de áudio se o sistema não permite o acesso? Fui
informado que somente a equipe de TI da Prefeitura de Maceió – responsável pela instalação dos
computadores no Polo tem a senha. Porém não há ninguém do setor de TI da prefeitura para nos dar
assistência. Já reclamei junto ao NTI que informou não poder fazer nada, pois o Polo é de
responsabilidade da prefeitura de Maceió e não da Ufal, e como não temos a senha, o NTI não mexe
nos computadores!
Para não prejudicar o curso que durou a parte da manhã e uma parte do período da tarde,
utilizei meu notebook onde tenho os aplicativos em funcionamento. Havia 2 outros professores com
seus notebooks também em sala. Dessa forma, dividimos os/as docentes em 3 grupos e foi possível –
com muita dificuldade, explicar ao grupo como usar o recurso de edição em áudio do Power Point e
como trabalhar com o aplicativo Audacity.
Quanto ao uso específico do Audacity foram feitas algumas gravações em sala e a seguir
expliquei, usando o projetor multimídia em meu notebook, quais os principais comandos/ícones do
programa e suas funções nas ações de captação, edição e finalização do áudio.
O grupo demonstrou muito interesse pelos conteúdos e pelos resultados finais, mas lamentou
o fato de não ter havido condições técnicas de produção individual nos computadores do laboratório,
justamente pela impossibilidade de rodar o pacote multimídia em todos os computadores que lá estão.
Pois como afirmei, o Linux não dá permissão para rodá-lo, o que é uma falha lamentável. Como
orientar a equipe de docentes e/ou de tutores a usar os aplicativos que estão no pacote multimídia do
Linux, se não temos a senha dos computadores do Polo?
Inclusive nem os computadores da sala de tutoria do Nead permitem o uso do citado pacote,
pois também pertencem à Prefeitura de Maceió e a equipe de TI da Prefeitura também deixou todos os
micros do Nead com o Linux bloqueados por senha.
Enfim, há muitas dificuldades para se trabalhar a questão multimídia com o sistema
computacional do Polo Maceió – e creio que nos demais pólos também. Os participantes pediram com
urgência para que seja vista essa questão do bloqueio do pacote multimídia no Linux, pois querem
praticar e ampliar mais o domínio das ferramentas multimidiáticas na Ead, porém é preciso resolver tal
questão técnica no Polo Maceió e também no Nead.
- Prof. Antonio Francisco Ribeiro de Freitas Pós-Doutor em Mídia e Educação - Un. do Porto
Doutor em Ciências da Linguagem - UFAL
