Mirelly Karlla da Silva

Qualificação

Pesquisa Colaborativa e Formação Continuada: construindo caminhos para a inclusão escolar de adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Resumo

A inclusão escolar de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) vem avançando no Brasil. Entretanto, barreiras pedagógicas obstaculizam o ensino e o aprendizado nos Anos Finais do Ensino Fundamental, visto que planejar atividades e avaliações alinhadas ao currículo comum é um desafio para os professores. Diante desta realidade, o Plano Educacional Individualizado (PEI) emerge como uma proposta didático-pedagógica que considera os perfis de aprendizagem dos alunos, norteando os professores a caminhos inclusivos. Mas, para que o PEI alcance a equidade esperada, sua construção deve ser colaborativa. Face a essa realidade, surge a seguinte pergunta: quais os sentidos e significados podem ser atribuídos pelos docentes da área de Ciências Exatas aos momentos de formação continuada em serviço realizados em formato colaborativo voltado a produção do PEI com foco em promover melhores condições de ensino e aprendizagem dos adolescentes com TEA matriculados nos Anos Finais do Ensino Fundamental? Isto posto, o objetivo geral dessa pesquisa consiste em apreender as significações constituídas por professores de Ciências Exatas à construção colaborativa do PEI para adolescentes com TEA, a partir de uma formação continuada em serviço, identificando as barreiras, os desdobramentos metodológicos e as contribuições desse processo para o ensino e a aprendizagem na escola regular. Três objetivos específicos foram delineados: a) promover formações continuadas em serviço com foco na construção colaborativa do PEI; b) apreender os sentidos e significados atribuídos pelos professores de Ciências Exatas acerca do processo de construção em formato colaborativo do PEI; c) analisar as barreiras que entrava a produção do PEI, bem como os desdobramentos metodológicos e contribuições dos momentos formativos com vistas ao processo de ensino-aprendizagem dos alunos com TEA nos Anos Finais do Ensino Fundamental. Para alcançarmos tais objetivos, realizamos momentos formativos que subsidiaram as fases iniciais de produção dos dados. Posteriormente, aplicaremos um questionário on-line aos docentes que participaram das formações, além de realizar sessões reflexivas com seis professores da área de Ciências Exatas e dois gestores de uma escola da rede pública estadual de Alagoas. Todos os partícipes estiveram presentes nos encontros formativos. Quanto à análise dos dados, fizemos uma exposição analítico-interpretativa das formações desenvolvidas; adicionalmente, faremos a Análise Temática e os Núcleos de Significação. Os resultados parciais indicam que os momentos formativos em serviço, realizados com vistas à produção do PEI, impulsionaram uma maior participação dos docentes e demais partícipes, viabilizando a implementação deste plano no âmbito escolar. Evidencia-se que, a partir dos encontros formativos, colaborativos e dialógicos, os professores produziram os planos e, em consonância com estes, também elaboraram atividades articuladas aos objetivos propostos no PEI e ao currículo comum. Podemos concluir, parcialmente, que tal articulação propiciou meios concretos de operacionalização do PEI na prática escolar, resultando em maiores possibilidades de inclusão e participação dos alunos com TEA nos Anos Finais do Ensino Fundamental.

Palavras-chave

transtorno do espectro autista; formação continuada em serviço; plano educacional individualizado; pesquisa colaborativa.

Membros da Banca

Neiza de Lourdes Frederico Fumes (Presidente)
UFAL
Elisangela Leal de Oliveira Mercado (Interno(a))
UFAL
David dos Santos Calheiros (Externo(a) à Instituição)
UNCISAL
Informações da Sessão
Out 22
Data e Hora
Terça-feira, 14:00h
Candidato(a)
Mirelly Karlla da Silva
Local
Sala 202 / CEDU